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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ucrânia – a posição do PCU.

Ligações perigosas na Ucrânia.Fev.2014
Senador John McCain com Oleg Tyanybok (Svoboda)

Chegou-me por e-mail, um texto que acredito ser uma boa tradução da mensagem do dirigente do PCU, Piotr Simonenko, cujo original está em:
http://www.kpu.ua/obrashhenie-pervogo-sekretarya-ck-kpu-petra-simonenko-k-tovarishham-po-partii/

Embora reconhecendo as responsabilidades que os regimes da “cortina de ferro” tiveram no surgimento dos movimentos de extrema-direita nesses países e na influência que os neo-nazis têm hoje, a mensagem do PCU ajuda a compreender a situação actual.

Mensagem do Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista
da Ucrânia, Piotr Simonenko, aos camaradas do Partido.

Caros camaradas comunistas!

Dirijo-me a vós num dos momentos mais dramáticos da história do nosso país. Durante os trágicos acontecimentos dos últimos três meses foi derramado sangue, morreram pessoas. Foi ameaçada a integridade territorial da Ucrânia e a sua própria existência como Estado unificado, independente, soberano.

Estes acontecimentos não têm um carácter unívoco. A participação neles de grandes massas de pessoas  reflecte o profundo descontentamento na sociedade com o regime político de Yanukovitch e do seu círculo, que governou o país de forma inepta, enganando as pessoas, abandonando as suas promessas de campanha, e em momentos difíceis abandonando
cobardemente o seu posto. O clã que se formou em torno de Yanukovitch, que recebeu a designação de «Família» e que se enriqueceu de forma desavergonhada, afastou de si a maioria dos seus adeptos e eleitores.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As palavras de Lagarde são para levar a sério.

Palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. Dez.2013

Perguntam os patrões (às voltas com a troika) se as palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. São. Quando diz que o FMI errou e Portugal deveria ter tido mais tempo para cumprir programa de ajustamento, diz o que muitas pessoas acusadas das piores coisas disseram - e muitas outras pessoas não levaram a sério.

Agora; batatas!

As palavras do FMI e a prática conhecida do FMI deviam ter sido levadas a sério, antes do chumbo do PEC 4. O programa de Passos Coelho para o país, devia ter sido levado a sério, antes de o elegerem. As palavras de aviso sobre o euro sobrevalorizado e a economia portuguesa não o suportar, deviam ter sido levadas a sério, antes da adesão à Euro Zona. 

 Agora; batatas? Talvez não…do efeito FMI/troika já não nos livramos, mas de Passos Coelho podemos livrar-nos, assim como da Euro Zona.

Os partidos parlamentares portugueses não estão pelos ajustes, precisamos de um programa de ajustamento da partidocracia actual, da direita e da esquerda, que nos livre dos Passos Coelhos, este e os vindouros; nos livre deste Euro como moeda nacional. 

Livra!

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Já não há paciência para o FMI, nem para a esquerda.

O FMI tem de deixar de mandar aqui.Nov.2013

Numa altura em que alguma “actividade” da esquerda é andar pelas redes sociais a discutir a discussão, a comparar umbigos e a perfeição das suas capelinhas, o FMI vem lembrar que a hora é de fazer contas e não de preleccionar sobre a melhor forma de aprender a tabuada.

O inimigo tem destas coisas, existe e gosta de aparecer, mesmo nas alturas em que pelejam vaidades disfarçadas de debates marxistas, com partidões e partidinhos, ultraminoritários e sócios moços do Benfica - herdeiros dos golos do Eusébio.

Já não há pachorra para ver o estudantariado e a doutorança a relatar desafios a que nunca assistiram, ou, o que é costumeiro, de ver gente jovem formada em história a não acertar nem com a formação de uma equipa que jogou uns anos antes de terem nascido. Acontece sobre o PREC, os SUV, a FUR, o PCP, o PRP, a piada da Guerra Civil; uma época que alguém resolveu embutir no panorama actual, dividindo a resistência de hoje ao novo-fascismo em desenvolvimento.

Como a maioria dos protagonistas do período revolucionário pós 25 de Abril estão vivos, devia haver uma certa contenção, em contar histórias da carochinha. Não há. Já o professor Hermano Saraiva dizia, que estava farto de ver em livros de história, coisas a que ele assistiu contadas de forma absolutamente falsa. Também eu, professor, também eu.

