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terça-feira, 26 de março de 2013

BRICS criam Banco de Desenvolvimento. Afastam FMI/BM.

BRICS - Brasil- Rússia - Índia - China - África do Sul. 40% da população mundial. Mar 2013
BRICS no Mundo - 1/4 do PIB 40% da População
 
Os países emergentes de maior dimensão reunidos em Durban, África do Sul, confirmaram hoje a criação de um Banco de Desenvolvimento para financiar o bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Presentes na cimeira, como convidados, estão os presidentes de Angola e de Moçambique. 

A quinta cimeira “BRICS”, de Durban, que se realiza sob o lema “Associação para o Desenvolvimento, a Integração e a Industrialização”, com a criação da nova instituição financeira internacional, lança uma alternativa ao Banco Mundial, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e às suas políticas.

O financiamento interno de projectos nos países emergentes, espera remover a dependência das principais economias mundiais, deixando de usar o dólar ou o euro nas suas transações. Não estando ainda decidida a questão da moeda própria, (um artigo na Telesur alvitrava uma solução como o Sistema Unitário de Compensação Regional, promovido por Hugo Chaves para o comércio entre os países componentes da ALBA).

Outro tema de grande relevo, em Durban, é a constituição de um fundo comum de moeda estrangeira, para os BRICS poderem partilhar as reservas de divisas em caso de crise económica.

Não se sabe ainda, a que ponto as conclusões da cimeira influenciarão a política económica global, ou a situação do nosso país no âmbito dos PALOP, mas já se vêm consequências positivas para os países emergentes, com a criação do Banco de Desenvolvimento. 

Nós, por cá, contamos com um BCE, banco de subdesenvolvimento por “desenho” ou “calibração” germânica.

Submergimos.

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Morreu Chávez. Está viva a luta contra a pobreza.

Hugo Chávez Morreu. Mar.2013

Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio escrevia em Janeiro sobre 

“A demonização de Chávez

Hugo Chávez é um demónio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo num país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo.

Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. Chamavam-no a “Venezuela Saudita” por causa do petróleo. Havia 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos… Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: “As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”.

Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba.

Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico.

Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo.
O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte.”
Eduardo Galeano


Morreu Hugo Chávez mas está viva a luta contra a pobreza na América Latina. Um texto equilibrado no Público, de Ana Gomes Ferreira, refere a existência de mais de 30% de pobreza na Venezuela e muito se vai ouvir falar nestes dias da pobreza na Venezuela.

Faltou referir nesse artigo que na Venezuela a pobreza ultrapassava há dez anos os 60%. O governo de Hugo Chávez, reduziu num curto prazo, a pobreza para cerca de metade. Podem fazer todas as campanhas internacionais contra o chamado “socialismo do século XXI” de Chávez, mas o povo venezuelano não esquece as grandes alterações na educação, na saúde, na habitação, na sua dignidade como povo.

Os ataques à Venezuela e aos povos da América Latina vão continuar na imprensa e vão continuar os projectos conspirativos estrangeiros e das antigas oligarquias. A Venezuela por agora está bem entregue, e a maioria da América Latina também. Tivesse a Europa líderes semelhantes e não estaria a caminhar para o buraco.

Morreu Chávez, continua viva a sua luta pela dignidade e independência dos povos. Que na América Latina continuem a encontrar mais felicidade que pela mui civilizada e rica Europa, felicidade, é coisa que se vai perdendo.

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sábado, 2 de março de 2013

Saúde de Chávez. A baixa política internacional.

Nicolás Maduro vice-presidente da Venezuela.Mar.2013

O estado de saúde de Hugo Chávez tem sido alvo de rumores pelos seus inimigos políticos internos e externos. As campanhas internacionais de desestabilização da Venezuela fazem-se sem qualquer decoro pela doença de uma pessoa, a tal ponto que o vice-presidente Nicolas Maduro qualificou o presidente eleito como “o paciente mais acossado da história”.

