Vítor Gaspar anunciou um brutal aumento de impostos. A taxa média do IRS vai aumentar de 9,8 para 13.2%, um agravamento médio acima de 30% que se irá refletir mensalmente no bolso dos portugueses atingidos.
Como o imposto é progressivo serão mais sobrecarregados uns que outros, mas vai haver menos dinheiro nos salários e nas pensões dos contribuintes acima do primeiro escalão de IRS.
O aumento consegue-se através da redução dos escalões do IRS, que eram oito e passam para cinco, (o que só por si é um aumento de impostos) mais a introdução de uma sobretaxa de 4%, retida na fonte mensalmente.
Enquanto os impostos sobre os rendimentos do trabalho já têm os principais números definidos; os anunciados agravamentos, na tributação dos rendimentos de capital, o imposto sobre transações financeiras, de património e outros, são matéria não revelada - como vem sendo hábito.
2013 É ano de recessão, com suspensão do investimento do Estado, queda do PIB e aumento do desemprego (nova previsão de Vítor Gaspar: 16,4%).
Os cenários do governo pouco importam, são para rever proximamente; o ajustamento das famílias e das empresas às políticas falhadas de austeridade terão de ter respostas nas ruas, pois o actual PS está ajustado ao governo, e não há oposição parlamentar que represente todos os portugueses de oposição.
No fundo o que Vítor Gaspar fez hoje foi marcar várias manifestações, as necessárias para afirmar que não há “coesão nacional” para destruir a vida dos portugueses, e para destruir o país. Isto não é para sempre.
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