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sábado, 12 de abril de 2014

12 Abril. Manifestação Nacional de Reformados.

Casimiro Menezes presidente do MURPI. Abr.2014

Os mais velhos foram notícia na quinta-feira, dia em que mais um corte de pensões teve início, e serão notícia hoje. Os reformados voltam à rua numa manifestação nacional de protesto.

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) que organiza as manifestações, exige um representante no Conselho Económico e Social (CES).

Há uma CES que é um imposto; a Contribuição Especial de Solidariedade, que representa uma dupla tributação para centenas de milhares de pensionistas. Há outro CES (Conselho Económico e Social) que é um órgão constitucional de consulta e concertação social. A Confederação (MURPI) recusa o agravamento dos impostos e reivindica a participação no Conselho Económico e Social.

Esperam-se 10 mil manifestantes em Lisboa, numa marcha que parte da Praça do Município (14.30 h) e irá terminar no Rossio, (onde participam os distritos de Lisboa, Setúbal, Leiria, Santarém, Évora, Beja, Portalegre); Outras acções estão marcadas para Guimarães, Porto, Coimbra, Covilhã e Faro.

Por Abril, contra os cortes nas pensões.

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quinta-feira, 6 de março de 2014

Manifestação das polícias. Sobem a escadaria?

Sobe que sobe sobe a escadaria. Mar.2014


Manifestação das polícias, hoje, 6 de Março, do Marquês ao Parlamento.

Governo duplica subsídio de fardamento mas polícias desvalorizam “migalha” de 50 euros mensais e voltam à escadaria do Parlamento esta quinta-feira. Lê-se em subtítulo de notícia, no jornal Público. Voltam mesmo à escadaria do Parlamento?

Paulo Rodrigues, da Comissão Coordenadora Permanente, diz quererem “que comece e acabe da melhor maneira”. As forças e serviços de segurança manifestam-se hoje mantendo o “sentimento de revolta” que os levou à manifestação de 21 de Novembro. Nessa subiram as escadarias de São Bento.

Fala-se (e escreve-se) mais sobre as escadarias que das reivindicações das polícias. A razão tem a ver com a gestão de expectativas, coisa em que o grupo de Passos/Relvas e Cª é especialista.

Tal como as previsões do desemprego, da recessão, do crescimento e tudo o mais que possa ser estimado, quando fica aquém da catástrofe anunciada, é apresentado como uma vitória do governo.

A manifestação das polícias, de hoje, pode mobilizar mais uns milhares de participantes, podem todos eles estar mais revoltados; mas se não for plasticamente visível essa revolta, o governo vai aproveitar. Um dilema.

É o problema das demonstrações radicalizadas, ou têm seguimento em crescendo ou são vistas como perdendo força. A excitação criada nos órgãos de informação e redes sociais pode ser prejudicial aos anseios dos manifestantes.

Há um confronto entre “polícias”, de facto, mas ele é anterior à manifestação e envolve a “inteligência” ao serviço do governo. Será claro - no dia seguinte.

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terça-feira, 4 de março de 2014

6 de Março. Polícias voltam a S.Bento.

Polícias contra o governo de Passos Coelho. Mar. 2014

Na próxima quinta-feira, os profissionais das forças e serviços de segurança vão manifestar-se entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República.

PSP, GNR,ASAE,SEF, Polícia Marítima e Guarda Prisional, fazem uma manifestação conjunta e nacional, contra os cortes salariais, as alterações nos subsistemas de saúde e o congelamento das progressões na carreira.

Os dirigentes das associações sócio-profissionais esperam uma grande mobilização e o governo teme o regresso de incidentes, semelhantes aos que em 21 de Novembro de 2013 levaram os protestos escadaria acima, até às portas da Assembleia da República.

Os polícias estão revoltados e fartos do governo. Já há muita tensão, mais haverá quando os polícias manifestantes se encontrarem com o dispositivo de intervenção da PSP e da GNR.

É possível que alguma coisa caia – até pode ser um ministro.


