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sexta-feira, 8 de março de 2013

O ideal era que o salário de António Borges descesse.

O salário de António Borges. Mar. 2013
in jornal Público


António Borges (Alumni Goldman Sachs) dizia em Junho do ano passado “ser urgente diminuir salários”. Veio-se a saber que “ganhou 225 mil euros sem impostos”!… E se o salário de António Borges descesse?
 
Os jornais continuam a dar relevância a toda e qualquer declaração deste guia aconselhador do governo, devemos acompanhar.
 
É a bateria, a pauta e a trombeta de Passos Coelho.
 
É das principais varejeiras do governo.
 
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Aos cortes chamam-lhe poupança.

Empenhados. Fev.2013

O corte de 4 mil milhões de euros, a tal “questão acessória” para o porta-voz de sound bites do governo, António Borges, passou a ter uma nova terminologia - lançada pela ligação do FMI ao executivo, o secretário Carlos Moedas.

Em vez de “cortes”, palavra em uso, o dito Moedas passou a chamar-lhe poupança. São “Poupança e não cortes”, afirmou.

Empenhado em poupar 1. Fev 2013 Empenhado em poupar 2.Fev.2013










A emenda está a ser seguida. O jornal Público titulou “Carlos Moedas admite que parte da poupança de 4000 milhões pode ter efeito já este ano” e em subtítulo escreveu “ Conselho de Ministros discutiu cortes na despesa, mas secretário de Estado recusa comentar distribuição das poupanças por áreas.”

Aprendam como funciona o marketing político!

Poupança…!? 

Senhores dos jornais – POUPEM-NOS!

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Estudantes da Nova pedem demissão de Passos Coelho.

Antonio Borges desequilibrado.Dez.2012

Vem uma pessoa de trabalhar - almoçar fora de horas - liga a televisão para saber de notícias e pimba. António Borges. (sem comentários, a legenda da TV diz tudo).

Felizmente; para facilitar a digestão, uma notícia equilibrada. Estudantes da Universidade Nova desfraldaram uma faixa no auditório da reitoria, onde discursava Passos Coelho. “Demite-te”.
 Passos Coelho recebido na Universidade Nova.Dez.2012

Mais palavras para quê!?

Passos Coelho foi apupado à entrada e à saída das instalações, por estudantes que contestam os cortes na Educação. Ouviu-se em uníssono “Gatuno”, outra palavra simples.

Há uns dias relatei aqui manifestações em Itália, país onde os estudantes lideram as grandes manifestações com a combatividade e a criatividade da “malta jovem”. Em Portugal, houve tempos de grande desconforto nacional, em que os estudantes estiveram na primeira linha da denúncia e da luta contra as injustiças do poder.

“Demite-te” e “Gatuno” são palavras de ordem lúcidas e bastantes. Mas só serão suficientes com coeficientes e expoentes. Multipliquem, multipliquem.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mais lido. Manifestação 29 Setembro e António Borges.

Antonio Borges fala pelo governo. Out.2012
 
Em cada dia 1, os posts mais lidos no Clarinet no mês anterior. Antes, uma referência a António Borges, cujas últimas declarações não “mereceram” qualquer entrada no Clarinet. Apesar disso, o artigo “António Borges diz ser urgente diminuir salários”, de Junho, teve visitas suficientes, nos últimos dias, para entrar nos dez mais lidos de sempre. Outro muito visitado foi “António Borges ganhou 225 mil euros sem impostos”.

Não há razão para demitir António Borges por causa do que diz (pelo que faz é outra história), há liberdade de expressão, expressa bem o seu pensamento - expressando bem o pensamento do governo. Disse o mesmo que Carlos Moedas aos empresários; Moedas recebeu destes uns sorrisos condescendentes, Borges tem o condão de exasperar as pessoas. São estilos.

Ambos, com a participação importante de Relvas e de “O Álvaro”, entre outros, têm ajudado a conhecer a linha política de Passos Coelho / Vítor Gaspar, e eles próprios com os chamados “erros de comunicação” que tornam as coisas mais claras. Não há erros de comunicação, há desnorte, há incompetência e falhanço total; o governo não sabe o que fazer, não há remodelação que resolva o problema.

Os dez mais lidos em Setembro:

12/9 - Manifestação 29 de Setembro. Greve Geral CGTP e UGT?

29/9 – Manifestação 29 Setembro. Greve Geral. Governo Rua.

