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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Passadores, escorredores e outros filtros.



“A troika só sairá de Portugal quando Passos Coelho sair” poderia ter sido um útil sound bite de António Costa. Os jornalistas não adotaram esse como não quiseram passar outros.

A campanha eleitoral que agora termina é a primeira em que a generalidade da chamada comunicação social (toda?) tomou partido, ora às claras ora de forma subliminar.

A CDU e o Bloco tiveram de atacar o PS. Independentemente das divergências políticas, que as há e muitas, se não atacassem António Costa forte e feio não teriam a presença que tiveram nos jornais, rádios e televisões, dominados pela máquina do PSD; editores, jornalistas e jornaleiros, comentadores e mentideiros.

O Livre desapareceu dos favores da comunicação social, apesar de ter quadros mediáticos já feitos e tarimbados (não precisavam inventar personagens) por isso mesmo; não fez do ataque a António Costa o móbil da campanha.

No dia seguinte às eleições se verá as consequências destas estratégias de sobrevivência. Caso António Costa perca e seja substituído por qualquer Assis; – o que vão fazer as esquerdas no Parlamento, com um PS revirado a suportar o governo de Passos Coelho. Um bloco central sem discordâncias de fundo e a continuação da austeridade – desta vez a pedido.

António Costa não descolou nas sondagens porque teve contra, além dos partidos da esquerda e da direita, quase todos os passadores de mensagens e comentadores encartados. Passadores modelo coador, que filtraram e manipularam as mensagens da oposição que podia obrigar Passos Coelho a sair.

Mas votem, é o meu apelo: Pelo menos para que a percentagem que agora vota contra a coligação do governo seja uma grande maioria.


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quarta-feira, 2 de abril de 2014

BPN.Campanha esfarrapada já nada tapa.

Cúmplices de burlões manobram caso BPN.Abr.2014

Joguinhos baixos de Durão Barroso e tentativa de aproveitamento político do PSD e do CDS, do caso BPN, estão a dar com os burros na água.

Num texto enviado ao PÚBLICO, Miguel Beleza, Teodora Cardoso, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar dizem que “a supervisão bancária não é um sistema de investigação de crimes financeiros” e que “é irrealista a imagem criada de um supervisor que pudesse acompanhar em tempo real os milhões de operações que ocorrem a cada instante no sistema financeiro”.

Já ninguém tem pachorra para o descaramento dos burlões e dos seus cúmplices. O BPN era um negócio sujo de figuras gradas do PSD, financiou gente sem escrúpulos das suas franjas ao seu topo. Os portugueses estão a pagar do seu bolso por essas vigarices. Tal escumalha se tivesse um mínimo de vergonha nas fuças, escondia-se.

Oliveira e Costa aguarda prescrição dos crimes BPN.Abr.2014

E… como diz Silva Lopes, “ninguém fala no Dr. Oliveira e Costa”. Melhor, falar até se fala… mas é para noticiar que Oliveira e Costa pede a prescrição do caso BPN…!

Tenham vergonha!

(sobre a tramóia clicar na etiqueta em baixo-BPN)

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terça-feira, 25 de março de 2014

Portugueses na bancarrota.

Bom dia Portugal. Mar.2014

Vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar.

“A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor” dizia Luís Montenegro, líder do PSD.

Nota-se. 

"O país não é sustentável" diz-se nas jornadas parlamentares do PSD.

Anota-se!

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Centro-esquerda baixa na Europa.

o que Passos prometeu a Merkel...Mar.2014

Em Portugal os “conservadores” do PSD e os “socialistas” do PS andarão empatados, segundo a última sondagem Poll Watch para as eleições de Maio para o Parlamento Europeu, citada pelo jornal Público.

Na União Europeia o resultado é o mesmo, empate técnico, entre a direita do grupo Partido Popular Europeu (PPE) e o centro – esquerda do grupo Socialista e Democrata (S&D). Como curiosidade o PPE reduz em 16 deputados a diferença que tinha há um mês para o centro-esquerda (agora; socialistas 214 – conservadores 213, para 751 lugares).

A social-democracia europeia experimenta uma crise histórica. A adesão às regras ditadas pelo sistema financeiro internacional e o abandono de qualquer matriz ideológica trabalhista deixa o centro-esquerda sem rumo. Já nem o Estado Social é bandeira da nova geração de líderes vacilantes do centro-esquerda.

