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sábado, 4 de agosto de 2012

ONU não aprova sanções à Síria nem a saída de Assad.

O reino menos democrtico do mundo e seus aliados perderam na ONU. Ago.2012

 Assembleia-Geral da ONU condena violência na Síria. 

Conforme o serviço de notícias das Nações Unidas, a resolução aprovada ontem por maioria, em Assembleia Geral, condena “a violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais por parte do governo, assim como todo o abuso dos direitos humanos cometidos pelos grupos armados de oposição na Síria”.

No texto inicial da resolução, apresentado pela Arabia Saudita e promovido pelo Grupo de Países Árabes, constava a exigência da “saída de Assad do poder e a imposição de sanções contra o regime sírio”, mas tais menções foram retiradas durante as negociações da redacção do texto final.

 A resolução aprovada pela maioria dos 158 países, com 31 abstenções e 12 votos contra, fica assim muito longe da resolução 1973 que serviu para invadir a Líbia. 

Com o veto da Rússia e da China nas resoluções vinculativas do Conselho de Segurança e com a resolução (não vinculativa) da Assembleia Geral da ONU de condenação genérica da violência, não há base legal no concerto das nações para sanções ao regime sírio, para a exigência da saída do líder do regime sírio e muito menos para qualquer intervenção militar estrangeira no conflito.

O resto - são conversas e campanhas.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Síria. Zona de exclusão aérea e o Bloco de Esquerda.

Doutrina do caos ameaça Síria.jul.2012
O líder da oposição síria no exterior pediu ao Ocidente que “instaure uma zona de exclusão aérea”. Também o líder curdo Abdel Sayda fez o mesmo pedido e um reforço de verbas dos “Amigos das Síria” que já terão entregue 15 milhões de dólares aos rebeldes. Com mais 145 milhões de dólares e uma zona de exclusão aérea a oposição diz que toma o poder na Síria.

Zona de exclusão aérea lembra-nos o Iraque, o Kosovo e ultimamente a Líbia, lembra também as posições políticas do Parlamento Europeu, no qual o Bloco de Esquerda (BE) teve a posição que teve.

Nesta guerra da Síria, no entanto, não parece ser só a Rússia e a China que aprenderam com o desenlace líbio. As zonas de exclusão aérea serviram sempre para o Ocidente atacar os exércitos normais e proteger os rebeldes.

É altura de recordar uma entrevista do bloquista José Manuel Pureza no Brasil, em que este realçou que “qualquer intervenção, por mais bem-intencionada que seja, é uma forma de controlo”.

O dirigente do BE falou ao Opera Mundi do “precedente inédito da autorização do uso da força contra um estado em exercício normal das suas funções”. Cito.

“Esse precedente pode ser encontrado na Resolução 1973 da ONU, relativo ao conflito líbio. Ela autorizou, além de uma zona de exclusão aérea e a imposição de um cessar-fogo, a utilização de todos os meios necessários para a protecção de civis. Essa resolução apenas serviu para que as forças da NATO bombardeassem sistematicamente as forças do governo líbio, facilitando o progresso da oposição e o derrube do governo, meses depois. E, ao contrário do previsto, foi indirectamente responsável pela morte de milhares de civis”.

No artigo titulado “Doutrina do caos”, JM Pureza diz que a “intervenção da NATO na Líbia, em 2011, não contribuiu apenas para derrubar o regime de Kadhafi, como também abriu um precedente para que questões envolvendo violações de direitos humanos, sejam usadas como desculpa para violar soberanias nacionais.
O artigo AQUI

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Armas nucleares nas Malvinas. Argentina acusa Reino Unido.

Bases inglesas Atlântico Sul.Fev.2012

O governo argentino acusa o Reino Unido de militarizar o Atlântico Sul, de ser a maior potência militar na zona, e de levar armas nucleares para a América Latina, quando todos os países da região são signatários do Tratado de Tlatelolco (1967) que proíbe armamento nuclear na América Latina – uma zona livre de armamento nuclear.

Em conferência de imprensa nas Nações Unidas, na última sexta – feira, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, apoiado por embaixadores de vários países da sua região, apresentou o documento entregue ao presidente da Assembleia Geral da ONU, ao presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário-geral Ban Ki-moon.

