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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Justiça doente mantém em serviço magistrado doente.

A Justiça está mais doente que os seus magistrados doentes.Abr.2014
 

Estive uns dias de blogoférias. Depois de ler notícias destas só me apetece tirar umas dezenas de anos sabáticos - longe daqui.

O procurador-adjunto José Lemos, que foi alvo de um processo disciplinar e suspenso por cinco meses por deixar prescrever, entre outros, um processo de burla e falsificação que lesou o Estado em cerca de uma milhão de euros, já tinha sido suspenso por 60 dias em 2009 por violação do dever de zelo. (…clicar para ler o resto no Público).

Não encontro adjectivos desclassificativos para classificar a Justiça Portuguesa.

Um nojo.


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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Laranja podre. Só com mola no nariz.

oclarinet.blogspot.com - Laranjas Podres. Jan.2014
Seguir esta família só com mola no nariz. Mais um negócio obscuro.

Empresa então gerida pelo actual conselheiro de Estado (Marques Mendes) vendeu por 51 mil euros títulos que o Fisco avaliou em mais de três milhões.

Vender acções abaixo do preço de custo é chão que dá laranjas, pelo menos desde que se soube há três anos (três!), que Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Marques Mendes e o seu sócio (na direcção do PSD e na empresa Isohidra) Joaquim Coimbra (pois, o da SLN/BPN) venderam acções que “valiam 60 vezes mais” e segundo o Fisco, lesaram o Estado em 773 mil euros.

Os prejuízos do Estado com o negócio laranja da Isohidra são para juntar aos prejuízos do Estado com outras empresas da mesma família, do BPN a ramificações várias. O Público informa que, “para além da Isohidra, 51%, a Enersistems é detida em 30% pela Fomentinvest, gestora de participações em várias empresas da área do ambiente e energia com vários contratos com o Estado, e onde Pedro Passos Coelho trabalhou.

Isto anda tudo ligado. Se ainda fosse uma “Isohidra” isolada, mas é uma Hidra de muitas cabeças.

Na Itália da Mafia, a acção da Justiça, obrigou os partidos com dirigentes envolvidos em negócios escuros (e com vergonha na cara) a mudarem de nome, cá nada muda, nem o nome. Tem de haver muitas cumplicidades.

Fazem o que querem com o dinheiro público, parte dele roubado aos salários e pensões. 

Até quando?

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fraude do BPN na SIC. Promete mas…

BPN na SIC promete mas...Fev.2013

A SIC diz que tem um programa sobre a fraude do BPN, vamos ver se não é outro engano.

Em 12 de Maio de 2012 escrevi aqui o seguinte:

«Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.
 
Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.
 
O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados».

(A SIC vai dar a notícia?)

Post Scriptum: Visto o 1º capítulo mais parece um press release da Galilei.

Só neste blogue escrevi uma dúzia e meia de posts sobre o BPN. Alguns dos títulos:

Abril 2011- Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Agosto 2011 - Governo vende BPN ao BIC. Porquê?

Novembro 2011 - A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a justiça?

Janeiro 2012 – BPN. Supremo condena todos nós a pagar a padres burlados.

Fevereiro de 2012 – Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

Abril de 2012 – BPN no Diário de Notícias, promete mas…

Agosto 2012 – Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

(Clicar nos títulos a cor)

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Medina Carreira ou o branqueamento do Monte Branco.

Monte Branco a ponta do iceberg.Dez.2012


É sabido que Medina Carreira tem um clube de fãs que vai desde gente muito à esquerda a gente muito à direita, consoante o assunto da sua truculência telegénica dê jeito a uns ou a outros. 

Nunca acusou ninguém nominalmente apesar de passar por denunciante de várias áreas de criminosos. No fundo não tem inimigos, ao contrário da tese de perseguição política agora inventada.

Ser suspeito de envolvimento no caso Monte Branco trama-lhe o ofício e desvaloriza um activo da TVI; percebe-se que abram os noticiários desse canal e lhe façam especiais para ele se dizer inocente. Seria uma solução para os avultados custos da investigação e da Justiça, substituir o tempo morto das televendas noturnas, pela audiência de suspeitos nas televisões, o povão apreciava, tele-votava, e os processos seguiam ou eram arquivados.

