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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Após 39 anos, um governo proíbe uma manifestação.

Este governo já proíbe manifestações. Out.2013

O ministro Miguel Macedo alega que tem poder para proibir a manifestação na ponte 25 de Abril. E proíbe. Proíbe porque entende que tem poder político para o fazer.

A proibição é política, o governo receia as manifestações. Após 39 anos de democracia temos um governo que proíbe uma manifestação (de sindicatos!).

Está em causa o direito de manifestação, uma das liberdades fundamentais conquistadas com a Revolução de Abril. 

O tempo é do povo português responder, participando massivamente nas manifestações contra este governo.

Até que caia!

Post.Scriptum:

 
Após a proibição do governo, a Comissão Executiva da central sindical cancelou a marcha na ponte, fazendo os manifestantes pelo sul a travessia da ponte em autocarros. Juntam-se em Alcântara aos manifestantes da região de Lisboa.

TODOS  A ALCÂNTARA - SÁBADO - 19 DE OUTUBRO

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comissão de trabalhadores da RTP acusa ministros.

Comunicado CT da RTP.Nov.2012

A Comissão de Trabalhadores da RTP, pede hoje que sejam apuradas responsabilidades políticas sobre o “caso das imagens em bruto” recolhidas pelo canal público, durante a manifestação de 14 de Novembro.(assunto do posts de hoje de manhã – Aqui). Acusa o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, de “induzir ao crime” com “pedidos de imagem que pressupôem uma violação da legalidade pela RTP”. Considera ainda que “não pode tolerar-se um Ministério da tutela que tolera toda esta intromissão e dela se faz cúmplice, por acção ou omissão". (o ministro da tutela é Miguel Relvas).

O comunicado na integra da CT da RTP:


 A RTP NÃO É FIGURANTE NAS ENCENAÇÕES DO GOVERNO

Toda a gente sabe que, no dia 14 de Novembro, a polícia foi apedrejada durante hora e meia sem reagir. Toda a gente sabe que, depois disso, a carga policial cilindrou por igual manifestantes violentos e manifestantes pacíficos, passantes acidentais em S. Bento e alguns no Cais Sodré. Toda a gente sabe que as dezenas de pessoas detidas foram depois privadas de contacto com os seus advogados e submetidas a vexames em Monsanto. Toda a gente sabe que o ministro Miguel Macedo negou com solenidade a mesma existência de infiltrados que a PSP veio depois confirmar.

A actividade dos infiltrados e a passividade da polícia, durante uma hora e meia, só podem ter servido para justificar aos olhos da opinião pública as violências e arbitrariedades policiais. Em última análise o plano só pode ter consistido em intimidar as centenas de milhares de pessoas que nos últimos meses têm participado em protestos contra o Governo e em dissuadi-las de voltarem à rua. Tudo teve os contornos de uma grande operação de guerra psicológica.

Para continuar, nos dias e meses seguintes, a fazer render essa operação de guerra psicológica, o Governo quis lançar mão de todos os recursos. Entre eles, quis contar com imagens gravadas pela RTP. Aqui enganou-se. A cada passo que dava dentro da RTP, o pedido governamental tropeçava na resistência dos trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores tomou desde o primeiro instante o seu lugar – e só o seu, sem ocupar o de mais ninguém – nessa espontânea resistência dos trabalhadores. Do primeiro ao último instante, insistiu para que fosse esclarecida toda esta história nebulosa.

Uma parte das responsabilidades foi assumida pelo Diretor de Informação e pelo Conselho de Administração. Nada foi dito pela Direção Geral de Conteúdos. Um inquérito interno irá correr para apurar outras responsabilidades: o ministro Miguel Macedo deverá saber que nem nós somos figurantes da sua encenação, nem a RTP é uma manifestação onde possa colocar impunemente os seus peões infiltrados.

E são estas as responsabilidades políticas que deverão ser apuradas por quem de direito. Não pode tolerar-se que Miguel Macedo, para efeitos da propaganda do Governo, induza ao crime – seja com as pedradas dos seus infiltrados, seja com pedidos de imagens que pressupõem uma violação da legalidade pela RTP. Não pode tolerar-se que homens de mão do ministro entrem na televisão pública como numa quinta sua, sem mandado judicial, para visionar e requerer cópias de imagens destinadas exclusivamente ao trabalho jornalístico. E não pode tolerar-se um Ministério da tutela que tolera toda esta intromissão e dela se faz cúmplice, por acção ou omissão.

A hora é de apurar também as responsabilidades políticas.

O Secretariado da Comissão de Trabalhadores da RTP 

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Miguel Macedo. A cigarra a formiga e o disparate.

Cigarra ou formiga - um sem vergonha.Set.2012

Por mais que chova, com um ministro da Administração Interna incendiário, a época dos fogos não acaba. Mais um disparate de ministro, mais uma patetice.

Miguel Macedo com a fábula da cigarra e da formiga ofende quem trabalha e aqueles que, querendo trabalhar, não o podem fazer por não ter emprego. Mas ele não alcança.

GNR protege turismo ministerial.Set.2012

Será que trabalhar é fazer turismo pelo Douro, como a ministra Cristas, ou fazer inaugurações de quartéis de bombeiros como ele faz. Os trabalhadores portugueses sabem o que é trabalhar, não são preguiçosos; se alguém do governo conhecesse o país saberia isso.

Imaginará Miguel Macedo, o que passam todos aqueles que foram atirados para o desemprego pelas políticas do seu governo?

Até quando vamos ter de aturar as cigarras madraças deste governo? Ainda não perceberam que o povo não os quer? Ou estão à espera de provas mais definitivas de que o povo não os quer?

Mais um ministro queimado. Fará algum sentido uma remodelação do governo? Quem fica deste para o próximo? Entre incompetentes e cigarras ociosas que só servem para “mandar bocas” quem se aproveita?

Já não podem sair das tocas dos ministérios sem a protecção da GNR ou da PSP. Quando saem e abrem a boca, é para provocar toda a gente. 

São insuportáveis!

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