06/9 – Redução de escalões do IRS é aumento de impostos.

13/9 – Homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas.

22/9 – O governo não tem condições para governar.

15/9 – Centenas de milhar contra troika e o governo.

21/9 – Acordai. Vigília ao Conselho de Estado em Belém.

24/9 – Miguel Macedo. A cigarra a formiga e o disparate.

17/9 – Bruxelas e o governo querem a TSU - Nós Não!

10/9 – António Costa. Votar contra o Orçamento é inegociável.

(Clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

António Borges. Aula na universidade de Verão PSD.

O barro precisa ser preparado antes de o mandar a parede.Ago2012
 
O oficialmente consultor do governo, António Borges, foi dizer no encontro formativo dos jovens PSD que está tudo bem; o ajustamento financeiro “está a correr melhor do que se pensava”, o relançamento económico, embora “não garantido” tem “boas probabilidades” de começar em 2013, que “Portugal conseguiu diminuir o consumo público e o privado” o que está a ser bom, que “o investimento também baixou, e bem”, “tudo bem feito e mais depressa do que o esperado”.

Extraordinário. É um sucesso geral. Há o problema da falta de crédito mas o Governo está a resolvê-lo “bem”, disse ele.

Bem! Se António Borges fosse uma sonda enviada a Marte nunca saberíamos nada do planeta vermelho, está cá como se estivesse no lado escuro da Lua.

Os alunos aprenderam “a dizer dos outros o que os outros pensam de nós”, argumentar com “interesses instalados” que afinal são o objectivo do curso (como ir ao pote); e a “denunciar” a “promiscuidade entre poder político e económico” que é o ADN do PSD - e não só.

António Borges usou a sua passagem pelo FMI, de onde foi corrido por incompetência (ver aqui), para procurar ter alguma credibilidade, mas é difícil.

Depois de ter elogiado o “Sub-prime” como “uma das melhores inovações dos últimos tempos”, de ter dito que baixar salários é uma emergência quando ele ganhou 225 mil euros sem impostos, já nem serve para mandar barro à parede, como se está a ver no caso RTP.

Devia recomeçar como aprendiz de olaria, amassar barro - amassar o barro e deixar de nos maçar.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Administração da RTP não pode ser demitida.

DN.Ago.2012

Segundo notícia do DN “o governo está impedido de exonerar a gestão da TV pública”. Percebe-se assim as pressões para que a administração da RTP peça a demissão.

Está explicada a inquietação que anda por aí, desde os recados do colunista do jornal Sol, Marcelo Rebelo de Sousa, ao comunicado da Juventude Centrista ou os conselhos “éticos” de Marques Mendes - entre outros fretes.

A administração da RTP é “inamovível” até final do mandato, as excepções são faltas graves ou incumprimento do contrato, corroboradas pela ERC. A lei, de 2002, é do PSD/CDS (ministro Morais Sarmento).

Para mais a administração da RTP limitou-se a tornar pública a posição assumida nas discussões sobre o futuro da TV pública, discordando da “opinião” de António Borges e não a política do governo (que ainda não se conhece).

A proposta impossível de António Borges vai continuar a dar que falar, a melhor forma de ouvir é identificar os intervenientes. 

Lembremos que os políticos são políticos, mas também que todos os directores de jornais estão ligados a poderosos grupos de comunicação social, que outros estiveram ou pensam vir a estar e que há óbvios interesses políticos e económicos na privatização da RTP.

A RTP foi prometida a alguém, mas desmantelar a RTP não vai ser fácil, com o modelo apresentado por António Borges é em minha opinião impraticável.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

António José Seguro pode restaurar a RTP?

P6250220
 
Sobre o que António Borges disse da concessão da RTP não vale a pena gastar teclas. Desde logo foi claro que estava a fazer de lebre do governo, novamente a deitar barro à parede com uma proposta estapafúrdia. Contos do vigário à frente de todos e em câmara lenta levam os actores a fazer figuras tristes.

Lateralmente produziram-se coisas interessantes; a principal, que mais à esquerda ninguém ousa usar (não vão chamar-lhe sócretino) é a declaração de Seguro, disse ele: “Eu quero ser muito claro, quando o PS for governo voltará a existir um serviço público que seja prestado por uma televisão pública com uma gestão rigorosa e que sirva os interesses nacionais”.

