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domingo, 10 de novembro de 2013

Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia?

Júri troiko a caminho da passarela. Nov.2013

Interessante imagem do professor Paul de Grauwe; “Portugal errou ao querer ganhar o concurso de beleza da austeridade”. Tem sido assim, um país governado por betinhos perigosos sob o olhar inerte de Belém.

Recomendando a leitura do artigo de hoje, do Público; só não se entende o que o economista quer dizer com, “Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam”. Refere-se decerto ao presidente da Comissão, Durão Barroso.

Ora, Durão Barroso tem sido bastante usado pelo governo de Passos/Portas e por Cavaco Silva, precisamente para vender o que chamou “concurso de beleza” e nós por cá designamos por, “fazer o papel do bom aluno”. A Comissão Europeia e Barroso são co-autores e cúmplices do erro português.

Já tínhamos citado Paul de Grauwe em fevereiro do ano passado, (clicar aqui) quando ele afirmou que “ são os portugueses que estão a pagar aos alemães”; numa altura em que Passos tratava os seus compatriotas por piegas e o secretário da troika, Carlos Moedas, escrevia no Wall Street Journal que Portugal “estava a vencer ventos contrários”.

Os ventos continuam contrários e estamos longe de vencê-los, sopram do governo português, de Belém, de Bruxelas, de Berlim e de mais umas capitais do capitalismo financeiro. 

A voz de Paul Grauwe e tantos outros com os mesmos alertas é bem-vinda.

Estamos num remoinho danado.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Aos cortes chamam-lhe poupança.

Empenhados. Fev.2013

O corte de 4 mil milhões de euros, a tal “questão acessória” para o porta-voz de sound bites do governo, António Borges, passou a ter uma nova terminologia - lançada pela ligação do FMI ao executivo, o secretário Carlos Moedas.

Em vez de “cortes”, palavra em uso, o dito Moedas passou a chamar-lhe poupança. São “Poupança e não cortes”, afirmou.

Empenhado em poupar 1. Fev 2013 Empenhado em poupar 2.Fev.2013










A emenda está a ser seguida. O jornal Público titulou “Carlos Moedas admite que parte da poupança de 4000 milhões pode ter efeito já este ano” e em subtítulo escreveu “ Conselho de Ministros discutiu cortes na despesa, mas secretário de Estado recusa comentar distribuição das poupanças por áreas.”

Aprendam como funciona o marketing político!

Poupança…!? 

Senhores dos jornais – POUPEM-NOS!

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Conferência Debate off-the-record. Estúpidos!

Coisa mais parva que este governo pariu.Jan.2013

Não quero saber NADA desta infantilidade.

Notícia será algum “jornalista” sem vértebras escrever sobre esta parvoíce do PSD
 e dos “governantes”.

São apenas patetas – mesmo MUITO patetas.
 
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A receita FMI. A discussão do relatório FMI.

FMI colorido aplica receita FMI.Jan.2013

O relatório dos intitulados “especialistas internacionais”, ditos do FMI, nada altera, para pouco serve, e esse pouco não ajuda, de todo, a começar qualquer discussão sobre medidas concretas da governação. É um texto político de apoio (improvável) à propaganda do governo.

Estes “expertos” vieram pelo convite de Vítor Gaspar, em Outubro passado, ver as contas do Estado, (fora do âmbito do programa da troika) para ajudar o governo a governar, só isso. Têm a experiência de governar que tinha Passos Coelho antes de tomar posse; “ajudam” como qualquer dos múltiplos fornecedores de estudos que nos custam milhões.

O líder dos consultores, o alemão Gert Schwartz andou pelo Brasil, antes deles se verem livres do FMI e transformarem-se, por isso, no “povo mais feliz do planeta”.

Um relatório baseado em “pressupostos errados” (disse o ministro Pedro Mota Soares) só tem um caminho – lixo. O ministério das Finanças acha que é um contributo, o CDS que é “intercalar não oficial” e o ministro Álvaro que é “um entre muitos contributos”; Álvaro Santos Pereira diz mesmo que o relatório não é decisivo e que aguarda a contribuição dos sindicatos, parceiros sociais e partidos políticos. Patético.