A terceira força no Parlamento seriam os Liberais com 66 deputados e a quarta a Esquerda Unida com 59. Em que Europa estará Portugal no futuro próximo? Numa Europa sem diferenças relevantes entre poder e oposição? Um bloco central de defensores e rendidos ao neo-liberalismo?

Se a próxima campanha eleitoral para as Europeias, servir para discutir o que faz Portugal nesta Europa, vale a despesa.

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Estado condenado a pagar a ex-espião.

oclarinet.blogspot.com- Espiões e PSD  ligação familiar. Mar.2014

Estado terá de pagar salários a Jorge Silva Carvalho desde Janeiro de 2012. A decisão é do Supremo Tribunal Administrativo.

Jorge Silva Carvalho, o ex-espião que depois de ter saído das secretas foi contratado pela Ongoing, foi “acusado” de ter espiado conversas do telemóvel do jornalista Nuno Simas e de enviar clippings diários de imprensa a Miguel Relvas. A principal matéria passível de incriminação foi a de passar informações classificadas à Ongoing.

Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED - Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e ex – funcionário (técnico coordenador) do SIS, foi exonerado pelo secretário-geral dos serviços de Informação em Dezembro de 2010 e contratado em Março de 2013, como técnico superior para a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, por despacho de Passos Coelho e Vítor Gaspar. Com seis anos de serviço, tinha “adquirido o vínculo definitivo ao Estado”.

Já estão esquecidas as polémicas sobre a relação de certa maçonaria com políticos do partido do governo e homens de negócios; no caso, através da loja Mozart, da qual era membro o ex-espião assim como Nuno Vasconcelos (presidente da Ongoing) e Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD).

Segundo o Jornal i, o ordenado (sujeito a retroactividade) do ex-espião, “deve rondar os 3.500 euros mensais limpos”.

Miguel Relvas também está reintegrado.

Mais sobre o tema:

As secretas e a manipulação de relatórios pelo PSD

SIS? Métodos das secretas em democracia



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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Laranja podre. Só com mola no nariz.

oclarinet.blogspot.com - Laranjas Podres. Jan.2014
Seguir esta família só com mola no nariz. Mais um negócio obscuro.

Empresa então gerida pelo actual conselheiro de Estado (Marques Mendes) vendeu por 51 mil euros títulos que o Fisco avaliou em mais de três milhões.

Vender acções abaixo do preço de custo é chão que dá laranjas, pelo menos desde que se soube há três anos (três!), que Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Marques Mendes e o seu sócio (na direcção do PSD e na empresa Isohidra) Joaquim Coimbra (pois, o da SLN/BPN) venderam acções que “valiam 60 vezes mais” e segundo o Fisco, lesaram o Estado em 773 mil euros.

Os prejuízos do Estado com o negócio laranja da Isohidra são para juntar aos prejuízos do Estado com outras empresas da mesma família, do BPN a ramificações várias. O Público informa que, “para além da Isohidra, 51%, a Enersistems é detida em 30% pela Fomentinvest, gestora de participações em várias empresas da área do ambiente e energia com vários contratos com o Estado, e onde Pedro Passos Coelho trabalhou.

Isto anda tudo ligado. Se ainda fosse uma “Isohidra” isolada, mas é uma Hidra de muitas cabeças.

Na Itália da Mafia, a acção da Justiça, obrigou os partidos com dirigentes envolvidos em negócios escuros (e com vergonha na cara) a mudarem de nome, cá nada muda, nem o nome. Tem de haver muitas cumplicidades.

Fazem o que querem com o dinheiro público, parte dele roubado aos salários e pensões. 

Até quando?

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PSD. Coerção na votação da co-adopção.

Parlamentares do PSD coagidos pelo partido. Jan.2014
Decidimos votar favoravelmente e assegurando que todos votavam a favor
Disse Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

Não há liberdade de voto no PSD. A proposta de referendo, apresentada em Outubro de 2013, causou desconforto no PSD e fonte da direcção da bancada laranja admitiu nessa altura ao PÚBLICO que deveria ser dada liberdade de voto aos deputados, mas em vésperas da votação acabou por acontecer o contrário.

