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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Síria. Assad entrega armas, e os outros?

Síria aceita controlo internacional das armas químicas. Set 2013

Na Síria, está a pôr-se um travão na guerra, ou um pé na embraiagem? A mudança introduzida vai trazer a paz ou apenas atrasar a agressão da NATO e elevar o potencial dos grupos armados opositores ao regime?

O presidente sírio, Bashar al-Assad, confirmou hoje que está disposto a entregar as armas químicas. 

Em entrevista ao canal Russia 24, Assad disse que “enviará à ONU os documentos necessários para um acordo sobre a colocação das suas armas químicas sob controlo internacional”. Também o embaixador da Síria em Moscovo, Riyad Haddad, afirmou hoje estar a Síria pronta a aderir, no mais curto prazo, à Convenção sobre a Proibição das Armas Químicas. (Ag.Novosti)

Um e outro dizem aceitar inteiramente a iniciativa russa, tendo Assad sublinhado que “a Síria porá as armas químicas sob controlo internacional não por causa das ameaças dos EUA mas em resposta à proposta da Rússia”.

Com esta confirmação cai o argumento das armas químicas, Obama tem uma porta de saída da trapalhada com a opinião pública e o Congresso, mas ao nível do conflito no terreno o que acontece?

A Rússia, que sempre criticou o ocidente e os países árabes por armarem os rebeldes, vai pôr algo mais na balança das negociações, além de impedir a intervenção directa, por agora, da NATO?

O treino e a entrega de armas aos rebeldes vão continuar? Israel vai ratificar a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas? Ou este gesto de boa-vontade do regime sírio, que o enfraquece estrategicamente, é uma manobra para melhor o destruir, como aconteceu a Kadhafi.

Se for essa a intenção, a Rússia fica com mais responsabilidades (e justificação) para proteger os seus aliados sírios. 

É por ser a Rússia quem está a ganhar nos últimos lances que muito provavelmente isto não fica por aqui.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

À espera da América e de santos milagreiros.

Agressão à Síria mal calculada...Set.2013

Nos impasses passa o tempo. Os homens santos passam horas repletos de compaixão para com as misérias humanas - é um modo de passar o tempo. Os homens justos passam anos aguardando pela sensatez dos imponderados.

As misérias humanas e os gestos levianos de homens poderosos estão intimamente ligados. Desde Ronald Reagan e a invasão de Granada, há trinta anos, que os EU não atacam outro país sem o aval da ONU, ou coligados com outras nações. Obama vai perdurar, como os antecessores, no lado negro da História, na ala do uso irrefletido da violência e da agressão (porque são fortes).

Vivemos o dejá vu da invasão do Iraque, da NATO fora-da-lei, agora escondida da opinião pública; tal como no Kosovo, onde países como a Itália "não participaram", mas estiveram lá. 

Portugal, sobre a Síria desovou declarações dúbias e prolixas: Rui Machete diz “parece-nos que isso deverá”; “é desejável”; “na medida do possível”; e… “que o Conselho de Segurança funcione”. Já agora, que funcione com mais nitidez que o nosso ministro.

Na Síria, é novamente a ideologia do imperialismo pseudo-humanitário, ao qual até alguma esquerda cedeu na violação do direito internacional. 

Resta-nos protestar e esperar que se tenham enganado nos cálculos; que na impossibilidade de os deter, a lei do mais forte não os recompense e alguma lição fique para futuro. 

Hoje, na CNN, no programa do jornalista/comentador Fareed Zacarias, dizia-se que a força de Assad está a ser mal calculada por Obama, e não só por Obama.

Haverá santos? E milagres?

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Obama isolado. Britânicos votam contra ataque à Síria.

Cameron derrotado no Parlamento. Ago.2013

O Parlamento britânico votou contra uma intervenção militar na Síria proposta pelo governo. A medida teve 285 votos contra e 273 a favor.

O Prémio Nobel da Paz Barack Obama está agora isolado para fazer a guerra.

Os falcões da NATO estão divididos sobre o uso da força militar na Síria, a coligação ocidental que permitiu as intervenções anteriores, e das quais resultaram muitos milhares de mortos civis e a destruição conhecida, não está desta vez, e por agora, operacional.

Em Paris, François Hollande disse na manhã de ontem que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” num evidente recuo sobre o acordo com Obama. 

Em Londres, o governo britânico teve de retroceder por imposição do Parlamento; David Cameron comprometeu-se a respeitar a vontade dos deputados, que “inviabilizaram a participação de forças britânicas numa intervenção” independentemente das conclusões dos inspectores da ONU.