Bom. O tema era o FMI, mas não tenho vagar para recapitulações. Também, quem ainda não percebeu o papel do relatório encomendado ao FMI, não vai lá com mais uma explicação.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

FMI não ajuda o governo. Mais uma previsão falhada.

FMI vai ajudar o governo. Set.2013
     FMI ia ajudar o governo
 
O porta-voz mais bem informado do PSD, Marques Mendes, tinha anunciado que o FMI ia ajudar o governo. Mais uma previsão falhada (habituemo-nos) que resultou na maior cacofonia interna no governo e no PSD, ou vice-versa, no PSD e no governo.

Marco António Costa (MAC), “porta-voz oficial” do PSD causou mal-estar no partido pelas críticas feitas ao FMI, Jorge Moreira da Silva (JMS) criticou a crítica de MAC porque agora está no governo e não no lugar que antes ocupava, de ser “porta-voz oficial” do PSD.

Por outro lado, MAC acha natural que JMS o critique porque quando MAC estava no governo fazia exatamente o que JMS fez. 

O que diferencia MAC de JMS e JMS de MAC não são posições diferentes sobre a “hipocrisia institucional do FMI” mas sim as suas posições variáveis, de trocas e baldrocas, ora no governo ora no partido.

Temos então, mesmo sem a ajuda do matemático Crato, uma equação cuja constante é a hipocrisia institucional. A hipocrisia institucional do FMI, a hipocrisia institucional do governo e a hipocrisia institucional do PSD.

Habituemo-nos.

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terça-feira, 16 de julho de 2013

Grécia. Tsipras eleito líder do Syriza unificado.

oclarinet.blogspot.com - Congresso do Syriza elege Alexis Tsipras. Jul.2013

Tsipras foi eleito líder, no congresso fundador do Syriza como partido unificado, que terminou este domingo. A minoria de eurocépticos registou uma subida significativa.

O congresso da maior organização da esquerda grega, que passou de 4% de votos em 2009 para 27% o ano passado, ocorre em profunda crise. A taxa de desemprego na Grécia é de 27,4 – mais do dobro de 2010, no início do primeiro resgate – devendo manter-se, segundo o FMI, acima de 21% até 2016.

A Grécia é um país destruído pela inoperância europeia e pelas medidas da troika, onde a juntar à crise da divida pública e crise bancária há uma crise política de representação. A recomposição partidária tem encaminhado a Nova Democracia mais para a direita e aumentado a ameaça fascista. A crise é também a crise do centro político e a ascensão dos extremos.

O Syriza, agora o maior opositor de esquerda, deu o passo para deixar de ser uma coligação de muitas fracções e passar a partido unificado, no entanto permanece a oposição interna organizada e estratégias políticas divergentes.

A principal corrente de oposição à direcção agora eleita, a Plataforma de Esquerda, de Panagiotis Lafazanis, elegeu mais de 30% do Comité central. Acresce que 20% dos delegados votaram em branco e que não houve nenhum candidato forte em oposição a Tsipras. Poderá significar dificuldades para a gestão interna do (agora partido) Syriza.

Enquanto a maioria do Syriza quer a remissão parcial da divida e o não pagamento temporal de juros, para o grupo minoritário de Lafazanis, a Grécia devia cancelar unilateralmente a divida e sair da Zona Euro.

Nota: Panagiotis Lafazanis, porta-voz parlamentar do Syriza, é um histórico da luta contra a ditadura, ex-dirigente do Partido Comunista Grego e parlamentar pelo Synaspismos (ver partidos gregos) em 2000. Em 2007 e 2009 foi reeleito pelo Syriza.

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terça-feira, 14 de maio de 2013

Relatório, ou manifesto da OCDE? Quem governa isto?

Os portugueses têm de impedir a degradação do país. Mai.2013

Depois do relatório do FMI concebido a pedido do governo, outro da OCDE por igual combinação. É um governo aflito, incompetente e desnorteado, que procura socorro. O manifesto da OCDE podia chamar-se, “ Destruir o Estado Democrático e Promover o Crescimento do Desemprego e da Pobreza”, deram-lhe outro nome para iludir papalvos.

Quem redigiu o relatório e quem assim o encomendou sabe que não é exequível em democracia, sabe que é um manifesto para um Golpe de Estado e deve assumir as consequências.

