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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aniversário da eleição de Cavaco. Os festejos.

Aniversario PR Cavaco Silva.Jan.2013

23 De Janeiro é uma data memorável, e como tal, a comunicação social vem lembrar que Cavaco Silva ganhou há 2 anos uma maioria absoluta para continuar em S. Bento. Dois anos de excelência, para os portugueses, graças também a Sua Excelência, o PR.

Para Cavaco ter uma maioria absoluta, foi preciso que 23% (!) dos eleitores votassem nele, (VER QUADRO ABAIXO) e que o resto da população ficasse em casa, ou fosse às mesas de voto arremeter uma quixotesca votação de protesto que valeu 2% em votos brancos e menos de 1% de nulos; o que não é razão para desistir, como sabemos - basta haver eleições para a campanha de eleger o mais votado, seja quem for, voltar.

Eleitores de Cavaco oclarinet.blogspot.com Jan.2013

O “se a maioria se abstivesse” teve a maioria e o eleito foi Cavaco. 

O resto são mais “ses”. A realidade é que Cavaco Silva está na Presidência da República porque não votaram contra ele, a mesmíssima razão porque Passos Coelho está a fazer de primeiro-ministro.

Somando os que votaram Cavaco directamente aos que votaram Cavaco indirectamente dá sete milhões e meio de convivas. É uma grande festa de aniversário e com fartas razões para celebrar. Ou não?

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Líbia. Resultados eleições. Liberais 39 em 200 lugares.

Coligação de Mahmud Jibril - 39 em 200 cadeiras no parlamento líbio.Jul.2012
 
Os “liberais” da coligação Aliança das Forças Nacionais (AFN), foram o partido mais votado na Líbia, conquistaram 39 dos 80 lugares reservados aos partidos. A Aliança, liderada por Mahmoud Jibril, ex-ministro de Kadhafi que se mudou para a oposição, chegando a chefiar o Conselho Nacional de Transição, é dada como vencedora das eleições.

oclarinet. Aliança das Forças Nacionais - 39 lugares em 200. Libya Herald.Jul.2012

A verdade é que num parlamento de 200 deputados, (120 são independentes) e atendendo à miríade de organizações que compõem a AFN, o grupo parlamentar mais homogéneo é a Irmandade Muçulmana que conquistou 17 lugares e ficou em segundo lugar.

De resto, o máximo que os partidos elegeram foram 3 deputados, tendo a grande maioria deles elegido apenas um elemento, como os independentes (!). O Partido da Pátria, dado pela comunicação social como um dos três principais candidatos à vitória não conseguiu qualquer lugar.

O Parlamento líbio passa assim a ser composto por deputados unipessoais na sua grande maioria. Como dizia aqui, só quando houver votações se saberá quem ganhou as eleições na Líbia. 

Em relação à representatividade de todos os eleitos não há elementos para fazer qualquer análise, mas não resultou nada de semelhante ao modelo ocidental que foram obrigados a importar.

Uma incógnita é a reacção das tribos aos resultados e à representatividade que terão na vida política líbia. Provavelmente, as eleições são apenas mais um episódio da guerra da Líbia, que se continuar, é longe dos holofotes dos meios de comunicação ocidentais.

Agora é tempo de fazer outra guerra, a da Síria.

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domingo, 17 de junho de 2012

Grécia. Resultado das eleições obriga a coligação.

Resultados eleições gregas. Jun 2012


    Resultados finais no fim do post   

Os pré-resultados das eleições gregas deste domingo impõem a formação de um governo de coligação, não há assim, alterações significativas em relação às eleições de Maio.

 - Sondagem (100% contados) à boca das urnas 19.00h – provisórios:

Nova Democracia (ND) – 28,6 % a 30%
Coligação de Esquerda Radical (SYRIZA) – 27,5% a 28,4%
Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK) – 11% a 12,4%
Gregos Independentes – 6,8% a 7,8%
Alvorada Dourada (Golden Dawn) – 6,5% a 7,1%
Esquerda Democrática (DIMAR) – 5,8% a 6,6%
Partido Comunista Gregio (KKE) – 4,8% a 5,6%

Em relação aos resultados provisórios de Maio, os dois primeiros partidos subiram por ter havido menos dispersão de votos pelas organizações políticas mais pequenas. Todos os outros descem pouco, (sendo a maior do KKE), a excepção é o DIMAR que sobe ligeiramente; os neo-nazis da Alvorada Dourada têm votos para entrar no parlamento.