Por agora, é um importante revés para a Casa Branca e uma demonstração da vitalidade da opinião pública - pela causa da paz.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Síria. Hollande recua e defende uma solução política.

Síria. Hollande pede solução política. Ago.2013

François Hollande afirmou hoje num encontro com jornalistas, que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” para o conflito sírio.

A declaração de Hollande, proferida tendo ao lado o líder da “coligação nacional síria”, Ahmad al-Asi al-Jarba que recebeu em Paris, é uma evolução no discurso da França sobre a ameaça ocidental de intervir militarmente na Síria.

A ONU apresentará no próximo sábado dados sobre o ataque químico na Síria.

Enquanto Londres defende acção militar mesmo sem acordo na ONU e Obama afirma ainda não ter tomado uma decisão, a nova atitude de Hollande representa as dúvidas no seio da coligação de agressão NATO. Poderá estar em causa a “resposta comum” que Obama e Hollande afiançaram no último domingo.

Se o passo atrás de Hollande é genuíno, é um passo contra a guerra.

P.S.: Reino Unido propõe atacar Assad como "intervenção humanitária". Outra...

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A posição do Partido Socialista sobre a Guerra Síria.

Regime de Assad pediu inspectores da ONU. Ago.2013

O Partido Socialista veio pedir ontem, através do seu coordenador parlamentar Paulo Pisco, uma posição clara do governo português sobre o conflito sírio. Também faz falta uma posição clara do Partido Socialista.

O que Paulo Pisco disse à TSF (ouvir aqui) não corresponde ao que os jornais escreveram. Todos os títulos afirmaram que o PS é a favor de uma intervenção militar na Síria; ora, Paulo Pisco, diz no final da declaração, (toda ela bastante infeliz): “provando-se que foi o regime de Assad que utilizou armas químicas”.
Faz toda a diferença.

Mais tarde, ainda ontem, o porta-voz do Partido Socialista, João Ribeiro, na mesma TSF (AQUI) desmentia o deputado dizendo que as declarações de Paulo Pisco refletiam uma posição pessoal, não a do partido. 

Mais confusão, quais declarações? As publicadas ou as ditas na rádio? Como o porta-voz do PS disse que oportunamente a posição oficial do partido será pública, esperam-se para muito breve.  Até agora, nada.

Lembremos que José Sócrates considerou um erro a intervenção no Iraque e que os portugueses precisam de saber que PS é este, o da direcção de António José Seguro.
A política internacional, a guerra e a paz, são assuntos chave na orientação dos partidos.

Aproximam-se eleições, da posição oficial socialista sobre a agressão programada à Síria, para mais nas condições de ilegitimidade actual, dependerão, estou convencido, muitos votos.

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nelson Mandela faz hoje 95 anos.

oclarinet - Nelson Mandela. Jul 2013

O mundo assinala hoje o 95º aniversário do líder histórico da África do Sul.

Será homenageado das Nações Unidas à Volta a França, em múltiplas acções em honra do antigo presidente e militante pela causa da paz. Notícias de hoje dão melhoras no seu estado de saúde.

!8 de Julho – “Mandela Day”

Parabéns a Nelson Rolihlahla Mandela, “Madiba” para os seus.

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sábado, 13 de julho de 2013

Mercosul denuncia espionagem e protesta na ONU.

XV Cimeira do Mercosul exige explicações e desculpas públicas. Jul.2013

A XV Cimeira do Mercosul “levantou a voz contra as violações dos direitos humanos e a espionagem no mundo”. 

O “Mercado Comum do Sul” composto pelos países; Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai, com a Bolívia em fase de adesão e o Paraguai a reentrar (após o presidente eleito Horácio Cartes assumir o cargo a meio do próximo mês) tomou várias medidas de carácter político.
Das conclusões da Cimeira realço as seguintes medidas:

Algumas delas referem-se a Portugal, um dos quatro países europeus envolvidos na crise do avião de Evo Morales. Portugal enfrenta a denúncia perante o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de violação dos direitos fundamentais do presidente da Bolívia. 

Nos países do Mercosul serão chamados os embaixadores acreditados de França, Itália, Portugal e Espanha para dar conhecimento das decisões tomadas. Também serão convocados os embaixadores acreditados nos países europeus envolvidos, para consultas.

Será ainda apresentado um protesto formal a cada um dos países, exigindo explicações e os consequentes pedidos de desculpa pela situação vivida pelo presidente Evo Morales. 

