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terça-feira, 4 de março de 2014

6 de Março. Polícias voltam a S.Bento.

Polícias contra o governo de Passos Coelho. Mar. 2014

Na próxima quinta-feira, os profissionais das forças e serviços de segurança vão manifestar-se entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República.

PSP, GNR,ASAE,SEF, Polícia Marítima e Guarda Prisional, fazem uma manifestação conjunta e nacional, contra os cortes salariais, as alterações nos subsistemas de saúde e o congelamento das progressões na carreira.

Os dirigentes das associações sócio-profissionais esperam uma grande mobilização e o governo teme o regresso de incidentes, semelhantes aos que em 21 de Novembro de 2013 levaram os protestos escadaria acima, até às portas da Assembleia da República.

Os polícias estão revoltados e fartos do governo. Já há muita tensão, mais haverá quando os polícias manifestantes se encontrarem com o dispositivo de intervenção da PSP e da GNR.

É possível que alguma coisa caia – até pode ser um ministro.


PS: Manifestação das polícias. Sobem a escadaria? clicar AQUI


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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Polícias revoltados e fartos do governo.

oclarinet.blogspot.com - polícias perseguidos pela polícia.Jan 2014
 É preciso desfocar as fotos e tapar as caras dos polícias que se manifestam?

"O Ministério Público abriu um inquérito à manifestação das forças de segurança, em Novembro, em frente à Assembleia da República (AR). A investigação aos polícias, boa parte da PSP, resultou de uma participação da própria PSP".

Segundo o Público, um relatório do IGAI propõe “que sejam identificados agentes manifestantes”, e já estarão a examinar imagens captadas pelas televisões, câmaras da AR, dos jornais, e decerto, acrescento eu, das redes sociais. Polícias a perseguir polícias ou simplesmente o governo do PSD/CDS a perseguir os trabalhadores que são polícias?

Se os polícias se intimidassem com os métodos pidescos do governo, de nada serviria a luta que têm feito pela sua dignidade e da profissão, mas mais uma vez afirmam que não têm medo e prometem um incremento da contestação.

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, citado pelo jornal, diz que “o saco encheu. Nós continuamos a seguir o juramento à pátria e ao cidadão, o governo não.”

O presidente da ASPP- PSP diz ser “impensável, num país democrático, manifestamo-nos e oferecerem-nos como recompensa um processo-crime. Parece que queriam, afinal, e ainda querem da próxima vez, um banho de sangue”.(fim de citação)

Está marcada uma manifestação para dia 27 Fev., irão ser produzidos cartazes para dizer “basta” ao governo. Os trabalhadores das polícias não vão “reprimir a sua revolta”.

Como disse aqui há uma semana: 
Se não é possível reprimir a revolta, não reprimam – nem a vossa revolta nem a revolta dos outros que como vós estão revoltados.

Post Scriptum: Para  dia 27 de Fevereiro já está agendada uma manifestação nacional, convocada pela APG/GNR (Associação de Profissionais da Guarda). Contra os novos cortes nos vencimentos e os aumentos da carga horária e dos descontos para o subsistema de saúde.

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domingo, 12 de janeiro de 2014

Precisa-se acção para testar capacetes da polícia.

Polícia vai ficar ainda melhor equipada. Jan.2014

A notícia não diz qual o peso que os coletes à prova de bala e os capacetes da PSP têm na balança comercial. Diz que importamos tal equipamento e que vamos produzi-lo em Portugal, com inovação e parcerias entre a universidade e as empresas.

Substituir importações por fabrico nacional dizem que é bom, e, já que não se aplica à produção de kiwis e outros alimentos importados desnecessariamente, que se aplique aos plásticos - até à comida de plástico.

Para além de investigação na área, temos habilidade em design nacional capaz de criar fatiotas para polícia de choque, masculino e feminino, a preceito das várias culturas e modas.

Trajes para os trópicos, para as zonas temperadas e as outras; estampados para África, cores cruas para a Indochina, de riscas finas verticais para a europa e largas horizontais para a Tunísia, burcas cintadas ou acentuadas conforme o desejo dos príncipes. Temos negócio.

O único senão, que o cluster português do equipamento de dar porrada, sem sofrer amolgadelas nem desengomar, é o ensaio do produto.

A PSP ofereceu-se para fazer uma calendarização da experimentação, mas suponho que estão a ser voluntariosos. A PSP sabe lá se daqui a dois anos e meio (é o prazo) tem manifestações onde possa arrear, esvoaçando invulneráveis com a leveza das novas vestes de super-heróis?

O mercado da violência de rua anda deficitário.

Brutalidade continuará a ser os pivôs e comentadores das televisões, mas não se vê que vantagem tem um ensaio de uma marrada, melhor… que um polícia invista (para usar uma linguagem empreendedora) contra um LCD ou um plasma.