PS: Manifestação das polícias. Sobem a escadaria? clicar AQUI


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mêda. Povo canta Grândola contra o fecho do tribunal.

Mêda contra o fecho do tribunal.Fev.2014

Promovida pela Câmara Municipal de Mêda, realizou-se hoje um protesto com centenas de manifestantes, junto ao tribunal local.

A manifestação entoou a Grândola para reclamar a manutenção do tribunal.

Com o encerramento do tribunal de Mêda abandona-se um edifício inaugurado há uma dúzia de anos. Os habitantes e os seus autarcas prometem continuar a lutar contra a política do governo de Passos Coelho - de promover a “morte do interior”.

Foi anunciado pelo autarca Anselmo Sousa; uma providência cautelar, o lançamento de uma petição pública e o pedido de audiências com os grupos parlamentares. Prometeu ainda que outras formas de luta “virão a seu tempo”.

A direita que está a destruir Abril e o país, ainda vai ouvir muitas vezes cantar a Grândola.



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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Manifestação 1 de Fevereiro.

1 de Fevereiro  CGTP - IN. Fev.2014
CGTP – 1 de Fevereiro (vídeo clicar aqui)


1 de Fevereiro - Dia Nacional de Luta 
Convocatória da CGTP-Intersindical 

Concentrações e manifestações: 
Faro-Aveiro-Beja-Braga-Bragança-Covilhã-Coimbra-Évora-Guarda-Leiria-Lisboa/Setúbal-Portalegre-Porto-Santarém-Viana do Castelo-Vila Real-Viseu-Angra do Heroísmo-Ponta Delgada-Funchal.

Vamos lá.

No dia 1 de cada mês os títulos aqui mais lidos no mês anterior.

10/01 – Polícias revoltados. O problema dos recibos.

20/01 – Isabel do Carmo. A grande volta que a esquerda não dá.

02/01 – Melgas de Inverno. Alastra febre laranja.

11/01 – AJA – Lisboa Associação José Afonso em São Bento.

23/01 – Passos Coelho volta a ser reeleito primeiro-ministro.

12/01 – Precisa-se acção para testar capacetes da polícia.

26/01 – Ana Drago. Mais uns buracos no Bloco.

01/01 – Do bacalhau à forquilha.

22/01 – PS de Hollande ou de António Arnault.

05/01 – Estado islâmico da Al-Qaeda. A ponta do iceberg.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

1 de Fevereiro. Empregos–Direitos–Demissão!

oclarinet.blogspot.com Com os trabalhadores.Jan.2014


As 25 maiores fortunas existentes em Portugal representaram em 2013, 10,1% do PIB. Entre 2010 e 2013, mais 17,8% da riqueza produzida pelos trabalhadores foi transferida para o capital. MANIFESTO (clicar aqui)



1 de Fevereiro - Dia Nacional de Luta - convocatória da CGTP-Intersindical com concentrações e manifestações 
(ver aqui) em Faro-Aveiro-Beja-Braga-Bragança-Covilhã-Coimbra-Évora-Guarda-Leiria-Lisboa/Setúbal-Portalegre-Porto-Santarém-Viana do Castelo-Vila Real-Viseu-Angra do Heroísmo-Ponta Delgada-Funchal.

As concentrações Lisboa/Setúbal são no Cais do Sodré e nos Restauradores pelas 15 horas do próximo sábado.

Vamos Lá!


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domingo, 12 de janeiro de 2014

Precisa-se acção para testar capacetes da polícia.

Polícia vai ficar ainda melhor equipada. Jan.2014

A notícia não diz qual o peso que os coletes à prova de bala e os capacetes da PSP têm na balança comercial. Diz que importamos tal equipamento e que vamos produzi-lo em Portugal, com inovação e parcerias entre a universidade e as empresas.

Substituir importações por fabrico nacional dizem que é bom, e, já que não se aplica à produção de kiwis e outros alimentos importados desnecessariamente, que se aplique aos plásticos - até à comida de plástico.