As coisas não são assim, mesmo quando o Ministério Público veio dizer que nada havia contra figuras públicas suspeitas, as suspeições continuaram, é o sistema. Começou com a investigação a castigar dessa forma delinquentes contra quem não conseguia juntar provas de acusação, continuou para aniquilar adversários políticos e ganhar eleições, não vai parar. 

O desenvolvimento deste caso leva a outras suspeitas. O Expresso diz hoje que uma fonte do processo refere que o nome do fiscalista poderá ter sido “usado como código” por Canas, e na realidade “pertencer a outra pessoa, considerada próxima de Medina Carreira”. Próxima é o quê? Um cliente? O DN não refere a proximidade, só o código.

Estaremos perante o branqueamento do Monte Branco? Desde que se sabe que os escritórios de advogados são alvo fáceis de buscas, (apesar dos protestos da Ordem) é óbvio que os possíveis documentos comprometedores estarão a recato, fora de casa ou dos escritórios. 

Qual a intenção da fuga para o semanário Sol de uma busca a uma figura mediática. Dizer à opinião pública que a investigação deste caso é feita com “tiros no escuro”, comprometendo com os métodos os resultados.

Há uma ligação estreita entre as fraudes e branqueamento de capitais do Monte Branco e o BPN, são investigados muitos empresários, banqueiros e homens da política. Até Passos Coelho acabou por ver uma escuta validada neste processo, pelo presidente do Supremo, de uma conversa com um banqueiro sobre privatizações.

Será mais um caso da Justiça que vai dar em nada? Há crimes, suspeitos e arguidos, haverá condenações?

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Medina Carreira alvo de investigação policial.

Medina Carreira apanhado na rede.Dez.2012

A carreira de Medina Carreira como crítico das trafulhices nacionais acabou. 

Segundo o semanário Sol, “Medina Carreira consta da lista de clientes, com três offshores”,da rede suíça de fraude e branqueamento de capitais conhecida por Monte Branco. “A maior rede de sempre de branqueamento de capitais e fuga ao Fisco detectada em Portugal”. 

O DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) a mandado do juiz Carlos Alexandre fez buscas na sua casa e escritório. O ex-governante e comentador televisivo é suspeito de fraude fiscal e branqueamento de capitais. O motivo serão “transferências do banco UBS, na Suíça, para Portugal, efectuadas desde 2006 e no valor global de mais de meio milhão de euros”.

O fiscalista disse ao jornal: “não fui constituído arguido nem serei. Não conheço Michel Canals, nem Francisco Canas”. Canals é o arguido suíço líder da rede, que está em liberdade provisória e Canas o intermediário português, conhecido por “Zé das Medalhas”, que está preventivamente - “de cana”.

Medina Carreira deve saber que não é necessário ser constituído arguido, ou sequer testemunha, num caso de corrupção ou branqueamento de dinheiro, para ver o ofício arruinado. Ele próprio usou e abusou de epítetos arrasadores sobre a classe política e não só, classificando tudo à volta de intrujas para baixo.

 A desgraça bateu á porta do profeta da desgraça. A imagem de moralista, do impoluto possuído de todas as virtudes está corrompida.

Não vai ser fácil para ele tirar esta bota dos seus pés de barro.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dinheiro dos submarinos em offshores. Portas suspeito?

Submarinos offshores Portas. Set.2012
 
O DN disse que “o DCIAP suspeita que a Escom UK (sociedade do Grupo Espirito Santo) tenha recebido do consórcio alemão 30 milhões de euros, que terão sido usados para pagamentos indevidos e como contrapartidas a decisores políticos e a grupos políticos envolvidos nas negociações”.

O jornal i diz constar do processo em que era arguido o advogado Bernardo Ayala, que o consórcio alemão que “contratualizou a venda de dois submarinos ao estado português em 2004 – tinha receio de fazer um pagamento a uma offshore porque isso poderia trazer problemas com as entidades fiscais alemãs”.

Que houve corruptores não há dúvida, foram condenados na Alemanha, que ouve uma transferência de dinheiro para uma offshore das ilhas Caimão, consta dos autos do processo dos submarinos; “ a 30 de dezembro, a Escom UK transfere, da sua conta da sucursal de londres do BES, o valor de 19.000.040 euros para conta desconhecida, com a referência BES Cayman”. (in DN).

Nas últimas semanas as notícias sobre os submarinos e Paulo Portas, emergem e submergem, como disse o próprio. É próprio das divergências políticas dentro da coligação, pelo que Paulo Portas não precisa estar nervoso.