O relatório, apesar de ridículo (como o Carlos Moedas) contém a receita FMI; só que a prescrição nesta dose é aqui pouco exequível a curto prazo. A receita do FMI é conhecida há muito; era conhecida aquando da queda do governo anterior, era conhecida quando não se votou contra Passos Coelho, (que nunca escondeu querer governar com o FMI) e era conhecida quando os portugueses não votaram contra Cavaco Silva. Não é tempo para surpresas.

Com isto, o FMI perdeu a cara de menino bom da troika, faz um favor ao governo que vai tentar aplicar uma dose intermédia, numa negociação virtual de bazar marroquino. Deitar barro à parede e apregoar que vem aí desgraça para aplicar medidas gravosas parecendo menos gravosas, é a especialidade fraudulenta do governo.

Também serve para ver a reacção geral da população e por sectores, se não houver oposição forte, vai haver forte investida do governo contra quem mostrar mais fragilidade.

  PS: Depois de escrever isto, vi António Barreto na televisão dizer que “o relatório inquina qualquer discussão”. Também tu, Barreto…!

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cavaco quer todos a fazer a propaganda do governo.

Cavaco Silva no 25 de Abril.Abr.2012

O Presidente da República exortou hoje todos os portugueses a corrigir a falta de informação e a desinformação que diz existir no estrangeiro sobre Portugal. Lê-se no i online. Não ouvi o discurso, acredito ser essa a intenção, pôr a malta toda a fazer publicidade do argumentário do PSD/CDS/Presidência, a troika doméstica, (que ainda é pior que a outra troika).

Diz o Professor de Finanças que “isso contribuirá para o crescimento e a criação de emprego”; para o crescimento, duvido, pois andar de um lado para o outro desgasta o esqueleto, já criar emprego cria, falta dizer é se é remunerado. Quero lembrar a Cavaco, uma vez que a nossa economia caminha para o modelo chinês, que atente no facto de os propagandistas do PC Chinês ganharem acima da média, para além de outras benesses.

Cavaco disse, “todos os portugueses e não apenas os agentes políticos têm o dever…” cheira a incitamento com deveres e direitos desequilibrados. Vítor Gaspar, Relvas, Moedas, Portas, Passos, o próprio Cavaco, entre outros agentes menores da propaganda, têm direito a excelentes salários para cumprirem o dever de pintar de rosa o definhamento nacional, o resto dos portugueses teriam igual dever, sem direito a receber nada em troca.

Cavaco pede para todos os portugueses mentirem, que digam que estão bem quando se sentem cada dia pior. Para mensagem de chefe de Estado diz muito, também no estrangeiro, sobre o país que somos (e sobre os dirigentes que elegemos).

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O piegas Passos Coelho queixa-se sem razão.

Fechado.Fev2012


Os portugueses queixam-se de estarem a ser roubados nos seus salários e direitos, queixam-se da precariedade laboral e do desemprego, queixam-se do trabalho gratuito e de lhes tirarem os seus dias de descanso, queixam-se dos aumentos dos transportes, energia e outros bens essenciais, queixam-se das desigualdades e do empobrecimento. Não são pieguices.

Piegas é Passos Coelho com a lamúria de não o entenderem, nem cá nem no estrangeiro. Não lhe entendem as desmesuradas nomeações de amigos e familiares de governantes para cargos públicos, ou como ficando mais pobres pagamos a dívida que não pára de crescer, ou as mentiras da campanha eleitoral. Não lhe entendem que faça da caridade, política social; da cedência ao terrorismo económico dos mercados, estratégia de governação; da independência nacional, gato-sapato.

O piegas Passos Coelho assumiu o discurso vergonhoso alemão, de que aqui não se trabalha – “os países preguiçosos do sul” – e tem o descaramento de o dizer a todos os que lhe pagam o ordenado.