No jornal Público de hoje diz-se que “As especulações sobre o estado de saúde cresceram, em parte devido a uma declaração de um antigo embaixador do Panamá na Organização de Estados Americanos, Guilhermo Cochez, de que teria morrido.” (sublinhado meu).

Sendo verdade, é conveniente acrescentar que há uma razão recente para que Guilhermo Cochez seja um antigo embaixador. Cochez foi despedido pelo governo do Panamá, de embaixador na OEA, precisamente por causa das suas declarações contra a Venezuela. 


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Chavez regressa à Venezuela, vivo.

Chavez anunciou no Twiter o regresso à Venezuela.Fev. 2013

Presidente Venezuelano recorre ao Twitter para anunciar que está de volta a Caracas, onde vai prosseguir os tratamentos oncológicos. (Público).

O director – adjunto do Expresso, Nicolau Santos, assumiu no site do semanário, a culpa do “tempo de antena” dado a Artur Baptista da Silva, o falso consultor da ONU.

Se Chávez sobreviveu, por agora, à terrível doença, graças a um qualquer milagre, maior milagre seria ver em qualquer jornal um pedido de desculpas pelas notícias falsas acerca do estado de saúde de Chávez. 

Os meios de informação nacionais deram como confiável as notícias do jornal espanhol ABC, (ver aqui) que “asseguravam estar programado um desligamento” da máquina suporte de vida à qual Chávez estaria ligado. Durante semanas foi feita uma campanha de especulação e desinformação. 

Aqui chegados faltam os pedidos de desculpas aos leitores e telespectadores; Artur Baptista da Silva ainda dizia coisa com coisa sobre economia, enquanto o jornal ABC já era conhecido pelas notícias falsas que veiculava. 

Assim…

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sábado, 2 de fevereiro de 2013

PS. Disputa pela liderança.

Com o nariz acima da testa.Jan.2013

Ausente alguns dias (rurais) volto à urbe e a blogar.

Diz-se que o Sebastião da Autoridade da Concorrência se vai embora, e que o Sebastião do Partido Socialista ainda não chegou ou está a chegar. No primeiro caso nunca se deu pela acção da Autoridade da Concorrência, daí que mesmo saindo um Manuel Sebastião continuamos à espera do “Desejado”, com autoridade e independência para lidar com os vários cartéis.  

No Partido Socialista é semelhante, aquilo funciona assim, qualquer coisa é melhor que Passos Coelho, mas com António Costa a liderar era outra coisa.  

Desligado, perdi alguma informação, e também a contra-informação o que é uma vantagem. Do que me chegou pelos canais abertos de TV parece que o “jornalismo” e o “comentarismo” fizeram a festa toda, foguetes, canas etc. Todos confessam não saber as intenções de A.Costa, (antes, durante, após) mas concluem que o actual presidente da Câmara de Lisboa quis tomar o poder no PS e recuou nos intentos.

Dizer isso e qualificá-lo como político experiente é contraditório, o poder no PS não se conquista no Largo do Rato. Costa agitou o PS mantendo o status quo interno, aterrorizou a direita e por arrasto preocupou os partidos à sua esquerda - todo o espectro partidário prefere ir a eleições com António José Seguro como candidato.  

Não são os opositores ao governo nem os eleitores do PS que vão ao Congresso socialista. António Costa não tem tempo, nem teria decerto disposição, para fazer o trabalho de sapa pelas distritais discutindo as divergências que são evidentes, agora chega a todo o partido.

António Costa parou as acusações de deslealdade e impediu que a direcção do PS se visse livre da oposição interna. Para já cortou o passo a Seguro, posicionou-se, está a contar apoios. O que exige sobre a clarificação histórica e estratégica parece difícil de conseguir desta direcção, pelo que há mais hipóteses (agora que antes da crise) de avançar na disputa pela liderança.

Será matéria para os próximos dias.

Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no ClariNet no mês anterior.

26/01 – Professores 26 Jan. Dezenas de milhar em manifestação.

02/01 – La Libertá – Giorgio Gaber.