A não ser que usem uma estratégia que já deu frutos (infelizmente esses frutos não dão para exportar pois o mundo está cheio deles) que é… infiltrar umas manifestações pacíficas com agentes provocadores que iniciem as hostilidades.

Se alguém der por isso, pergunte aos paisanos se é para o teste. Se for, desculpem-nos. É para bem do equilíbrio da balança comercial, é para substituir importações, é para aumentar as exportações e pagar a dívida com o excedente.

É só mais um esforço, se já demos a bolsa e o emprego, não vamos ser queixinhas por levar um enxerto.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Miguel Macedo. A cigarra a formiga e o disparate.

Cigarra ou formiga - um sem vergonha.Set.2012

Por mais que chova, com um ministro da Administração Interna incendiário, a época dos fogos não acaba. Mais um disparate de ministro, mais uma patetice.

Miguel Macedo com a fábula da cigarra e da formiga ofende quem trabalha e aqueles que, querendo trabalhar, não o podem fazer por não ter emprego. Mas ele não alcança.

GNR protege turismo ministerial.Set.2012

Será que trabalhar é fazer turismo pelo Douro, como a ministra Cristas, ou fazer inaugurações de quartéis de bombeiros como ele faz. Os trabalhadores portugueses sabem o que é trabalhar, não são preguiçosos; se alguém do governo conhecesse o país saberia isso.

Imaginará Miguel Macedo, o que passam todos aqueles que foram atirados para o desemprego pelas políticas do seu governo?

Até quando vamos ter de aturar as cigarras madraças deste governo? Ainda não perceberam que o povo não os quer? Ou estão à espera de provas mais definitivas de que o povo não os quer?

Mais um ministro queimado. Fará algum sentido uma remodelação do governo? Quem fica deste para o próximo? Entre incompetentes e cigarras ociosas que só servem para “mandar bocas” quem se aproveita?

Já não podem sair das tocas dos ministérios sem a protecção da GNR ou da PSP. Quando saem e abrem a boca, é para provocar toda a gente. 

São insuportáveis!

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Assaltantes. Cuidados redobrados com os assaltos.

Assaltos. Jun.2012
Às G3, como ao G20, pode ser dado bom ou mau uso, depende dos alvos. Quando o povo usa mal a arma do voto, sujeita-se.

Mas, como o muro das lamentações não mora aqui, venho dar conta de uma situação; as “tropas” estão a tomar posição. Não é propriamente “os tropas”, mas a tropa usada para ir ao bolso dos cidadãos, que como se sabe assume várias formas e veste outros tantos modelos.

Descobri no jornal “O Crime”; como o nome indica, uma “referência” no meio criminal/policial, que, – “segundo revelaram (ao jornal) vários responsáveis policiais”, estamos a falar da PSP e GNR, “para avançar com a renovação da frota (automóvel) terá primeiro de ser reunida a verba necessária em multas de trânsito e outras contra-ordenações, ou seja, cerca de Sete milhões de euros”. Sublinhado meu.

Não vou salientar a evidente caça à multa, (já o referi e deve ser lido por quem tem de renovar a carta de condução - clicar AQUI), mas antes o esforço dos governantes para criar estímulos que aumentem a produtividade de determinados funcionários do Estado.

Com a devida vénia ao “O crime” transcrevo parte do e-mail do comandante da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial (EIFP) da PSP de Sintra, em que “o comandante simplesmente arrasou os 43 elementos” da esquadra. Diz assim:

«O rendimento da EIFP pode cada vez mais integrar-se na categoria de vergonhoso. Para vossa informação em Maio a produção foi de duas detenções e três autos de identificação. O que foi feito neste mês tem de ser feito por cada equipa a triplicar, no mínimo”, escreveu o subcomissário Rui Santos, acrescentando “Parece que se está a tirar férias do trabalho! Pois eu também vou tirar! Enquanto não aparecer um mês minimamente digno de uma semana de trabalho, não vou considerar pedidos de excessos e outras concessões”

O e-mail continua no mesmo estilo descontrolado e ameaçador, poupemo-nos. “Certo é que o e-mail está a revoltar os agentes, que se dizem pressionados a passar multas”. Diz o jornal.

São sete milhões em multas, e nestas alturas lembro a “voz corrente” que perante a campanha da polícia, para não se fazer sinais de luzes denunciando as suas emboscadas – dizia a campanha que pode sinalizar a um ladrão a presença da polícia – pergunta. “Quantas vezes te roubaram o carro, quantas vezes foste assaltado pela polícia”.

Eu não digo para sinalizarem com médios intermitentes a presença de operações stop, é crime e dá multa, mas confesso que fico satisfeito quando vejo esses sinais. Há alturas, aquelas em que é flagrante a caça à multa, em que esses sinais de luzes podem ser interpretados como do mais alto civismo.