No fundo, Passos Coelho pensa como os contribuintes alemães, a quem convenceram que estão a dar do seu dinheiro para alimentar os países endividados. A realidade é inversa como assinalou Paul Grauwe: “os países como a Alemanha” cujas “economias beneficiaram antes da crise, com a acumulação de excedentes externos e forte crescimento; durante a crise têm sido os que mais ganham. Estão a endividar-se quase de graça. A Alemanha pede emprestado de graça e depois empresta com bom lucro. Os portugueses são quem paga aos alemães”.

Mas a maior pieguice de Passos Coelho é que não vejam reconhecido internacionalmente que o futuro português é diferente do grego. Ainda ontem o jornal americano Wall Street Journal, através do seu correspondente em Bruxelas, Matthew Dalton, dizia que “políticos europeus estão preocupados com as semelhanças entre as economias portuguesa e grega”, e com o risco de Portugal “descarrilar do programa de resgate”. É o mesmo jornal onde o piegas Carlos Moedas escrevia há quinze dias que “Portugal está a vencer ventos contrários”. Nem o sopro duma ligeira brisa pela redacção do Wall Street Journal conseguiu.

Um responsável da Zona Euro disse ao Wall Street Journal que “os portugueses estão a aplicar mais ou menos os mesmos truques do livro dado. Mas talvez haja um problema com o livro”. Truques, remédios, experiências, tem sido o que levou a Grécia à situação actual, Portugal vai pelo mesmo caminho.

Próximo Sábado 15h MANIFESTAÇÃO NACIONAL
Cais do Sodré – Martim Moniz – Restauradores – Stª Apolónia
Para o Terreiro do Paço

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Portugal vence ventos contrários? Risco de bancarrota 70%!

Moedas fracas. Jan. 2012


Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto de Passos Coelho, e permanente do FMI, escreveu no Wall Street Journal (WSJ) um artigo intitulado “Portugal está a vencer os ventos contrários”, diz ele que “o pacote de ajuda externa a Portugal está a funcionar e a permitir ao país recuperar a sua competitividade”.

Carlos Moedas foi tentar responder a um outro artigo do WSJ, que citei antes de ontem aqui. O WSJ dizia que Portugal pode estar mais próximo de pedir um segundo resgate e que dificilmente volta aos mercados em 2013. O “nosso secretário” entendeu que basta ele dizer o contrário para convencer os “mercados”. Foi aliás essa a convicção com que o governo Passos/Portas foi eleito; chegavam e os “mercados” ficavam caídos pelos seus dotes governativos.

A realidade, o raio da realidade, não se altera com a prosápia desta juventude bem relacionada; segundo noticia o Expresso online, “nas últimas duas semanas, a probabilidade de incumprimento (risco de default) da dívida portuguesa não tem parado, desde que galgou o patamar de 65% em 17 de Janeiro”. O “custo dos seguros contra o risco de incumprimento” (cds) “subiu ao final da manhã para 70,47%, uma barreira jamais galgada”.

Diz o Expresso que Portugal fez “em sete dias o que a Grécia percorreu num mês”. Os mercados parecem pouco convencidos pelas virtudes das políticas do governo e da troika, e isso não se modifica com artigos de opinião de governantes portugueses em jornais americanos. É até ridículo.

Carlos Moedas termina afirmando que “temos sorte de ter um forte consenso político e social”. Não temos tal sorte e entre outros azares temos Moedas fracas.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Para Carlos Moedas as Eurobonds são um tema querido dos media. Mais nada?

CarlosMoedasAgo2011


Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, disse hoje no Parlamento, que Portugal não tem uma posição oficial sobre as “Eurobonds”. Respondia a uma pergunta do deputado Fernando Medina sobre a posição do governo português em relação à emissão conjunta de divida europeia – as Eurobonds. Antes tinha classificado o tema (das eurobonds) como muito querido aos media…; assim como uma coisa que anda pelos jornais e televisões a tapar buracos.