09/01 – Bufos? GNR dá formação a 1708 parceiros civis.

03/01 – Chile. Justiça detém assassinos de Víctor Jara.

20/01 – Alemanha. Baixa Saxónia – CDU de Merkel desce. (6%).

04/01 – Saúde de Chávez complica jornalismo.

18/01 – Guerra do Mali. Mais apontamentos. Al-Qaeda. França.

24/01 – Enganar os mercados é mais fácil que enganar a fome?

14/01 – Travessa do Fala – só. Imagens que valem mil palavras.

17/01 – Guerra do Mali. Apontamentos.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todos somos Chávez.

Todos Somos Chavez. Jan.2013

Acabo de ver uma reportagem de uma enviada especial à Venezuela, da TVI. Uma tristeza de "jornalismo".

Será que esta gente entende que serve de alguma coisa fazer campanha contra as autoridades políticas e as autoridades judiciais venezuelanas, em Portugal?

Quem está sob a alçada do FMI somos nós - eles já se libertaram!

Últimos Posts sobre a Venezuela aqui - aqui e aqui.


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domingo, 6 de janeiro de 2013

Chávez; chavismo, sucessores e facções.

Maduro e Cabello - Correo del Orinoco.Jan. 2013

As facções no partido de Chávez e a luta secreta pelo poder é a nova criação da guerra de 4ª geração contra o regime venezuelano. Com origem na imprensa espanhola e dos Estados Unidos está a ser replicada, como habitualmente, a nível internacional.

Chávez continuará a ser o Presidente da Venezuela, diz Maduro (Público) e diz também Diosdado Cabello, reeleito presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela.

A constituição apenas prevê a “falta absoluta” do presidente para não ser assim, e ele não falta; segundo constitucionalistas venezuelanos está ausente autorizado pela AN (maioria e oposição) que de facto aprovou por unanimidade a sua saída para tratamento. Mas para interpretar Constituições, temos a nossa discórdia interna, e basta.

Mais relevante é na notícia do Público, assinada por Ana Gomes Ferreira, dizer-se que Maduro e Cabello “pertencem a alas diferentes do Partido Socialista Unificado da Venezuela, no poder”, comprando do “EL País” uma fracção “desenvolvimentista e tecnocrata” para Diosdado Cabello. 

O conhecimento do trajecto político de ambos e ambos com Chávez contradiz esta fantasia. Maduro conhece Chaves em 1992, quando sua mulher Cília Flores, actual Procuradora-Geral da República, defendia o então tenente-coronel Hugo Chávez, preso após falhar um golpe de Estado. O então tenente Diosdado Cabello participou com Chávez nesse golpe de 4 de Fevereiro de 1992 contra Carlos Andrés Pérez. 

Daí para cá estiveram sempre juntos, na fundação do Movimento Quinta República (MVR) que levou Chávez ao poder, na sua dissolução para criar o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) e aceitando todos os cargos políticos por eleição ou nomeação presidencial.

No golpe de estado de 11 de Abril de 2002, que derrubou Chávez por dois dias, após o restabelecimento legal é Cabello que assume provisoriamente a presidência, tomando como primeira medida enviar uma força da armada para resgatar Chávez da ilha La Orchila, pôr-se em causa, hoje, a sua lealdade a Chávez, é um disparate. 

Igual disparate é espalhar, para dividir, que Nicolás Maduro é próximo dos cubanos, como Chávez, e Cabello não. Um empresário amigo a viver há muito na Venezuela dizia-me o ano passado que o 2º homem politicamente mais necessário ao regime era o presidente da AN. 

O PSUV, partido maioritário, não é um partido de quadros, a defesa do chavismo assenta nos “círculos bolivarianos”, organizações de base com algumas semelhanças aos CDRs da Revolução Cubana. Criados após a vitória de Chávez de 1998, com recursos do Estado, terão entre 2 a 2,5 milhões de membros, Cabello foi o responsável pela sua dinamização, sendo assim, mais o homem com ligações fortes ao aparelho do regime (ultrapassa o aparelho do partido) que a invencionice do “tecnocrata desenvolvimentista”.