Compelir alguém a votar contra a sua consciência é um acto de violência condenável. O PSD não inscreveu a matéria no seu programa eleitoral, nenhum deputado está prisioneiro de qualquer sentido de voto.

Acaba por fazer sentido; o PSD faz no seu interior, o que faz através do seu governo, no país.

É pela força, pela intimidação, e pela pressão mediática da sua propaganda, que o governo (des) governa, e (des) motiva os portugueses.

Vive-se na ameaça de todas as precariedades, coagidos pelas possíveis consequências nefastas de afirmar a opinião, a reivindicação, a liberdade. Até a liberdade de consciência.

Mas a coerção acumulada tem um perigo, acaba por revoltar as suas vítimas. No PSD possivelmente alguns deputados faltarão à votação. E no país?

Faltar às votações (no país) já se viu que não aligeira a coerção, talvez o país precise de acumular ainda mais pressão do governo.

Qual é o limite?


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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

Luigi Bersani. Nov.2013

Rui Tavares volta hoje a abordar as primárias abertas, afirma que “Francisco Louçã distorceu completamente a ideia, dizendo que alguém queria impor uma lei aos partidos”. De facto, Louçã baralhou as primárias que já existem no PS, PSD e CDS, com as primárias abertas que nunca por cá houve; juntou ainda direitos constitucionais, dos militantes partidários, e medos vários.

Os militantes dos partidos decidem quem os representa, directamente ou por interposto órgão, como um congresso; mas também decidem de que forma querem que ocorra a eleição desses representantes. Alargar os votantes aos seus simpatizantes declarados, que é o que são directas abertas, não é populismo. Se um partido decide ter primárias abertas é uma decisão democrática.

Nas organizações, onde quem discorda da táctica política do momento, ou sai ou é corrido, ou ainda onde os órgãos dirigentes e intermédios são fruto de nomeações ou cooptações, a democracia é muito menor.

Que não se defenda primárias abertas no próprio partido, é normal; que se recusem nos partidos dos outros, tem de ter razões. Por exemplo, acontecer a maioria absoluta do PS, como aconteceu em França e na Itália. Apesar disso, António José Seguro disse há dois anos sobre o assunto, “gosto muito dos militantes do meu partido”. Percebem-se ambos, Louçã e Seguro.

O BE tem o problema de ser um partido de protesto e minguar agora, quando crescem os protestos, defende-se. O LIVRE tem a vantagem breve de não ter militantes, e as eleições abertas serem uma enorme rede de pesca. Já o PS está em espera, (nas eleições abertas), a proposta existe em carta, António Costa defende-a mas não para já, pelo que Seguro está seguro.

Uma última palavra para o barulho que Louçã fez sobre os eleitores de uns partidos votarem noutros por batota, jogos financeiros clandestinos, o eleito não poder ser escrutinado, etc. Eleições com primárias abertas tivemos há pouco em França e em Itália, não consta nada disso.

Em Itália, nas últimas eleições partidárias que já tiveram evoluções, Luigi Bersani ganhou a Matteo Renzi (que possui grandes meios publicitários mas perdeu) na última das duas voltas de eleições abertas. Bersani não conseguiu impor a sua segunda escolha, Romano Prodi, para presidente, demitiu-se de todos os cargos. Foi substituído no governo pelo Nº 2 do Partido Democrático, Enrico Letta, e no partido foi eleito em assembleia do PD para secretário-geral o ex-líder sindicalista da CGIL, Guglielmo Epifani, até ao próximo congresso. 

O que se passou de estranho? Onde está o populismo? Se há problemas com as eleições directas abertas, não são de democraticidade. 

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Esquerda. Sondagens dão Bloco em baixo e PS em cima.

Campanhas & campanhinhas.Out.2013

A palavra “campanhinha” não existe no português escrito (não existia!) mas não encontro melhor para expressar a minha percepção do fundamental do marketing político à esquerda. De tão primário nem sei a que alvo medíocre se destina.

Segundo uma sondagem da Pitagórica publicada no Jornal i, o PS sobe nas intenções de voto - tem agora 36,7% - o seu melhor indicador, deixando o PSD a 13 pontos. O PSD com 23,7% regista o seu pior resultado este ano.

A maior queda nas intenções de voto, nesta sondagem, é para o Bloco de Esquerda (BE), que com 6,6 % tem o mais baixo resultado deste ano. 

