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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TGV. Sócrates telefonou a Vítor Gaspar.

TGV arranca governo contradiz-se. Fev. 2013

Governo português obteve a garantia em Bruxelas de financiamento comunitário que permitirá voltar a pôr nos carris o projecto de alta velocidade.

Em 2 de agosto de 2011, o ainda ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, gozava com os defensores do TGV qualificando o dito de “comboio modernaço”; em 22 de Março de 2012, o ainda primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerava a recusa da alta velocidade um assunto arrumado.

Que se passou entretanto? O ClariNet sabe, por uma daquelas fontes habitualmente citadas pelos jornais, (deve ser a mesma do Correio da Manhã) que tal contorcionismo se deve a um telefonema de Sócrates, para (convencer) o ministro das Finanças. 

Este, como outros casos anteriores, assinalam como determinante para a instabilidade política nos partidos do arco governativo e para o perigoso investimento público, o saldo do telemóvel de José Sócrates.

Quem diria?

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A destruição das pirâmides e da Fundação Paula Rego.

Querem destruir as piramides.Ago.2012

A extinção da Fundação Paula Rego mereceu de António Capucho, ex-presidente da Câmara de Cascais e ex-PSD, o seguinte comentário na Rádio Renascença: “Isto é tão disparatado, tão grotesco como os talibãs atirarem morteiros para cima dos budas”.
Uma "selvajaria".

A reacção de Capucho não está descarrilada da realidade; são muitos os exemplos ao longo da história - da destruição da Biblioteca de Alexandria (pelos imperadores cristãos primeiro e depois a mando do califa Omar) até aos túmulos sagrados de Timbuktu nos dias de hoje (pelo grupo radical islâmico Ansar Dine) em que o fanatismo religioso destrói património que é de todos.

Não há diferença entre o fanatismo do governo de Passos Coelho, seguidor do deus troiko e da profeta Merkel e os salafistas egípcios, que terão pedido ao presidente Muhammad Morsi para destruir as pirâmides do Egipto (segundo várias fontes, como o Daily Mail ou a Voz da Rússia).

Destruir símbolos do passado sempre foi uma forma de afirmar as crenças do presente. A ofensiva de Passos Coelho contra a cultura e contra tudo o que foi deixado a mexer na economia, são sinais da sua “revolução tranquila”.

Até quando se vai deixar passar - tranquilamente - a "revolução tranquila" de Passos Coelho?

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

Dias Loureiro o senhor conselheiro.
 
Os bens penhorados pelo BPN a Abdul Rahman El-Assir, um cidadão espanhol de origem libanesa, que tinham sido dados como garantia de empréstimos contraídos junto do banco português, no valor de 50 milhões de euros, foram a leilão.

Segundo o jornal Público, “o leilão realizado em Madrid para vender propriedades que são activos tóxicos detidos pela Parvalorem ficou deserto”.

Abdul El-Assir era o sócio maioritário das empresas tecnológicas de Porto Rico em parceria com a SLN (grupo BPN) que deram fiasco, e em cujo negócio, ruinoso para o BPN, interveio Dias Loureiro, que era director executivo da SLN.

O ex-ministro da Administração Interna de Cavaco e conselheiro de Estado, escondeu a operação das autoridades de supervisão e das contas do grupo e El-Assir terá embolsado 56 milhões de euros.

El-Assir trazido pela mão de Dias Loureiro aos negócios do BPN, já era bem conhecido internacionalmente como traficante de armas para países africanos e suspeito de armar associados da Al-Qaeda, era também intermediário no negócio de armas entre Estados, cujas luvas terão financiado campanhas eleitorais.

El-Assir apareceu ligado a Cruz Conde e ao escândalo de lavagem de dinheiro de Marbelha, como aparece ligado ao círculo da corte espanhola, ao rei Juan Carlos, com quem caçava, a José Maria Aznar, a Felipe Gonzalez e outros líderes políticos de França, Espanha e Marrocos (os mais visíveis).