Para além de investigação na área, temos habilidade em design nacional capaz de criar fatiotas para polícia de choque, masculino e feminino, a preceito das várias culturas e modas.

Trajes para os trópicos, para as zonas temperadas e as outras; estampados para África, cores cruas para a Indochina, de riscas finas verticais para a europa e largas horizontais para a Tunísia, burcas cintadas ou acentuadas conforme o desejo dos príncipes. Temos negócio.

O único senão, que o cluster português do equipamento de dar porrada, sem sofrer amolgadelas nem desengomar, é o ensaio do produto.

A PSP ofereceu-se para fazer uma calendarização da experimentação, mas suponho que estão a ser voluntariosos. A PSP sabe lá se daqui a dois anos e meio (é o prazo) tem manifestações onde possa arrear, esvoaçando invulneráveis com a leveza das novas vestes de super-heróis?

O mercado da violência de rua anda deficitário.

Brutalidade continuará a ser os pivôs e comentadores das televisões, mas não se vê que vantagem tem um ensaio de uma marrada, melhor… que um polícia invista (para usar uma linguagem empreendedora) contra um LCD ou um plasma.

A não ser que usem uma estratégia que já deu frutos (infelizmente esses frutos não dão para exportar pois o mundo está cheio deles) que é… infiltrar umas manifestações pacíficas com agentes provocadores que iniciem as hostilidades.

Se alguém der por isso, pergunte aos paisanos se é para o teste. Se for, desculpem-nos. É para bem do equilíbrio da balança comercial, é para substituir importações, é para aumentar as exportações e pagar a dívida com o excedente.

É só mais um esforço, se já demos a bolsa e o emprego, não vamos ser queixinhas por levar um enxerto.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Polícias revoltados. O problema dos recibos.

oclarinet.blogspot.com - Falam os recibos dos vencimentos.Jan.2014

Os cortes detectados ontem nos recibos de vencimentos a pagar este mês estão a revoltar os polícias. Lê-se no Público.

O governo tem um problema grave com os recibos. Pode tentar adormecer a população propagandeando melhorias na economia portuguesa; pode colocar a toda a hora os seus comentadores de política (!?) e de economia nas televisões e nas caixas de comentários dos artigos de jornal; pode impedir o contraditório do paleio dos seus delegados em toda a comunicação social.

Pode, pode, pode…tudo isso! Pode até fazer uma campanha de publicidade ordinária para dar automóveis ou baldes de plástico a quem peça recibos no seu consumo diário. O problema do governo com os recibos - não é esse; é com os recibos que o Estado passa.


Os “cortes detectados” pelos polícias vão ser detectados por todos os outros funcionários roubados nos seus salários. Não há converseta de político ou de comentador troikista que encubra a realidade que vem na papeleta.


O recibo não engana, os polícias foram roubados: - “Em média cada um vai receber menos 200 euros, num salário de mil” diz a notícia.


O choque! O horror!! A tragédia!!! - Como dizia o “artolas” - vai ser quando todos os gamados derem pela dimensão da coisa; quando conferirem pelo próximo recibo, com quantos dedos o governo lhes deu a palmada.

Os polícias, através do presidente da sua associação profissional dizem que “já não é possível  reprimir a revolta” e que “poderão vir a ser decididas ainda outras formas de luta” para além de manifestações como a de 21 de Novembro.

Bom. Se não é possível reprimir a revolta, não reprimam - nem a vossa revolta, nem a revolta dos outros que como vós estão revoltados.


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domingo, 8 de dezembro de 2013

Cavacolândia. Cavaco Silva vaiado em Viseu.

Cavaco vaiado em Viseu. Dez.2013

Cavaco Silva tem arrostado nos últimos dias com o seu passado anti-ANC, a morte de Mandela veio lembrar a votação na ONU ao lado de Ronald Reagan e de Thatcher. É a vida, o passado não sai com tira-nódoas.

A única curiosidade é a enorme quantidade de portugueses que criticando Cavaco, estão do lado da luta armada, do direito dos povos em responder à violência com a violência. Uma surpresa.