Seguro matou o formato divulgado. Sabe que há uma geração mais nova dentro do PS, que não está para carregar a culpa de Sócrates e que quer ser oposição de facto. Quando há apelos públicos de gente de esquerda ao “patriotismo” do CDS, não reconhecer o acto político de Seguro é duplo complexo.

Ao governo resta tentar blindar a negociata, o que não é fácil sem ser acusado no acto, ou mais tarde, de gestão danosa de bens públicos. 

Se à esquerda ouve um silêncio complexado, a direita mandou a tropa para as caixas de comentários; caixas de facturação virtual e imaginadas sondagens da opinião pública. Os comentadores de serviço fizeram o resto.

Por exemplo, o director da TSF, Paulo Baldaia, disse num dos canais de TV, algum semelhante a isto “ lá está o PS a dizer que vai desfazer o que este governo está a realizar, é sempre a mesma coisa, cada governo destrói o que o anterior fez e isso não pode continuar”.

Quando as coisas estão como desejamos não há como parar a história, pois é, a democracia é uma chatice. Se Baldaia, e outros, olhassem para a América Latina viam que o neo-liberalismo não é o fim da história, nem qualquer outro sistema.

Que raio de conceito têm da democracia; um partido privatiza porque está no seu programa e foi o mais votado e a partir daí nenhum partido pode apresentar-se ao eleitorado propondo o contrário? Para que se fazem então eleições? Como a democracia portuguesa não vai estar suspensa pela troika eternamente, o melhor é tentarem adaptar-se à vida democrática.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não acredito em António Borges.

xpto.Ago.2012

Não acredito não digo nada.

Todos sabem que António Borges é uma lebre do governo e que não se importa de fazer figura de urso.

Conseguiram passar a derrapagem nas contas para segundo plano, parabéns.

No resto, não acredito.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais lido. Para-quedistas portugueses presos na Síria.

Paraquedistas portugueses presos na Síria.Jul.2012

Em parte, o ClariNet dedica-se a notícias que não são notícia, porque a nossa comunicação social não lhes dá relevo ou simplesmente as ignora. 

Nesse sentido vai o primeiro post deste mês sobre a cimeira do Mercosul que “suspendeu o Paraguai e integrou a Venezuela”. O que se passa na América Latina, onde está uma potência económica e política como o Brasil, o país com mais falantes de português, e outros, com quem temos relações comerciais de grande importância, deveria ter a atenção dos media nacionais. 

Também o facto de os restantes países de língua oficial portuguesa terem relações privilegiadas com a América Latina, deveria merecer o acompanhamento da evolução política na parte sul do continente americano.

Mas os meios de comunicação portugueses só têm olhos para a América do Norte; olhos e ouvidos com palas, que recebem e retransmitem as dores e anseios dos EUA como se fosse do nosso interesse - os seus interesses. 

A comunicação social portuguesa de referência (jornais e canais de televisão) é totalmente alinhada com a política da Casa Branca, mesmo que com isso prejudique valores civilizacionais, conveniências europeias ou proveitos pátrios. O incumprimento do direito a ser informado é nesta época de perca de todos os direitos, dos mais nocivos para a nossa sociedade e para a democracia.

 A introdução serve para dizer que a publicação sobre os "para-quedistas portugueses presos na Síria” foi de longe a mais lida em Junho. É assunto que nenhum jornal português referiu e que continua a receber visitas de Portugal e do estrangeiro, está espalhado por jornais e sites de todo o lado, cá, espera-se que passe despercebido.

Depois, as normais diatribes dos nossos colunáveis políticos; coube a vez a António Borges que dizia “ser urgente diminuir salários” quando ele ganhou “225 mil euros sem impostos”. A “Grécia. Resultados eleitorais obriga a coligação” e “Avião turco abatido na Síria mobiliza NATO” são os dois temas mais visitados, antes dos dois posts sobre a Manifestação de 16 de Junho da CGTP, o “anúncio” e o “pós-manifestação”. Por fim “Líbia. A 15 dias das eleições milícias ocupam aeroporto”. Como lá disse, demonstrou-se não haver condições para realizar eleições no prazo previsto. 

Fomos durante meses intoxicados com a Guerra da Líbia para depois o “jornalismo” abandonar a realidade líbia após a tomada de poder pelo CNT. É matéria para acompanhar, até porque ao contrário da grande maioria da comunicação social profissional, não temos vergonha do que dissemos. 

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domingo, 3 de junho de 2012

António Borges ganhou 225 mil euros sem impostos.

