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sexta-feira, 9 de maio de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Acordo ortográfico volta ao Parlamento.
Por iniciativa do Bloco de Esquerda, estará em discussão no próximo dia 28 um projecto de resolução que recomenda a revisão do acordo ortográfico.
O BE que diz situar-se entre “um tabu intelectual” e “um dogma inalterável” defende uma “revisão técnica do Acordo Ortográfico, envolvendo as comunidades académicas e científicas ligadas à língua portuguesa dos respectivos Estados signatários.”
O facto é que o “Acordo” só tem utilização em Portugal… e não é geral. Angola e Moçambique não o aplicam, nem sequer o Brasil que seria a parte mais interessada.
O Acordo Ortográfico assinado por Portugal apenas serviu para confundir a escrita e a leitura dos portugueses.
Revê-lo? Vamos ver… (o que existe - aqui - não se aplica).
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terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Negociações para compromisso são Passos perdidos.
A certa altura pareceu que a crise interna do governo era uma simples mudança de PSD/CDS para CDS/PSD; afinal nem isso - era um jogo de espelhos. Cavaco usou a máquina de fumos de Belém e agora ninguém vê ponta de corno na política nacional. Mas que há cornos – há, e não são poucos. O termo “irrevogável” irá cair em desuso por falta de significado, por vergonha.
As fumarolas chegaram hoje ao Parlamento. A maioria procedeu como se não existisse qualquer tipo de crise política. A irrealidade levou Passos Coelho a dizer que dura até 2015, quando Cavaco afiança que em 2014 está fora de prazo. Esta maioria é especialista a fazer de conta, a criar narrativas e a sonhar sapatear dentro delas.
Nada é certo, excepto que o PS não se suicidará politicamente, aderindo às fantasias cavaquistas. Falará muito em disposição para o diálogo mas não vai pôr a minhoca em nenhuma medida impopular da troika, quem paga pelas medidas, é quem usufrui do pote.
Haverá alguma lógica na confusa iniciativa de Cavaco Silva, caso pretenda provar que os partidos não se entendem e queira erguer-se do caos que criou como salvador da estabilidade. Na Grécia e na Itália duraram pouco os governos de iniciativa presidencial.
O que quer Cavaco dos partidos que elegeu? O que é “um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego”?
É um programa de campanha eleitoral? É propaganda das peregrinações a Fátima? E Cavaco verá, no PSD, no CDS e no PS, os três pastorinhos (juntinhos) para o frontispício do folheto de promoção?
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Avião de Evo Morales. Portas faz número irrevogável.
o número
Paulo Portas confessa razões políticas para não ter autorizado, pessoalmente, a aterragem do avião do presidente Evo Morales em Lisboa.
Hoje, no Parlamento, o ministro Paulo Portas, não conseguiu responder à pergunta várias vezes repetida, de quais foram as “considerações técnicas” ou “questões técnicas” que impuseram a recusa de autorização da escala em Lisboa do voo do presidente da Bolívia. Razão dos protestos da América Latina e da queima de bandeiras portuguesas na Bolívia.
A impreparação do Bloco de Esquerda permitiu a Portas fazer um número sobre o sobrevoo de Portugal; voo que foi televisionado em directo pela TeleSUR. Neste blogue até se colocou uma imagem de quando tocava as Canárias. O problema foi criado com a não autorização de aterrar em Lisboa, na vinda de Moscovo e não pelo sobrevoo.
O deputado Bernardino Soares sintetizou bem as razões políticas que levaram Portugal a obedecer aos EUA e a pôr-se “do lado do cerco do Estados Unidos ao senhor Snowden”.
Para Paulo Portas “a questão central não é Portugal nem Portugal é a questão central”. É falso, o incidente aconteceu devido a Portugal, que não autorizou a aterragem na vinda como autorizou na ida para Moscovo, como é falso que tenham existido quaisquer “razões técnicas” para tal procedimento.
As razões de Portas são políticas e está muito enganado quando defende que as tomou para “não colocar Portugal numa posição excessivamente exposta na questão do senhor Snowden".
A não ser que os governos da América Latina a protestar e bandeiras portuguesas a serem queimadas em manifestações, não seja exposição excessiva do nome de Portugal.
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domingo, 14 de outubro de 2012
Apoiar o Cerco ao Parlamento. 15 de Outubro.
Uma dezena e meia de organizações aderiram à proposta de “Cerco ao Parlamento”, marcado para amanhã dia 15 de Outubro, com início pelas 18.00H.
Iniciativa da Plataforma 15 de Outubro e do Movimento Sem Emprego, “O Cerco ao Parlamento” irá contestar o Orçamento de Estado para 2013 e pedir a demissão do governo.
Na manifestação de ontem também a CGTP pediu para que no dia 31 de Outubro os portugueses voltem a sair à rua.
Para essa data, dia da votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2013, já a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (FCSAP), marcou uma manifestação, com concentração no Marquês de Pombal e com destino a Assembleia da República.
Ir a todas, até o governo, todo, ir embora.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Governo, Parceiros Sociais e Parlamento. Tudo a leste.
A crise política é patente. Está tudo à espera para ver se o governo vai ao ar nos próximos dias.
O ano parlamentar abriu com declarações políticas para passar o tempo e justificar o vencimento. Os deputados estiveram de férias, chegaram decerto de muito longe, em cima da abertura da sessão e não tiveram tempo para se inteirarem do que se passa no país. Conversa mole.
A reunião do governo com os parceiros sociais, em que Passos Coelho tentou apanhar um comboio que já partiu, foi mais da mesma conversa mole. A CAP teve a única posição clara, pediu um recuo na TSU, e garantiu que os trabalhadores agrícolas receberão dos empresários do sector, o que o governo eventualmente tirar com a taxa.
João Proença da UGT disse que “o governo tem de fazer uma revisão global da taxa social única”, o que não tem tradução para português, e o presidente da CIP mostrou-se satisfeito com a “abertura do primeiro-ministro” o que sendo traduzível não quer dizer nada.
A CGTP não foi convidada, não perdeu grande coisa, mas pediu uma reunião urgente com o primeiro-ministro. A CGTP não ser recebida nem por Passos Coelho nem por Cavaco Silva, antes do Conselho de Estado, como solicitou, diz bastante do estado da crise política, e de como o poder a quer resolver.
A chamada “Concertação Social” volta a reunir na próxima 2º feira, se ainda houver governo na próxima 2ª feira.
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