As Eurobonds são uma questão central na discussão da crise das dívidas soberanas; na Europa e no mundo da “ciência” económica, mas para o governo “não se pode tomar, de todo, uma posição prematura”, disse Carlos Moedas.

O que se exigia do governo era uma atitude sobre um assunto que diz directamente respeito à situação portuguesa. Pois não toma, não quer tomar, ou não sabe tomar. Incompetência? Imaturidade? Ou não faz parte das funções do governo dizer qualquer coisinha que se ouça na Europa sobre o “tema querido dos media”. Fazer, fazia, mas é o governo que temos.

Carlos Moedas é o retrato duma certa competência, passa o tempo a autopromover-se como trabalhador esforçado, e isso deve ter funcionado nas empresas onde andou. No governo não basta isso, é preciso dar contas do que se anda a fazer, era o que a Comissão Eventual de Acompanhamento (do memorando da troika) no Parlamento queria saber. Soube que para promover o crescimento (!) acabaram as golden shares, e que apesar da contracção no primeiro semestre ter sido menor que o esperado, o governo mantém o cenário macroeconómico de recessão (2,2 % em 2011). “Não sabemos o que será o segundo semestre”, diz Carlos Moedas. Acredito que não façam ideia.

Carlos Moedas é um produto da Harvard Business School, com passagens pela Suez-Lyonnaise des Eaux, que ficou com as privatizações das águas públicas em vários continentes, esteve na Goldman Sachs, a do lixo tóxico da especulação imobiliária, numa empresa do grupo Deustshe Bank, e na Aguirre Newman até criar a Crimsom Investment Management que essencialmente procura e gere activos para o Grupo Carlyle. A fina-flor. Agora cansa-se no governo, penso eu porque telefona todos os dias ao FMI, como ele revela com orgulho. No fundo é um secretário permanente do FMI.

Será que Carlos Moedas, que não é alto, estará à altura da sua missão?
Eu acho que sim, desde que ponham o seu telefone numa mesa baixa.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Passos Coelho, Moedas & Miguel Relvas - corte na despesa S.A.

MóAgo2011


Passos Coelho acusava o anterior primeiro-ministro de “fingir cortar na despesa” (do Estado). Passos Coelho disse no “pontal” que “este governo corta na despesa todos os dias” – é dito a sério… ou a fingir? A troika esteve cá e não deu por nada, queixou-se até de não ter visto os famosos cortes na despesa.

O secretário – permanente do FMI no governo, Carlos Moedas, multiplica-se em entrevistas na televisão e nos jornais, a anunciar que os cortes são os maiores dos últimos cinquenta anos.

Miguel Relvas, o político do governo, (é o melhor que o PSD arranjou) para comentar a “novidade” da diminuição do PIB nacional, disse hoje que há necessidade de “nos próximos meses e anos reduzir a despesa do Estado”, e disse mais “é esse o caminho que o governo seguiu”.

Quem está a seguir o caminho que o governo seguiu, não vê cortes na despesa do Estado, as nomeações feitas pelo governo são a amostra. O que se vê são cortes nas despesas das famílias por causa do aumento de impostos, da subida do preço dos transportes e de bens como a electricidade e o gás, das despesas com a saúde etc.

Quererá o governo convencer toda a gente só com a propaganda, não me parece. Alguma despesa vão cortar um dia destes, mas para haver tanta preparação do terreno não estão certos da reacção dos portugueses.

É que o exemplo do ministério da Saúde em tirar direitos e serviços aos utentes, não é o corte na despesa que se espera. Serviços de saúde não são “gorduras”.

Em vez de fazerem mais anúncios, e andarem com conversa da treta, exponham o produto para vermos se é comestível ou intragável, ou como se diz no Alentejo – digam lá quais são os cortes na despesa, porra!
E não se esqueçam que a promessa é equilibrar as contas com dois terços através da redução da despesa e um terço com a receita.