É uma declaração de guerra aos trabalhadores de hoje, de ontem, e do futuro. Há leis, há partes e negociações nas relações laborais, há valores civilizacionais que não se podem continuar a degradar, há caminhos que não sejam as condições de trabalho do Bangladesh. Não é esse o ajuste que os portugueses aceitam.

Propor o congelamento do salário mínimo, propor que se reduzam ainda mais as indeminizações por despedimento, renegar a contratação colectiva e apontar a abolição das portarias de extensão, são um conjunto ideológico de atentados ao direito em vigor e aos acordos já firmados. A crise é uma oportunidade para o extremismo, mas vai haver resistência.

Querem mais tempo de trabalho por menos remuneração, a redução da protecção social e a constituição de um exército de desempregados prontos a aceitar qualquer trabalho por qualquer salário. Mas estão a esticar demasiado a corda.

Tornem os Sindicatos e a Concertação, obsoletos por irrelevância, aqui e lá fora, e vão ver a reacção dos povos.

A resposta à violência não vai ser a passividade.

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terça-feira, 26 de março de 2013

BRICS criam Banco de Desenvolvimento. Afastam FMI/BM.

BRICS - Brasil- Rússia - Índia - China - África do Sul. 40% da população mundial. Mar 2013
BRICS no Mundo - 1/4 do PIB 40% da População
 
Os países emergentes de maior dimensão reunidos em Durban, África do Sul, confirmaram hoje a criação de um Banco de Desenvolvimento para financiar o bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Presentes na cimeira, como convidados, estão os presidentes de Angola e de Moçambique. 

A quinta cimeira “BRICS”, de Durban, que se realiza sob o lema “Associação para o Desenvolvimento, a Integração e a Industrialização”, com a criação da nova instituição financeira internacional, lança uma alternativa ao Banco Mundial, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e às suas políticas.

O financiamento interno de projectos nos países emergentes, espera remover a dependência das principais economias mundiais, deixando de usar o dólar ou o euro nas suas transações. Não estando ainda decidida a questão da moeda própria, (um artigo na Telesur alvitrava uma solução como o Sistema Unitário de Compensação Regional, promovido por Hugo Chaves para o comércio entre os países componentes da ALBA).

Outro tema de grande relevo, em Durban, é a constituição de um fundo comum de moeda estrangeira, para os BRICS poderem partilhar as reservas de divisas em caso de crise económica.

Não se sabe ainda, a que ponto as conclusões da cimeira influenciarão a política económica global, ou a situação do nosso país no âmbito dos PALOP, mas já se vêm consequências positivas para os países emergentes, com a criação do Banco de Desenvolvimento. 

Nós, por cá, contamos com um BCE, banco de subdesenvolvimento por “desenho” ou “calibração” germânica.

Submergimos.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Europa dá mais tempo a Portugal – e depois?

Contrariou antes contraria agora e vai continuar a contrariar. Jan.2013

Comissão Europeia e Eurogrupo vão “explorar a questão” da extensão da maturidade do empréstimo a Portugal. É porque nos portámos bem, ou porque pensam que assim recebem? O empobrecimento forçado tem limites. 

Portugal não consegue pagar os juros da dívida (já serão cerca de 8.000 milhões) e os empréstimos nos prazos acordados, já se sabia - sabiam eles (credores) e nós; a espiral recessiva a que eles e o governo nos estão a sujeitar, a isso obriga. Desempregados não criam riqueza e sem dinheiro não se pagam dívidas; pagar dívidas com dinheiro emprestado é uma forma de ir enriquecendo os agiotas.

É com agiotas que Portugal lida, como lidaram os países da América Latina, entre outros; prolongar os prazos é uma das medidas que vão ser aceites, também perdoarão parte da dívida e dos juros, se tal for necessário. O preço dos empréstimos já tem integrado riscos ou perdas eventuais. 

O papel do FMI sempre foi garantir que os países pagam, pagam mais com governos “bem comportados”, pagam menos quando os governos têm experiência ao nível de um micro-empresário. Negociar empréstimos faz toda a gente a toda a hora, como este governo faz, só cá e agora.

O governo mentiu. Já nem tem importância. No que a oposição devia matutar é no nível de empobrecimento e de destruição do Estado e da economia. 