O Mercosul tomou outras medidas importantes a partir do repúdio da espionagem exercida pelos Estados Unidos sobre os países da região. 

Decidiram trabalhar em conjunto para conseguir segurança no ciberespaço dos seus Estados, em defesa da sua soberania; de imediato exigem o fim das acções de espionagem e a perseguição dos delitos transnacionais, com base na estrita observância do direito internacional.

Irão promover nas instâncias multilaterais, a adopção de normas de regulação e segurança do ciberespaço que garantam a protecção das comunicações, solicitando através da ONU, mecanismos internacionais de prevenção e sanção.

Acordaram a criação de um grupo de trabalho no âmbito do Conselho de Defesa Sul-americano, para tornar as telecomunicações mais seguras e menos dependentes da tecnologia estrangeira. 

Realçaram o reconhecimento universal do direito de asilo, destacando o compromisso histórico de todos os países latino-americanos em defendê-lo.

Repudiam qualquer acção que possa minar a autoridade dos Estados, em conceder ou implementar de forma plena o direito de asilo, por isso rejeitam todas as tentativas de perseguição ou criminalização sobre a decisão soberana dos Estados em conceder asilo.

O Mercosul solidarizou-se com os governos da Bolívia, Nicarágua e Venezuela por se terem oferecido para conceder asilo ao cidadão Edward Snowden.


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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Peixe-Caracol capturado pela Comissão Europeia.

Imagem de um Peixe Caracol. oclarinet.blogspot.com Jun.2013

O peixe-caracol vendido em Portugal, rotulado como bacalhau, é mais inofensivo que os pré-cozinhados Barroso, rotulados como da Comissão Europeia.

A mistela vendida nos Jumbo, aparentemente, não coloca em risco a saúde pública. Durão Barroso, na opinião de Costa-Gravas, é um ingrediente “perigoso para a cultura europeia”.

Toda a alimentação, cultural ou comestível, não pode causar dúvidas nos consumidores, todos devem saber o que manjam.

Em minha casa não consumimos pré-cozinhados (feitos fora), o risco para a saúde física (e mental) da minha família vem mais de produtos da Comissão Europeia. Assim será na maioria das casas dos portugueses.

Se o peixe-caracol (liparis) é desconhecido para a grande maioria, e disfarçado com natas embarca em qualquer refeição, já Durão barroso é por demais conhecido, só come quem quer.

Por isso, é exagerada a reacção da imprensa francesa, que lhe chamou camaleão. Convivem com ele quase há tanto tempo como nós, deviam saber que ele é mesmo assim, não muda nada, é da espécie. 

A mulher queria-o cherne de águas profundas (sem perdão do O´Neill), mas Barroso não passa de peixinho de engodo, dá-se a comer. Sacrificam-no e ele sacrifica-se pelo grande pescador universal, os Estados Unidos da América. 

Como não tem futuro político neste continente a não ser como marioneta dos interesses americanos, iniciou há muito, a passo de cherne-caracol, o caminho para um tacho na NATO, na ONU, ou coisa semelhante. Lá chegará.

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Rebeldes da Síria sequestram soldados da ONU.

M. Ed- Mar.2013

A oposição armada síria sequestrou 21 militares das forças de paz da ONU. Os militares, de nacionalidade filipina, integram o contingente da UNDOF, encarregue de vigiar o cumprimento do cessar-fogo entre Israel e a Síria, nos Montes Golan.

Tropas da UNDOF - site ONU. Mar 2013

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança exigem a libertação imediata e incondicional dos militares da força de observação, detidos pelos rebeldes.

Não deixa de ser curioso, que a oposição armada ao regime sírio, apoiados pelas monarquias do Golfo e pelo "ocidente" que (quase) controla a ONU, não respeitem as forças pacificadoras das Nações Unidas.

Como seria se alcançassem o poder político na Síria?




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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ângela Merkel e Netanyahu concordaram em discordar.

Netanyahu na Alemanha.Dez.2012


Fiasco de Netanyahu na Alemanha. Ângela Merkel disse à saída do encontro entre ambos, que os dois “concordaram em discordar” sobre novas construções em território palestiniano.

