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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Alemães dos submarinos nos Estaleiros de Viana.

Ferrostaal candidata aos Estaleiros Navais de Viana. Ago.2012
 
O governo português aceitou, (é verdade, permite!) que a empresa alemã Ferrostaal, que vendeu os submarinos numa negociata por esclarecer, seja uma das concorrentes à privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

Enquanto correm investigações em Portugal e já ouve condenações por suborno na Alemanha, envolvendo a Ferrostaal, esta vai participar num dos seis grupos interessados nos Estaleiros de Viana. 

O ter deixado Portugal pendurado com as contrapartidas do “negócio” dos submarinos é só mais um pormenor.

Espera-se que desta vez, por uma questão de transparência e concorrência leal, as luvas façam parte do caderno de encargos. Umas cópias de segurança dos documentos assinados, que obviem casos de extravio, também se recomendam.

Com a Ferrostaal - posts AQUI, AQUI, e AQUI.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Notícias sobre submarinos emergem e submergem. Regabofe.

Regabofe submerge submarinos.Ago.2012

Paulo Portas tem razão, as noticias sobre o caso dos submarinos, aparecem e desaparecem. Convinha saber porque desaparecem.

Para não fazer a afirmação de que é a Justiça portuguesa que está por detrás do branqueamento de alegados casos de corrupção que envolvem políticos, digamos que é o “funcionamento” da Justiça que os faz desaparecer.

Alguém percebe a razão por que nunca foram pedidos esclarecimentos a Paulo Portas sobre o caso dos submarinos? O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) dirigido pela procuradora Dr.ª Cândida Almeida e onde sobressaem outras figuras mediáticas, é mesmo capaz de investigar a criminalidade “altamente organizada e de especial complexidade”? 

O que sabemos é que qualquer investigador da PSP ou da GNR, que se preze, interroga todas as pessoas que possam ter elementos para deslindar qualquer alegado crime. Os ministros são intocáveis? Ou não há razões para ouvir Paulo Portas?

Um artigo de hoje do jornal Público pormenoriza o depósito de 1,06 milhões de euros, em notas, na conta do CDS/PP no banco BES. Foi feito por funcionários do CDS durante os quatro dias finais de 2004; “105 depósitos” entregue “muitos deles com intervalos de minutos e a grande maioria em parcelas de 10 mil euros”. Entre estes o muito citado do “doador Jacinto Leite Capelo Rego, no valor de 300 euros”.

No mesmo artigo do jornalista José Augusto Moreira, lembra-se que os dois gestores alemães condenados pelo tribunal de Munique por corrupção, disseram ter entregue “ao cônsul honorário de Portugal em Munique o montante de 1,6 milhões de euros. Este, por sua vez, disse perante a justiça alemã que manteve encontros com o ministro Paulo Portas e o primeiro-ministro Durão Barroso, para a concretização do negócio”.

Depois das condenações alemãs, o DCIAP não ver razão para ouvir Paulo Portas é incompreensível.

O dinheirão que o CDS tinha em notas num cofre em vez de na conta bancária (só podia ser para fazer pagamentos em notas) embora suspeito, não levou à condenação do tesoureiro Abel Pinheiro e mais três funcionários do CDS, acusados de falsificação de documentos. Isto apesar de os 4216 recibos justificativos da entrada do dinheiro no partido estarem segundo a PJ com “dados provavelmente fictícios” e “passados em datas posteriores aos depósitos. Os próprios livros com os talões de recibo teriam sido encomendados já em Janeiro de 2005”.

Com estas decisões da Justiça, percebe-se porque é que o caso dos submarinos, cada vez que vem à tona é imediatamente submerso.

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sábado, 11 de agosto de 2012

Documentos sumidos da compra dos submarinos alvo do MP.

Desapareceram os documentos do negocio dos submarinos.Ago 2012

O Ministério Público atribui ao desaparecimento de documentos da compra dos submarinos “uma dimensão que vai para além dos casos pontuais já noticiados”. Escreve o Jornal de Notícias na sua edição online.