A fase de denúncia da incompetência do governo já lá vai, anda por aí nas redes sociais e na boca de todos de todos os quadrantes, agora cabe à oposição (paga pelos contribuintes) e aos portugueses mudar as coisas, mudando o governo.

Estou cansado das críticas à governação, não preciso de ver programas políticos alternativos nem que alguém me convença que faz melhor. 

O tempo é outro.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aldrabice do FMI. António Costa/Marques Mendes

Quadratura do Circulo Pacheco Pereira. Jan.2013

Relatório do FMI. Os consultores do FMI, convidados por Vítor Gaspar, queriam fazer passar um documento ideológico como um estudo técnico, mas não estão a conseguir enganar ninguém.

No último programa da SIC Notícias, “Quadratura do Círculo”, António Lobo Xavier só suscitou críticas de forma, enquanto Pacheco Pereira e António Costa evidenciaram bem as intenções do relatório e desmontaram com fortes argumentos os propósitos políticos do governo.

(O programa repete, integralmente, hoje às 13.10h na SIC Notícias. A ver.) 


Antonio Costa Quadratura do Circulo.Jan.2013

António Costa acusa o relatório de não ter “nada de técnico” e de ser “essencialmente político”, apresentando vários dados concretos que põem em causa os pressupostos do “chamado estudo”.

Pacheco Pereira coloca em causa o método do estudo que “não leva em conta a realidade portuguesa” e de ser “o programa que o governo gostaria de pôr em prática, mas não tem coragem”. Ambos consideram que o documento não tem a menor credibilidade, para servir como qualquer base de discussão.

António Costa diz mesmo que “se passasse pela cabeça do PS, sequer discutir com base neste documento, o que quer que seja, seria a explosão imediata a nível nacional”.

Marques Mendes, acusado por António Costa de ser o “chico-esperto” que já tinha anunciado estas medidas, disse na TVI 24 que o dossier da reforma do Estado (motivo do relatório) pode levar à queda do governo.

Está bem. Pode ser. 

Nesse caso, o relatório sempre servia para alguma coisa útil.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A receita FMI. A discussão do relatório FMI.

FMI colorido aplica receita FMI.Jan.2013

O relatório dos intitulados “especialistas internacionais”, ditos do FMI, nada altera, para pouco serve, e esse pouco não ajuda, de todo, a começar qualquer discussão sobre medidas concretas da governação. É um texto político de apoio (improvável) à propaganda do governo.

Estes “expertos” vieram pelo convite de Vítor Gaspar, em Outubro passado, ver as contas do Estado, (fora do âmbito do programa da troika) para ajudar o governo a governar, só isso. Têm a experiência de governar que tinha Passos Coelho antes de tomar posse; “ajudam” como qualquer dos múltiplos fornecedores de estudos que nos custam milhões.

O líder dos consultores, o alemão Gert Schwartz andou pelo Brasil, antes deles se verem livres do FMI e transformarem-se, por isso, no “povo mais feliz do planeta”.

Um relatório baseado em “pressupostos errados” (disse o ministro Pedro Mota Soares) só tem um caminho – lixo. O ministério das Finanças acha que é um contributo, o CDS que é “intercalar não oficial” e o ministro Álvaro que é “um entre muitos contributos”; Álvaro Santos Pereira diz mesmo que o relatório não é decisivo e que aguarda a contribuição dos sindicatos, parceiros sociais e partidos políticos. Patético.

O relatório, apesar de ridículo (como o Carlos Moedas) contém a receita FMI; só que a prescrição nesta dose é aqui pouco exequível a curto prazo. A receita do FMI é conhecida há muito; era conhecida aquando da queda do governo anterior, era conhecida quando não se votou contra Passos Coelho, (que nunca escondeu querer governar com o FMI) e era conhecida quando os portugueses não votaram contra Cavaco Silva. Não é tempo para surpresas.

Com isto, o FMI perdeu a cara de menino bom da troika, faz um favor ao governo que vai tentar aplicar uma dose intermédia, numa negociação virtual de bazar marroquino. Deitar barro à parede e apregoar que vem aí desgraça para aplicar medidas gravosas parecendo menos gravosas, é a especialidade fraudulenta do governo.

Também serve para ver a reacção geral da população e por sectores, se não houver oposição forte, vai haver forte investida do governo contra quem mostrar mais fragilidade.