A história repete-se, para formar governo vai ser necessário negociar entre vários partidos, passando a ser fundamentais os resultados do PASOK, do DIMAR e dos Gregos Independentes e a predisposição para se coligarem.

Logo que existam resultados finais oficiais serão aqui publicados.

(Quem são os partidos gregos? Ver AQUI)



Resultados finais

                                                  Fonte:Ekathemerini

 
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

As eleições estaduais que Ângela Merkel perdeu.

Resultados  Eleições Renânia Norte-Vestefália.Mai 2012

Como era esperado, Merkel perdeu agora as eleições no Estado da Renânia do Norte-Vestefália. É relevante a sequência de derrotas do partido de Ângela Merkel, União Democrata-Cristã (CDU), só ou coligado em vários Estados com o Partido Liberal (FDP), com quem partilha o governo da Alemanha.

Merkel envolveu-se pessoalmente nas campanhas regionais, as derrotas também são dela. O parceiro Liberal ainda sofreu maiores desaires, não tendo conseguido resultados para continuar em alguns dos parlamentos. A tendência demonstra que esta coligação dificilmente governa a Alemanha após as eleições para o Parlamento Alemão (Bundestag), que são em Setembro de 2013.

O plano inclinado da direita alemã, foi marcado com a eleição para a cidade-estado de Hamburgo, a segunda maior da Alemanha, em 20 de Fevereiro de 2011. A CDU teve o pior resultado de sempre, perdeu metade dos deputados (56 para 28) e Olaf Scholz do SPD (Partido Social Democrata, membro da Internacional Socialista) conseguiu a raridade de uma maioria absoluta com 62 lugares.

A 27 do mês seguinte, Kurt Beck do SPD mantém a maioria absoluta no estado da Renânia-Palatino, enquanto o partido da coligação governamental FDP perde todos os 10 deputados. No mesmo dia em Baden-Wurttemberg, a coligação CDU/FDP perde a maioria do Estado, que mantinha à 58 anos, principalmente devido à subida dos Verdes que passaram de 17 para 36 lugares no parlamento, tornando-se Winfried Kretschmann (cabeça de lista dos Verdes) o primeiro-ministro presidente e o primeiro ecologista com tal cargo.

Maio, 22, a coligação SPD/Verdes mantêm a maioria no estado de Bremen, tendo subido 10 lugares no conjunto e a CDU descido, assim como o FDP governamental que perdeu todos os seus 5 deputados. Pela primeira vez os Verdes ultrapassaram o partido de Merkel numas eleições estaduais.

A 4 de Setembro, no estado de Mecklenburg-Pomerânia Ocidental, a região de origem de Ângela Merkel, o vencedor foi o SPD, que reconduziu Erwin Sellring e mais uma vez a CDU perdeu lugares; os Verdes entraram pela primeira vez no parlamento e o FDP perdeu os 7 deputados que tinha. Um partido de extrema-direita (NPD) tem assento neste parlamento.

Dias depois, a 18 de Setembro, no estado de Berlim, o SPD volta a ganhar e o mais relevante em termos da maioria de direita que governa a Alemanha é o desaparecimento do Partido Liberal do parlamento de Berlim, perdeu três quartos dos votos e todos os 13 deputados. Quem apareceu foi o Partido Pirata com 15 lugares na estreia. Sobre esta eleição ver AQUI.

Já este ano, a 25 de Março, a coligação CDU/FDP no estado do Sarre, perde a maioria, tendo o FDP conseguido apenas 1,2% dos votos e perdendo todos os lugares, era o sexto Estado onde o FDP deixava de estar representado. Sendo uma derrota da coligação, a CDU manteve o seu resultado.

A 6 do corrente mês foi a vez de a coligação CDU/FDP perder a maioria no estado de Schleswig-Holstein, onde estavam há sete anos no poder, o FDP desceu para metade, tendo a esquerda conquistado mais mandatos. É o segundo Estado em que o Partido Pirata consegue representação.