António Borges ganha 225 mil euros.Jun.2012
O que o “Correio da Manhã” traz na primeira página é para vender o jornal, a verdade (que vem dentro) não é que “ganha”, mas o que ganhou em 2011 ao serviço do FMI, 306 mil dólares (próximo do valor da manchete) livres de impostos. O “jornalismo” do Correio da Manha (não é gralha, é manha) é assim, e não tem revisor que o emende.

No artigo publicado aqui na sexta-feira, (clicar em “António Borges diz ser urgente diminuir salários”) acabava o texto a dizer que “sobre a diminuição de salários dos portugueses, que o DE chama para a primeira página de hoje, o melhor é não ligar – se ainda fosse o a diminuição do salário dele…”.

Não fazia ideia do que Borges ganha, (nem é o mais importante) e a leitura do Correio da Manhã (CM) de hoje, vem confirmar que ninguém, a não ser o governo, sabe.

O que António Borges ganha não se conhece, “O governo não revela o seu ordenado”, só se sabendo que “a equipa de cinco economistas liderada por Borges custa 25 mil euros por mês” ao Estado. Segundo também o CM, “em 2008, António Borges declarou um rendimento anual de trabalho dependente de quase 1,1 milhões de euros. A este montante, acrescia um ganho no valor de 301 803 euros referente a mais-valias”.

Mais relevante do que este fulano ganha, ou outro qualquer, é o que faz e o que diz; e um indivíduo que tem vencimentos milionários não pode defender, de ânimo leve, que “ diminuir salários não é uma política é uma urgência, uma emergência”.

O que é revoltante nesta gente é a frieza com que dizem asneiras, outro igual é o à-vontade de Vítor Gaspar a anunciar os números do desemprego, será que não entendem que estão a falar de pessoas, de famílias, de enormes dificuldades de sobrevivência?

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

António Borges diz ser urgente diminuir salários.

António Borges e os salários dos outros.Jun.2012

Marc Roche, correspondente do “Le Monde” e autor do livro “O Banco – Como a Goldman Sachs Dirige o Mundo”, prémio de melhor livro de economia de 2010, da Associação de Jornalistas Económicos e Financeiros de França, afirmou à Rádio Renascença que, “o FMI disse-me que se livrou de António Borges porque não estava à altura do trabalho”. Desmente o que correu aquando da sua demissão, dizia-se que teria sido por razões de saúde, aliás, António Borges teve condições de saúde para de imediato se encarregar das privatizações em Portugal.

O mesmo Roche, em entrevista à Visão de 24 de Maio, sobre se António Borges não teria sido uma oportunidade para a Goldman Sachs (GS) na sua relação com Portugal, responde, “ o que ele fez no FMI, como economista-chefe – e não foi muito bom no desempenho dessa função, a avaliar pelo que foi dito pelo fundo para justificar o seu afastamento –, não teria dado muito a ganhar ao Goldman”. Aqui, a incompetência de Borges terá provavelmente salvo Portugal de se ter envolvido de forma semelhante à Grécia, com o Goldman.

A jornalista Mafalda de Avelar do Diário Económico (DE) transcreve hoje parte da entrevista ao canal ETV, de Marc Roche, que será transmitida terça-feira: «Ainda sobre o português (António Borges) diz o autor (Marc Roche) que descobriu, agora, que “Borges é cabeça das privatizações em Portugal”. “Será que ele vem limpo do seu passado na GS?”, “O que é que Borges fazia na GS?” são questões que os portugueses devem colocar ao economista, segundo este jornalista de investigação financeira, que defende que Borges “não deveria estar em posição de escolher os bancos na privatização porque sempre existe – algures – um Alumni* da GS”.»

António Borges foi apresentado como candidato a líder do PSD, antes das eleições internas ganhas por Passos Coelho, voltou-se a falar dele quando foi corrido do FMI como reserva para o mesmo cargo e tem as relações conhecidas com os interesses financeiros internacionais. Não se sabe o que o futuro lhe reserva (e por consequência, a nós) mas Marc Roche tem razão, o perfil de António Borges não aconselha a função que tem nas privatizações (se devia haver ou não estas privatizações é outro assunto).

Sobre a diminuição dos salários dos portugueses, que o DE chama para a primeira página de hoje, o melhor é não ligar – se ainda fosse a diminuição do salário dele…

(* Alumni, do latim, aluno – no contexto - da “escola” Goldman Sachs)

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