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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SIS? Métodos das secretas em democracia.

Técnicas do SIS - contrainformação na NET.Jan 2012


“O Serviço de Informações e Segurança (SIS) é um serviço público que se integra no Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), depende directamente do primeiro-ministro e, por natureza, encontra-se ao serviço dos cidadãos”…”exclusivamente ao serviço do povo português”, “rigorosamente apartidário”, “com a missão exclusiva de produção de informação de segurança”. Diz o próprio serviço.

O SIS (como o SIED) tem deveres; tem “direitos, liberdades e garantias fundamentais constitucionalmente consagrados, bem como um quadro legal” a respeitar.

Os métodos das secretas respeitam esse quadro legal, ou ele é vago o suficiente para ser contornado? No caso dos serviços de informações, a lei é clara em não permitir, por exemplo, “realizar intercepções de comunicações” e sabe-se o que tem acontecido; “escutas ilegais” denunciadas por juízes, procuradores, e pelo próprio procurador-geral, sem ninguém responsabilizado.

Casos longínquos como o de Pieter Hendrik Groenewald, ex-espião sul-africano, que afirmou no tribunal de Cascais – onde foi julgado pela posse de material ilegal de escutas telefónicas – que fazia “escutas” para o SIS, à última da toupeira na Optimus, sugerem a prática, pelas secretas, de encomendar “trabalho” (que estão proibidos de executar) a “espiões privados”. Ninguém parece importar-se.

Mais problemático ainda, porque são práticas que manipulam as opções cívicas e políticas dos cidadãos, é o SIS fazer “guerras de informação” ou “contra-informação”, o que só pode traduzir-se em beneficiar interesses ou personalidades, ou partidos, bem determinados.

O Expresso de 7 deste mês (imagem acima) é claro, e não foi desmentido. Conta a história das 300 contas de Twitter do “perito ex-espião do SIS”, agora na Ongoing, que camuflado em várias identidades, divulgou no Twitter informações favoráveis à Ongoing, e lançou boatos sobre grupos adversários para os prejudicar. Isto é a prática diária no que se refere à política, sejam notas nas redes sociais, nos blogues ou nas caixas de comentários dos jornais online. Pelo artigo do Expresso parte dessa contra-informação e boataria, será obra do serviço público do Estado, de recolha de informação.

O Expresso chama Open Source Intelligent (OSINT), a acções que “basicamente se resumem a técnicas camufladas de disseminação de informação”. Camufladas, diz o artigo, “para que não se corra o risco de ser alvo de um processo-crime”. Ora o SIS diz que “no combate às ameaças” recolhe “dados e notícias: Processando informações recolhidas através de fontes abertas e documentos não classificados que se encontram ao alcance do público em geral, método designado por OSINT (Open Source Intelligent)” – (sublinhado meu). Não é a mesma definição.

O que delimita a actividade do SIS? Recolhe e trata informações ou difunde falsa informação que, como as fugas com motivação política na Justiça, manipulam as escolhas políticas dos cidadãos? Faz toda a diferença entre um serviço de informações da República e uma polícia política dum governo, dum partido, ou de dois partidos.

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Marcha dos Indignados Lisboa rejeita extrema-direita.

Marcha da Indignação 21 Janeiro Lisboa. Jan 2012


Em anterior manifestação dos Indignados houve provocadores que criaram confrontações, pelo menos um “paisano” da polícia foi identificado como infiltrado manifestante violento e posteriormente fazendo detenções. Desta vez os incidentes foram desencadeados pela presença de uma dúzia de militantes nacionalistas que ainda no início da Rua Braamcamp, entraram para a manifestação.

Foram de imediato rejeitados pelos manifestantes que os repudiaram com palavras de ordem de “fascismo nunca mais – 25 de Abril sempre”, seguiram-se alguns confrontos ligeiros e a destruição de uma bandeira da propaganda de extrema-direita. Petardos foram disparados para o meio da manifestação pelos nacionalistas.

Sabendo-se que estas organizações de extrema-direita são “seguidas” pelo SIS e pelas polícias, pergunta-se se não sabiam que esta situação ia acontecer? E já agora outra pergunta; depois de terem visto serem disparados petardos porque razão a polícia não revistou os dez elementos que continuaram a seguir os manifestantes? No futebol não perdoavam a revista.

De resto tudo se passou em paz e civilizadamente, como tem sido natural nas nossas manifestações. Há a intenção de provocar os manifestantes e alterar a ordem pública para intervir e amedrontar, por quem e com a colaboração de quem, é preciso tirar a limpo; a começar pelos Serviços de Informações e pela hierarquia das polícias.21 janeiro Marcha Indignação Lisboa. oclarinet
Uma dúzia com escolta.oclarinet 












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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Indignação nos EUA por uso de gás pimenta.