No entanto, há um passado de Cavaco que em vez de o perseguir quer sacudi-lo. Viseu era conhecida como a “cavacolândia”, tantos os apoios que o ainda presidente da República aí tinha.


Cavaco ouve Apupos em Viseu. Dez.2013 
Agora foi vaiado. Os membros do governo Passos/Portas/Cavaco não podem viajar pelo território nacional sem dar de caras com protestos. 

Ainda não são violentos, apesar da violência do Poder sobre a população portuguesa. Até quando?

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Passos recebe polícias…mas não se volta a repetir.

Polícias tomam escadarias de São Bento Nov. - Dez.2013

Polícias exigem reunião com Passos ou protestos voltam à rua com mais agentes.

A comissão coordenadora, dos sindicatos e associações profissionais das polícias e guardas, quer encontrar-se com Passos Coelho. Dizem que “será um erro se o primeiro-ministro recusar o convite” e não se espera que Passos Coelho cometa tal “erro”.

As forças de segurança não são distintas dos outros reivindicadores por serem abrangidos por vários ministérios, mas sim por serem elementos com que o governo conta para exercer o poder.

O secretário nacional da “Coordenadora”, Paulo Rodrigues, que adverte o governo, de mais manifestações e com mais polícias, é claro:

“Há um estado de revolta e estamos numa situação limite em que as pessoas agem já como quem perdeu tudo. O governo deve ouvir os polícias para refrear os ânimos. Poderá ser muito complicado e ter consequências negativas imprevisíveis se se insistir num afastamento entre os polícias e os eleitos para governar o país”. (In Público)

O que as polícias vão dizer a Passos Coelho? Na manifestação apregoaram “Ó Passos toma atenção – os polícias têm razão! Mas também gritaram; “Está na hora, está na hora! De o governo ir embora!” 

Se Passos Coelho abrir uma excepção, ultrapassando os ministros, para receber as polícias; não deixará de tirar partido político da sua boa-vontade e de lhes dizer que a privilégio de aceitar a reunião não se volta a repetir.

De um primeiro-ministro tipo Passos Coelho, espera-se que seja, ora polícia bom ora polícia mau.

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sábado, 2 de novembro de 2013

Carvalho da Silva. Precisam-se pessoas para a porrada.


Dispostos a levar porrada - precisam-se. Nov.2013

Em entrevista à Antena 1, mencionada pela SIC Notícias, o ex-Secretário- geral da CGTP, Carvalho da Silva, teme que Portugal esteja a chegar a um momento de rupturas perigosas e diz mesmo que o país precisa de cidadãos que estejam dispostos a sujar as mãos e a levar "porrada" nas ruas. 

O ex-líder da Intersindical aponta a necessidade de “gerar capacidades para que as pessoas se envolvam na acção política, na intervenção”. Carvalho da Silva referiu o exemplo do século passado, em que “o povo português não teve interpretes” e “projectos políticos capazes de incorporar aquilo que era a revolta concreta das pessoas” (na década de trinta e seguintes) o que levou a que nós tivéssemos “fascismo durante muitos anos.” 

Muitos de nós acompanham Carvalho da Silva; o que hoje vemos é muita revolta, que embora generalizada, tem dificuldade em encontrar resposta organizativa tão consensual como a revolta. 

Hoje, o Expresso, através de Martim Silva e uma croniqueta fácil de “altos e baixos”, faz a vingança “jornaleira” de colocar o “Movimento que se Lixe a Troika” em baixo, e afirma que hoje “os portugueses não parecem dispostos a seguir o caminho das ruas”. 

O que eu tenho visto é mais gente daquela que está “disposta a sujar as mãos” nas ruas, em crescendo, a encher. Martim Silva não sabe fazer essa contabilidade, não vê, só sabe contar pelos dedos e por isso conta mal no jornal.