Haverá causas várias, mas há uma “campanhinha” que, já se viu, não funciona; a de tentar, por todos os meios, ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista. Penso que não funciona, simplesmente, porque para ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista, não pode ser por todos os meios.

Os votos que o BE perdeu, ganhou-os o PS, logo, a “campanhinha” é contraproducente. Antes das “Europeias” o BE tem de apresentar algo de afirmativo, relevante e alternativo. Não vão chegar as “campanhinhas” já muito repetidas; “votam sempre nos mesmos” e “não votem no PS/PSD/CDS” ou coisas do mesmo jeito, não é por acaso que o Bloco vai para baixo e PS vai para cima.

O BE se é alternativa ao PS é em quê? O BE se é alternativa ao PCP é em quê? Isto perguntará a maior parte das pessoas. Eu gostaria de saber como é que o BE vê Portugal a continuar na Zona Euro? O BE e os outros.

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PSD abandona CDS. Dois marmelos irreconhecíveis.

oclarinet.blogspot.com - por natureza - morta. Out.2013

A coesão nos partidos do governo é tão sólida que Cavaco Silva só pensa em juntar o PS para uma perfeita harmonia troikana. Luís Amado e quejandos também.

Depois temos cenas, como hoje no Parlamento, em que PSD deixa o CDS sozinho a defender o corte das pensões. Nem com a oposição a puxar pela língua da bancada do PSD, apareceu alguém a acompanhar o deputado centrista João Almeida, na defesa da medida.

O mal está lá, disfarçam uns dias, fazem juras públicas de afecto e fidelidade, mas a natureza deste PSD e deste CDS prometem divórcio. Com um empurrão daqui e outro dali, o governo abana. 

E ainda não se conhecem em concreto as medidas do Orçamento de Estado para 2014…

Promete.


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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

FMI não ajuda o governo. Mais uma previsão falhada.

FMI vai ajudar o governo. Set.2013
     FMI ia ajudar o governo
 
O porta-voz mais bem informado do PSD, Marques Mendes, tinha anunciado que o FMI ia ajudar o governo. Mais uma previsão falhada (habituemo-nos) que resultou na maior cacofonia interna no governo e no PSD, ou vice-versa, no PSD e no governo.

Marco António Costa (MAC), “porta-voz oficial” do PSD causou mal-estar no partido pelas críticas feitas ao FMI, Jorge Moreira da Silva (JMS) criticou a crítica de MAC porque agora está no governo e não no lugar que antes ocupava, de ser “porta-voz oficial” do PSD.

Por outro lado, MAC acha natural que JMS o critique porque quando MAC estava no governo fazia exatamente o que JMS fez. 

O que diferencia MAC de JMS e JMS de MAC não são posições diferentes sobre a “hipocrisia institucional do FMI” mas sim as suas posições variáveis, de trocas e baldrocas, ora no governo ora no partido.

Temos então, mesmo sem a ajuda do matemático Crato, uma equação cuja constante é a hipocrisia institucional. A hipocrisia institucional do FMI, a hipocrisia institucional do governo e a hipocrisia institucional do PSD.

Habituemo-nos.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cobardia nacional? Há um ano estava tudo na rua!

15 Setembro FMI fora daqui. Set. 2013

Que se passa? Setembro não é, habitualmente, um mês de marasmo e desmobilização popular. 

Há um ano estava tudo na rua, os membros do governo eram vaiados, de Mota Soares em Ponte de Lima ao Miguel Macedo (da cigarra e da formiga) em Vouzela, para não falar nas estrelas, tipo Relvas, que já foram embora.

Faz hoje um ano que Conceição Cristas se desviou de um ovo, na “acção directa” mais exímia (por parte de um governante). Arménio Carlos e João Proença admitiam uma greve geral conjunta. Os deputados do PS ultrapassavam Seguro na reprovação do Orçamento, António Costa idem.

Centenas de milhar manifestaram-se contra a troika; o movimento “Que se Lixe a Troika” teve o seu apogeu a meio do mês. Depois houve a vigília ao conselho de Estado em Belém, para terminar no 29 de Setembro, “a maior jornada de luta de sempre da CGTP”, que fez do Terreiro do Paço - Terreiro do Povo.

