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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gaspar. Aumento de impostos, escalões e sobretaxa IRS.

Agravamento do IRS superior a 30%.Out. 2012

Vítor Gaspar anunciou um brutal aumento de impostos. A taxa média do IRS vai aumentar de 9,8 para 13.2%, um agravamento médio acima de 30% que se irá refletir mensalmente no bolso dos portugueses atingidos.

Como o imposto é progressivo serão mais sobrecarregados uns que outros, mas vai haver menos dinheiro nos salários e nas pensões dos contribuintes acima do primeiro escalão de IRS.

O aumento consegue-se através da redução dos escalões do IRS, que eram oito e passam para cinco, (o que só por si é um aumento de impostos) mais a introdução de uma sobretaxa de 4%, retida na fonte mensalmente.

Reduzir escaloes IRS = aumentar impostos.Out 2012

Enquanto os impostos sobre os rendimentos do trabalho já têm os principais números definidos; os anunciados agravamentos, na tributação dos rendimentos de capital, o imposto sobre transações financeiras, de património e outros, são matéria não revelada - como vem sendo hábito.

2013 É ano de recessão, com suspensão do investimento do Estado, queda do PIB e aumento do desemprego (nova previsão de Vítor Gaspar: 16,4%).

Os cenários do governo pouco importam, são para rever proximamente; o ajustamento das famílias e das empresas às políticas falhadas de austeridade terão de ter respostas nas ruas, pois o actual PS está ajustado ao governo, e não há oposição parlamentar que represente todos os portugueses de oposição.

Esta politica acaba com o fim deste governo. Out.2012

No fundo o que Vítor Gaspar fez hoje foi marcar várias manifestações, as necessárias para afirmar que não há “coesão nacional” para destruir a vida dos portugueses, e para destruir o país. Isto não é para sempre.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Gaspar - austeridade, cortes e recessão. Portas vacila.

Vitor Gaspar anuncia mais cortes e impostos. Set.2012

O governo falhou este ano, vai falhar para o ano e a troika deu-lhe ainda mais outro ano para voltar a falhar. Mais tempo para o ajustamento sem que isso signifique qualquer alívio nos sacrifícios pedidos aos portugueses.

O que Vítor Gaspar anunciou foram cortes adicionais para os pensionistas, despedimentos directos nos contratados da função pública, cortes na Educação, na Saúde, nas Prestações Sociais.

Confirmou o agravamento fiscal com a redução significativa dos escalões de IRS (ver aqui), disse textualmente que vai haver um “aumento da taxa média do imposto”.

Confirmou as medidas anunciadas por Passos Coelho e ficou-se a saber que os trabalhadores independentes sofrem impostos em igual proporção (sobem para 31,7%).

O quinto exame não deu mais prazo que aos outros países, até 2014, nem introduziu qualquer medida que inverta a espiral recessiva. Junta ao falhanço da meta do défice para 2012, um limite maior para 2013, (4,5%) mas em vez da anunciada "recuperação para o ano", prevê um aumento da recessão.

Vítor Gaspar insistiu que a “desvalorização fiscal” ou “TSU/roubo de salários” (ver aqui) vai fazer aquilo em que ninguém acredita; criar emprego, aumentar exportações, acelerar o processo de ajustamento, tornar Portugal competitivo, atrair investimento e até baixar os preços ao consumidor.

Baixar a TSU era um experimentalismo, nas suas próprias palavras, mas agora fizeram novas experiencias (em “modelos”) e resulta tão bem que resolve tudo numa penada. O patrão Belmiro, que seria dos mais favorecidos (20 milhões de euros) suspeita que perde - por causa dos consumidores ficarem sem dinheiro para gastar no Continente - mas isso é um pormenor.

Não há nada a esperar de quem diz que as medidas de austeridade não são responsáveis pela redução da procura interna. Vítor Gaspar era o trunfo de um baralho de incompetentes, é um falhado.

Transformar a contestação geral ao governo, em movimentos de toda a espécie que levem ao seu derrube, é a principal tarefa dos portugueses.

PS. Paulo Portas, que diz ter estado calado “por patriotismo”, parece não estar pelos ajustes. Se servir para acabar com este tormento é bem-vindo, todos os santos ajudam, até os vindos das profundezas do inferno.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Redução de escalões do IRS é aumento de impostos.

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“Alguém acredita que com a situação financeira do país, com a situação das contas públicas, com a troika a dizer que é necessário mais esforço financeiro, que vai haver um reajustamento dos escalões de IRS no sentido de haver pagamentos de menos impostos? Ninguém acredita nisso”. Disse o fiscalista, (bastonário da OTOC) Domingos Azevedo, no programa de Gomes Ferreira na “SIC Notícias”.

A “simplificação” ou “redução significativa de escalões” do IRS, anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, vai levar à subida de escalão de milhões (dois, três milhões) de contribuintes.

Os escalões são um sistema de progressividade que fazem sentido num país com grandes diferenças salariais e vencimentos médios baixos, como Portugal; comparar com o que é adoptado em outros países europeus, é não perceber a especificidade dos rendimentos nacionais. E é não perceber os efeitos que tal medida vai fazer ao estado de debilidade da nossa economia.

Soube-se hoje (Eurostat) que Portugal lidera (nos tombos) os 27 Estados – membros da Zona Euro, com a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) menos 1,2%.

A mudança de escalão do IRS para a classe média/ média baixa, que vai ser a atingida pelo imposto mal encapotado, vai traduzir-se em menos consumo interno e maiores dificuldades das famílias. É mais austeridade em cima da austeridade.

A medida foi elaborada e apresentada na Comissão do Orçamento por Paulo Núncio, militante do CDS. Que o CDS ande por aí a dizer que é contra a subida de impostos - é um pormenor.

Afinal, como disse Passos Coelho “ninguém dentro do governo pode dizer que os impostos não vão aumentar”. Só se pode dizer em campanha eleitoral, e aí, Passos Coelho e Paulo Portas fartaram-se de o pregar.

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