É habitual no dia 1 de cada mês enunciar os posts mais lidos neste blogue no mês anterior, devido à manifestação de ontem (será que Martim Silva a viu) ficou para hoje. Os 10 mais lidos em Outubro:

01/10 – Para quem sonha...

19/10 – Manifestação Ponte-Alcântara convoca 1 de Novembro.

04/10 – António Costa defende directas abertas nos partidos. 

15/10 – Após 39 anos, um governo proíbe uma manifestação.

17/10 – Cavaco Silva foi só depositante do BPN?

08/10 – Bispos preocupados com as contas do corte nas pensões.

10/10 – Tabaco, fisco perde milhões. Fumar com menos impostos.

07/10 – TSU dos reformados - na viuvez, o início do pacote. 

12/10 – Barcelona – Nós Catalunha somos Espanha?

25/10 – Vaga de greves começa mal para fura-greves.

(para ler os artigos clicar nos textos a cor)

Cavaco Silva - Um drama nacional. Nov.2013

PS. - Carvalho da Silva também disse que “um dos maiores dramas que aconteceram a este país, foi, neste período, ter o presidente da República que tem”.

Nisto, também acompanho Carvalho da Silva!


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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Guião 1 de Novembro.

Destino - São Bento. Contra o orçamento.Nov.2013
(Fotos Manif. AQUI)

Concentração em S.Bento às 10 horas

Contestar aprovação do Orçamento com manifestação em S. Bento.

 (o secretário-geral da CGTP Arménio Carlos).

Recusar o Orçamento de Estado
Exigir a demissão do governo e a realização de eleições antecipadas.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Milagres servidos em pires, para acompanhar tremoços.

  Milagres num Pires. Out.2013 
Nos últimos dias, cada vez que ouço um governante, mudo de canal. É falta de paciência para os atender. Fui de manhã em trabalho, de Lisboa ao Alentejo, escutando rádio. Surgiu um som de ministro e, antes de mudar de posto, ouvi, de raspão, Pires de Lima falar em milagre económico. Esqueci-o na companhia da música.

De volta a casa, já de tarde, ligo a televisão e ouvi, também de raspão, Passos Coelho a falar em qualquer coisa... “atirar areia para os olhos”, e atirei com um of ao aparelho.

Há dois dias que o governo não sai dos rádios, das televisões e dos jornais, num cerco cacofónico. Querem tirar-nos o repouso, pretendem empanturrar-nos com aldrabices políticas em doses letais, querem-nos emouquecer com overdoses de ministros e criadagem do governo. 

É esquema!

Mas é também desespero. Aludir a “milagre económico” nesta calamidade nacional, é usar a bomba atómica do embuste publicitário. O que há acima dos milagres? Só Deus - e é apenas para os crentes (como se sabe, em milagres até os ateus acreditam).

Como com as aflições do governo e seus serviçais posso bem, não ligo, só desligo! Nada do que acrescentem, através de paleio, altera a realidade que eu vivo e que verifico que os outros vivem.

Querem afrouxar a nossa indignação através de trapaças mil vezes repetidas, tem sido só mentiras atrás de mentiras. Mas há quem não se fique, e os próximos dias são a continuação de lutas, greves, e manifestações.

É uma resposta ao esquema dos falsos milagres, servidos em pires para acompanhar tremoços.

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domingo, 27 de outubro de 2013

Solução para a ressaca das manifestações.

1 de Novembro feriado roubado.Out.2013

Nas visitas que hoje fiz ao “Facebook” dei com um ambiente de ressaca desalentada, dos meus amigos e amigos deles, pela reduzida presença de manifestantes, ontem. Esperavam mais, eu não. 
 
O ambiente da grande manifestação de 15 de Setembro acabou há muito; não há apoio da RTP, as eleições autárquicas colocaram todos os activistas em modo eleitoralista/divisionista e ainda não se encontrou o botão para desligar. 

Como querem manifestações unitárias contra o governo, se nove em cada dez coisas que escrevem é para denegrir o partido do lado (onde pensam poder ir buscar votos) ou a ideologia desviante dos seus textos filosóficos? Odeiam-se e invejam-se mais do que odeiam o governo. 