Em Setembro do ano passado as sondagens davam maioria de esquerda e uma grande descida do PSD. 

Agora estamos nisto: É Manuela Ferreira Leite que vem alertar para os cortes de 10% nas pensões serem “um teste a pessoas que não fazem greve, que não têm representação na concertação social, que não têm nenhuma legislação que as proteja…”

O que faz a esquerda? Anda a tratar das eleições autárquicas! Para quê?

As esquerdas estão a aproveitar o momento eleitoral para promover a contestação ao governo e aos partidos que o suportam? As autárquicas vão servir para dar um cartão vermelho ao governo? Nada disso.

PCP e Bloco de Esquerda, entre outros, elegeram como inimigo principal o Partido Socialista. A caça ao voto no mesmo eleitorado, e a afirmação, a isso obriga.
Os reflexos dessa política eleitoralista, vai refletir-se nas bases mais combativas do PS e levar por outro lado votantes naturais do centro-esquerda para a abstenção. 

Quem ganha com isso? O PSD!

E nem é o PSD de Ferreira Leite, é o do governo, da troika, dos interesses actuais do mundo da finança.

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sábado, 7 de setembro de 2013

Ângelo Correia e o farol Passos Coelho.

Ângelo Correia a tentar ver melhor. Set.2013

Henry Winstanley foi um arquitecto que projectava faróis, um dia exigiu ficar dentro de um dos seus durante uma tempestade, para testar a resistência da estrutura. A torre desabou e Henry morreu.

Ângelo Correia não vai ser o Henry de Passos Coelho, quanto mais escombros caiem do governo mais Ângelo se afasta da queda do entulho.

O “barão” do PSD, notado mentor do primeiro-ministro, considera agora que “o PSD não se preparou para governar”. Impreparação de Passos Coelho para governar é uma crítica corrente desde há muito neste país, Ângelo Correia só agora viu, melhor, só agora viu que também tem de acompanhar a crítica.

Interessante é recordar o que Ângelo dizia de Passos Coelho quando o apoiou para liderar o PSD e assim concorrer ao cargo de governante principal de Portugal. Lendo o Público da altura, o candidato à liderança era uma “lufada de ar fresco”, que Ângelo Correia ladeava por “saber o que dele pode esperar”.

Para o “barão”, o país passaria a olhar o PSD doutra maneira com Passos Coelho. “Senão continuará o mofo, o bafio, o mesmo do passado”, dizia Ângelo Correia.

Tomara o PSD ter hoje uma imagem aproximada a qualquer momento do seu passado, está em frangalhos. 

Foge barão senão levas com os cacos.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Governo Passos/Portas. O fora-da-lei frequente.

Pela 3ª vez Constitucional chumba Governo.Ago.2013

Como aos passageiros de aviões e aos clientes de bancos, ao governo português devia ser dado, neste caso pelo Tribunal Constitucional (TC), o estatuto de fora-da-lei frequente.

Pela terceira vez, o governo Passos/Portas/Cavaco é apanhado, pelo TC, a tentar passar à socapa um diploma ilegal. 

O TC chumbou o novo regime que cria o sistema de requalificação na função pública porque viola o princípio de protecção de confiança dos trabalhadores do Estado quanto à estabilidade do vínculo laboral.

Ou seja, o que estava em causa era o despedimento sem justa causa, coisa só experimentada por fora-da-lei (dado ser ilegal). A redundância será que o governo do PSD e do CDS não vai ficar por aqui… 

…Vamos ter mais disto até nos vermos livres deles.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Provas destruídas, swaps descansem em paz.

zás - trás -  Paz.Ago.2013

(À medida da pouca-vergonha)
 
Muito a propósito; Inspecção-Geral de Finanças (IGF) destruiu papéis essenciais para avaliar swaps. 

Não é nenhuma ilegalidade (passamos a vida a ouvir isto!) como esclarece a subinspectora-geral da IGF citada pelo jornal Público: “Os processos de controlo no âmbito do Sector Empresarial do Estado mantêm-se na fase activa durante três anos, período durante o qual se mantêm os papéis de trabalho” e indicou “a portaria Nº 525/2002, que estabelece estas regras”. Fim de citação.