Apelando às Nações Unidas como “máximo organismo de defesa da paz” disse ser obrigação da Argentina “dar uma oportunidade à paz, desafiando a Grã-Bretanha a fazê-lo também”. Com o apoio de slides apresentou as bases militares inglesas (acima) nas ilhas: Assunção, Santa Helena, Tristão da Cunha, Malvinas, Geórgia do Sul/Ilhas Sandwich do Sul e Antárctica.

Timerman denunciou o Reino Unido como a maior potência militar no Atlântico Sul; “com essas bases controla não somente todo o tráfico de passagem pelo Atlântico Sul, como também todo o tráfico marítimo e aéreo que passa entre a América do Sul e África; controla os acessos ao Oceano Pacífico e ao Oceano Índico. É essa a situação militar que existe hoje no atlântico Sul”.

Pormenorizando, Timerman disse que a Argentina “tem informações de que a Grã-Bretanha enviou um submarino nuclear Vanguard para as Malvinas com capacidade de albergar armamento nuclear. (nota: os mísseis balísticos -16 - fazem parte do armamento dos Vanguard, podem carregar 12 cabeças cada de ogivas nucleares com diferentes destinos). Referiu que não era a primeira vez que há razões para esta denúncia, “como foi reconhecido em 2003”. Soube-se “através de um serviço de inteligência, que anos antes, a Grã-Bretanha, tinha feito um transbordo de material entre dois barcos no Atlântico Sul e tiveram um acidente no qual se correu o risco de propagação nuclear na zona”. “Nós não vamos aceitar que exista armamento nuclear na zona de influência da América Latina”, afirmou.

O Destroyer HMS Dauntless D-33.Foto Brian Burnell.ed.Fev.2012 o Destroyer que está nas Malvinas

Timerman disse que “um Destroyer tipo 45, foi recentemente enviado para as Malvinas. É a última geração de Destroyers em todo o mundo, não existe em nenhum país da América Latina, nenhum país poderia fazer frente a este tipo de armamento. Com a introdução deste barco a Grã-Bretanha multiplica por quatro o seu poder naval no Atlântico sul; diz que não está a militarizar o Atlântico Sul mas quadruplica o seu poder naval”.


Typhoon II - RAF.ed.Fev.2012
Também o avião Typhoon II “está nas Malvinas. Este avião leva o poder aéreo da Grã-Bretanha da 3ª à 5º geração tecnológica, o maior salto tecnológico na região nos últimos anos”. “Das Malvinas pode alcançar parte da Argentina e do Chile, o Uruguai, e parte do Brasil, sem reabastecer, (apesar de poder abastecer em voo), e disparar os mísseis Taurus (que têm nas Malvinas) cujo alcance é de 500 km e foi desenhado para destruir bunkers reforçados; os mísseis Taurus combinados com o avião Typhoon II transforma-se na arma ofensiva mais letal a operar no Atlântico Sul”.

Timerman ainda denunciou o polígono de tiro na região, usado para ensaio de mísseis sem avisar a organização marítima internacional, pondo em risco rotas de navegação das mais importantes do mundo, e o sistema sofisticado de radares e comunicações, base global da Grã-Bretanha e ligados aos sistemas dos EUA, da França, Japão e Canadá, sistemas esses de controle marítimo e aéreo de toda a zona sul americana.

Segundo o representante do governo Argentino, “a Grã-Bretanha tem reduzido o investimento em defesa em todo o lado excepto no caso das Malvinas”. E conclui, “em nome de uma infundada defesa, pois as Nações Unidas, desde 1965 declarou haver um conflito de soberania entre a Grã-Bretanha e a Argentina, e a Argentina, na sua Constituição, garante que somente através da paz vai procurar a recuperação da sua soberania” sobre as Malvinas.

Por fim Timerman afirmou que “a Argentina insta uma vez mais a Grã-Bretanha a cumprir com as resoluções das Nações Unidas, a sentar-se à mesa das negociações e a desistir desta escalada militar que está levar adiante no Atlântico Sul”.

São onze as resoluções das Nações Unidas nesse sentido, mas nisto de resoluções da ONU, uns países são invadidos com base nelas, outros fazem orelhas moucas e nada lhes acontece.

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