Uns “não são de esquerda”, outros “não são revolucionários”, o chico do Sabugal é acusado da invasão da Checoslováquia, o Manel de Celorico é tal e qual um menchevique, O PEC 4, isto, o Pinóquio, aquilo, um parente do político x é corrupto; não há boneco sem defeito na má-língua das redes sociais.

Tal entretém afasta pessoas que se podiam encontrar para defender coisas simples como o Serviço Nacional de Saúde ou a Escola Pública, ou ainda uma causa menos exigente que é o derrube do governo. Mas não, a esquerda é má companhia para a esquerda, a esquerda é racista da esquerda.

Há uma procura incessante pela perfeição, que na política de esquerda parece ser alcançável pela destilação; de cisão em cisão até à alquimia de onde brote a vanguarda imaculada e fundamentalista. Para trás são todos traidores, eles ou os pais, e com traidores não se fazem manifestações.

Ao contrário de alguns dos meus amigos, que são mais exigentes sobre com quem se manifestam do que com quem casam, tenho apoiado e participado num leque alargado de manifestações. Dia 1 vou estar em São Bento (a partir do Rato) em mais uma demonstração dos sindicatos contra o governo. (ver quadro em cima/direita)

Uma solução para a ressaca das manifestações é outra manifestação.

P.S. Não me venham dizer que são muitas manifestações juntas, como já ouvi a quem acha que, “lá fora”, os manifestantes fazem muito bem em não sair das ruas.

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sábado, 26 de outubro de 2013

Manifestação 26 Out. Lisboa. Que Se Lixe a Troika.

foto 1 Manif.26 Out.Que se Lixe a Troika.Out.2013

Com concentração inicial no Rossio, a manifestação convocada pelo Movimento “Que Se Lixe a Troika” foi engrossando durante o trajecto para a Assembleia da República, tendo atingido alguns milhares de participantes.

Manif.26 Out. Que Se Lixe a Troika.Out.2013

Movimentos de cidadãos, organizações políticas e anónimos foram dizer junto ao parlamento que “está na hora do governo e a troika irem embora”.

Que Se Lixe a Troika - São Bento. Out.2013

Em São Bento a manifestação encheu até abarrotar o largo. Não foi, nem se esperava, algo parecido com a grande manifestação de Setembro do ano passado. Há coisas a rever nas convocatórias e tipos de mobilização, em Lisboa e fora dos grandes centros. Cumpriu-se mais uma jornada de luta.

Dia 1 de Novembro voltamos a São Bento, novamente em unidade,
para recusar o orçamento e exigir a demissão do governo.

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domingo, 20 de outubro de 2013

Manifestações ordeiras ou violentas.

Graffiti (pormenor) em Alcântara. Out.2013

Acredito que vão existir em Portugal graves convulsões sociais, mas não serão necessariamente iguais a outros países onde a crise está instalada.

Todos os que discutiram a manifestação da CGTP, na Ponte 25 de Abril-Alcântara, deviam estar em reflexão. Só argumentei no Facebook num círculo restrito, mais uns apartes em comentários. Houve muito ruído, tudo inconsequência.

Defendi que a CGTP fazia bem em não responder à provocação do governo para o eventual confronto com forças policiais. O poder gostaria de isolar a CGTP, organização que a cada manifestação alarga o protesto a mais sectores da sociedade e a cidadãos que nunca protestaram nas ruas.

As manifestações da Intersindical, pelo facto de terem um histórico sem desacatos, têm atraído “povo” que independentemente da politização tem as maiores e mais autênticas razões de queixa do governo. São protestos verdadeiramente populares, de quem mais precisa, e que tendo a coragem de sair à rua, não tem a preparação (e em boa parte, a idade) para confrontos físicos com homens jovens, protegidos e treinados militarmente para reprimir. Os sindicalistas sabem-no, são opções, géneros de confronto.