O Chavismo não é fácil de entender à luz de leituras históricas viciadas, do partido único para impor o socialismo, da ditadura militar ou estatal para impor uma sociedade alternativa. Coexistem com a democracia parlamentar projectos diferenciados de investimento público; dirão que é pouco democrático Chávez dispor dos fundos do petróleo, que usa para suprir as necessidades básicas da população – perguntem aos timorenses se não preferiam isso à miséria.

Os interesses portugueses na Venezuela e em toda a América Latina não são os mesmos que os de Espanha ou dos Estados Unidos, espera-se que a imprensa portuguesa perceba isso.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

A era pós-Chávez. O especialista

O Especialista.Jan.2013

Passou agora pelo canal Euronews uma rubrica sobre a situação na Venezuela. Como habitual nestas alturas, correm as previsões e chamam-se os especialistas para estampar o futuro. Na Euronews não há surpresas.

Um professor de política da Flórida inventou uma “luta secreta pela sucessão”, uma “grande batalha, não só entre as pessoas que são pró-Chávez, que são chavistas, mas também no contexto daqueles que temem que a oposição tente eliminar todos os benefícios que o chavismo teoricamente conquistou”. (sublinhado meu) está justificado o convite da Euronews.

Depois apareceu um académico russo, Boris Martynov. Como foi Hugo Chávez quem abriu a América Latina à Rússia, esperava do Expert alguma simpatia pela política que tão útil tem sido para os “putins”. 

Nada; para além de banalidades e da surpresa (para qualquer um) de ter respondido à pergunta: – “O que sabemos do sucessor, Nicolás Maduro?” com um – “Infelizmente, não sabemos grande coisa”; Martynov disse ao que vinha. Depois de falar do “radicalismo” e do “anti-americanismo exacerbado”, acrescentou, “e todos os lemas socialistas, que já não são populares, porque o tempo para a oposição socialismo-capitalismo, esquerda-direita, foi ultrapassado”. E é o Boris “Expert on Latin America”.

Os portugueses pagam 2 milhões de euros pela Euronews, através da RTP, inclui a publicidade institucional deste país governado como se sabe. 

Duas coisas que não valem a pena - vender isto e ouvir os Boris.

(Chávez - ver AQUI)

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Saúde de Chávez complica jornalismo.

Noticia o jornal espanhol ABC.Jan.2013

Chávez sofreu “complicações” após “grave infecção pulmonar”.

Em que ficamos, Chávez está em coma induzido e têm programado desligar a máquina ou acredita-se nos comunicados oficiais do governo venezuelano?

O ministro da Informação e Comunicação, Ernesto Villages, deu esta madrugada a informação número vinte e tal sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chávez. Disse que Chávez ainda está a sofrer de insuficiência respiratória como consequência de uma severa infecção pulmonar. (integralmente, AQUI)

Não contradiz nada do dito antes oficialmente, é no entanto muito diferente do propagado pela comunicação social portuguesa nos últimos dias, baseada na nada confiável notícia do jornal espanhol ABC, do dia 2 de janeiro.

O ABC não é confiável porquê? Experimentem pesquisar por «ABC Fidel Castro» na Net. Foi o ABC, que deu Fidel como moribundo/agonizante, com uma “embolia massiva na artéria lateral direita”, em Outubro passado. O que levou o próprio Fidel a responder - ver (AQUI) no próprio ABC. É um modo de vida, não é jornalismo, não pode ser replicado por jornalistas.

O papel aguenta muito, mas a Internet tem um outro tempo de memória e arquivo, fica e consulta-se rapidamente, coisa a que os jornalistas formados para a imprensa que se lê e vai embrulhar castanhas assadas, ainda não apreenderam.

Online, o boato vende mas não compensa, o rumor passa ficando como único e fundamental efeito, a descredibilização dos órgãos de informação que o transmitiram. Há temas que não vale a pena abrir em certos jornais, há jornais que já não compensa ler… nem os títulos.

