Mostrar mensagens com a etiqueta Armas químicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Armas químicas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Estamos sujeitos ao perigo das armas químicas sírias.

Pela primeira vez destroem-se armas químicas no mar. Jan.2014
http://www.youtube.com/watch?v=aeGyQMpPZ5g

Os americanos pediram e as autoridades políticas nacionais estão inclinadas a pôr à disposição um porto dos Açores, para o transbordo das armas químicas recolhidas na Síria, que estão a bordo de um barco dinamarquês, para o navio norte-americano que dará início à sua destruição.

No navio, MV Cape Ray (imagem/vídeo), irá ser feita a primeira tentativa de neutralizar armas químicas no mar. Trata-se de adaptar a um navio os meios já conhecidos de inutilizar as armas químicas em situação de estabilidade terrestre.

Para além dos perigos decorrentes das manobras de transbordo, a fazer nos Açores por ser uma “zona isolada” (é o que dizem!), temos a operação de destruição que vai ser efectuada no navio, algures no Atlântico.

O Pacífico teve o recente desastre de Fukushima, (ainda não completamente avaliado) o Atlântico é palco de uma aventura científica que nem teve tempo para ser estudada. Pedir garantias de que tudo corra bem, como faz alguma oposição e ambientalistas, é o mesmo que rezar a São Cristóvão. É uma experiência.

Sendo uma experiência, e perigosa, é natural que os americanos se tenham lembrado dos portugueses e que até o desmintam; estamos a fazer de ratinhos brancos nos ensaios do FMI, para tratar crises económicas em países sem moeda própria, aguentamos ser as cobaias da “zona isolada” onde se tudo correr bem, até se imaginam uns negócios nas Lajes, mas, dando para o torto – paciência…

Cobaia é assim mesmo, tem dono, sujeita-se.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial





quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Síria. Assad entrega armas, e os outros?

Síria aceita controlo internacional das armas químicas. Set 2013

Na Síria, está a pôr-se um travão na guerra, ou um pé na embraiagem? A mudança introduzida vai trazer a paz ou apenas atrasar a agressão da NATO e elevar o potencial dos grupos armados opositores ao regime?

O presidente sírio, Bashar al-Assad, confirmou hoje que está disposto a entregar as armas químicas. 

Em entrevista ao canal Russia 24, Assad disse que “enviará à ONU os documentos necessários para um acordo sobre a colocação das suas armas químicas sob controlo internacional”. Também o embaixador da Síria em Moscovo, Riyad Haddad, afirmou hoje estar a Síria pronta a aderir, no mais curto prazo, à Convenção sobre a Proibição das Armas Químicas. (Ag.Novosti)

Um e outro dizem aceitar inteiramente a iniciativa russa, tendo Assad sublinhado que “a Síria porá as armas químicas sob controlo internacional não por causa das ameaças dos EUA mas em resposta à proposta da Rússia”.

Com esta confirmação cai o argumento das armas químicas, Obama tem uma porta de saída da trapalhada com a opinião pública e o Congresso, mas ao nível do conflito no terreno o que acontece?

A Rússia, que sempre criticou o ocidente e os países árabes por armarem os rebeldes, vai pôr algo mais na balança das negociações, além de impedir a intervenção directa, por agora, da NATO?

O treino e a entrega de armas aos rebeldes vão continuar? Israel vai ratificar a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas? Ou este gesto de boa-vontade do regime sírio, que o enfraquece estrategicamente, é uma manobra para melhor o destruir, como aconteceu a Kadhafi.

Se for essa a intenção, a Rússia fica com mais responsabilidades (e justificação) para proteger os seus aliados sírios. 

É por ser a Rússia quem está a ganhar nos últimos lances que muito provavelmente isto não fica por aqui.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Obama isolado. Britânicos votam contra ataque à Síria.

Cameron derrotado no Parlamento. Ago.2013

O Parlamento britânico votou contra uma intervenção militar na Síria proposta pelo governo. A medida teve 285 votos contra e 273 a favor.

O Prémio Nobel da Paz Barack Obama está agora isolado para fazer a guerra.

Os falcões da NATO estão divididos sobre o uso da força militar na Síria, a coligação ocidental que permitiu as intervenções anteriores, e das quais resultaram muitos milhares de mortos civis e a destruição conhecida, não está desta vez, e por agora, operacional.

Em Paris, François Hollande disse na manhã de ontem que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” num evidente recuo sobre o acordo com Obama. 

Em Londres, o governo britânico teve de retroceder por imposição do Parlamento; David Cameron comprometeu-se a respeitar a vontade dos deputados, que “inviabilizaram a participação de forças britânicas numa intervenção” independentemente das conclusões dos inspectores da ONU.

Por agora, é um importante revés para a Casa Branca e uma demonstração da vitalidade da opinião pública - pela causa da paz.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Síria. Hollande recua e defende uma solução política.

Síria. Hollande pede solução política. Ago.2013

François Hollande afirmou hoje num encontro com jornalistas, que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” para o conflito sírio.

A declaração de Hollande, proferida tendo ao lado o líder da “coligação nacional síria”, Ahmad al-Asi al-Jarba que recebeu em Paris, é uma evolução no discurso da França sobre a ameaça ocidental de intervir militarmente na Síria.

A ONU apresentará no próximo sábado dados sobre o ataque químico na Síria.

Enquanto Londres defende acção militar mesmo sem acordo na ONU e Obama afirma ainda não ter tomado uma decisão, a nova atitude de Hollande representa as dúvidas no seio da coligação de agressão NATO. Poderá estar em causa a “resposta comum” que Obama e Hollande afiançaram no último domingo.