A opção da CGTP desagrada a algumas pessoas, movimentos inorgânicos e grupos minoritários tradicionais da esquerda, que se imaginam capazes de provocar um crescendo de violência nos protestos. A qualidade ou a quantidade, o exemplo e a reacção das forças repressivas. 

Sendo partidário do que dizia Marta Harneker; “que é na luta que nós humanos, crescemos e nos transformamos”, e que, “constatar que somos muitos, os que estamos na mesma luta, é o que nos faz fortes – é o que nos radicaliza”, não desanimei nos meus comentários quem quer confrontos com a polícia, nesta altura.

Antes aprendam a não dispersar,…etc. para não dar o espectáculo desmobilizador de apenas “enfardar” ou fugir a sete pés como se tivessem tocado às campainhas. Para ontem estava anunciado por anónimos mais ou menos conhecidos que iam bloquear o porto de Lisboa, até tinham uma televisão para acompanhar o evento. A PSP colocou alguns agentes a proibir a passagem - vieram embora. 

Não é dessa toca de que sai o furão; haverá, penso, convulsão social com a aplicação do Orçamento e outras medidas; poderá iniciar-se com força numa manifestação, num mercado, num centro de saúde; organizada ou não e revestir outras formas de acção, pode até ser um acto desesperado de um suicida ou planeado friamente. Pode ser banal e absorvido, como é hábito, ou determinante.

O balão está a encher e Portugal tem uma história de violência política que não é ensinada na escola nem nas redes sociais. 

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sábado, 19 de outubro de 2013

Manifestação Ponte-Alcântara convoca 1 de Novembro.

Manif. Ponte-Alcântara - foto1.Out.2013

                                                     (Fotos Manif.1 de Novembro AQUI)

A CGTP propôs, os manifestantes aplaudiram; está agendada para 1 de Novembro uma concentração frente ao Parlamento. No próximo dia 1 é votado na generalidade o Orçamento de Estado para 2014, rejeitado pela grande maioria do povo português.

Manif.Ponte - Alcântara foto2. Out2013Manif.Ponte-Alcântara foto3.Out2013










Contra as provocações do governo, realizou-se a grande manifestação sobre a ponte 25 de Abril, recebida em Alcântara com entusiasmo pelos populares do bairro e muitos outros participantes. A proibição ilegal do governo de fazer a marcha a pé, acabou por mobilizar mais e dar maior visibilidade à luta unitária contra o governo.

Manif Alcântara. Palhaço1.Out.2013
Manif.Alcântara-Palhaço2.Out.2013










A Cavaco Silva foi exigida a demissão do executivo de Passos Coelho, o fim do silêncio sobre os ataques à Constituição que jurou cumprir; ofensas que já vêm da Comissão Europeia  e do FMI sobre o Tribunal Constitucional e a Soberania Nacional.

A CGTP apelou à unidade e participação de todos, dia 1 de Novembro vamos recusar o Orçamento, exigir a demissão do governo e a realização de eleições antecipadas.

Manif.Ponte-Alcântara A Luta Continua.Out.2013


A LUTA CONTINUA


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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aplausos para Passos e Cavaco. A contra-manifestação.

Cavaco Passos Portas Igreja = A contramanifestação.Jul.2013

O povo a bater palmas a Cavaco, Portas e Passos, era notícia; os convidados do poder a manifestarem nos Jerónimos um desagravo é uma contra-manifestação. 

Os contra-manifestantes de Domingo chegaram aos Jerónimos um dia atrasados, a manifestação foi no Sábado - só pode ser culpa dos choferes. 

Segundo o jornal Público a “entrada solene do novo Patriarca de Lisboa” D. Manuel Clemente, “contou com 278 padres e bispos e 65 cónegos de todo o país bem como de um conjunto de convidados da esfera política e económica”.

O pouco que se viu das palmas veio precisamente do “conjunto” referido, o conjunto convidado a actuar e principescamente pago pelas benesses do Estado. De povo a bater palmas a Cavaco, a Portas e a Passos, não há imagens - e não é por falta de repórteres.  