Não pior mim, claro, que me pélo para andar sempre dentro da lei.

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Renovação da Carta de Condução e caça à multa.

Revalidação da Carta de Condução. Mai.2012

Razões de saúde impediram hoje os post habituais; venho só alertar para uma situação em que muitos automobilistas têm sido apanhados em falta, por não terem informação ou por esquecimento.

As datas de revalidação da carta de condução já foram alteradas há um tempo, (a data que vem na carta para renovar não conta) falou-se nisso na altura em que entrou em vigor a nova legislação (2008) mas entretanto foi caindo no esquecimento de muitos.

O governo parece querer equilibrar as contas públicas com receitas das multas de trânsito. Não há dia que não veja várias operações stop; em vias congestionadas como o IC19, em rotundas engarrafando o trânsito, em ruas interiores de bairros residenciais, etc., etc. Com dúzias de elementos ou com um ou dois, quer a PSP quer a GNR estão em campo.

Alertado por um amigo que apesar de trabalhar em “seguros automóvel” foi apanhado, fui ver a minha data de renovação, é em 2015, se ainda por cá andar. Escrevo este post para me lembrar e para vos lembrar.

A forma de saberem quando revalidar e como, está no site do IMTP Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (para aceder clicar AQUI).

Fazer a simulação (e dos elementos da família com carta) e consultem as tabelas de revalidação por ano de nascimento e pela categoria da carta, para as revalidações seguintes.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

PSP sobreavalia alarmismos nos confrontos do Chiado?

Se fosse um sabre...Abril 2012 

A PSP reconhece que sobreavaliou a ameaça que poderia constituir um grupo de pessoas detectado no início da manifestação de 22 de Março, em Lisboa, durante a qual ocorreu uma carga policial.

Na nota de imprensa da Inspecção-geral da PSP, citada pelo jornal Público, não fica claro se a sobreavaliação se refere à apreciação feita no terreno, se aos relatórios internos e do SIS, já considerados “apocalípticos” e alarmistas pela montagem de cenários de grande violência.

O inquérito instaurado a um dos polícias, confirmado pelo ministro da tutela, indica que os chefes estão ilibados de responsabilidades.

Pelo menos, espera-se que do inquérito resultem normativas sobre a utilização do equipamento policial. Como se vê na imagem (em cima), um bastão virado ao contrário é incitamento à violência (se fosse um sabre nessa posição seria uma imagem pacificadora).

Se esta forma de usar o bastão, (com o guarda mãos para a frente) faz carreira, ainda vamos ver chuteiras de futebolistas com pitões na biqueira e peito do pé.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Como? PSP quer combater notícias menos positivas. Como?

Não há prisão para a palavra. Març.2012

Só agora, já noitinha; dei com uma notícia do Público que pode ser preocupante – ou não. O relatório do superintendente – chefe Guedes da Silva, que eu já aqui citei, diz que compete a essa polícia “acompanhar e analisar as notícias produzidas pelos órgãos de comunicação social e, consoante os assuntos noticiados, encaminhá-las para os competentes órgãos da PSP, sugerindo estratégias de combate às menos positivas”.

Eu daria uma interpretação não malévola, até porque, o mesmo relatório fala em “promover o direito de resposta sobre notícias que possam desencadear, de forma errónea, percepções negativas do serviço policial”. É um direito que assiste a todos e só serve a transparência e a justiça.

Mas, há sempre um mas; suscitaram-se dúvidas no jornal sobre a interpretação do texto e, endereçaram à Direcção Nacional da PSP um “pedido explícito” para esclarecerem dois parágrafos.

Não responderam! Pronto, lá se foi a interpretação não malévola, que na minha inocência e boa vontade tinha feito. Se queriam exercer o “direito de resposta” perderam uma ocasião capital.

As “estratégias de combate” levadas à letra, seriam vigiar e agir sobre quem produz “notícias menos positivas”? Soa a ameaça.

Não há fugas de documentos internos, sejam de quem for, por simples obra do acaso, mas se é para atemorizar quem escreve, lembrem-se que já passámos por isso, uns lembram-se como eu, outros mais novos só ouviram falar, mas não deu em nada.

Nos últimos dias escrevi duas vezes sobre a PSP, AQUI e AQUI, e vou continuar a escrever sempre que houver razão para isso.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

SIS e PSP. Agentes provocadores em manifestações.

Foto Patricia de Melo Moreira-AFP- Guardian. Març.2012 

O inquérito aos incidentes no Chiado só estará concluído em meados de Abril.Não vai cair no esquecimento. Hoje mais um relatório da PSP é conhecido, assinado pelo superintendente – chefe Guedes da Silva (Público).

O papel dos relatórios internos quer do SIS quer da PSP têm tido um papel essencial na criação de conflitos, os termos “apocalípticos”, a montagem ficcionada de cenários de grande violência, que nunca aconteceram, tem levado à predisposição das forças de intervenção para exercer violência que resulta gratuita.