A discussão que o jornalismo encetou sobre os efeitos da Internet nos jornais e a consequente opção de notícias online merece aprofundamento pelos próprios, depressa e bem não há quem, e não se manipula com os pés. 

O maior perigo para os profissionais da informação é haver já muita informação online, mais credível e objectiva que alguma produzida pelos meios tradicionais e os seus profissionais.

 A Internet não mata os jornais, são os jornais que se vão suicidar para a Internet.

(Chávez - ver AQUI)

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Chávez reeleito presidente da Venezuela.

Hugo Chavez reeleito.Out 2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ganhou as eleições para um novo mandato de seis anos.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou o triunfo de Chávez com 90% dos votos escrutinadas; ganhou com 54,42% dos votos, contra 44,97% do candidato da direita, Capriles Radonski. Os outros candidatos não chegaram (entre todos) a 0,50% dos votos.

Com estes votos apurados tinham participado 80,94% dos eleitores, o que significa uma ida em massa às urnas, desde as cinco da manhã que havia eleitores esperando votar.

mais de 80 por cento de votantes. Out.2012

Com a vitória do presidente Hugo Chávez, os predadores internacionais interessados nas maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela, vão ter de aguardar por melhores dias.
 Direita venezuelana aceita derrota eleitoral.Out.2012

O nosso ministro Paulo Portas - enquanto não sai do governo - pode ir à Venezuela para continuar a negociar com Hugo Chávez (fazer de Sócrates).

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

O rosto de Simón Bolívar revelado pela ciência.

- Simón Bolívar.Jul.2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitando o 229º aniversário do nascimento de Simón Bolívar, apresentou nesta terça-feira as imagens de uma reconstrução facial em 3D do rosto de El Libertador.

Simón Bolívar2. Jul.2012

Relatório sobre a reconstrução facial e relatório preliminar sobre as causas da morte de Simón Bolívar AQUI
 
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domingo, 1 de julho de 2012

Mercosul suspende Paraguai e integra Venezuela.

A nova dimensão do Mercosul.Jun2012
O tiro saiu pela culatra para os golpistas do Paraguai e o seu aliado, os EUA. 

Como resultado do golpe de Estado que demitiu o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, (clicar AQUI) a cimeira de chefes de Estado do Mercosul (Mercado Comum da América do Sul), que se realizou em Mendoza, Argentina, a 28 e 29 e cujas conclusões foram conhecidas ontem, suspendeu o Paraguai dos blocos políticos regionais.

Na mesma reunião dedicada a discutir a crise global e o caso do Paraguai, decidiu-se integrar a Venezuela no Mercosul, o que não tinha sido possível até agora por oposição (desde 2006) do congresso do Paraguai, (para a admissão de um novo país é necessário o consenso dos países constituintes).

O presidente demitido Fernando Lugo, em entrevista a uma rádio argentina, apoiou a entrada da Venezuela (como antes apoiava contra a opinião da maioria do congresso paraguaio) no Mercosul, dizendo ser “uma oportunidade para ampliar o mercado” e assim “criar um grande mercado comum sul-americano que tenha força para negociar de igual para igual com outros mercados regionais de outros continentes”.

A Venezuela fará oficialmente parte do Mercosul a partir de 31 deste mês, em acto a realizar no Rio de Janeiro com Dilma Roussef no cargo de presidente da organização regional, lugar rotativo deixado agora pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

A entrada da Venezuela, uma “potência do petróleo” e da produção alimentar dará outra dimensão ao Mercosul, e terá, em princípio, influência na campanha eleitoral de Hugo Chaves, que se inicia hoje, para a sua recondução na presidência da Venezuela.

A VER - Vídeo (legendado em português) das conclusões da cimeira do Mercosul, no endereço:

http://multimedia.telesurtv.net/media/telesur.video.web/telesur-web/#!pt/video/mercosur-aprueba-entrada-de-venezuela-al-organismo-regional

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Hugo Chávez estranha cancros em líderes latino-americanos.