El-Assir é um mafioso de elite tal como Dias Loureiro, mas enquanto o libanês tem mandatos de captura internacionais de França e de Espanha e é detido pelos suíços, Dias Loureiro é conselheiro de Passos Coelho.

 Uma coisa fez-se bem em Portugal; chamar Parvalorem à sociedade estatal que ficou com os activos tóxicos e imparidades do BPN. Que parvo que é o Estado Português…

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A carta de Portas aos militantes.

Na verdade - o PS que assinou com a troika era o único que se oponha à troika. Jul.2012

Portas quer tirar o cavalo da chuva, a carta aos militantes é uma tentativa de descolar o CDS da imagem degradada do governo.

Portas tenta justificar as políticas do governo com o cumprimento das “obrigações do acordo externo”, mas o que é facto é que o partido minoritário da coligação deixou passar todas as medidas “para além da troika”.

Acusaram Hermano Saraiva de contar estórias em vez de contar a história e é o que vemos todos os dias fazer-se na política do dia-a-dia, Portas tenta condicionar o PS, com o argumento já muito gasto, de que “a troika entrou em Portugal pela mão do PS”, quando é sabido que o PS de Sócrates (que negociou juntamente com Eduardo Catroga pelo lado do PSD) era o único que se opunha à entrada da troika.

A estupidez política da actual liderança do PS não resistirá muito tempo, ou os socialistas mudam de estratégia ou deixam de ser relevantes no país. Se até Paulo Portas procura distanciamento em relação à governação, não se percebe porque o Partido Socialista e a UGT continuam a colaborar com Passos Coelho.

O CDS de Portas é co-responsável do actual nível de impostos.Jul.2012

Portas diz que os “impostos atingiram o limite”. Foi ele que os levou ao actual limite.

O CDS é co-responsável das opções do executivo, que em larga medida correspondem ao seu programa ideológico. 

Os seus ministros, no ministério da caridade e no agrupamento de pastas de Cristas, têm sido responsáveis por arruinar tudo o que a sociedade democrática pós- 25 de Abril conquistou.

O próprio ministério de andar lá por fora, de Portas, tem servido apenas para este tentar passar despercebido. Mas não há nada a fazer, a descredibilizada actuação do governo, é do PSD e é do CDS. Nenhuma carta é capaz de esconder essa verdade.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio, mês da Grécia.

 oclarinet.blogspot.com Tsypras uma voz da Grécia.Jun2012

Na habitual sondagem mensal de O ClariNet, feita a partir das publicações mais lidas neste blogue, o tema Grécia foi o mais procurado em Maio. Os quatro posts mais vistos foram sobre as eleições gregas, os “pré resultados”, os “resultados finais”, seguido por “quem são os partidos” (uma publicação que deu algum trabalho) e “Grécia sob chantagem”; destes, os três primeiros fazem parte dos dez mais lidos desde sempre no “oclarinet”.

Dois temas correntes e de previsível sucesso (!?) vêm a seguir, “Miguel Relvas pede desculpa ao Público” e “Duarte Lima entrega polvo político”. Por ser uma matéria em que nos antecipámos à comunicação social em português “a moeda de Geuro (e o Peuro)” teve muitas pesquisas. Depois as “eurobonds” que o PS retirou do anexo ao pacto orçamental.

Dois assuntos da política internacional fecham os dez mais lidos neste blogue no mês de Maio; “Egipto. Presidenciais segunda volta”, (que é tema para Junho tal como as novas eleições na Grécia) e o vídeo institucional “Competir em solo Inglês treinando em solo argentino”.

Junho prevê-se um mês quente, na Europa, no Médio Oriente, acerca do futuro do euro, dos povos europeus, e do caminho da Primavera Árabe e da causa da Paz. Essas e outras matérias da actualidade política farão as próximas edições de O ClariNet.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Egipto. Presidenciais segunda volta - que revolução?