A polícia de choque vai para o terreno atiçada pelos seus superiores.

Os relatórios internos alarmistas (que sabem ser públicos mais tarde ou mais cedo) sucedem-se. Já o ano passado, um documento elaborado por “comandantes da PSP” que não se sabe se é um organismo, comissão ad-hoc ou grupo da sueca de Rio de Sapos, previa cenas de violência com tumultos semelhantes aos que se viveram no PREC.

Agora o SIS indicou às forças de segurança que se deviam preparar para “ruas ocupadas e bloqueadas e para o lançamento de cocktails molotov”, em seguida virão (verão) armas de destruição massiva.

No documento de Guedes da Silva ele refere como desafio da PSP o “bom senso na actuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação”. É o que tem faltado.

À incompetência do SIS somam-se a inabilidade dos chefes da PSP e a inaptidão dos agentes. O agressor da jornalista da AFP (em cima, ao centro, de óculos escuros, fotografada pela própria) acompanhou a manifestação com o bastão virado ao contrário, em atitude provocatória. Ou não pode exercer a função de “força da ordem” ou é essa postura que o poder deseja; as consequências do inquérito responderão.

Os sindicatos da polícia podiam ter um papel de esclarecimento junto dos seus filiados. Temos 650.000 desempregados (inscritos) 300.000 deles que não recebem qualquer subsídio, o desemprego em crescendo muito dele jovem, medidas contra todos os direitos adquiridos – há razões para descontentamento, manifestá-lo é normal e salutar para a sociedade.

Depois não é pelo aspecto, pelo penteado ou pela farpela, que se identificam os manifestantes “desordeiros”, nem pela organização que convoca as manifestações. Os jovens não enquadrados pelas centrais sindicais não são mais perigosos. Têm sido provocações de polícias infiltrados e até de organizações de extrema-direita (às claras) que têm provocado desacatos.

Se a polícia continuar a demonstrar estar interessada em provocar o confronto, isso vai inevitavelmente levar a outras formas de organização e demonstração por quem quer manifestar-se.

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sábado, 24 de março de 2012

Violência policial no Chiado não precisa de inquérito.

Foto jornal i - Reuter.Març.2012
Agressão à jornalista Patrícia de Melo Moreira


Fazer um inquérito aos acontecimentos da última quinta-feira é perder tempo e dinheiro. Um agente do Corpo de Intervenção da PSP em declarações ao Jornal i, explicou como funcionam os seus cérebros em “modo” de “avançar”.Não há nada que um inquérito possa resolver. Disse ele ao jornal i:

“Quando dão a ordem para avançar, é quase impossível travar-nos, já não ouvimos ninguém, deixa de haver uma linha de pensamento, e a questão de serem fotojornalistas ou cidadãos nem se nos coloca naquele momento: a nossa função é limpar o local”, confessou ao í um agente do Corpo de Intervenção (CI) que pediu o anonimato. (fim de citação)

À parte a confissão do agente, quando fala de fotojornalistas e cidadãos, que nem lhes passa pela cabeça distinguir cidadãos manifestantes de cidadãos desordeiros, tudo se resume ao treino. Quando se treina alguém para ser uma besta, sai comportamento de besta. Digo isto sem qualquer intenção de ofender, a verdade é que tal como a forma unida tem por missão criar corpo, o treino para exercer violência sobre mais fracos procura obediência cega e investida sem vacilações.

Um homem normal não bate em mulheres pacíficas ou homens no chão, não usa violência desnecessária; aliás, a maior parte dos animais ditos irracionais têm os seus códigos de paz e derrota, ficam imobilizados, fogem, deixam de mostrar os dentes, deitam-se de patas para o ar etc. Os nossos códigos são semelhantes, a fuga ou mostrar as palmas das mãos bastam para em situações normais refrear a violência.

Aos “corpos de intervenção” não lhes dão nada nos treinos, tiram-lhes. Tiram-lhes capacidades e discernimento, o termo não é neuropsicológico mas não tenho melhor, ficam atrofiados; não são autómatos nem paus mandados são atrofiados. E quando se está atrofiado não se pode receber ordens de chefes atrofiados ou ter ministros atrofiados que mandam nos chefes atrofiados.

É que as imagens da greve geral de quinta-feira que passaram na comunicação social estrangeira, não foram da greve, foram dos confrontos estupidamente violentos provocados pelos atrofiados. Imagens parecidas com as da Grécia – e gastam milhões para convencerem meio mundo que não somos a Grécia.

Ficámos a saber que os “corpos de intervenção” limpam tudo à ordem de “avançar”; que tal usá-los para limpar as praias, ou ainda melhor – as matas.
AVANNNÇAR!!!

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