Diz o JN: - “Grande parte da documentação dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa. Sumiram, em particular, os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação”.

"Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respetivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação", escreveu o procurador João Ramos, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em despacho de 4 de junho que arquivou o inquérito em que era visado apenas o arguido e advogado Bernardo Ayala (o processo principal continua em investigação) ”.

Recorde-se que a compra dos submarinos foi em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro da Defesa, e que, pelo menos desde 2010 se sabe do desaparecimento de documentos da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC).

A CPC tem a finalidade de acompanhar os projectos que os vendedores dos submarinos (alemães) se comprometeram a financiar junto de empresas portuguesas, no valor de 1,2 mil milhões de euros.

Em Maio de 2010 foram ouvidas testemunhas no Tribunal Central de Instrução Criminal, quer do CPC quer da Man Ferrostaal (o consórcio vendedor), que disseram ter havido alterações ao contrato de contrapartidas na véspera da assinatura da compra dos submarinos. Entre outros, os documentos que modificaram os contratos desapareceram.

Talvez Paulo Portas que (diz-se) esteve dez horas a fazer fotocópias de documentação do Ministério antes de sair do governo - tenha uma cópia…

O caso da venda dos submarinos a Portugal tem situações incompreensíveis; enquanto cá se discute a possível acusação de “burla qualificada e falsificação de documentos” por sete gestores nacionais e dois alemães, a Justiça alemã já condenou os dois executivos alemães da Ferrostaal, o ano passado, a dois anos de prisão mais coimas, por “suborno de funcionários públicos estrangeiros, na venda de submarinos a Portugal e à Grécia”.

O Ministério Público de Munique condenou os ex-gestores da Ferrostaal por terem pago 62 milhões de euros de luvas; o Ministério Público Português não encontrou pista do dinheiro recebido em Portugal. Será que agora voltou o faro à Justiça portuguesa? Temos fartas razões para duvidar.


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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Rabas.

oclarinet.blogspot.com (Rabas)


Os tubérculos que tinha mostrado em post anterior (AQUI) chamam-se em Trás-os-Montes, Rabas.

Por falar em Rabas, hoje que é o dia em que os ex-gestores da Ferrostaal foram condenados a penas de prisão por corromperem funcionários públicos de Portugal e da Grécia para vender submarinos alemães; alemães esses que castigam os portugueses e os gregos por comprarem coisas sem terem dinheiro para as comprar; é pois tempo de apresentar as Rabas.

Apresento as Rabas, porque é impossível apresentar os funcionários públicos portugueses corrompidos pelos alemães. Nem as novíssimas equipas mistas contra o crime, compostas pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Púbica e Polícia Judiciária sob o sublime patrocínio do Procurador-geral da República mais sua excelsa ministra da Justiça, sabem deles.

Apresento as Rabas também porque vivo o conflito de descobrir quem é o grande burro, se o comissário europeu dos Assuntos Sociais Lazlo Andor, se o nosso primeiro-ministro Passos Coelho. Na Comissão Europeia, Lazlo disse: “Alguns jovens já estão a deixar a Europa para encontrar trabalho em países como os Estados Unidos e o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique, dependendo da sua língua. E esta tendência não pode continuar. Não apenas arriscamos perder uma geração como também o custo financeiro” (da sua formação). Passos Coelho pratica o inverso, um deles é muito burro.

As Rabas, como estava a dizer antes do apetite divagar, são tubérculos usados na culinária de Trás-os-Montes. Nos cozidos à portuguesa da região, em “guisotes”, em purés com a batata, nos bolinhos de bacalhau etc. têm um paladar adocicado levemente ao sabor do nabo e textura da batata. Coze ao mesmo tempo das batatas se for cortado em rodelas de mais ou menos um centímetro.

As Rabas são ricas em vitamina C e em fibras, é alimento dos animais e dos humanos como são as batatas, as castanhas, abóboras, milho e outras riquezas da terra.

Há um prato típico em Bragança, de Rabas guisadas com coelho, mas se falo em Coelho, volto a divagar e queima-se o estrugido.

Boas festas

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