Entretanto ocorreu hoje a primeira iniciativa da delegação palestina na ONU. Foi apresentado um pedido, na sede em Nova Iorque, através de cartas dirigidas ao secretário-geral Ban Ki-moon e ao Conselho de Segurança, para que a ONU proceda de forma a impedir o aumento dos colonatos israelitas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

O primeiro – ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, iniciou ontem uma visita à Europa. De manhã foi a Praga agradecer aos actuais dirigentes da República Checa; o único país europeu a votar contra o estatuto de observador da Palestina. (ver AQUI como votou a Europa). Depois partiu para a Alemanha, habitual aliado de Israel, para tentar obter o apoio que Merkel não deu na ONU.

Netanyahu, desiludido com o revés da abstenção alemã e perante as poucas semanas que faltam para as eleições legislativas em Israel, queria alguma vitória no campo diplomático, não conseguiu.

A reacção de Israel, ao reconhecimento da Palestina como observador na ONU, foi anunciar a construção de 3.000 novas habitações para colonos israelitas em territórios ocupados; o desenvolvimento do “Bloco E1” (um projecto que corta Jerusalém Oriental da Cisjordânia) impedindo a continuidade territorial e pondo em causa o Estado Palestino; e ficar com cerca de 100 milhões de dólares dos impostos cobrados em nome da Autoridade Palestiniana.

Sucederam-se as críticas internacionais, com a convocação dos seus embaixadores por vários países e a reprovação dos Estados Unidos e da Alemanha, os mais próximos e tradicionais aliados.

As tensões diplomáticas existentes com Israel ligam-se com a política interna. Com eleições a 22 de Janeiro, o isolamento do estado judaico no mundo, por um lado, e as posições favoráveis à colonização acelerada dos territórios ocupados,por outro, são equações da campanha eleitoral. Sondagens em Israel dão vitória à direita em conjunto com as forças ultranacionalistas.

Parece longe o caminho da paz, razão para não esmorecer a pressão internacional.

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sábado, 18 de agosto de 2012

Paz na Síria nas mãos da Casa Branca e Lakhdar Brahimi.

Urgente parar a guerra para negociar. Ago.2012

Brahimi quer saber com que apoio pode contar e a Casa Branca quer saber mais do mandato do emissário da ONU e da Liga Árabe.

Resume-se nestas incertezas a seriedade da missão de paz do novo mediador Lakhdar Brahimi.
 
Os Estados Unidos tiveram uma primeira reacção, nada prometedora para o fim do conflito sírio; o porta-voz do presidente Obama, Josh Earnest, declarou aos jornalistas que precisam “de mais detalhes da parte da ONU sobre o mandato de Brahimi no seu novo cargo”.

O secretário-geral da ONU tem tido posições contraditórias, ora alinha por soluções que vão no caminho do belicismo, ora pelo trilho das negociações, substituir a missão de paz de Kofi Annan, pelo experiente diplomata argelino Brahimi é dar uma oportunidade à paz negociada. Desta vez, Ban Ki-moon diz que “mais combates e militarização apenas vão exacerbar o sofrimento”.

As declarações da Casa Branca são reticências à missão de paz, o “mandato” do actual mediador só pode estar de acordo com as “boas práticas” introduzidas nas operações de manutenção de paz, depois do Relatório do Grupo para as Operações de Paz da ONU, elaborado em 2000, e conhecido por Relatório Brahimi.

Foi Lakhdar Brahimi quem chefiou o grupo de peritos que elaboraram as condições mínimas necessárias para o êxito das missões de paz, entre elas “ a obtenção de um mandato claro e especifico e o consentimento das partes em conflito”. A exigência de Brahimi, de saber com que apoio conta, inscreve-se nessas condições.

Ou seja, sem cessar-fogo não há processo de paz, e não há cessar-fogo enquanto a Casa Branca e os seus aliados apoiarem a militarização da oposição ao regime, e os países mais influentes junto do poder sírio não exigirem o fim das acções militares de Assad.

A China, sem reticências, promete cooperar com o novo enviado da ONU.

Brahimi pode ter uma missão impossível mas vai decerto esclarecer quem quer a paz e quem fomenta a guerra na Síria.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Síria. ONU acusa militares e rebeldes de crimes de guerra.


Um relatório “de uma comissão independente de investigação” divulgado hoje em Genebra, pela ONU, acusa as forças governamentais e as milícias ligadas ao regime, de “crimes contra a humanidade como assassinato e tortura, crimes de guerra e violações flagrantes dos direitos humanos e leis humanitárias”.

A comissão com mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU considera, que “as violações foram cometidas como parte da política do Estado, o que implica o envolvimento no mais alto nível das forças armadas e de segurança do governo”.