Uma parte importante da comunicação social resguarda Paulo Portas (submarinos, é para ela, tema tabu) e outra parte só faz umas referências, sem o perigo de alastrar às televisões (como se viu hoje) e tornar-se “viral” como campanhas anteriores usando casos da Justiça.

Paulo Portas perante a crise RTP disse; “vai ser preciso um esforço para recuperar o sentido de compromisso que o PSD e o CDS demonstraram quando negociaram o programa de governo”. Já sabe quem tem de fazer o esforço.

Do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) sabe o que pensa a sua directora Cândida Almeida. Disse-o na Universidade de Verão do PSD: - “ O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”.

 É um descanso…


Últimos artigos sobre "Submarinos/Paulo Portas" AQUI; AQUI e AQUI.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Alemães dos submarinos nos Estaleiros de Viana.

Ferrostaal candidata aos Estaleiros Navais de Viana. Ago.2012
 
O governo português aceitou, (é verdade, permite!) que a empresa alemã Ferrostaal, que vendeu os submarinos numa negociata por esclarecer, seja uma das concorrentes à privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

Enquanto correm investigações em Portugal e já ouve condenações por suborno na Alemanha, envolvendo a Ferrostaal, esta vai participar num dos seis grupos interessados nos Estaleiros de Viana. 

O ter deixado Portugal pendurado com as contrapartidas do “negócio” dos submarinos é só mais um pormenor.

Espera-se que desta vez, por uma questão de transparência e concorrência leal, as luvas façam parte do caderno de encargos. Umas cópias de segurança dos documentos assinados, que obviem casos de extravio, também se recomendam.

Com a Ferrostaal - posts AQUI, AQUI, e AQUI.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Maçonaria? Aventais, há muitos!

Avental de Grão-mestre de cozinha. Jan 2012


De vez em quando descobrem-se uns temores em relação à Maçonaria que julgo desproporcionados. Deve ter a ver com o “secreto” que eles cultivam apenas e só para se sentirem uma elite de escolhidos. Pela amostra dos nomes públicos são pessoas vulgares, alguns com relevo na sociedade, a maioria são ilustres desconhecidos, apesar de muito cumprimentados nas reuniões de família.

O que se faz numa reunião de maçons, hoje, com as liberdades fundamentais e cívicas existentes, que não se possa fazer numa reunião em casa, num restaurante barulhento ou numas repousantes termas? Nada. Ou melhor, fazem-se aqueles rituais de garotos, que se não fossem à porta fechada estourava a galhofa. O resto; são negócios e tráfico de influências, que o comum do cidadão com jeito para essas tarefas, executa com igual desenvoltura e reserva em qualquer lado.

É verdade que se devem proteger uns aos outros, como outros grupos na sociedade, das “casas de província” criadas para isso, como a minha de Trás-os-Montes, a grupos políticos, desportivos, religiosos, ambientalistas, ou de outros interesses comuns. São tudo lugares onde se estabelecem conhecimentos que por vezes resultam em carreiras profissionais ou de outro tipo. Na vida real passam por não se conhecerem mutuamente, o que facilita a prática conjunta da corrupção; afinal o que outros fazem com um simples “finge que não me conheces”.

A Maçonaria teve um papel importante, na organização cívica e da resistência à ditadura, no estabelecimento da democracia. Agora, com Lojas de todos os tipos incluindo de “fachos”, passaram à história. Dar-lhes mais importância do que realmente têm só lhes aumenta o ego, são grupos para quem vai em grupos.
A conspiração vem de outros lados, às claras e com imenso poder.
Aventais há muitos, não é altura para paranóias.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Antigo governador do Illinois apanha 14 anos de prisão.

Rod Blagojevich. Dez 2011


Curiosidades da América; o antigo governador do Illinois, Rod Blagojevich, foi condenado a 14 anos de prisão. Estava acusado de 18 crimes de corrupção, entre os quais tentar vender o lugar de Barack Obama no Senado, vago com a eleição deste para presidente.

Num país em que os políticos são comprados às claras pelos lóbis, da indústria militar às farmacêuticas, do sector alimentar às petrolíferas, não deixa de ser curioso que de vez em quando e com estrondo, sacrifiquem um bode expiatório.

Um vigaristazinho é imolado para lavar os pecados em que assenta o sistema.

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