Maio 2012


Estão apurados os vencedores da primeira volta das presidenciais no Egipto. De uma dúzia de candidatos passam à segunda volta Mohamed Morsy da Irmandade Muçulmana (islamita) e Ahmed Shafik que se apresentou como independente. Morsy venceu Shafik (24,78% contra 23,66%) com a ligeira diferença de 260 mil votos em aproximadamente 23,3 milhões de votos válidos.

Ambos se dizem pela “revolução”, que fez cair em Fevereiro de 2011 o regime de Hosni Mubarack. Os derrotados asseguram que quer um ou quer outro são alternativas ruins.

Mohamed Morsy é o presidente do Partido Liberdade e Justiça, criado para as eleições pelo mais antigo (1928) movimento do mundo islâmico, a Irmandade Muçulmana (IM). Morsy, Engenheiro e professor universitário, porta-voz para a imprensa da IM, substituiu o candidato inicial e “vice guia supremo” da IM, Kairat El-Shater, excluído pela Comissão Eleitoral.

Os fundamentalistas da “Irmandade” estão perto de conseguir a presidência, juntando o poder executivo e legislativo, uma vez que dominam o Parlamento. Para tal Mohamed Morsy procura conquistar os “revolucionários da Praça Tahrir” contra o que chamam “o candidato do anterior regime” Ahmed Shafik.

Encontros com os candidatos derrotados seguir-se-ão, principalmente com Hamdin Sabbahi líder do partido nasserista al-Karamah, 3º classificado com 20,77% de votos, e Abdul Fotouh, 4º com 17,47%, um “irmão” expulso da IM por ir concorrer à presidência. Fotouh considerado um liberal, apresentou-se no entanto com o apoio dos Salafistas, (radicais islâmicos) segunda força politica no parlamento.

Ahmed Shafik foi o último primeiro-ministro, nomeado por Mubarak já depois de se ter iniciado a “revolução de 2011”, é para uns opositor de Mubarack e para a campanha da oposição um membro do anterior regime. Inicialmente desclassificado, recorreu e foi aceite pelo Supremo e pela Comissão Eleitoral.

Shafik, secular, ex-piloto da força aérea, participou na guerra dos 6 Dias de 1973, adido militar em Roma nos anos 80, veio a ser chefe da divisão aérea e comandante da Força Aérea do Egipto na década seguinte. De 2002 a 2011 foi ministro da Aviação Civil, “transformando a companhia aérea do Egipto numa empresa de prestígio internacional”. Mal visto pelos manifestantes de Tahrir, apesar de ter mandado dar a ruas os nomes dos activistas mortos e de ter congelado bens de proeminentes membros do anterior governo. A sua campanha será para se afastar do regime de Mubarak, “acabar com a anarquia” e impedir que o povo egípcio ponha todos os ovos no mesmo saco (islâmico).

Quem esperava que da “Primavera Árabe” (versão egípcia), resultasse uma revolução democrática que afastasse o anterior regime mantivesse a laicidade e não trouxesse uma qualquer espécie de teocracia deve estar desiludido. Uma enorme maioria de parlamentares da Irmandade Muçulmana e Salafistas com um presidente a condizer só pode dar uma “democracia corânica” de leitura fundamentalista.

Agora são todos moderados, mas nem há programas nem constituição nem se conhecem bem as funções presidenciais. O Egipto está próximo de ter um poder islâmico, na melhor das conjecturas – imprevisível.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

1º de Maio - Lisboa - fotos.

1º de Maio - A Luta Continua.

No 1º de Maio conta-se com aqueles que pelo menos há 38 anos estão presentes, mas ainda mais com a juventude, gostei particularmente da demonstração dos Trabalhadores Precários, estão vivos – e sem medo!

No 1º de Maio relembramos (os mais velhos) o primeiro em democracia, a participação organizada de alguns e a aderência do povo, foi o princípio da era do megafone depois de anos de mutismo.