Convém reparar que a portaria Nº 525, de Maio de 2002, é obra do governo PSD de Durão Barroso, depois deve-se refletir sobre a discrepância entre a obrigatoriedade de “guardar papéis” no Sector Empresarial do Estado e no Sector Privado. 

As empresas são obrigadas a conservar os “papéis activos” por dez anos, soube agora que sendo do Estado são só três anos. Porquê? As manigâncias no Sector Empresarial do Estado não existem, nem é preciso investigar o passado da gestão do sector público para além de 3 anos? 

É óbvio, e o caso Swaps é paradigmático, que há necessidade de conservar documentos da gestão do sector público por muito mais tempo. Temos o direito de pensar que a portaria de Durão Barroso, que ninguém revogou, foi feita para apagar o rasto da má gestão - e coisas piores.

Descansem em Paz os swapistas e outros gestores de artimanhas várias, quem domina o aparelho de Estado, faz as leis à medida da sua pouca-vergonha.


Post Scriptum: O jornal Público diz hoje (23/08) que a destruição dos papéis “parece contrariar a legislação aplicável sobre eliminação de documentos” no IGF.

Os documentos depois de saírem da “conservação activa” deveriam, segundo apurou o jornal, ser “enviados para um arquivo intermédio, no qual serão preservados durante 17 anos”.


A ser assim o caso é mais grave, trata-se da destruição ilegal de papéis onde “constavam os passos dados pelos inspectores da IGF no controlo feito aos swaps”. Entre os documentos destruídos estão os da Refer, empresa onde a actual ministra das Finanças fez swaps. O caso é mesmo mais grave.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Carlos Silva. Candidato PSD na Amadora – está a dar.

Candidato do PSD dá tudo para ser eleito.Ago.2013

Passos Coelho já foi candidato do PSD a presidente da Câmara da Amadora, era mais novo e mais inexperiente. Não me lembro da sua campanha, mas como não ganhou não deve ter mentido tanto como para ser primeiro-ministro. 

Passos Coelho apresentou Carlos Silva na Amadora e deve ter-lhe passado os seus conhecimentos no que a promessas eleitorais diz respeito. Todos os dias passo por dois dos cartazes (outdoor 7x3metros) do candidato Carlos Silva. Um diz “Livros escolares gratuitos, já!” e outro (em cima) “Medicamentos comparticipados, já!”. 

Seriam simplesmente promessas, não fosse Carlos Silva deputado do PSD no activo. Não consta que ele (ou outro do PSD) se tenha oposto ao Orçamento de Estado restritivo em vigor. Também não consta que se vá opor ao próximo Orçamento que (já se sabe) terá – mais - cortes na Educação e na Saúde.

Esta coisa de tirar na Assembleia da República e depois ir oferecer nas autarquias tem muito de imoral. Não seria melhor que os deputados não pudessem ser candidatos autárquicos? Sempre era mais ético.

Ético, educativo e salutar – uma verdadeira poupança.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Passos Coelho e Utentes da Via do Infante - no Pontal.

Da porta de Cavaco para  o Pontal. Ago.2013

A Comissão de Utentes da Via do Infante convocou para hoje, pelas 19:00h, uma vigília no calçadão de Quarteira, local onde se realiza, com início às 20.00h um comício do PSD, denominado Festa do Pontal.

A mensagem comicial de Passos Coelho será o mesmo desapontal dos outros anos: - "Portugal e a situação dos portugueses vão ficar cada dia melhores". Pois...

Passos Coelho no Pontal - outra vez.Ago.2013

Vê-se.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Swapgate. Ministra disponibilizou-se para se afastar.

Ministra das Finanças demissionária. Jul.2013


O que fica do Swapgate? 

Fica a exibição da máquina PSD, a tal que elegeu Cavaco Silva e Passos Coelho, com a ajuda preciosa de grande parte dos opositores.

No último Expresso, num artigo sobre a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, diz-se a certa altura: “Albuquerque alertou mesmo várias vezes o primeiro-ministro – a última das quais quando este a convidou para o cargo – para a polémica, (dos swap), disponibilizando-se para se afastar. Mas este reafirmou-lhe a confiança e tem mesmo dado a cara por ela”. (fim de citação)

Temos uma ministra disposta a demitir-se antes (!) de ser nomeada e um primeiro-ministro a fazer finca-pé da sua decisão, contra qualquer bom senso. 