  PS: Depois de escrever isto, vi António Barreto na televisão dizer que “o relatório inquina qualquer discussão”. Também tu, Barreto…!

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Portugal igual à Grécia. Pode acontecer, diz Passos.

Passos Coelho ao Porto Canal.Dez.2012

Passos Coelho disse em entrevista ao Porto Canal que “a ideia de que estamos num círculo vicioso que só produzirá maus resultados como na Grécia, não está a verificar-se”; mas adiantou, “não estou com isso a dizer que não possa um dia acontecer”.

Afirmar uma coisa e o seu contrário é habitual nos porta-vozes deste governo, sempre poderão dizer mais tarde, perante os desastres, que já os haviam referido no passado. Neste caso é avisado, pois são muitas as vozes de que seguimos a Grécia, tintim por tintim.

Nem ganha juizo.Dez.2012

A forma contraditória de como Passos Coelho pinta a situação do país, ora com tons brilhantes de sucesso ora com o breu da tragédia, esborrata-lhe o discurso e confunde o auditório.

Assim, no mesmo dia em que Passos Coelho dizia no Porto que estava a conduzir bem mas não sabia se a viatura tinha travões, foi a Fátima fazer o milagre de pôr a juventude social-democrata a cantar vitória por não ter futuro.

É óbvia a intenção de Passos Coelho - através do medo paralisar a contestação. A ausência do discurso de esperança não é defeito, é estratégico na comunicação do governo. Por vezes exagera.

Diz que faltam 20 a 30 anos para pagar a dívida, que aumenta apesar de os portugueses terem visto cortes de 13 mil milhões de euros e dizerem-lhes que ainda falta cortar mais 4 mil milhões.

Com esses anos ficou a Argentina depois de recusar pagar, correr com o FMI e renegociar com os credores. Não precisa de perguntar a nenhuma troika se pode aumentar o salário mínimo ou de vender as joias do Estado em saldo, e a sua economia cresce acima das economias regionais. E a Grécia vê perdoar 50% da sua dívida.

Passos Coelho promete o pior de dois mundos porque precisa da crise para as negociatas das privatizações e das mudanças ideológicas na sociedade portuguesa. A possível bancarrota de 2013 vai obrigar a uma negociação em piores condições que teve a Argentina. É a Grécia, que num dia de 2013 nos pode “acontecer”.

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sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de Dezembro.

Movimento Primeiro Dezembro recolhe assinaturas. Dez.2012

O Movimento 1º de Dezembro inicia hoje a recolha de assinaturas (40 mil) para levar à Assembleia da República um projecto de decreto-lei que restaure o feriado do 1 de Dezembro.

Há um ano, registámos o Dia da Restauração da Independência de Portugal, com uma canção do catalão LLuís LLach, A Estaca. (clicar aqui). Catalães e portugueses contra a dominação estrangeira; eles procuram a independência, nós, que não percamos a soberania.

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No dia 1 de cada mês os posts mais lidos no mês anterior no “ O ClariNet”.

Em Novembro e ao contrário do habitual, o post mais lido foi publicado no mês anterior, e mais dois posts de Outubro, sobre a Greve Geral Ibérica entraram nos primeiros dez - por ordem:

09/10 FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

20/11 Imagens das manifestações.

18/10 Greve Geral Ibérica dia 14 de Novembro.

29/11 29 Novembro. Manifestação dos Estivadores.

19/10 Espanha. Confirmada greve geral dia 14 de Novembro.

25/11 Eleições históricas na Catalunha.

11/11 Militares mostram cartão vermelho ao governo.

15/11 Substituir os estivadores por militares. A demência.

07/11 Carta aberta “Seja mal vinda a Portugal".

01/11 Outubro acabou mal; no Parlamento e no país. 

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)


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sábado, 17 de novembro de 2012

Cimeira Ibero-americana. Europa não aprende.

Dilma criticou austeridade.Nov.2012
Rajoy incrédulo de que Dilma Roussef tenha criticado a austeridade.

  Os Estados português e espanhol podiam ver a América Latina menos como oportunidade e mais como exemplo; eles viveram profundas crises económicas, tiveram a presença do FMI e ultrapassaram as dificuldades. 

Mas os governos de Portugal e Espanha não aceitam lições dos países que colonizaram, nem sequer escutaram os seus discursos, como foi o caso de Mariano Rajoy, que em conferência de imprensa disse que se Dilma Roussef criticou o modelo de austeridade não foi na sua (dele) presença.