Diz ainda que “os grupos armados antigovernamentais cometeram crimes de guerra, incluindo assassinatos extrajudiciais e torturas. Apesar disso, estas violações e abusos não tiveram a mesma gravidade, frequência e escala do que os cometidos pelas forças governamentais e pelas milícias”.

Sabendo nós que não há guerras sem crimes de guerra; este tipo de relatórios que pretendem estabelecer escalas nas atrocidades são muito duvidosos na sua independência. Parecem encomendas.

Depois, há um problema insolúvel na guerra mediática do caso sírio; os rebeldes têm o hábito de filmar os seus “feitos” e colocarem-nos na internet.

Desde segunda – feira que estão três vídeos no Youtube (que me abstraí de divulgar por razões obvias) mostrando os rebeldes a assassinar a sangue frio um homem, outro a mandarem do telhado do edifício dos correios de Al-Bab vários homens que morrem estatelados na calçada, enquanto uma multidão grita Allah Akbar, e um terceiro em que um prisioneiro é degolado.

A notícia está em vários lados, foi a mais vista na selecção noticiosa do Google (Terra Brasil), ver no Diário Digital. Os vídeos, não recomendo que os procurem.

É o pior da espécie humana, que não merece a desculpabilização de um organismo como as Nações Unidas. Se estas atrocidades “não têm a mesma gravidade” que as cometidas pelo governo, não se viram coisas piores.

Hoje, a China acusa os países ocidentais de impedirem a resolução política do conflito na Síria. Segundo o editorial do jornal do PCC “os países ocidentais nunca renunciaram ao seu objectivo de mudar o regime na Síria, e de forma constante, reforçaram o seu apoio às forças anti-governamentais”.

A China (e não só) diz que é o “ocidente” que impede um consenso da comunidade internacional, a oposição interna moderada da Síria pede um cessar-fogo de ambas as partes, e a ONU vem deitar mais achas para a fogueira. Com ameaças de acusações no TPI ninguém pára de disparar - só os derrotados serão julgados.

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sábado, 4 de agosto de 2012

ONU não aprova sanções à Síria nem a saída de Assad.

O reino menos democrtico do mundo e seus aliados perderam na ONU. Ago.2012

 Assembleia-Geral da ONU condena violência na Síria. 

Conforme o serviço de notícias das Nações Unidas, a resolução aprovada ontem por maioria, em Assembleia Geral, condena “a violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais por parte do governo, assim como todo o abuso dos direitos humanos cometidos pelos grupos armados de oposição na Síria”.

No texto inicial da resolução, apresentado pela Arabia Saudita e promovido pelo Grupo de Países Árabes, constava a exigência da “saída de Assad do poder e a imposição de sanções contra o regime sírio”, mas tais menções foram retiradas durante as negociações da redacção do texto final.

 A resolução aprovada pela maioria dos 158 países, com 31 abstenções e 12 votos contra, fica assim muito longe da resolução 1973 que serviu para invadir a Líbia. 

Com o veto da Rússia e da China nas resoluções vinculativas do Conselho de Segurança e com a resolução (não vinculativa) da Assembleia Geral da ONU de condenação genérica da violência, não há base legal no concerto das nações para sanções ao regime sírio, para a exigência da saída do líder do regime sírio e muito menos para qualquer intervenção militar estrangeira no conflito.

O resto - são conversas e campanhas.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Portugal vende armas à Guiné-Bissau.

... E depois envia forças militares para defender as vítimas da instabilidade.Jul.2012
A Guiné-Bissau é dos países mais instáveis de África, as suas forças armadas são a principal fonte da insegurança e da inconstância política. 

Entidades regionais e internacionais têm tentado promover o diálogo entre os líderes políticos e os militares. Da ONU à CPLP passando pela Comunidade Económica dos Estados do Oeste Africano e a União Europeia, têm-se esforçado para que seja implementada uma reforma no sector da defesa.

Segundo o jornal i, Portugal, que faz parte de algumas das organizações que procuram ajudar na pacificação da Guiné-Bissau, vendeu 684 mil euros de armas, desde 2009, à Guiné-Bissau, contrariando, (como denuncia a deputada do Parlamento Europeu, Ana Gomes) “as salvaguardas da posição comum assim como o trabalho da missão da EU para a reforma do sector de segurança na Guiné-Bissau, lançada em 2008 e que deixou o país em 2010”.

Temos assim, a costumeira hipocrisia dos países que se dizem fomentadores da paz a fornecer o equipamento para fazer as guerras. 