Entre a festa de 74, as divergências no PREC e o divisionismo sindical perpetrado pelos partidos políticos, a história do nosso Dia do Trabalhador teve grandiosas jornadas e dias menos participados. Este foi grande, apesar de haver uma central sindical “comprometida” com o governo.

Como dizia ontem Ignacio Toxo das Comisiones Obreras, o Movimento Sindical é a última trincheira.

O meu megafone, agora, é um ClariNet, tenho uma bateria de fotos que irei deixar na página do Facebook do blogue e em publicações sobre as lutas sectoriais do mundo do trabalho. Ficam aqui só meia dúzia para não sobrecarregar a página.

No desfile
1º Maio. A marcha da manifestação.Até à Alameda
1º Maio. Arménio Carlos - CGTP.
Houve malta nova
1º Maio. Malta nova...e menos nova
1ºMaio. Gente menos nova. 
Precários sem medo
1º Maio. Precários sem medo...mesmo sem medo
1º de Maio. Qual medo...  E a Luta Continua
1º de Maio. A luta continua! SEMPRE! SEMPRE!

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cavaco quer todos a fazer a propaganda do governo.

Cavaco Silva no 25 de Abril.Abr.2012

O Presidente da República exortou hoje todos os portugueses a corrigir a falta de informação e a desinformação que diz existir no estrangeiro sobre Portugal. Lê-se no i online. Não ouvi o discurso, acredito ser essa a intenção, pôr a malta toda a fazer publicidade do argumentário do PSD/CDS/Presidência, a troika doméstica, (que ainda é pior que a outra troika).

Diz o Professor de Finanças que “isso contribuirá para o crescimento e a criação de emprego”; para o crescimento, duvido, pois andar de um lado para o outro desgasta o esqueleto, já criar emprego cria, falta dizer é se é remunerado. Quero lembrar a Cavaco, uma vez que a nossa economia caminha para o modelo chinês, que atente no facto de os propagandistas do PC Chinês ganharem acima da média, para além de outras benesses.

Cavaco disse, “todos os portugueses e não apenas os agentes políticos têm o dever…” cheira a incitamento com deveres e direitos desequilibrados. Vítor Gaspar, Relvas, Moedas, Portas, Passos, o próprio Cavaco, entre outros agentes menores da propaganda, têm direito a excelentes salários para cumprirem o dever de pintar de rosa o definhamento nacional, o resto dos portugueses teriam igual dever, sem direito a receber nada em troca.

Cavaco pede para todos os portugueses mentirem, que digam que estão bem quando se sentem cada dia pior. Para mensagem de chefe de Estado diz muito, também no estrangeiro, sobre o país que somos (e sobre os dirigentes que elegemos).

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Associação de Oficiais das F.A. com Manifesto da A25 de Abril.

Oficiais das Forças Armadas revêem-se no Manifesto da A25 de Abril. Abr. 2012

A Associação dos Oficiais das Forças Armadas revê-se na posição assumida no Manifesto da Associação 25 de Abril.

Em declarações à Antena 1, o presidente da Associação de oficiais, Coronel Manuel Cracel, disse, nomeadamente:

“Revemo-nos na generalidade daquilo que é dito através do Manifesto da Associação 25 de Abril; porque, de alguma forma vemos, que não só os militares mas as próprias Forças Armadas têm sido alvo de medidas que, algumas delas, nós consideramos afronta – e que de alguma maneira se encaminham para a própria descaracterização e desarticulação da instituição”.

Após caracterizar a parte mais relevante das reivindicações dos militares, Manuel Cracel referiu-se ao clima político em que vivemos afirmando:

“Este estado de espírito que reina e vai grassando na população, pode levar a situações que não são desejáveis, nem por nós, e espero (que nem) pela generalidade dos cidadãos – mas, a verdade é que este estado de espírito é algo que se vai verificando e que nos deixa muito preocupados.

