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sábado, 3 de agosto de 2013

Tribunal de Contas quer recapitalização do SNS.

Privados querem gerir o SNS.Ago.2013


Auditoria do Tribunal de Contas (TC) leva alguma comunicação social (como a televisão estatal) a agitar a falência do SNS. O TC diz que “a insustentabilidade económico-financeira do Serviço Nacional de Saúde se acentuou em 2011” face aos dois anos anteriores.

Era esperado, o desinvestimento e subfinanciamento iniciado ainda no governo anterior, evidenciou-se ainda mais desde que tomou posse o governo actual, descaradamente defensor da Privatização da Saúde. 

Segundo os juízes do TC, “os indicadores financeiros fazem transparecer o elevado grau de descapitalização do Serviço Nacional de Saúde”; por isso recomendam aos ministros das Finanças e da Saúde, “um plano que garanta a sustentabilidade da prestação de cuidados de saúde à população no médio e longo prazo”

À espreita, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada manifestou a intenção de “gerir os hospitais do Serviço Nacional de Saúde, (consultas, cirurgias e 80% das camas) ”. 

O ex-ministro Correia de Campos disse a propósito à Lusa, que “os grupos privados não têm competência para gerir hospitais públicos porque a sua lógica é fazer o máximo número de actos possíveis, com boa ou má qualidade, desde que não se note”.

O Bastonário da Ordem dos Médicos pronunciou-se na televisão dizendo que “o problema não está no excesso de despesa do SNS, está no país”. Acrescentou que “nós temos um sistema de elevadíssima qualidade e barato, sobretudo barato para o Estado” e precisou, “Portugal é dos países da OCDE em que as populações mais contribuem do seu bolso para as despesas da Saúde; tem é um problema de financiamento” que “decorre do Orçamento Geral do Estado e não de problemas no Serviço Nacional de Saúde.

“É preciso deixarmos isso muito bem claro”! Terminou o Bastonário.

Que os privados não desistem do Grande Negócio da Saúde também é claro…

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aumento das taxas moderadoras, um favor aos privados.

Paulo Macedo Dez 2011


Era tendencialmente gratuito, passou por ser tendencialmente pago, agora é efectivamente pago. As urgências hospitalares a 20 euros (4 contos) abrangem a classe média e media baixa, a mesma que paga tudo e é roubada nos vencimentos.

Em Agosto escrevia aqui sobre a suspensão do reembolso directo aos doentes, que “o Estado deixa de comparticipar as próteses dentárias, mas a “Medis” (donde veio o ministro da Saúde, e onde decerto voltará depois da comissão de serviço no governo) tem um desconto (50%?) nas mesmas próteses”.

O aumento das taxas moderadoras, para o dobro, é para além de mais um imposto sobre os portugueses (a somar a todos os aumentos dos bens essenciais), um grande favor aos privados da saúde, seguros e hospitais.

O governo esperou três meses pela melhor altura para divulgar o valor das taxas moderadoras, fê-lo num programa de televisão preparado ao milímetro e com o empurrão do ex-ministro Correia de Campos. A política de privatização da Saúde é um processo; teve início, decorre, e terá um fim. O fim do Serviço Nacional de Saúde.

Como consequência imediata acontecerá o que disse em Setembro e repito: “o aumento das taxas moderadoras vai afastar cidadãos do acesso aos cuidados de saúde, vai obrigar os doentes a decidirem sobre sintomas que não sabem interpretar, a fazerem eles próprios a triagem em vez de serem os profissionais de saúde”.

Os excelentes indicadores de saúde conseguidos pelo Serviço Nacional de Saúde nas últimas décadas são um orgulho nacional. Isso vai mudar.

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