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domingo, 25 de novembro de 2012

Eleições históricas na Catalunha.

Percentagem de votantes s 19.00h portuguesas

Há uma história antes - ver vídeo - haverá uma história depois destas eleições.

Actualização: Resultados finais AQUI

Comentário:

Como resultado das eleições catalãs de 25 de Novembro e ao contrário do que dizem os comentários madrilistas, há um reforço no sector independentista.

Artur Mas (CiU) o presidente da Generalitat, não teve a maioria absoluta que pedia, mas o “Bloco Soberano” tem uma maioria clara no Parlamento da Catalunha e mais independentista.

 O facto da ERC, Esquerda Republicana da Catalunha, agora a segunda força, ter duplicado os seus assentos (10 para 21), a Candidatura de Unidade Popular (CUP) uma coligação de organizações mais à esquerda, ter elegido na primeira vez que concorre três deputados e a Esquerda Unida ter subido, altera qualitativamente a natureza do campo soberanista.

Tudo ficou diferente na Catalunha e no Estado Espanhol. Com o reforço da esquerda no parlamento catalão, o líder da CiU, não fica em piores condições para negociar com Madrid, pois Mariano Rajoy não deixará de reparar nos perigos (para ele) de maior radicalização catalã. Por outro lado, Artur Mas, terá maiores dificuldades no prosseguimento da política de cortes e austeridade na Catalunha e terá de fazer alianças com outras forças que não o PP.

A consulta em referendo sobre a soberania da Catalunha, intenção de que o líder catalão diz não ter desistido, tem condições para ser convocada. A diferença é que será um processo mais clarificado, de interpretação menos tacticista, que uma maioria absoluta CiU emprestava, e mais estratégico em função dos votos que os catalães deram a forças abertamente independentistas.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Jornada de luta nos meios de comunicação espanhóis.

Espanha -  dia de luta nos meios de comunicação. Jun.2012

No dia em que foram entregues pelos Príncipes das Astúrias os “premios de periodismo APM 2011” (ver aqui) os profissionais da comunicação social de Espanha participam numa “jornada de luta” para “denunciar os numerosos despedimentos no sector, a perda de qualidade da informação e o aumento generalizado da precariedade laboral”.
Prémio - Asociaçión de la Prensa de Madrid

A Jornada que agora decorre.(AQUI)

Declarações de Fran Llorente. (AQUI)

Em Portugal, que sofre dos mesmos males “no pasa nada”, a informação que temos é adequada às nossas necessidades; ainda ontem, pelas 18.00h, tive direito a ouvir no rádio do meu carro uma reportagem em directo do interior de um avião – o que era a matéria? Os jogadores da selecção nacional de futebol a tomarem lugar no dito…!

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Espanha. Controlo partidário da RTVE pelo PP espanhol.

Juan Luis Gordo (PSOE) -  da Comissão Mista de Controle Parlamentar da RTVE. Oposição sem votos para impedir a partidarização da RTVE

A independência da televisão do Estado espanhol está em causa devido a um decreto, aprovado ontem no Congresso dos Deputados, sobre o modelo de governação da RTVE.


Para além desse decreto, a maioria do Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy, fez ontem aprovar “o maior corte de serviços sociais da democracia”. Bastaram duas horas, como realça o El País, “para validar dois decretos que reduzem em 10.000 milhões de euros os gastos com a Saúde e a Educação”.

O PP impôs a sua maioria absoluta, votando só contra toda a oposição. Como nota o Jornal; “ a maioria parlamentar do PP é suficiente,” para aprovar leis no parlamento, “mas é politicamente limitada, levando em conta que os cortes (na Educação e na Saúde) devem ser aplicados pelas Comunidades Autónomas, governadas por partidos diferentes”.

A situação política em Espanha está ao rubro, o governo do PP está isolado nas medidas que impõe, voltou a recessão, a Moody´s baixou a nota de 16 bancos, só não há mais dificuldades pela intervenção directa do BCE.

Nesta conjuntura difícil, que a crise grega transformou em aflição, Mariano Rajoy deu um “golpe de mão”. Precisa de ter controlo governamental sobre a RTVE (principal empresa de audiovisual em Espanha) que é, reconhecidamente, um meio informativo plural e independente.

A informação da TVE é uma das melhores do mundo, onde o comentário político é feito por jornalistas de vários órgãos de comunicação, garantindo que não há manipulação política partidária.

A nomeação do presidente da RTVE era aprovada por maioria de dois terços do Congresso dos Deputados e isso acabou, assim como a alteração do regime jurídico do Conselho de Administração que deixa de contar com a presença de forças políticas e sindicais que lhe davam maior pluralidade.

O presidente da RTVE passa a concentrar o poder executivo e é nomeado por maioria do Congresso. Mais precisamente, Rajoy inventou uma nova fórmula, uma Eleição À Espanhola: Findo o consenso anterior, o método consiste agora em fazer uma primeira votação onde se procura uma maioria qualificada, no caso de não se alcançar, repete-se 24 horas depois só requerendo uma maioria simples (metade mais um). Se a ideia pega e se propaga…!?

A informação jornalística em Espanha corre o risco de se partidarizar, com comentadores políticos do regime, telejornais manipulados e tudo o mais que os portugueses bem conhecem (basta ligar qualquer das nossas); para os espanhóis será mau e também para muitos de nós, que ligam habitualmente à TVE para saber mais sobre o que se passa no mundo.

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