Até porque isto, pode ser o prenúncio do caminho para a própria desagregação do Estado, uma coisa que ninguém desejaria, não é”!?... (SIC)

A esta hora não se sabe se Passos Coelho vai responder aos oficiais no activo, com a mesma arrogância que teve para com as individualidades que são, goste-se delas ou não, enormes perante a sua pequenez política. O mais provável é que as palavras dos oficiais nem passem nos noticiários de logo. Foram ditas, ficam aqui.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Receitas fiscais em queda, menos 5,8% em Março.

Menos receitas fiscais. Abr.2012

Mais carga fiscal e menos receita, é o resultado da política do governo.

O Estado arrecadou menos 5,8% de impostos em Março, que em igual mês de 2011. Já em Fevereiro, a receita de impostos tinha caído 5,3% e, em Janeiro 2,3%.

Recorde-se que o Orçamento para 2012 previa um aumento da receita este ano de 3,8%. Depois, no Orçamento Rectificativo, foi revisto para um crescimento de 2,8%. Crescimento, crescimento!

A execução orçamental vai no “bom caminho”? Uma coisa são os discursos (a campanha) outra os números.

Como vão tirar mais ovos matando as galinhas ninguém sabe, mas não será de espantar que o ministro Vítor Gaspar venha dizer que estes números “não afectam as previsões do governo para a totalidade do ano”, foi assim em relação a Janeiro e depois com a queda de Fevereiro.

Dar ouvidos a quem afirmava que o aumento da carga fiscal ia diminuir a receita prevejo eu que não esteja nas previsões do governo Vítor Gaspar/Passos Coelho/Paulo Portas.

É o que dá termos umas sumidades em finanças públicas, no governo e na presidência.


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terça-feira, 6 de março de 2012

Mário Soares elogia posição soberana de Mariano Rajoy.

Mário Soares.Març.2012 
Mário Soares elogiou a posição de Mariano Rajoy, em estabelecer para Espanha objectivos de redução do défice menos prejudiciais para a economia do seu país.

Soares diz que “Rajoy fez aquilo que devia”, numa critica clara à política de Vítor Gaspar/ Passos Coelho.

O ex-presidente da República falava numa conferência promovida por Ribeiro e Castro, em memória a Francisco Lucas Pires. Soares disse ainda que os membros da troika “não podem ser encarados como aliados”, acrescentando que a troika é usurária e está aqui para cobrar juros altíssimos”.

Fica o facto de Mário Soares dar importância política à posição soberana do governo do Estado Espanhol, coisa que aqui também demos.

Rajoy 5ª feira
Rajoy 6ªfeira

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Partido Socialista e o governo de Passos Coelho.

Silva Pereira Nov.2011


Já se devia ter posto uma pedra sobre o assunto, o desvio orçamental de 2011 são 1.000 milhões de euros do trimestre socialista, 600 milhões alapados na Madeira e 1.800 milhões já do governo Passos/Portas; é a rol de responsabilidades do Partido Socialista e do governo de Passos Coelho. Ainda não vimos contestar cabalmente estes números pelo governo ou autoridades financeiras. Já é tempo de deixar o passa culpas para nos determos nas coisas essenciais.

Assistimos ao ressurgimento de Sócrates e do passado a cada problema do governo ou dos partidos que o compõem, seja porque sobe a contestação às medidas do governo, seja porque alguém ligado ao poder tem dificuldades ou acusações públicas. Como gastei resmas a criticar o governo anterior, quando foi caso para isso, estou à vontade para denunciar que as asneiras do presente não se justificam com campanhas ou asneiras do passado. Não pega.

António José Seguro assumiu dores que ninguém lhe pediu, ontem resvalou no Relvas com as almofadas que há e não há no Orçamento, amanhã no Parlamento sujeita-se a ser espezinhado pelo Passos. A estratégia da direita é diabolizar os militantes e deputados socialistas que estiveram no governo Sócrates, receiam-nos. Manda a justiça que lhes seja permitido defenderem-se.