Agora, a 13 de Maio, no estado mais populoso da Renânia do Norte-Vestefália, que habitualmente permite leituras para as eleições federais, o SPD ganha com uma subida significativa fazendo com os Verdes (a esquerda/die Linke desaparece) uma maioria que promete para as eleições federais. Os “Piratas” são quem mais sobe e a grande derrotada é Angela Merkel, com um resultado desastroso. (ver quadro acima com gráfico comparativo com as eleições de 2010).

Como escrevi em Setembro de 2011, no post das eleições no estado de Berlim “ As eleições regionais, claramente perdidas pelas forças políticas do governo, sinalizam a subida sustentada dos sociais-democratas e dos Verdes, com condições para disputar o governo alemão. Para o conjunto da União Europeia seria uma enorme mudança, tendo como único senão o tempo. Com a crise do euro a necessitar de soluções urgentes, a previsível alteração do poder político na Alemanha pode chegar tarde”.

Provavelmente tarde para a Grécia acrescentaria agora, mas estas eleições estaduais, com a vitória de Hollande em França, vão impor mudanças na política interna alemã e na política europeia mesmo antes das eleições de Setembro de 2013 na Alemanha.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eleições na Grécia. Resultados finais. Que saída?

Resultados finais 99,92% nacional.Mai 2012

Resultados 17 de Junho clicar AQUI

Ao contrário do que afirmam análises ligeiras às eleições gregas, não se pode ver a situação como antagonismos entre partidos pró austeridade e contra a austeridade, nem tão pouco falar em vitórias da esquerda ou da direita. Quem constituir governo na Grécia ou é para levar o país para fora do Euro, ou para gerir um plano “tipo troika” com as alterações que consiga introduzir – se a tanto ajudar o engenho e arte das mudanças que a eleição de Hollande irá permitir.

A grande maioria dos gregos não quer “sair do Euro”. Votaram furiosos contra a austeridade, conscientes da instabilidade que iam provocar, duvido que alguém saiba, na Grécia e nos arredores, como voltar a conseguir equilíbrios no curto prazo.

O memorando da troika falhou e os líderes políticos gregos foram incapazes, em mais de dois anos, de elaborar medidas para lidar com os credores, ou com as fragilidades estruturais da economia e do Estado. Estrangulados pelas opções da UE/FMI/Merkel, limitaram-se a ganhar tempo, esperando por uma mudança na política da União Europeia. Se ela chega a horas de poupar a Grécia a piores momentos não se sabe.

O sistema político grego complicou-se, nem a borla de 50 lugares para o vencedor permite maioria com dois partidos. Pelo perfil dos partidos (ver aqui) o que disseram em campanha e os resultados, nem há bloco central nem governo à direita e muito menos governo de esquerda. Se conseguirem uma coligação, será estranha e instável.

Os vencedores da Nova Democracia só constituem governo com alguém que tenha dito nunca se aliar com ela. O SYRIZA (erradamente designados de extrema-esquerda) apenas faria governo entrando os socialistas do PASOK e alguém à direita.

O normal seria novas eleições, mas aqueles que lucraram com o voto de protesto nem querem ouvir falar nisso. Governos nestas condições duram meses, como anteriores coligações contraditórias na Grécia.

Entretanto os capitais vão saindo, principalmente para a Alemanha, no mês que vem aumenta a tarifa da energia eléctrica e multinacionais como a Silchester tomam posição para dominar a empresa estatal de energia. Enquanto houver bens públicos para privatizar e bancos com créditos para receber, o dinheiro vai chegando só deixando para os gregos uma pequena parte, depois, depende da conjuntura na Europa.

Das esperadas mudanças na União Europeia, que se antevêem com a eleição de François Hollande, depende o futuro dos povos e da economia da Europa, mas dependerá também a paz. Uma preocupação latente raramente expressa.




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Nova Democracia (ND) – 18,85 % -108 lugares
Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) – 16,78% – 52 lugares
Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK) – 13,18% – 41 lugares
Gregos Independentes – 10,60% – 33 lugares
Partido Comunista da Grécia (KKE) – 8,48% – 26 lugares
Alvorada Dourada (Golden Dawn) – 6,97% – 21 lugares
Esquerda Democrática (DIMAR) – 6,10% – 19 lugares.