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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Maioria dos portugueses aceitam mais cortes?

90% dos portugueses afectados pela crise. Set.2013

Há estudos para todos os fins e enormidades de conclusões ao paladar de cada um.

O jornal Público tira de um estudo internacional (a parte portuguesa é da Fundação Luso Americana, FLAD) o título seguinte: “Maioria dos portugueses aceita mais cortes na despesa do Estado”.

Portugal é mesmo o país com maior percentagem de “entrevistados” a considerar a necessidade de mais cortes na despesa pública, 70%. Os portugueses são também aqueles que se sentem mais afectados pela crise económica, 90%.

Mesmo concedendo a grande iliteracia existente em assuntos políticos e económicos, na nossa população, não é crível que uma maioria qualquer de portugueses esteja de acordo com mais cortes.

Despesa do Estado; é nomeadamente, para o governo, salários e pensões da função pública, gastos com o Serviço Nacional de Saúde, com a Educação e com prestações sociais. São essas essencialmente as despesas do Estado que sofreram e vão continuar a sofrer cortes. Os portugueses (70%) aceitam mais cortes nestas despesas? Não acredito.

Ou será que os inquiridos se referiam a outras despesas do Estado; como rendas abusivas de vários sectores, custos ruinosos como PPPs e Swaps, despesas imoderadas de funcionamento dos órgãos do Estado, despesas inúteis com fundações e empresas municipais, etc. (a lista é conhecida).

Se o inquérito respeita ao primeiro grupo de despesas do Estado, não digo que seja falso… nesse caso deve ter sido feito entre os convivas da FLAD.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Provas destruídas, swaps descansem em paz.

zás - trás -  Paz.Ago.2013

(À medida da pouca-vergonha)
 
Muito a propósito; Inspecção-Geral de Finanças (IGF) destruiu papéis essenciais para avaliar swaps. 

Não é nenhuma ilegalidade (passamos a vida a ouvir isto!) como esclarece a subinspectora-geral da IGF citada pelo jornal Público: “Os processos de controlo no âmbito do Sector Empresarial do Estado mantêm-se na fase activa durante três anos, período durante o qual se mantêm os papéis de trabalho” e indicou “a portaria Nº 525/2002, que estabelece estas regras”. Fim de citação.

Convém reparar que a portaria Nº 525, de Maio de 2002, é obra do governo PSD de Durão Barroso, depois deve-se refletir sobre a discrepância entre a obrigatoriedade de “guardar papéis” no Sector Empresarial do Estado e no Sector Privado. 

As empresas são obrigadas a conservar os “papéis activos” por dez anos, soube agora que sendo do Estado são só três anos. Porquê? As manigâncias no Sector Empresarial do Estado não existem, nem é preciso investigar o passado da gestão do sector público para além de 3 anos? 

É óbvio, e o caso Swaps é paradigmático, que há necessidade de conservar documentos da gestão do sector público por muito mais tempo. Temos o direito de pensar que a portaria de Durão Barroso, que ninguém revogou, foi feita para apagar o rasto da má gestão - e coisas piores.

Descansem em Paz os swapistas e outros gestores de artimanhas várias, quem domina o aparelho de Estado, faz as leis à medida da sua pouca-vergonha.


Post Scriptum: O jornal Público diz hoje (23/08) que a destruição dos papéis “parece contrariar a legislação aplicável sobre eliminação de documentos” no IGF.

Os documentos depois de saírem da “conservação activa” deveriam, segundo apurou o jornal, ser “enviados para um arquivo intermédio, no qual serão preservados durante 17 anos”.


A ser assim o caso é mais grave, trata-se da destruição ilegal de papéis onde “constavam os passos dados pelos inspectores da IGF no controlo feito aos swaps”. Entre os documentos destruídos estão os da Refer, empresa onde a actual ministra das Finanças fez swaps. O caso é mesmo mais grave.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

PPP e SWAPS. Negócios milionários para os bancos.


A grande PPP de Cavaco Silva e Eduardo Catroga.Jun.2013

Negócios milionários para os bancos e ruinosos para o país.

 


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