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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Manifestação 1 de Novembro. Fotos.

Foto Manif. 1 de Novembro. Nov.2013

Milhares de manifestantes foram rejeitar o Orçamento de Estado aprovado hoje, na generalidade, pela maioria de direita no Parlamento. No próximo dia 26, dia da votação final,  o povo volta a S. Bento.

Foto2 Manif.1 de Novembro. Nov.2013

Para alguns “jornalistas” estiveram “centenas de manifestantes”. Como se vê, o largo frente a S.Bento foi pequeno para albergar a multidão presente que se estendeu pelas ruas de acesso. Se estiveram centenas foram “dezenas de centenas”!

Foto 3 Manif. 1 de Novembro. Nov.2013

Foi um cerco. Os mais velhos vieram da “Estrela”.

Foto 4 Manif. 1 de Novembro. Nov. 2013

Do “Rato” vieram os da margem norte.

foto 5 Manif.1 de Novembro. Nov.2013

De “Santos” vieram os da margem sul.

Foto 6 Manif. 1 de Novembro. Nov.2013

Presentes os trabalhadores da Administração Pública. Em Greve Nacional no Dia 8 de Novembro, contra o roubo nos horários de trabalho nos salários e nas pensões.
PELA DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS – CONTRA OS DESPEDIMENTOS

A LUTA CONTINUA

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Guião 1 de Novembro.

Destino - São Bento. Contra o orçamento.Nov.2013
(Fotos Manif. AQUI)

Concentração em S.Bento às 10 horas

Contestar aprovação do Orçamento com manifestação em S. Bento.

 (o secretário-geral da CGTP Arménio Carlos).

Recusar o Orçamento de Estado
Exigir a demissão do governo e a realização de eleições antecipadas.

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cavaco Silva amnésico. Portugal um país anormal.

Apesar de Cavaco Silva, Portugal ainda vai ser um país normal.Out.2013

Apesar de Cavaco Silva, Portugal ainda vai ser um país normal.

Já me passou a fase de não estar para os ouvir, foi rápido. Cavaco Silva ou é o “estadista” mais ignorante da Europa (e arredores) ou anda a mentir pelos cotovelos. 

É preciso descaramento para dizer sobre a marcação de eleições antecipadas que, e cito: “É bom que Portugal seja na Europa um país normal; e na Europa, de que fazemos parte, (o normal) é os mandatos serem cumpridos” e ainda no mesmo sermão “Não queiramos ser um país anormal dentro da Europa, caso contrário os outros olham para nós – e os mercados também, e dizem; aquele país é ingovernável”.

Será que Cavaco Silva está “informado” sobre como os governos, nos países governáveis da Europa, chegaram ao poder, será Cavaco Silva tão ignorante e desatento que não tenha dado por eleições antecipadas na maior parte dos países europeus?

Não deu Cavaco pelas eleições antecipadas no Luxemburgo, que na semana passada deram a vitória ao seu amigo Jean-Claude Junker? Ou há quatro dias, por eleições antecipadas na República Checa? Talvez o nosso presidente não tome as pastilhas de vitamina B1 e tenha perdido a memória recente.

Suponho que o transtorno amnésico de Cavaco Silva não lhe permitirá ir até à Alemanha de Schroder que perdeu a maioria que tinha há sete anos, numas eleições antecipadas.

Decerto que nunca ninguém daquela Casa Civil lhe terá falado de eleições antecipadas mais ou menos recentes em países como a Áustria, Bélgica, Bulgária, Polónia, Grécia, Irlanda, Portugal (!), etc. Países tão diversos politicamente como a Dinamarca e a Eslovénia tiveram eleições antecipadas a seguir a eleições antecipadas.

Cavaco Silva nunca ouviu falar em eleições antecipadas em Itália! Não sabe que até a Holanda teve eleições antecipadas.

O melhor para tentar recuperar a memória do nosso presidente era um exercício com figurinhas de políticos, daqueles mais próximos. Quando se lembrar que há dois anos Zapatero saiu do poder em Espanha, tendo havido eleições antecipadas, está a caminho de se recordar das eleições antecipadas no Reino Unido, o eleito e seu amigo David Cameron ficava-lhe grato pela lembrança.

Para ajudar a memória do esquecido presidente (deste azarado país que tais líderes tem), vamos dia 1 de Novembro, na próxima sexta-feira às 10 horas, à Assembleia da República - chumbar o orçamento e exigir Eleições Antecipadas.

  Apesar de Cavaco Silva, Portugal ainda vai voltar a ser um país normal.

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domingo, 27 de outubro de 2013

Solução para a ressaca das manifestações.

1 de Novembro feriado roubado.Out.2013

Nas visitas que hoje fiz ao “Facebook” dei com um ambiente de ressaca desalentada, dos meus amigos e amigos deles, pela reduzida presença de manifestantes, ontem. Esperavam mais, eu não. 
 
O ambiente da grande manifestação de 15 de Setembro acabou há muito; não há apoio da RTP, as eleições autárquicas colocaram todos os activistas em modo eleitoralista/divisionista e ainda não se encontrou o botão para desligar. 

Como querem manifestações unitárias contra o governo, se nove em cada dez coisas que escrevem é para denegrir o partido do lado (onde pensam poder ir buscar votos) ou a ideologia desviante dos seus textos filosóficos? Odeiam-se e invejam-se mais do que odeiam o governo. 

Uns “não são de esquerda”, outros “não são revolucionários”, o chico do Sabugal é acusado da invasão da Checoslováquia, o Manel de Celorico é tal e qual um menchevique, O PEC 4, isto, o Pinóquio, aquilo, um parente do político x é corrupto; não há boneco sem defeito na má-língua das redes sociais.

Tal entretém afasta pessoas que se podiam encontrar para defender coisas simples como o Serviço Nacional de Saúde ou a Escola Pública, ou ainda uma causa menos exigente que é o derrube do governo. Mas não, a esquerda é má companhia para a esquerda, a esquerda é racista da esquerda.

Há uma procura incessante pela perfeição, que na política de esquerda parece ser alcançável pela destilação; de cisão em cisão até à alquimia de onde brote a vanguarda imaculada e fundamentalista. Para trás são todos traidores, eles ou os pais, e com traidores não se fazem manifestações.

Ao contrário de alguns dos meus amigos, que são mais exigentes sobre com quem se manifestam do que com quem casam, tenho apoiado e participado num leque alargado de manifestações. Dia 1 vou estar em São Bento (a partir do Rato) em mais uma demonstração dos sindicatos contra o governo. (ver quadro em cima/direita)

Uma solução para a ressaca das manifestações é outra manifestação.

P.S. Não me venham dizer que são muitas manifestações juntas, como já ouvi a quem acha que, “lá fora”, os manifestantes fazem muito bem em não sair das ruas.

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