Não é invulgar, Vítor Gaspar governou oito meses demissionário e as nomeações polémicas de ministros e secretários de Estado, por Passos Coelho, são um padrão. A teimosia de Passos é um modelo artificioso de fazer política; provocador, contra as instituições democráticas, desafiador do julgamento popular e de qualquer prudência estadística.

Passos Coelho é um aventureiro, imponderado, arrogante, e autoritário. 

Aos portugueses que estão a ir para férias, desejo que repousem, durmam bem, e… sem pesadelos.
 
(mas…com cavacos portas e passos podem realizar qualquer sonho de terror).

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terça-feira, 23 de julho de 2013

O novo governo de Passos Coelho.

Recomeça a contagem - para o governo ir embora.Jul.2013

Ainda não se conhece a nova equipa do governo e já se sabe por onde vai partir. Passos Coelho a liderar e Maria Luís Albuquerque nas Finanças significa que o rumo Gaspar vai continuar. 

O resto da remodelação tenderá a persuadir que o rumo é diferente do rumo Gaspar. Dessa contradição e da prática discrepante da governação ao nível dos ministérios, nascerá a incompatibilidade. 

De início, e com a ajuda da “boa imprensa” que os partidos do governo capturaram, haverá uma aparência de harmonia, mas a crise financeira e económica ditará uma nova crise política.

A crise anterior teve origem no fracasso do rumo Gaspar. Se alguma coisa se alterou este mês, foram os indicadores, (principalmente a Dívida) que pioraram. Manter obstinadamente o mesmo rumo, como anunciou Passos Coelho, é manter a razão do insucesso. 

No caminho para um segundo resgate ou programa cautelar, (é sempre incumprimento) e com um governo protector da indústria financeira, virão mais medidas de austeridade sobre uma sociedade já esgotada. 

Vai haver resposta dos portugueses, nas ruas, nas empresas, nas redes sociais, aos maus-tratos que o PSD, o CDS, e Cavaco Silva, estão a exercer sobre a população portuguesa. 

Recomeça a contagem - para o governo ir embora. 

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Desacordo entre partidos? Não há capitulação?

Pressões sobre Seguro.Jul.2013
 
A quem interessa um acordo entre partidos? Um desacordo quer dizer que não há capitulação do PS.

Portugal foi para a troika/Vítor Gaspar um laboratório de experiências. Resultou mal, como reconheceu Gaspar, o FMI, e vários entusiastas do ensaio, nacionais e estrangeiros. O que Cavaco Silva fez, pelo contrário, não é novo nos objectivos e os resultados são conhecidos.

O presidente quer alargar a base de apoio de um governo que não existe, não é este nem se sabe de onde virá.

Não se conhecendo o que se negoceia em concreto, percebe-se que Passos Coelho quer comprometer Seguro com as medidas de austeridade e a continuação, afirmada por ele e pela ministra das Finanças, do rumo Gaspar.

António José Seguro estará a negociar cuidando do seu futuro governo e não deste ou da proposta de Cavaco. O que não se entende é que porção da política económica actual é reciclável, para um governo cuja prioridade seja o crescimento, a renegociação do memorando e a afirmação perante a Europa.

O PS estava eleito, sem uma saída airosa é o encurralado. Dificilmente se justifica qualquer acordo do PS com esta direita, até porque após as eleições, ou mesmo antes, o PSD terá outro líder e outra orientação.

Acordar com o PSD/CDS ou deixar-se entorpecer na oposição ao governo, é fatal para o PS. E recordemos que cisões ou afastamentos no PS houve vários, nunca resultaram em viragens à esquerda.

Cavaco adiou a resolução da crise no ócio das Selvagens, a Europa espera sem as urgências gregas ou cipriotas; têm boas razões.

Ter acordo ou não ter acordo significará para Cavaco decapitar apenas uma, ou duas, ou até três cabeças dos actuais líderes dos partidos. Quer um novo leque de governação.

A recomposição da representação política, à imagem do que se passou na Grécia com o Pasok/Dimar/Syriza, com a captura de parte do centro-esquerda pela direita, criou menos capacidade política de negociar com a troika, de se baterem na Europa, ou mesmo de decidir minimamente sobre o seu futuro.

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