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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A posição do Partido Socialista sobre a Guerra Síria.

Regime de Assad pediu inspectores da ONU. Ago.2013

O Partido Socialista veio pedir ontem, através do seu coordenador parlamentar Paulo Pisco, uma posição clara do governo português sobre o conflito sírio. Também faz falta uma posição clara do Partido Socialista.

O que Paulo Pisco disse à TSF (ouvir aqui) não corresponde ao que os jornais escreveram. Todos os títulos afirmaram que o PS é a favor de uma intervenção militar na Síria; ora, Paulo Pisco, diz no final da declaração, (toda ela bastante infeliz): “provando-se que foi o regime de Assad que utilizou armas químicas”.
Faz toda a diferença.

Mais tarde, ainda ontem, o porta-voz do Partido Socialista, João Ribeiro, na mesma TSF (AQUI) desmentia o deputado dizendo que as declarações de Paulo Pisco refletiam uma posição pessoal, não a do partido. 

Mais confusão, quais declarações? As publicadas ou as ditas na rádio? Como o porta-voz do PS disse que oportunamente a posição oficial do partido será pública, esperam-se para muito breve.  Até agora, nada.

Lembremos que José Sócrates considerou um erro a intervenção no Iraque e que os portugueses precisam de saber que PS é este, o da direcção de António José Seguro.
A política internacional, a guerra e a paz, são assuntos chave na orientação dos partidos.

Aproximam-se eleições, da posição oficial socialista sobre a agressão programada à Síria, para mais nas condições de ilegitimidade actual, dependerão, estou convencido, muitos votos.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Inactivos. Portugal tem o maior aumento da Europa.

oclarinet.blogspot.com - Desemprego record em Portugal.Abr.2013

Ouvi a notícia no rádio do carro (enquanto procurava trabalho). São 261.000, os portugueses que não trabalham nem estão inscritos no desemprego, segundo o Eurostat - gabinete oficial de estatística da União Europeia.

“Destes, quase todos, 231 mil, estão disponíveis para o mercado, mas pura e simplesmente já não fazem nada há semanas para procurar emprego. Mais 35 por cento em apenas um ano”. Informa a rádio TSF, salientando ainda o subemprego em “part-time” - “que cresceu 16 por cento em Portugal no último ano”.

São números a somar aos 17,6% de desemprego (Eurostat) que representa um crescimento superior à média da EU; sendo que, do desemprego total, a taxa de jovens com menos de 25 anos é já de 38,6%. 

Se contarmos com a emigração e as consequências das novas medidas recessivas que estão na forja, estaremos a viver tempos de destruição de emprego em Portugal como não há memória.

O governo do PSD e do CDS diz que o “Emprego” é a sua prioridade.

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Idade de reforma aos 67 anos. Toma!

Mais uma ideia para mais desemprego jovem. Abr.2013

A confirmar-se o que uma “fonte do governo” deu para a rádio TSF espalhar; o aumento da idade de reforma para os 67 anos, estaremos perante uma medida que aumentará o desemprego jovem. 

Pela enésima vez, o líder da UGT, João Proença, (não era este mês que mudavam de secretário-geral?) ameaça o governo de romper o diálogo social; “Se mexerem no regime contributivo sem consultar os parceiros sociais, para a UGT há quebra total de diálogo social”, disse o dirigente da central à saída da audiência com Cavaco Silva. Conversa.

Para mim, consultem ou não os parceiros sociais, o aumento da idade da reforma terá consequências - e merecerá uma mudança de atitude pessoal.

Tal medida, para além de forçar os mais jovens a esperarem mais tempo pelos postos de trabalho dos que se reformam, implica por outro lado, (mais uma vez) alterar a perspectiva dos trabalhadores mais velhos, cujo horizonte de atingir a idade da reforma avança mais que os seus aniversários. 

Cada ano mais velhos e cada ano mais longe da reforma; como Tântalo, quando se aproximam de “ir a banhos” - a água desaparece.

Eu trabalho desde os 17 anos, não me posso reformar, nem ir para o desemprego, nem receber qualquer subsídio, nem, nem, nem!

A minha mudança de atitude perante este país, de governos não confiáveis, é simples:

 - Aumentam-me a idade para me reformar e eu, como tenho essa prerrogativa, deixo imediatamente de fazer descontos!