A proibição da venda de armas a “países em risco de tensão e conflitos”, habitualmente ladeada pelo recurso a intermediários, é no caso das exportações portuguesas de armamento, ignorada às claras; a Guiné-Bissau é o nosso sexto melhor cliente nos últimos meses, segundo dados do INE.

Depois enviamos navios e aviões de guerra para a costa de África a cada vez que surge um golpe ou um assassinato, porque, como dizia o ministro da defesa, “as forças armadas portuguesas estarão á altura do desafio se vier a ser necessário”.

Hipócritas!

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa nas redes sociais.

Ameaça sobre a Liberdade de Imprensa. Mai2012

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu os novos media e as redes sociais como tema de reflexão no Dia Mundial de Imprensa. Já em datas anteriores, a ONU tinha dedicado o Dia à segurança dos profissionais da comunicação social sujeitos a violência. A perseguição, agressão e prisão de jornalistas e outros profissionais dos media, e até o assassinato, constitui uma das principais ameaças à Liberdade de Expressão.

Em mensagem conjunta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon e da directora da UNESCO, Irina Bokova, considera-se a Liberdade de Expressão como um dos direitos mais preciosos. Referem o facto de, com a mudança dos meios para o suporte online, “jornalistas online, incluindo bloggers” estarem a ser “perseguidos, atacados e mortos” por causa do seu trabalho. Defendem por isso que estes “devam receber a mesma protecção que os trabalhadores dos media tradicionais”.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) reafirma em comunicado, “a importância dos serviços públicos de comunicação social – da agência de comunicação, de rádio e televisão – que o governo e a maioria parlamentar querem desmantelar, com o pretexto demagógico da crise, mas visando cumprir uma agenda neo-liberal de privatização a todo o custo”.

O SJ considera que a “informação como bem público necessita de jornalistas livres e com direitos”, alerta para “o agravamento das condições de trabalho” o “despedimento de centenas de profissionais nos últimos anos” e as “situações de precariedade, de contratados a recibos verdes ou a prazo, bastante generalizada entre os jovens jornalistas”. O SJ especifica “não é possível garantir a independência e a liberdade de informar de jornalistas que podem ser sumariamente despedidos no dia seguinte ou no mês seguinte”.

As ameaças à liberdade e ao pluralismo da imprensa está na concentração dos media, na degradação e precariedade laboral, no controlo ideológico e poder dos grupos económicos. O “primado da superficialidade” é opção política dos donos da comunicação social.

O SJ afirma que “sem informação livre, plural e de qualidade, não há verdadeira democracia”.

Volto a lembrar a forma como os amigos de Pinochet voltaram ao poder no Chile, e o papel preponderante do controlo da comunicação social nesse feito.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Armas nucleares nas Malvinas. Argentina acusa Reino Unido.

Bases inglesas Atlântico Sul.Fev.2012

O governo argentino acusa o Reino Unido de militarizar o Atlântico Sul, de ser a maior potência militar na zona, e de levar armas nucleares para a América Latina, quando todos os países da região são signatários do Tratado de Tlatelolco (1967) que proíbe armamento nuclear na América Latina – uma zona livre de armamento nuclear.

Em conferência de imprensa nas Nações Unidas, na última sexta – feira, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, apoiado por embaixadores de vários países da sua região, apresentou o documento entregue ao presidente da Assembleia Geral da ONU, ao presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário-geral Ban Ki-moon.

Apelando às Nações Unidas como “máximo organismo de defesa da paz” disse ser obrigação da Argentina “dar uma oportunidade à paz, desafiando a Grã-Bretanha a fazê-lo também”. Com o apoio de slides apresentou as bases militares inglesas (acima) nas ilhas: Assunção, Santa Helena, Tristão da Cunha, Malvinas, Geórgia do Sul/Ilhas Sandwich do Sul e Antárctica.

Timerman denunciou o Reino Unido como a maior potência militar no Atlântico Sul; “com essas bases controla não somente todo o tráfico de passagem pelo Atlântico Sul, como também todo o tráfico marítimo e aéreo que passa entre a América do Sul e África; controla os acessos ao Oceano Pacífico e ao Oceano Índico. É essa a situação militar que existe hoje no atlântico Sul”.