Em entrevista à Rádio Renascença, Pedro Silva Pereira disse:

“O governo não explicou o desvio orçamental, e não o fundamentou – por alguma razão será.
O governo não disse que encontrou um desvio no 1º semestre, podia-o ter dito aos portugueses. Só o soubemos mais tarde pela troika e pelas autoridades estatísticas; que tinha 600 milhões de euros contabilizados das dívidas escondidas da Madeira. Mas o ponto mais importante nem é esse, é que nós, se temos a diferença de 1600 milhões no 1º semestre, sendo 600 de Madeira, temos de reparar que o governo fala de um desvio de quanto? De 3.400 milhões de euros. Ora entendamo-nos, entre 1.600 e 3.400 há uma diferença de 1.800 euros – que não estão no 1º semestre – estão onde? Estão no 2º semestre”.

“O que aconteceu neste ano é que realmente as condições de execução do Orçamento para 2011 foram prejudicadas pelo facto de ter existido, ainda no 1º trimestre do ano uma crise política em Portugal. Nós não podemos passar pela crise política, pelo chumbo do PEC 4, pelo pedido de assistência financeira internacional, como se ele não tivesse implicações”.

Silva Pereira sublinhou que “a questão do desvio é que o chumbo do PEC 4 e o pedido de assistência financeira tiveram consequências financeiras directas na execução orçamental. Porque nós temos de pagar este ano mais de 350 milhões de euros de comissão por ter pedido ajuda externa. As empresas públicas, que tinham contratos de empréstimo, com a descida do rating da República tiveram de renegociar os seus contratos e a juros mais elevados; portanto há consequências financeiras directas (…)”.

“Nós já tivemos, só para a conclusão da execução orçamental duas ou três estratégias orçamentais deste governo, podemos dar-lhes números, chamar PEC 5 e PEC 6 e PEC 7…”

A entrevista completa a Silva Pereira está (ou esteve) no endereço:
http://rr.sapo.pt/informação_detalhe.aspx?fid=191&did=38199

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

António José Seguro, com abstenção do OE, apaga o PS.

Juras blá-blá Nov2011


Se Sócrates abriu as portas ao neoliberalismo, António José Seguro abriu os lençóis e deitou-se com ele. Com a abstenção incondicional ao Orçamento de Estado para 2012 (OE), Seguro apaga o PS da política activa aumentando-lhe a irrelevância; se Passos Coelho já não passava cartão ao PS, a partir de agora nem papel higiénico lhe passará.

A cobardia política, travestida de responsabilidade de Estado, tomou conta da maioria da Comissão Política do Partido Socialista. Nenhum argumento justifica a decisão dos socialistas.

- O que é o “interesse nacional” senão as “pessoas” – os portugueses. O Orçamento leva em conta as pessoas? O que é o “impacto no exterior”? Os juros não subiram hoje depois da decisão do PS e os Estados-membros da União não “aceitariam” (!?) que se votasse contra um OE que ultrapassa em muito o acordado com a troika?

Seguro coloca-se mais próximo de Passos Coelho que muita gente do PSD, que vai revelando dúvidas sobre as políticas do governo, mais próximo que o próprio Cavaco Silva. Sócrates aceitou a acordo da troika contra vontade, Seguro viabiliza as medidas para além desse acordo não deixando ao PS qualquer hipótese de impor alterações. Parte vencido e em situação de inferioridade para a discussão do OE pois já anunciou como votará. Cedências do PSD/CDS só se forem para eleitor (deles) ver, para fazerem a figura de defensores da unidade nacional. Seguro está no bolso de Passos Coelho.