Se o passo atrás de Hollande é genuíno, é um passo contra a guerra.

P.S.: Reino Unido propõe atacar Assad como "intervenção humanitária". Outra...

Para ver últimos posts clicar em – página inicial.





terça-feira, 27 de agosto de 2013

Síria. França anuncia entrega de armas aos rebeldes.

Garnisé chanfrado vai prá  guerra.Ago.2013Garnisé chanfrado vai prá guerra

O presidente de França anunciou hoje que “aumentará a ajuda militar aos rebeldes”. Garnisé francês mais os falcões do costume preparam intervenção que querem “breve e limitada”, (talvez se enganem).

É intenção dos belicistas ocidentais - e de Israel - não esperar pelo resultado das averiguações sobre as armas químicas usadas na Síria. 

Sem provas de nenhuma espécie, quanto mais contundentes, e contra o senso geral, dizem que “sabem” que Bashar al-Assad usou armas químicas. É “inegável” diz John Kerry, tal como era “inegável” a existência de armas de destruição massiva no Iraque. 

Da outra vez ainda apareceram uns ilustres aldrabões a dizer ter visto provas, agora nem isso. Hollande diz que “todas as evidências indicam que o governo sírio está por detrás do massacre de inocentes, e por isso deve ser punido”.

É para colher evidências que os especialistas da ONU estão na Síria, mas a ser verdade o que li algures, sobre a possibilidade de identificar com exatidão a proveniência dos agentes químicos (cada país fabricante terá fórmulas destintas) é bem possível existirem razões de peso para não esperar pelos resultados.

A fórmula do agente químico identifica o país fabricante, a partir daí e do conhecimento de quem apoia quem no conflito, é possível chegar ao grupo que o usou.

Saber-se mais tarde, será secundário, como são hoje tidos como insignificantes todos os episódios em que a opinião pública internacional foi enganada, com a cumplicidade dos meios de informação. 

Se algo podemos fazer pela Causa da Paz - é contrariar a intoxicação mediática que defende e promove a guerra. Pouco mais.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sábado, 24 de agosto de 2013

EUA reforçam Mediterrâneo e ameaçam intervir na Síria.

Forças Navais dos EUA no Mediterrâneo. Ago.2013

Decorre na Síria, o clássico jogo político/militar da provocação que justifique uma intervenção militar externa. Pentágono reforça presença naval no Mediterrâneo enquanto o governo sírio acusa rebeldes de usarem armas químicas e vice-versa.

A preocupação de que o conflito sírio dê origem a uma operação militar estrangeira, do tipo da ocorrida na Líbia, já tem dois anos. As armas químicas na Síria e as ameaças da Casa Branca foram, há um ano, um trunfo eleitoral para Obama. (AQUI)

Nessa altura, há precisamente um ano, o governo sírio declarou que “nenhuma arma química seria usada contra cidadãos sírios”, e que estavam “supervisionadas pelas forças armadas” só prevendo o seu uso “no caso de a Síria ser alvo de uma agressão estrangeira”. 

A Síria completava a resposta aos EUA, chamando à atenção para a “possibilidade de estrangeiros armarem grupos terroristas com armas químicas, fazendo-as explodir em aldeias e acusando as forças sírias”.

Sobre o que realmente se passa na Síria tem-se a propaganda de um e outro lado, e alguns jornalistas independentes. O “ocidente” baseia a “informação do interior” na “ONG” do militante da oposição Rami Abdel Rahmane conhecida por “Observatório Sírio dos Direitos Humanos” e pouco mais.

De facto “O ataque químico na Síria é para especialistas” (ver AQUI). Como diz um correspondente da BBC é “difícil acreditar que o governo sírio, que recentemente recuperou terrenos dominados pelos rebeldes, fizesse um ataque com armas químicas enquanto os inspectores estivessem no país”. 

No mesmo sentido vai a crónica do jornalista José Goulão (AQUI) e o senso comum não comprometido com a agenda bélica dos países da NATO.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







terça-feira, 21 de agosto de 2012

Armas químicas na Síria, arma de Obama?

Armas quimicas - a mostarda de Obama.Ago.2012

Obama disse em conferência de imprensa que “até agora” não deu “ordem para intervir militarmente na Síria”, e, deu a entender que a mostarda só lhe chegará ao seu nariz todo-poderoso, de quem decide pela paz ou pela guerra em qualquer parte do Globo, se começarem a ver “grandes quantidades de armas químicas a ser transportadas ou utilizadas”.

O tema das armas químicas na Síria, é em princípio, uma arma para consumo interno em tempo de eleições, perante a acusação de fraqueza que a oposição republicana faz a Obama.

É do conhecimento geral, que em Julho, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria, disse em Damasco que “nenhuma arma química” seria usada contra cidadãos sírios, e que as armas estavam “armazenadas em segurança sob a supervisão das forças armadas”, só prevendo o seu uso “no caso de a Síria ser alvo de uma agressão estrangeira”.

A Síria respondia assim ao alerta da Casa Branca sobre o arsenal de armas químicas sírio e a necessidade do regime garantir a sua segurança.

Na ocasião, a Síria chamou a atenção para a “possibilidade de estrangeiros armarem grupos terroristas com armas químicas (…) fazendo-as explodir em aldeias e acusando as forças sírias”.

Ou a declaração de Obama é preparatória de uma provocação terrorista ou é somente para uso na disparatada campanha eleitoral americana, neste último caso não faz sentido o relevo na imprensa; trata-se de uma sequência cinegética - depois da caça às bruxas temos a caça aos gambuzinos.

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)