A repressão policial com gás pimenta sobre estudantes, que se manifestavam pacificamente e imóveis, está a provocar a indignação geral. Os estudantes, em fila e de joelhos no chão, protestavam contra o aumento das matrículas. Faziam parte do grupo que armou uma dúzia de tendas, num campus universitário da Califórnia. Dois dos estudantes feridos tiveram de ser tratados no hospital.

A reitora, Linda Katehi, acusada pela Associação da Universidade Davis de ter permitido a presença policial no campus e por isso convidada a demitir-se, acabou por qualificar o uso de gás pimenta da forma mostrada no vídeo como “arrepiante”. As diligências da universidade e a necessidade de limitar os protestos generalizados levaram à suspensão de dois polícias.

O movimento dos indignados, que nos Estados Unidos tem a maior expressão com os Occupy Wall Street, preocupa as autoridades americanas. Está a espalhar-se por todo o país, de costa a costa, e as autoridades politicas e forças policiais têm demonstrado ter muita dificuldade em lidar com manifestantes pacíficos.
A única resposta que conhecem é a repressão violenta da polícia. Vão ter mais gente a manifestar-se e em mais locais; os manifestantes têm mais razões de protesto – contra a repressão do Estado, contra a violência policial, pelos direitos civis.

Da indignação ao protesto e deste ao movimento é o curso em vários pontos do Globo; as pessoas querem ter uma palavra a dizer sobre o seu futuro, não aceitam passivamente que os roubem.

DIA 24 – Depois de Amanhã – Quinta-feira Greve Geral em Portugal.


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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Investimentos e dividendos

Vão-se embora!Out2011


Ontem não publiquei nada neste blogue o que não é habitual, a ideia é um post por dia, se possível. O que tornou a escrita impossível foi ter dedicado o dia para pagar uma divida e colher dividendos dos meus investimentos, duas actividades que se podem fazer ao domingo.

As notícias do dia (que ouvi na rádio) também não ajudaram. Uma dizia que a NATO apareceu preocupada com os mísseis terra – ar desaparecidos na Líbia, (10 mil dos 20 mil existentes) assunto que já tinha aqui aflorado num dos primeiros posts de Março "Al Qaeda nas forças rebeldes da Líbia”, e novamente a meio de Setembro num outro artigo com o titulo “A Al-Qaeda obteve na Líbia mísseis terra – ar. Receiam-se ataques à aviação civil”.


O número de mísseis admitidos pela NATO como extraviados é extraordinário, e ainda é mais extraordinário que sabendo desde o princípio deste risco, tenham fornecido mais armas sem assegurar o seu destino.

A outra notícia foi sobre a Polícia de Segurança Pública (PSP) que deu fuga a um documento interno, tendo o fugitivo ido parar à redacção do Diário de Notícias. Os papéis evadidos têm um papel a desempenhar, é mais uma provocação policial com intenções intimidatórias sobre quem exerce o direito de se manifestar.

Hoje, ouvi na TSF os porta-voz da PSP e do seu sindicato, afirmarem ser apenas um documento de trabalho, e que, diz o sindico, não há contradição entre os policias que se manifestam e os mesmos polícias dispostos a carregar sobre manifestantes. Dão para os dois lados.

Sabemos que treinam dessa maneira, ora agora levas porrada, ora agora dás porrada. Enquanto se entretêm nessas práticas Sadomasoquistas voluntárias não há mal, quando viram a violência contra o povo têm de contar com as consequências. No fundo é medo das manifestações que aflige este governo, como descrevi no post,  “Passos Coelho tem medo de manifestações. E depois?”

Com o “trabalho” adiantado, dediquei o fim-de-semana a colher dividendos. Não investi em acções do BCP (já valem a fortuna de 18 cêntimos) mas em árvores de fruto, andei na apanha de nozes e amêndoas, e de uvas de mesa (estas desvalorizadas pelo ataque especulativo do míldio). E fui pagar as quotas que devia ao Desportivo de Chaves.

Ainda deu para ver o Chaves – Limianos, os minhotos não jogaram nada e o Desportivo falhou oito oportunidades de baliza aberta, o que vem dar no mesmo. Zero a zero a trazer saudades de outras equipas. Um companheiro da bancada comentava, “a equipa do ano passado era muito melhor e não recebiam ordenado”, ainda lhe perguntei se achava que era disso, e ele descansou-me, “é do treinador!”

No fim do jogo o coro de “vai-te embora” dirigido ao banco confirmava a segunda versão. Pelo menos isso, que trabalhar sem receber, com ameaças da polícia se nos manifestamos, e sujeitos a levar com um míssil da Al Qaeda em pleno voo, não é forma de viver. Só apetece gritar “vão-se embora!”

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