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quinta-feira, 20 de junho de 2013

A reacção é rápida. Cavaco e Crato estão ligeiros.

Há mas não é para comer já - sofre cão.Jun.2013

Funcionários públicos e pensionistas não vão receber este mês, Cavaco bate recorde da reacção, ao promulgar em 24 horas o diploma que faz o Estado caloteiro.

Foi preciso vir a troika para haver “salários em atraso” no Estado; e, calcule-se, diziam os troikos que ela veio - porque havia o risco de não haver dinheiro para pagar aos funcionários públicos. 

Nuno Crato “protege os alunos” antecipando os exames de matemática, perante a Greve Geral de dia 27. Falta explicar porque criou a injustiça insanável de falta de equidade, não “protegendo os alunos” no dia 17 - adiando as provas de Português para dia 20 - como alvitrou a Comissão Arbitral.

Quer Nuno Crato, ex-pop (da educação para o povo) quer Cavaco Silva ex-defensor da Constituição e dos acórdãos do Tribunal Constitucional, não passam de camaleões. (Para usar a classificação do Le Monde a Barroso).

Já agora, um aviso à navegação: Acrescente-se ao termo palhaço, o de idiota, como palavras de uso delicado. Um tribunal de Évora condenou um jornalista por chamar idiota a um ex-governante.

Não faz muito mal, em minha opinião, idiotas e palhaços é coisa difícil de encontrar entre as figuras públicas da política nacional. Entre!

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Exames cariC(R)ATOs. Anas fazem – Marias não.

Alunos sem exame desigualdade nas provas. Jun.2013

Uns alunos fizeram exame, outros não. Não houve Exames Nacionais em condições de igualdade. Não farão todos, o mesmo teste, no mesmo dia, à mesma hora. Já se sabia que tal ia acontecer, mesmo com menor adesão à greve. Porque teimou o governo?

Nuno Crato diz que 70% dos alunos fizeram exame, um sorteio onde contou a existência de “vigilantes” e a ordem alfabética do nome dos alunos. Os exames para os outros, (pelo menos 20.000), são a 2 de Julho. Podiam ser dia 20 (próxima quinta-feira) com o incómodo de ser 3 dias depois, sem nenhum dos problemas criados pelo governo.

Segundo os sindicatos a adesão à greve dos professores rondará os 90% (FNE diz acima de 80% Fenprof à volta de 90%). 

O ex-professor de matemática Nuno Crato enganou-se noutras contas. Contava ver a opinião pública contra a classe dos professores e os seus sindicatos e o que se vê é incompreensão generalizada pela arrogância e teimosia do governo.

Alunos a fazer exames em refeitórios, alunos a invadir salas de exame, alunos revoltados por não haver igualdade na prestação de provas. E pais a ameaçar recorrer aos tribunais. A confusão está lançada nas escolas.

Para os exames de 2 de Julho, o ministro promete o “mesmo grau de dificuldade”, mas se as provas serão mais fáceis ou mais difíceis, caberá aos alunos dizer. A trapalhada no ensino pode piorar no próximo mês.

Hoje, a campanha contra a Escola Pública sofreu um revés. Os portugueses querem o serviço público de ensino, inclusivo e sem redução da qualidade, estão solidários com quem está ameaçado pelo desemprego, e percebe as intenções do pior governo da democracia. 

O ministro da Educação e o governo - estão esgotados. Nota zero.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nem serviços mínimos quanto mais requisição civil.

Nuno Crato mantém data de exames.Jun.2013

Greve dos professores

Decisão do Colégio Arbitral

 “ (…) não afecta de modo grave e irremediável o direito ao ensino na sua vertente de realização dos exames finais nacionais, não se estando por isso perante a violação de uma necessidade social impreterível.” 

Após a decisão do colégio Arbitral, está mais difícil para o governo virar a opinião pública contra os professores.

Nuno Crato recusa adiar os exames de dia 17, contra a sugestão do Colégio Arbitral, que alvitrou o dia 20 como data alternativa.

O ministro da Educação prefere o confronto emproado com os sindicatos que adiar por três dias os exames. “Prejudicar os alunos”, é hoje apenas uma frase para uso demagógico.

O acórdão do Colégio Arbitral, diz que “a instabilidade nos alunos já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.

Seria para a resolução desse conflito, ou para acalmar as partes em litígio, que a existência do presidente da República poderia ser útil, mas Cavaco Silva, que raramente intervém em causas laborais, resolveu ser parte do problema colocando-se ao lado do (seu) governo, contra o bom senso. Vai continuar.

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sábado, 8 de junho de 2013

A greve dos professores causa impactos sérios.

Patético. Jun.2013
  Nuno Crato está a passar pelo que Manuela Ferreira Leite ou Maria de Lourdes Rodrigues já passaram e a reagir com o mesmo desnorte. Passos Coelho ainda pior (patético).

A greve às avaliações está a ter consequências, como terá a greve marcada para o início dos exames, para mais podendo estender-se por mais 4 dias. Mas se as greves não têm consequências servem de pouco, é algo que a opinião pública entende.

Cada greve em Portugal (e não só por cá) é acompanhada por uma campanha governamental, nos media, sobre os seus efeitos nocivos. São os utentes dos serviços afectados, é a economia nacional ou as exportações, e agora os alunos. 

Alunos e pais estão a ser usados pelo governo para chantagear os professores, não vai funcionar. Os professores fizeram manifestações, fizeram luto, não os ouviram; foi o governo que nada negociou quem criou as condições para a situação extrema da greve.

A intransigência do governo e do ministro é responsável pelos impactos negativos no ano escolar, pelo possível caos. O resto é campanha política de um governo e de um presidente, cada vez menos capazes e mais isolados.

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