Dilma não tem feito outra coisa quando se refere à crise europeia e mundial, foi assim no G 20, na V Cimeira Brasil – União Europeia (ver aqui). Agora disse que “a confiança não se constrói somente com sacrifícios”.

Deu o exemplo do Brasil onde “na última década 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza”. Disse:

 - “O Brasil vem defendendo, não só no G 20, que a consolidação fiscal exagerada e simultânea em todos os países não é a melhor resposta à crise mundial, e pode inclusive agravá-la, levando a uma maior recessão”.

“Não é só o Brasil, toda a América Latina mostra seu dinamismo económico, seu vigor democrático de maior equidade social, graças às políticas que privilegiam o crescimento económico como inclusão social”. 

A América Latina vem desenvolvendo instrumentos de cooperação regional como assinalou Dilma, “depois do Mercosul e da Unasul, a comunidade de Estados latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), tem 33 países”.

O que nós vemos na Europa é o estertor da União Europeia e da moeda única, a falta de cooperação e solidariedade entre os países mais ricos e aqueles que passam por dificuldades.

Os europeus podiam olhar para a América Latina e aprender, mas com governos incultos, como os actuais da Península Ibérica, não é imaginável.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Erro do FMI no impacto da austeridade. Será?

Erros do FMI.Out.2012


 O FMI entendeu ser a hora de dizer que subestimou o impacto negativo da austeridade na economia europeia. Não é nada credível que uma instituição com a experiência do FMI só agora tenha dado pelos efeitos da austeridade.  

O papel do organismo é garantir que os credores são pagos, incluindo o próprio FMI. Se agora admite falhas é porque a exposição às dívidas soberanas pela Finança é de pouco risco. O pior para a banca terá passado, as dívidas foram deslocadas.  

O perigo da austeridade no discurso do FMI não é novo. Numa volta aqui pelo Blogue; encontro um post em Abril que dizia “FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”, outro anterior, de Fevereiro em que o “troiko” Poul Thomsen dizia, “temos de abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental”, e citava o próprio numa entrevista ao Expresso de Novembro de 2011 em que Thomsen afirmava “se virmos a economia afundar-se reconsideraremos as medidas de austeridade”.  

Há um ano que o FMI faz o discurso do polícia bom e a Comissão Europeia do polícia mau, “reconsiderar as medidas de austeridade” apesar de a economia estar a afundar-se, ninguém se lembrou. Nem Passos Coelho (o polícia péssimo) deixava.  

Os Socialistas Europeus querem desculpas da Comissão Europeia em nome do “enorme sofrimento dos cidadãos”, vítimas do erro da política recessiva, mas ninguém ainda reclamou que se emende o erro com outras medidas.  

Desculpas, pede-se por içar uma bandeira ao contrário; por virar a economia de um país (e a população) de pantanas não bastam pedidos de desculpas.  
 
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

Passos Coelho estava preparado para governar. Out.2012

Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)

Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

Passos Coelho candidatou-se à liderança do PSD e depois do país, com exigências ao governo anterior e promessas próprias. Não as conseguirá cumprir como está demonstrado, isso não lhe retira legitimidade para governar?

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI. Cavaco adverte em Espanha para o efeito recessivo da austeridade e para as expectativas negativas dos empresários. 

Fala, fala, fala, e no fim lá vem o “sentido de responsabilidade do povo português”. Assistam passivamente à destruição do país, é o convite do governo e do Presidente da República.

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sábado, 21 de julho de 2012

Aumento da taxa reduzida do IVA é terrorismo social.

Basta de terrorismo social.Jul.2012

O FMI admite o aumento das taxas reduzidas do IVA para suprir a perda de 840 milhões de euros na Segurança Social, que resultariam da descida da Taxa Social Única (TSU). 

A descida da TSU é uma experiência que a troika quer fazer em Portugal, aproveitando a propensão do nosso governo, para utilizar os portugueses em ensaios económicos de laboratório.

Já esteve programada, estudos demonstraram que era asneira; agora volta, por mais que se afirme que não se aguentam mais subidas de impostos. E a descida da TSU tem de ser compensada com subida de impostos.