Telesur 1 de Agosto . Dez 2011


Chávez especula que EUA podem ter método para desenvolver cancro. O presidente da Venezuela considerou “estranho e difícil de explicar” que a doença tenha atingido vários líderes latino-americanos.

Hugo Chávez, num acto público em que enviou à sua homóloga argentina, Cristina Krichner, apoio e solidariedade, interrogou-se sobre “se haviam inventado uma tecnologia para induzir o cancro e nada se saiba até agora”, e juntou “não sei, só o digo para reflexão”.

Em pouco tempo foram diagnosticados cancros a vários presidentes e candidatos latino-americanos, o mais recente a Cristina, antes a Fernando Lugo, presidente do Paraguai, Lula da Silva e Dilma Roussef quando candidata, e o próprio Chávez agora em período eleitoral.

Chávez referiu operações contaminantes com químicos lançadas pelos serviços secretos norte-americanos, sobre a Guatemala nos anos cinquenta, assim como a morte de Yasser Arafat, cujo “único diagnóstico conhecido, dito pelo seu médico, foi estranhas alterações sanguíneas”.


O clima vivido na Venezuela é de permanente vigilância contra possíveis acções dos EUA. O poder venezuelano mantém a população atenta, alertando para o que se passa no médio oriente e norte de África com as guerras do petróleo. A Venezuela tem as maiores reservas de crude do mundo e fica a dois passos dos EUA. As iniciativas conjuntas, politicas e comerciais dos líderes actuais latino-americanos, muito independentes dos EUA, estão a ser um engulho na geoestratégia norte americana.


O discurso de Chávez seria esquisito desenquadrado da situação política existente na América Latina e as relações tensas de Chávez com os EUA. Para mais os Estados Unidos já há várias semanas que não liquidam um líder político.

Como coincidências e lei das probabilidades não são matemática, é o que cada um quiser e lhe agrada; se Rafael Correa do Equador e Evo Morales da Bolívia também tiverem cancro brevemente, deve-se suspeitar de qualquer coisinha.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Paulo Portas Na Venezuela - a fazer de Sócrates.

Paulo Portas e Nicolás Maduro Nov2011                                Foto: AVN/TeleSUR


Paulo Portas – quem o ouviu e quem o vê!? Pois é, ouvir o que os direitinhas nacionais disseram dos negócios de Sócrates com a Venezuela de Hugo Chávez, e agora ver o deleitado Portas a desfazer-se em sorrisos perante Nicolás Maduro, o “perigoso revolucionário” seu homólogo, tem algo de burlesco.

Chávez abre os sorrisos desta espécie de Portas, o dinheirinho é a chave-mestra. Perante as dificuldades até Paulo Portas não se importa de fazer de Sócrates.

Paulo Portas é um bluff como “vendedor diplomático”, não tem carteira de clientes. Anda no fundo a bater às portas que outros abriram. Foi à Líbia para ver se não fugiam os acordos anteriormente firmados com Kadhafi e agora está a fazer o mesmo na Venezuela, usufruindo do trabalho feito pelo governo de José Sócrates.

Trabalho esse ridicularizado e até considerado de lesa democracia não só por políticos (de várias áreas), como também por jornaleiros e blogueiros, que estão com dificuldades em engolir a afronta agora feita pela sua gente. Leia-se aqui as “fortes preocupações” com que a embaixada norte-americana via as relações do nosso anterior governo com a Venezuela, segundo um documento divulgado pela WikiLeaks. Estavam preocupados pela imagem cordial dos encontros e pelo “crescente reforço militar” da Venezuela.

Podemos informar a embaixada dos EUA, e “Companhia”, sem passarmos por delatores, que isto de negócios de equipamento militar tem sido mais profissão de Paulo Portas do que de José Sócrates. Já agora, se Paulo Portas vendesse os “seus” submarinos a Chávez, (que precisa mais deles que nós) fazia um grande favor aos portugueses – era menos tralha para nós pagarmos.

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