Pormenorizando, Timerman disse que a Argentina “tem informações de que a Grã-Bretanha enviou um submarino nuclear Vanguard para as Malvinas com capacidade de albergar armamento nuclear. (nota: os mísseis balísticos -16 - fazem parte do armamento dos Vanguard, podem carregar 12 cabeças cada de ogivas nucleares com diferentes destinos). Referiu que não era a primeira vez que há razões para esta denúncia, “como foi reconhecido em 2003”. Soube-se “através de um serviço de inteligência, que anos antes, a Grã-Bretanha, tinha feito um transbordo de material entre dois barcos no Atlântico Sul e tiveram um acidente no qual se correu o risco de propagação nuclear na zona”. “Nós não vamos aceitar que exista armamento nuclear na zona de influência da América Latina”, afirmou.

O Destroyer HMS Dauntless D-33.Foto Brian Burnell.ed.Fev.2012 o Destroyer que está nas Malvinas

Timerman disse que “um Destroyer tipo 45, foi recentemente enviado para as Malvinas. É a última geração de Destroyers em todo o mundo, não existe em nenhum país da América Latina, nenhum país poderia fazer frente a este tipo de armamento. Com a introdução deste barco a Grã-Bretanha multiplica por quatro o seu poder naval no Atlântico sul; diz que não está a militarizar o Atlântico Sul mas quadruplica o seu poder naval”.


Typhoon II - RAF.ed.Fev.2012
Também o avião Typhoon II “está nas Malvinas. Este avião leva o poder aéreo da Grã-Bretanha da 3ª à 5º geração tecnológica, o maior salto tecnológico na região nos últimos anos”. “Das Malvinas pode alcançar parte da Argentina e do Chile, o Uruguai, e parte do Brasil, sem reabastecer, (apesar de poder abastecer em voo), e disparar os mísseis Taurus (que têm nas Malvinas) cujo alcance é de 500 km e foi desenhado para destruir bunkers reforçados; os mísseis Taurus combinados com o avião Typhoon II transforma-se na arma ofensiva mais letal a operar no Atlântico Sul”.

Timerman ainda denunciou o polígono de tiro na região, usado para ensaio de mísseis sem avisar a organização marítima internacional, pondo em risco rotas de navegação das mais importantes do mundo, e o sistema sofisticado de radares e comunicações, base global da Grã-Bretanha e ligados aos sistemas dos EUA, da França, Japão e Canadá, sistemas esses de controle marítimo e aéreo de toda a zona sul americana.

Segundo o representante do governo Argentino, “a Grã-Bretanha tem reduzido o investimento em defesa em todo o lado excepto no caso das Malvinas”. E conclui, “em nome de uma infundada defesa, pois as Nações Unidas, desde 1965 declarou haver um conflito de soberania entre a Grã-Bretanha e a Argentina, e a Argentina, na sua Constituição, garante que somente através da paz vai procurar a recuperação da sua soberania” sobre as Malvinas.

Por fim Timerman afirmou que “a Argentina insta uma vez mais a Grã-Bretanha a cumprir com as resoluções das Nações Unidas, a sentar-se à mesa das negociações e a desistir desta escalada militar que está levar adiante no Atlântico Sul”.

São onze as resoluções das Nações Unidas nesse sentido, mas nisto de resoluções da ONU, uns países são invadidos com base nelas, outros fazem orelhas moucas e nada lhes acontece.

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A bandeira da Palestina foi hasteada na ONU (UNESCO).

Bandeira da Palestina içada na UNESCO. Dez 2011


O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, assistiu hoje ao hastear da bandeira da Palestina na sede da UNESCO, em Paris.

Na cerimónia solene, onde estiveram 50 convidados, a bandeira foi içada ao som do hino palestiniano. O presidente Abbas manifestou-se comovido por ver a bandeira ser hasteada em Paris, “é um bom augúrio para que a Palestina venha a tornar-se membro de outras instituições internacionais”, disse. “Esperamos vir a ter um Estado independente no futuro, a viver lado a lado com Israel” foi o desejo em nome do povo palestino deixado por Mahmoud Abbas.

Recorde-se que a Palestina se tornou o 195º membro da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 31 de Outubro passado, após uma votação na Assembleia-geral, precedida de ameaças da parte de Israel e do seu aliado Estados Unidos (ver aqui como votaram os países).

O êxito diplomático, que representa para a Palestina estar representada num organismo da Organização das Nações Unidas, não pode ser ofuscado pela vingança de Washington em suspender o seu financiamento ao organismo, ou a retaliação de Israel em apressar a construção de colonatos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

Barack Obama está do lado errado da história continuando a mesma política externa promovida pelos Republicanos americanos. A Palestina será reconhecida como membro de pleno direito da ONU. Nessa altura a História julgará.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Palestina membro da UNESCO. Como votou a Europa.