E ao contrário do que pensa o PS, a sua posição em nada favorece a paz social ou o chamado consenso nacional sobre a necessidade da austeridade. Há medidas claramente injustas mesmo para quem aceita passar privações, o PS podia juntar-se a esse descontentamento mas decidiu-se, de facto, pelo bloco central contra todos, particularmente a classe média, a sua base eleitoral.

A população que reclama contra as injustiças, vai protestar também contra a oposição, que é paga para exercer controle sobre os abusos do poder.

O PS estava condenado a fazer uma travessia no deserto, mas como se viu no seu Congresso o deserto tem demasiada vida. O PS de António José Seguro é pior que o de Sócrates, não existe, é uma insignificância sonolenta nociva para a democracia.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O que é a formação de desempregados.

EconomesinhoSet 2011


O programa anunciado pelo governo para estágios profissionais para formação de desempregados, na actual conjuntura, não passa de propaganda. Má propaganda, que só engana quem desconheça a realidade do aumento do desemprego.

Os estágios profissionais nas empresas são de louvar, como o aprofundamento da relação entre a escola e as empresas, sejam universidades ou outras, mas do que se trata na nossa situação não é nada disso.

Todos os dias, contacto pessoalmente com indústrias transformadoras, PMEs que antes da crise estavam bem e que hoje atravessam grandes dificuldades, algumas delas tiveram de reduzir o número de trabalhadores para metade.

Quase todas têm menos trabalhadores e os que foram “dispensados” não eram os menos produtivos, ou com menos capacidades profissionais, muitos deles eram quem auferia os maiores ordenados, o que na indústria representa os que eram mais importantes para a produção.

A realidade é que a austeridade causa redução do poder de compra e por consequência do consumo interno, para além de baixar as importações reduz também o consumo de bens produzidos em Portugal, fecham comércios por falta de clientes e fecham a montante os fornecedores desses comércios.

Carvalho da Silva tem razão quando diz que “o fundamental é o combater à recessão económica”. Ora o que o governo assegura para 2012 é maior recessão, logo mais desemprego e de trabalhadores com suficiente formação profissional.

Esta “formação” é para entreter como já foram feitas outras anteriormente, não são postos de trabalho garantidos nem forma de combater o desemprego. Era melhor que empregassem esse dinheiro em projectos de apoio aos empregos existentes, e pensassem em formas de conseguir crescimento.

As empresas não empregam mais trabalhadores por não terem trabalho para elas – não é por falta de bons profissionais no “mercado” do desemprego.


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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Reunião de Cavaco Silva e Passos Coelho sobre a Madeira é conclusiva.

pianhoSet2011 

Da reunião entre Cavaco Silva e Passos Coelho nada se conhece, o noticiário das 20 horas abriu sem nada dentro sobre o assunto. É por isso conclusiva.


A primeira conclusão é que têm de informar primeiro alguém, – a troika? João Jardim? - E só depois (talvez) todos os portugueses. A segunda é que não foi fácil acabar com o trabalho, que é uma carga de trabalhos; mais de duas horas de reunião, quando habitualmente despacham a tarefa (às quintas-feiras) em metade do tempo.

Vai-se saber o que foi tratado na reunião, ou em conferência de imprensa com perguntas dos jornalistas – seria o mais transparente – ou pelos comportamentos dos envolvidos. Assim fica a suspeição de que há cumplicidades, pois há a percepção que é de cumplicidades que se trata quando gente do PSD reúne, ou fala, ou escreve, sobre a Madeira.

Uma reunião entre Cavaco Silva e Passos Coelho não foge à norma. É por um lado para inglês ver; no caso, a troika, a Europa e os mercados, e por outro para concertar procedimentos que maquilhem as suas responsabilidades.

O problema é, os olhos das autoridades a quem os governantes portugueses devem obediência, estarem em cima do que aqui se passa. Portugal não era a Grécia, do ponto de vista da ocultação das contas, até se darem conta do Sr. Alberto João Jardim. Ele foi “omisso” mas não foi o único, o próprio Cavaco Silva, segundo notícias de hoje não desmentidas, estava ao corrente do buraco da Madeira; do que se conhece, que por certo não acaba nestes números.

