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domingo, 21 de julho de 2013

Governo embalsamado segue rumo Gaspar.

oclarinet - crise continua.Jul.2013

Cavaco Silva esteve este fim-de-semana a embalsamar o governo; morto desde a carta de demissão do anterior timoneiro, o “incompetente Gaspar”.

Ainda sobrou palha para o discurso de apresentação da obra taxidermista, perfumes não. O odor é pestilento. Após semanas de caos, "a melhor solução é a continuação do governo", como se nada justificasse a confusão, promovida pelo próprio Cavaco Silva.

O medo da democracia ditou a posição presidencial. Não pode haver eleições por causa dos resultados. A derrota nas urnas, do PSD e do CDS, seria nesta altura inevitável e monumental. 

Agarram-se ao poder, pela sobrevivência política, pelas negociatas inacabadas das privatizações, para destruir o que a democracia conquistou.

Cavaco Silva sabe, como Vítor Gaspar, que este governo falhou; devia saber que o mesmo governo é incapaz de mudar as políticas e o rumo de desastre do país. Não é só cumplicidade de Cavaco, é compromisso com a destruição nacional.

Não vai haver estabilidade política, tudo vai piorar, para todos.

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Negociações para compromisso são Passos perdidos.

Portas não consegue encerrar o debate. Jul.2013


A certa altura pareceu que a crise interna do governo era uma simples mudança de PSD/CDS para CDS/PSD; afinal nem isso - era um jogo de espelhos. Cavaco usou a máquina de fumos de Belém e agora ninguém vê ponta de corno na política nacional. Mas que há cornos – há, e não são poucos. O termo “irrevogável” irá cair em desuso por falta de significado, por vergonha.

As fumarolas chegaram hoje ao Parlamento. A maioria procedeu como se não existisse qualquer tipo de crise política. A irrealidade levou Passos Coelho a dizer que dura até 2015, quando Cavaco afiança que em 2014 está fora de prazo. Esta maioria é especialista a fazer de conta, a criar narrativas e a sonhar sapatear dentro delas.

Nada é certo, excepto que o PS não se suicidará politicamente, aderindo às fantasias cavaquistas. Falará muito em disposição para o diálogo mas não vai pôr a minhoca em nenhuma medida impopular da troika, quem paga pelas medidas, é quem usufrui do pote.

Haverá alguma lógica na confusa iniciativa de Cavaco Silva, caso pretenda provar que os partidos não se entendem e queira erguer-se do caos que criou como salvador da estabilidade. Na Grécia e na Itália duraram pouco os governos de iniciativa presidencial.

O que quer Cavaco dos partidos que elegeu? O que é “um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego”?

É um programa de campanha eleitoral? É propaganda das peregrinações a Fátima? E Cavaco verá, no PSD, no CDS e no PS, os três pastorinhos (juntinhos) para o frontispício do folheto de promoção?

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Paulo Portas demite-se?

Cavaco dá a Portas oportunidade de se demitir.Jul.2013

Paulo Portas em Belém para falar com o presidente Cavaco Silva.

É uma oportunidade de ouro para o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-futuro- vice-Primeiro-ministro pedir a demissão, irrevogável, de todos os cargos no governo.

Depois do discurso, e das propostas, de Cavaco Silva, ninguém  levava a mal – a Portas – que o fizesse.

A vingança serve-se fria e mais instabilidade já não é possível.

PS: Não se demite - voltamos à anormalidade!

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cavaco demite-se. E a democracia, pá?

Cavaco demite-se.Jul.2013

Cavaco sem surpresa sobre o fundamental das eleições antecipadas – recusa! Com o mesmo argumentário de espalhar o medo cá dentro com medo de lá de fora. Obedece aos mercados e aos ditames dos donos da Europa, sem surpresas.

Cavaco esquece a democracia, quer arranjinhos entre partidos, um Compromisso de Salvação Nacional. Até suspende as suas funções ao propor uma personalidade para fazer a negociata entre PS,PSD e CDS. O PS dificilmente vai estar pelos ajustes, seria transformar a palavra dada num “irrevogável à Portas”.

Cavaco diz que eleições antecipadas poderiam levar a novo programa de ajustamento. Vamos ver o que está a provocar o evidente segundo resgate. 

Este governo é o governo do presidente e vai continuar a ser até sair do poder.

Cavaco quer distanciar-se do governo, não engana. Ou o governo continua, e continua, ou há eleições e se ouve os portugueses. Não há “Compromissos” sem a participação dos eleitores. Nunca há boas razões para suspender a democracia.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Discurso do 25 de Abril. Obrigado Cavaco Silva.

oclarinet. Encanando a pata ao boi sempre se come o Ossobuco.Abr.2013

Cavaco diz que se houver crispação “de nada valerá ganhar ou perder eleições”. Tomou posição pelo seu governo, é normal. Normal e pouco inteligente, o que é natural em Cavaco.

A única razão para demonstrar contrariedade com o discurso de Cavaco Silva, nas comemorações do 25 de Abril, só pode ser para dar enfase ao facto de ser um discurso de facção. 

Cavaco divide, sempre dividiu. Pedir, como também a Comissão Europeia pediu, um “forte consenso político” nacional; é impossível com Cavaco Silva assumindo o apoio total ao governo. Um presidente da República equilibrado, capaz de influenciar o leque partidário e arbitrar os normais conflitos políticos, não existe em Portugal. 

Cavaco só descobriu um motivo de crítica ao governo, falhar nas previsões, coisa em que é especialista; dizia Cavaco há um ano (Maio) que a economia começava a crescer no segundo semestre de 2012.

O que muitos dizem há muito, ser o pensamento do presidente da República (até tenho na lateral do blogue uma imagem do Laranjal – governo de iniciativa presidencial) veio agora Cavaco Silva confirmar pela própria voz. 

Ficamos agradecidos pelo esclarecimento, todos sabem agora que instrumentos da democracia básica, como o uso da ferramenta eleitoral, não moram na presidência da República, enquanto o ocupante for Cavaco Silva.

Hoje relembrámos os desígnios da Revolução de Abril, são contraditórios com os insultos de Cavaco Silva. Elegeram-no…!

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