Os produtos com taxa reduzida, que o FMI sugere que se aumentem, são bens de primeira necessidade, os de taxa a 6% incluem os alimentos indispensáveis como a carne, peixe e ovos, os legumes e cereais, azeite e óleo ou fruta, para além de outros mais baixos como os livros, os jornais e um rol de outros produtos que se entendeu terem um IVA reduzido devido ao seu interesse social básico.

O professor Hermano Saraiva dizia numa das suas últimas entrevistas, que depois dele ninguém escreveria que a história da Idade Média foi a história de uma luta de classes. Não foi só na Idade Média, há épocas em que é mais evidente e estamos a viver um desses períodos.

Depois de limitarem o acesso dos mais necessitados à saúde e à educação, caminhamos para a imposição da fome a largas camadas da população portuguesa. 

Até quando o terrorismo social vai ser aceite?

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domingo, 10 de junho de 2012

Espanha sob resgate com troika dissimulada.

Espanha sob resgate.Jun2012
Espanha pediu assistência financeira para a recapitalização do sector bancário. Vai ser concedido através de empréstimos de um dos fundos de estabilização europeus. O montante, segundo o Eurogrupo, terá um limite de 100 mil milhões de euros, (a Portugal foram emprestados 78 mil milhões, sendo 12 mil milhões para a banca).

Mariano Rajoy, ainda há uma dúzia de dia (28 de Maio) dizia que se “comprometia a recapitalizar a banca sem ajuda externa” mas não encontrou como, nem resistiu à pressão da União Europeia para fazer o pedido de ajuda formal.

Luís de Guindos, ministro da Economia espanhol anunciou o pedido e concessão da ajuda, tentando passar a mensagem de que não é um resgate. Um colunista espanhol escrevia ontem que “a imprensa internacional deve ter um problema com os sinónimos, pois toda ela fala em resgate”. Há imprensa portuguesa, domesticada pelo PSD/CDS, que faz a vontade a Luís de Guindos, em Espanha “rescate” (resgate) é o termo aplicado e explicado.

As “condições limitadas” que seriam exigidas a Madrid, anunciadas para “distinguir” o resgate de Espanha dos da Grécia, Irlanda e Portugal, não passam de simulação para consumo interno, a troika impôs medidas duras nos casos anteriores mas a União Europeia não deixa de exigir as reformas estruturais e a redução do défice acordado com Mariano Rajoy.

A Espanha terá a visita periódica do FMI para monitorizar a linha de crédito concedida e os “ajustes” na sociedade e economia espanhola estão em marcha, com os (re)cortes na saúde, na educação, nas autonomias e funcionalismo público, na imposição da nova lei laboral, e no que se seguirá. O Partido Socialista (PSOE) diz que o "resgate é má notícia" e chama Rajoy ao parlamento, ele, que não deu a cara para anunciar o pedido de "ajuda", foi "ver a bola".

Espanha pediu auxílio para sanear a banca mas está sujeita à supervisão total por entidades estrangeiras, Espanha não era Portugal, como Portugal não era a Grécia e agora estão todos no mesmo barco. Viajam em partes diferentes da embarcação, sentem o mar agitado com mais ou menos violência, mas a tempestade é a mesma.

Esta história trágico-marítima só terá piada quando os europeus que navegam nos iates se aperceberem que estão no mesmo mar que os países do sul, e que a descontrolada barcaça dos PIIGS mareia prestes a abalroá-los.

Post Scriptum.: Na hora em publicava este post, Mariano Rajoy dava uma conferência de imprensa, antes de ir assistir ao vivo ao jogo da selecção espanhola de futebol, as críticas na imprensa obrigaram-no a isso. Uma comunicação social activa, independente e exigente como a de Espanha fazia-nos aqui falta, é uma lacuna que explica a reacção diferente dos espanhóis e dos portugueses à intervenção externa.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

FMI avisa sobre perigos da austeridade.

Até o FMI...Abr 2012


“FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”.


Implodir (verbo do ing. Implode, formado de explodir). Demolir ou ser demolido por explosões desencadeadas de modo a fazer ruir os detritos sobre um ponto central; (dicionário da língua portuguesa contemporânea ACL).

Se a austeridade levasse à implosão do governo era menos difícil de suportar, mas Cavaco e as suas ligações com quem ficou com o fruto da roubalheira do BPN, que também tolhem os agentes da Justiça, complica a demolição.