Se nunca soubermos o que se passou na reunião, saberemos quanto vai custar em mais medidas de austeridade. Essa certeza é conclusiva.


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Congresso do Partido Socialista.

Tó (Tsé) Seguro - a mosca do sono.
"LUA" - cadela Retriver do Labrador, após assistir ao congresso do PS. Está provado,
o Advantix não é seguro contra a doença do sono provocada pelo mosco Tó-Tsé.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lula da Silva nos saldos em Portugal, Paulo Portas aos restos na Líbia.

nuvens negrasSet2011


Chamam Diplomacia Económica à tarefa de caixeiro-viajante que figuras políticas e dirigentes dos países fazem um pouco por todo o mundo. Umas ocasiões são trocas de favores ou busca de equilíbrio das relações comerciais, outras vezes cobranças de jeitos políticos ou militares. Não há almoços grátis.

A Diplomacia Económica tem estilos; Mário Soares levava uma multidão de empresários, abria a porta do país de destino, e enquanto admirava as vistas e passeava o ego de estadista, os “empreendedores” trocavam portfolios e fechavam promessas de negócios. Sócrates, reconhecidamente um dos maiores vendedores dos dois hemisférios, era adepto da venda agressiva porta a porta, apregoava o produto desembalado, e, como nas feiras, juntava a pechincha de uma dúzia de peúgas ao edredão, que é como quem diz, uns computadores Magalhães às embarcações dos estaleiros de Viana.

Lula e Portas vêm de outras escolas de vendas. Lula da Silva não está especialmente interessado em aumentar o intercâmbio comercial com Portugal. Ainda esta semana discursando na UNASUR, se gabava de ter ido contra o parecer de empresários brasileiros, (que diziam ser muito pequeno o mercado da América Latina) privilegiando as relações com os seus vizinhos. O facto é que hoje as vendas do Brasil para a América do Sul ultrapassam o comércio com a Europa, só não superam as mantidas com a China.

Mas Lula tem umas contas a ajustar, e para o seu lado. Abriu o Brasil aos grandes negócios da GALP e da PT, entre outros menores, e vem cobrar as facilidades concedidas. Sabe que em Portugal (como para outros, na Líbia) há negócios de ocasião.

A loja portuguesa está em liquidação total, é amigo, representa dinheiro, e há interesses que podem ser comuns em África. A atenção pelos Estaleiros de Viana pode ser uma solução depois de Chávez ter ruído a corda das encomendas; Chávez é menos pragmático que Lula, leva em conta a cor dos governos, e neo-liberais deita ele pelos olhos em todos os discursos. Lula da Silva será sempre bem-vindo em Portugal.
Paulo Portas foi à Líbia encontrar-se com Mustafa Abdel Jalil, o presidente do CNT (ex-secretário do Comité Popular da Grande Jamahiriya Árabe Líbia, alcunhado ex-ministro da Justiça, de Kadhafi). Portas lembrou que Portugal reconheceu o CNT e fez parte do comité de sanções da ONU. Como os negócios do ouro, da água e do petróleo são para dividir pelos países que participaram na “revolução”com homens e armas, e não por quem só fez comunicados, pediu que se mantenham para as empresas portuguesas os contratos firmados com Kadhafi.

Depois esteve com Ahmed Gehani, ministro da Reconstrução Nacional, um ministério criado habitualmente logo após a participação da NATO em “revoluções”. Destruir para depois reconstruir tem sido um bom negócio, veja-se o que se passou no Iraque onde a primazia foi para as empresas americanas, como a Halliburton do vice-presidente Dick Cheney. Na Líbia será parecido. De qualquer maneira é preferível não entrar no negócio que fazer despesa enviando a engenharia militar, como acontece na reconstrução do Líbano.