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Alterar Lei da Greve. Direito Constitucional em perigo?

Greve direito dos trabalhadores. Dez.2012


A justificação próxima é o prolongamento da greve dos estivadores até vésperas do Natal, a verdadeira razão é limitar o direito à greve conquistado pela democracia, com a Revolução de Abril.

A TSF ouviu hoje João Carvalho, presidente do Instituto Portuário, que deixou o aviso ameaçador de que poderá haver “mudança de atitude” e “medidas mais drásticas” por parte das administrações dos portos, como o despedimento de trabalhadores.

Despedimento por fazerem greve, a lei em vigor não permite.

No mesmo noticiário da TSF, Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP e actual do Fórum para a Competitividade, disse a propósito; “a única solução é regulamentar a lei da greve” coisa “que tem de ser feita em acordo com o Partido Socialista” sem o qual “nada se pode alterar em Portugal”.

Ferraz da Costa disse agora que a “regulamentação” seria para que “não houvesse tantos excessos”; considerava em Outubro que a lei da greve devia ser regulamentada para evitar paralisações convocadas sem terem existido negociações prévias.

Ora, a greve dos estivadores tem sido contra a imposição da lei portuária e pela negociação do governo com os sindicatos. Com a “regulamentação à Ferraz da Costa” bastaria aos patrões não abrir negociações para que as greves fossem ilegais. 

A lei portuguesa considera a greve; “um direito dos trabalhadores”, que compete a eles “definir o âmbito de interesses a defender através da greve” e que é um direito “irrenunciável”.

Não vai ser fácil ao governo e aos patrões alterar a lei da greve, como agora se propõe, mas é urgente uma reacção do Partido Socialista, (de António José Seguro), às actuais pressões. 

Há matérias, como os Direitos e Liberdades Fundamentais consignadas na Constituição, que não podem suscitar dúvidas.

Deter a revolução anti-democrática em curso compete a todos, é uma tarefa anti-fascista.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

António José Seguro pode restaurar a RTP?

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Sobre o que António Borges disse da concessão da RTP não vale a pena gastar teclas. Desde logo foi claro que estava a fazer de lebre do governo, novamente a deitar barro à parede com uma proposta estapafúrdia. Contos do vigário à frente de todos e em câmara lenta levam os actores a fazer figuras tristes.

Lateralmente produziram-se coisas interessantes; a principal, que mais à esquerda ninguém ousa usar (não vão chamar-lhe sócretino) é a declaração de Seguro, disse ele: “Eu quero ser muito claro, quando o PS for governo voltará a existir um serviço público que seja prestado por uma televisão pública com uma gestão rigorosa e que sirva os interesses nacionais”.

Seguro matou o formato divulgado. Sabe que há uma geração mais nova dentro do PS, que não está para carregar a culpa de Sócrates e que quer ser oposição de facto. Quando há apelos públicos de gente de esquerda ao “patriotismo” do CDS, não reconhecer o acto político de Seguro é duplo complexo.

Ao governo resta tentar blindar a negociata, o que não é fácil sem ser acusado no acto, ou mais tarde, de gestão danosa de bens públicos. 

Se à esquerda ouve um silêncio complexado, a direita mandou a tropa para as caixas de comentários; caixas de facturação virtual e imaginadas sondagens da opinião pública. Os comentadores de serviço fizeram o resto.

Por exemplo, o director da TSF, Paulo Baldaia, disse num dos canais de TV, algum semelhante a isto “ lá está o PS a dizer que vai desfazer o que este governo está a realizar, é sempre a mesma coisa, cada governo destrói o que o anterior fez e isso não pode continuar”.

Quando as coisas estão como desejamos não há como parar a história, pois é, a democracia é uma chatice. Se Baldaia, e outros, olhassem para a América Latina viam que o neo-liberalismo não é o fim da história, nem qualquer outro sistema.

Que raio de conceito têm da democracia; um partido privatiza porque está no seu programa e foi o mais votado e a partir daí nenhum partido pode apresentar-se ao eleitorado propondo o contrário? Para que se fazem então eleições? Como a democracia portuguesa não vai estar suspensa pela troika eternamente, o melhor é tentarem adaptar-se à vida democrática.

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