No caso de implosão do governo, é essencial que o “ponto central”, onde desabem os cacos, seja um bueiro ligado a uma incineradora de lixeira – que tenha chaminé com filtros adequados para impedir a difusão das toxinas.

Fonte Intercapital in Wall Street Journal. 11 Abril 2012 Juros da divida soberana (WSJ) actualização

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sábado, 7 de abril de 2012

Passos Coelho não sabe se Portugal volta aos mercados em 2013.

Passos Coelho também tem dúvidas. Abril 2012 

Passos Coelho disse em entrevista ao jornal conservador alemão Die Welt, publicada hoje, “Eu não sei se Portugal regressará aos mercados em Setembro de 2013 ou mais tarde”.

Então, diz lá fora o contrário do que diz cá dentro. Não fazia parte do argumentário do governo afirmar peremptoriamente a meta de 2013 para voltar aos mercados? Não estão proibidos todos os meios de propaganda interna de divulgar dúvidas sobre essa meta? Não tem sido dito a todos os portugueses que falar simplesmente da possível incapacidade de retornar aos mercados em 2013 é anti-patriótico, quase pecaminoso?

Diz também Passos Coelho que o “FMI e a União Europeia manterão a ajuda a Portugal” mas defendeu que “não é claro que isso possa significar um segundo plano de ajuda”. Claro que não é claro; só é claro que o grego Evangelos Venizelos admitiu a necessidade dum 3º resgate quando disse; “contamos com o compromisso de todos os membros da zona euro de que vamos receber a ajuda necessária até que consigamos ceder de novo a dinheiro privado”. Não é a mesma coisa?

Para complicar Passos Coelho ainda afirmou sobre as ajudas; “não vejo motivos para que isso aconteça, mas é claro que desde a cimeira europeia de Julho de 2011 há uma garantia de ajuda desde que os programas sejam implementados com sucesso”. Mas então, se os “programas” forem “implementados com sucesso” é preciso ajuda?!... Os “programas” são para quê?

O que Passos Coelho admite é que após a aplicação dos “programas” estejamos pior que agora e mais endividados estamos de certeza.

Muitas perguntas dos jornalistas ficam para o regresso do primeiro-ministro a Portugal. As respostas já se sabem – lapsos!

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PS -O post é anterior à reacção esperada dos partidos de oposição, mas, no fundo estávamos todos de acordo sobre o que nos espera; governo e críticos do governo. Estávamos, até à intervenção de Miguel Relvas contradizendo Passos Coelho, operação que só é estranha para quem não está atento aos métodos de propaganda do PSD/CDS. Dizem uma coisa e o seu contrário, através de altos dirigentes, para constarem várias versões – assim alguém terá razão e no futuro lembrarão que já o tinham dito – provando a infalibilidade das previsões do governo. É vigarice política mas é a política que sabem fazer.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Passos Coelho vaiado em Gouveia.

Passos Coelho vaiado.Fev.2012

Passos Coelho foi fortemente vaiado e assobiado em Gouveia, à entrada e saída do pavilhão onde decorre a Feira do Queijo da Serra. Aos jornalistas disse que "um primeiro-ministro tem de estar preparado para tudo".

Trabalhadores da Citroen de Mangualde, populares, professores e um movimento contra as portagens apuparam o primeiro-ministro. Entre muitas queixas dos populares ouviu chamarem-lhe “piegas” e que “o FMI não manda aqui”.

Passos Coelho procurou responder a alguns populares. A uma mulher que falava em fome e dizia ter trabalhado 41 anos na mesma empresa, o primeiro-ministro disse que “gostaria que todas as pessoas pudessem ter uma pensão digna”; a outra que “o nosso salário mínimo é baixo e nós sabemos disso, mas nesta altura – este ano é talvez o mais difícil que nós estamos a enfrentar”.

O que vai enfrentar Passos Coelho? Decerto mais manifestações de desagrado cada vez que pousar os pés no país real, particularmente no Interior, ofendido por um conjunto de políticas que tornam a vida ainda mais difícil nessas regiões. Os apelos à emigração não surtiram efeito e em Gouveia disseram-lhe isso com todas as letras.

Passos Coelho foi “apertado” apesar de rodeado de muita segurança; é como ele diz “este ano é talvez o mais difícil que vai enfrentar”, se chegar no cargo até ao fim do ano.

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