Palestina membro da UNESCO Out2011


A Palestina é membro de pleno direito da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Dos 173 países que votaram a proposta de adesão, 107 votaram a favor, 14 contra e 52 abstiveram-se.

Dos Estados membros da União Europeia onze votaram sim à adesão; Áustria, Bélgica, Chipre, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Eslovénia e Espanha. Cinco votaram contra; República Checa, Alemanha, Lituânia, Holanda e Suécia. Os restantes onze abstiveram-se; Bulgária, Dinamarca, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Polónia, PORTUGAL, Roménia, Eslováquia e Reino Unido.

Onze a favor, cinco contra e onze abstenções, a União “bem” dividida. Os 14 que votaram contra para além dos cinco europeus foram; Austrália, Canadá, Israel, Palau, Panamá, Samoa, Ilhas Salomão, Estados Unidos da América e Palau.

A favor, do Afeganistão ao Zimbabué, votaram os BRIC, (Brasil, Rússia, Índia, China) África do Sul, Noruega, Indonésia, etc. A maioria do mundo de África, Ásia, América Latina e Países Árabes. A Palestina está aceite como membro da UNESCO deixando de estar na condição de país observador. Representa uma grande vitória da justiça sobre o lóbi sionista e um passo muito importante para o reconhecimento da Palestina como Estado pela ONU – o passo seguinte.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A situação Síria e o veto na ONU da Rússia e China.

Siria. Crac dos Cavaleiros.Out2011


A realidade geoestratégica no médio oriente alterou-se esta semana com a votação no Conselho de Segurança da ONU (CS). As potências mundiais que compõem os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) não apoiaram a resolução que condenava a Síria. Brasil e Índia abstiveram-se (com o Líbano e a África do Sul) e o veto da Rússia e China neutralizou a proposta feita pela França em colaboração com os países europeus no Conselho, Reino Unido, Alemanha e Portugal.

A Rússia disse através do seu embaixador Vitaly Churkin que “havia um conflito de leitura política” e que tinham a preocupação de que se a resolução passasse, se abrisse a porta para uma intervenção militar do género da Líbia. A China justificou com a sua política de “não interferência nos assuntos internos” de outros países.

Na verdade quer a Rússia quer a China, que deixaram passar a resolução 1973 do CS, o ponto de partida para a intervenção militar da NATO na Líbia, tiveram com esse erro enormes prejuízos, para além da influência política e económica na região, ambos perderam muitos milhões em negócios (a China repatriou 36.000 pessoas da Líbia). Aprenderam com a experiência.

Os esforços ocidentais (Europa, Estados Unidos) de desestabilização da Síria, não decorrem com a mesma facilidade que na Líbia, não há uma região por onde partir o país para daí prosseguir com o auxílio militar estrangeiro. A Síria de hoje é o que resta da Grande Síria que englobava territórios do Líbano, Jordânia, Israel e Palestina, havendo nacionalistas que incluem o Iraque, Kuwait e Chipre. Nenhum sírio aceita dividir o país, o que poderia suceder era uma guerra civil com obvio envolvimento de países estrangeiros.

Pelo que se lê, na Síria haverá manifestações populares “inspiradas na primavera árabe” e equipas militarizadas em confronto com as forças regulares, há mortos de ambos os lados e também de civis. O que é provocação da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, o que é repressão do poder ninguém pode confirmar, – principalmente depois da reconhecida intoxicação mediática na Líbia – o que podemos defender é uma solução política que impeça outra guerra.

Bachar al-Assad, que era um oftalmologista sem ambições políticas em Londres, é presidente por morte acidental do irmão Basil. Considerado um reformista antes desta crise, foi eleito e reeleito em referendo pelos sírios. Intelectuais de todas as tendências reuniram abertamente para encontrar soluções para a Síria. O partido Bass, suporte do poder, aceitou a multipartidarismo, vão ser marcadas eleições parlamentares entre o fim deste ano e Fevereiro de 2012.

A confirmar-se um plano de desestabilização da Síria, ele está a correr mal para quem o engendrou. A votação na ONU talvez tenha impedido mais uma aventura intervencionista ocidental e permita que homens de vários credos vivam em paz num mesmo lugar, o que não sucede na grande maioria dos Estados da região, de Israel aos países árabes.


Outro post sobre a Síria: -  (Síria. A situação é mais complexa do que parece.)

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