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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Banqueiros não se entendem. O confisco dos depósitos.

Resgate ao Chipre foi unânime no Europrupo. Mai.2013
 
Fernando Ulrich não está com outros banqueiros portugueses; não admite o movimento de contas de depósito para cofres e considerou “boa notícia” taxar depósitos acima de 100.000 euros.

Em entrevista ao Financial Times citada pelo Público, os presidentes do BCP e do BES alertam para o perigo da propagação de “vírus de Chipre”. Mostram-se preocupados com o corte (confisco) dos depósitos acima de 100.000 euros, feitos no Chipre, e suas repercussões na banca.

As declarações de líderes políticos europeus, sobre os resgates dos bancos, põem em causa a segurança dos depósitos bancários, depreende-se das palavras dos presidentes do BCP e do BES.

Já se sabia. No entanto, a apreensão não é geral na banca portuguesa, Fernando Ulrich, presidente do BPI, disse no início deste mês, que taxar depósitos acima de 100.000 euros, era “uma boa notícia”.

O BPI desmente ter afirmado ao Financial Times ter clientes a movimentar dinheiro de depósitos para cofres, é um sinal que o BPI não quer dar e percebe-se; Uma banca que não serve - nem para emprestar, nem para guardar o dinheiro e movimentá-lo, não serve para nada.

Muito dinheiro deve estar a mexer-se, (não para cofres) para fora de Portugal; as razões não serão apenas a insegurança nos depósitos, que está instalada, mas também a desconfiança por uma banca que, embora o Banco de Portugal diga ser segura, é notícia por incobráveis e toxicidades.

O sobre-endividamento das famílias e o desemprego em crescendo, as dividas das empresas e as falências a continuarem, não dão saúde à banca. 

Há um efeito boomerang, o mundo financeiro imaginava estar imune à crise, onde controla o poder político, mas o dinheiro não é elástico, quando falta muito falta para todos. Até os banqueiros vão perceber isso.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ir aos mercados? Portugal desenganado pela troika.

oclarinet.blogspot.com Sair do Euro.Abr 2013

O acesso de Portugal aos mercados tem uma avaliação pessimista da troika.

O jornal Público cita um relatório obtido pelo Financial Times, onde a troika e o FEEF dizem, “nesta fase, o acesso de Portugal aos mercados apenas pode ser considerado como limitado e oportunístico”. Portugal só tem atraído investidores especulativos.

Continuo a citar: “Esta avaliação pessimista deve-se essencialmente a três fragilidades nacionais: os elevados montantes de divida que Portugal terá de emitir nos próximos anos, o rating (a classificação do risco da divida pública) abaixo do nível de investimento e as características dos investidores que estão neste momento a mostrar interesse em Portugal”. 

Uma vez que a troika afirma que fazer as emissões de divida, “pode ser demasiado exigente sem uma melhoria dos ratings de Portugal e a criação de uma base estável de investidores”, sabemos de antemão que qualquer decisão do Eurogrupo sobre Portugal é para consumo interno e guia de risco dos especuladores. Mentiram-nos acerca dos mercados.

Investidores sérios não metem dinheiro em países cuja economia está a ser destruída e o reembolso poderá ser de alto risco. Quem não cria riqueza dificilmente paga dividas.

Os esforços feitos até aqui, pelos portugueses, serviram apenas para resolver os problemas da banca nacional, mais a europeia, detentoras de divida portuguesa, e, encher os bolsos dos especuladores internacionais. 

A divida aumenta e “prospera” a destruição da nossa economia, tornando a divida impagável. O processo de pedir para pagar empréstimos enquanto a divida aumenta é suicidário e não terá fim aceitável para Portugal.

Quando se der atenção às vozes alternativas, será tarde. A sociedade portuguesa (e não só os políticos) espera milagres insistindo no trilho do desastre. 

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Passos Financial Times, Álvaro Cimpor, Cristas galinhas.

Álvaro acompanha, mas não intervém. Abr.2012

O trabalho semanal do governo português começa à segunda-feira, por isso estamos dois dias descansados – estão a planear a “comunicação”.

Habitualmente, a meio da semana começam as polémicas; não há controvérsia com o artigo que Passos Coelho escreve hoje no Financial Times. Fora o título enganador “Portugal vai mostrar que os cépticos estão enganados” o miolo do texto é em tudo igual à entrevista que deu ao Die Welt – admite que não sabe se Portugal volta aos mercados em 2013, o resto é palha.

Dizer que o artigo de opinião de Passos Coelho é dedicado aos mercados, como vem na nossa imprensa, já é um favor dispensável. Só se for a mercados “tipo” Bulhão, onde as vendedeiras achavam pitoresco a visita dos políticos e enchiam-nos a todos, por igual, de beijinhos.

Para os mercados que compram “obrigações” o que lhes interessa são as notações de rating e a essas os indicadores económicos nacionais mais as circunstâncias da política económica na zona euro, paleio de político não é parcela na análise da conjuntura, de Passos Coelho ainda menos, pois consegue dizer (e escrever) uma coisa e o seu contrário, para o mesmo artigo.

A dificuldade na “comunicação” do governo está em não se entenderem argumentários que afirmam, em situações delicadas, como única “função do governo”, “acompanhar a situação”.

Hoje o ministro Álvaro S.P. disse sobre a oferta de aquisição da Cimpor e do dossier Brisa “o governo acompanha, mas não intervém”. O que faz quando acompanha e como acompanha? Acompanha atrás, segue de perto, vê ao longe ou vai de braço dado e com quem? Confesso que não percebo esta função limitada da governação e penso ser caso único no mundo.

Já a ministra Conceição Cristas acompanhava a seca, como agora acompanha a crise dos ovos por via do bem-estar das galinhas poedeiras, na seca via-se a ministra, soluções nada, com as galinhas ainda se perde no meio das cristas.

Os governos deviam todos servir para governar, alguns só servem para trocadilhos.

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sábado, 28 de janeiro de 2012

Alemanha - Grécia. Luta pelas soberanias ainda no início.

paisagem. jan 2012


A Alemanha exige perda de soberania da Grécia, esta exclui hipótese de ceder a sua soberania orçamental à UE. A ideia de Merkel é antiga e não vai parar pela tomada de posição grega. A luta pelas soberanias dos endividados ainda está no início.

O documento alemão, com dois pontos, divulgado pelo Financial Times e que terá sido entregue na sexta-feira a ministros das finanças da zona euro, exige do governo grego que use prioritariamente as receitas do Estado para pagar os serviços da dívida, (para assim dar segurança aos credores públicos e privados) só podendo usar o remanescente para financiar as despesas primárias.

Impõe igualmente que a consolidação orçamental seja seguida e controlada a nível europeu. A transferência de soberania orçamental grega para o nível europeu, por um período de tempo, incluiria a nomeação de um comissário, pelos ministros das finanças da zona euro, com poder de vetar decisões fora dos objectivos orçamentais definidos pela troika.

Depois de Papandreou ter cedido o poder na Grécia com receio de um golpe militar, de Merkel ter despedido Berlusconi com um telefonema para Giorgio Napolitano, de Passos Coelho cumprir à risca as ordens da chanceler, e de Mariano Rajoy, há dois dias, ter levado a Merkel em mão as reformas estruturais de Espanha para aprovação; a situação das soberanias dos países europeus em dificuldades é um grave problema político e de paz na Europa.

Tem parecido exagerada a comparação com o expansionismo de Hitler, mas não encontro melhor paralelo histórico.

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