A ideia que D. Manuel Clemente começa por dar, do seu tempo de “renovação da Igreja” é gasta e retrógrada, o conluio da Igreja com o poder, por cá já demos em tempos de má memória. 

Cabe a D. Manuel esclarecer se quer voltar à época do Cardeal Cerejeira, a ser assim está fora de prazo muito antes de atingir o limite de idade.

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Manifestações. Servem para quê?

oclarinet.blogspot.com - Manifestação Belém 6 de Julho. Jul.2013
Concentração:15 horas - frente ao Mosteiro dos Jerónimos.
 

Para não andar sempre aqui a repetir-me, reproduzo as palavras de José Pacheco Pereira no último programa “A Quadratura do Círculo”.

Na intervenção final do programa e referindo-se à carta de demissão de Vítor Gaspar, ministro das Finanças (e da troika); disse Pacheco Pereira:

“Esta coisa de menosprezar a rua, e menosprezar os sindicatos… por exemplo, Vítor Gaspar não o faz.” E especificou, “Vítor Gaspar refere-se (na carta) ao problema do apoio social às medidas que ele propõe. Esse apoio social, numa sociedade como a portuguesa só se pode ver pela agitação social, e a agitação social são greves e manifestações.” 

 Concluiu em seguida Pacheco Pereira: “Portanto esta ideia de que isto se passa tudo num conflito de personalidades e que o resto do país…Imaginem que não tinha havido nem greves nem manifestações. Alguém numa carta daquela natureza falava na instabilidade social? Alguém falava em fadiga social? Alguém falava em usura social? Ninguém! SIC (fim de citação)

Não existem dúvidas das razões que levaram à demissão de Vítor Gaspar (ele próprio as diz de forma clara na carta), nem das razões da actual crise política. Apesar disso ainda há quem justifique a sua passividade dizendo que de nada servem as manifestações e as greves.

A manifestação de amanhã em Belém, pela demissão do governo de Passos Coelho é convocada pela CGTP, a ela aderiram vários movimentos sociais como as associações “Que se Lixe a Troika” e os “Precários Inflexíveis”.

Os governos caem da mesma forma que caiu Vítor Gaspar, é altura de não baixar a pressão popular. 

Post Scriptum: PSD e CDS/PP rejeitaram no Parlamento, condenar a proibição de aterragem do avião de Evo Morales. Mais uma razão para querer um outro governo, que respeite a legalidade internacional e peça desculpa à Bolívia e a toda a América Latina, reparando as posições inaceitáveis deste governo.

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sábado, 25 de maio de 2013

Milhares em Belém pela demissão do governo.

Foto manifestação Belém 25 Maio. Mai.2013

Cavaco Silva e o governo foram apupados por milhares de manifestantes, que convergiram para o largo frente aos Jerónimos e jardim da Praça do Império.

Foto Manif.25 Maio. Milhares a caminho dos Jerónimos. Mai.2013

A manifestação, organizada pela CGTP-Intersindical, partiu de concentrações por sectores profissionais e regiões do país.

 Foto manif.25 de Maio concentração CGTP. Mai.2013

Para além das palavras de ordem, exigindo que Cavaco cumpra a função de presidente e demita o governo, alguns manifestantes equiparam-se com dísticos que apelidavam Cavaco Silva de “Palhaço”; narizes e outras representações de palhaço, cartazes com palhaços, e, chamaram-lhe palhaço. É uma nomeada já popularizada, efeito da queixa à Procuradoria.

Palhaços às costas! Tinha de ser...Mai.2013

A CGTP marcou nova jornada de luta para 30 de Maio, e Junho vai ser um mês de greves, (Função Pública) podendo haver Greve Geral com convergência das duas centrais sindicais, UGT e CGTP.

Arménio Carlos disse: “Maio vai acabar com uma elevada temperatura no que respeita à conflitualidade social, mas em Junho essa temperatura vai aumentar”.

 Vamos lá!

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