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domingo, 21 de abril de 2013

Alemanha apoia confisco de depósitos bancários.

oclarinet. Wolfgang Schauble. Abr.2013

(Excesso de liquidez na Zona Euro. Em que zona da Zona Euro?)

Resgate ao Chipre deve ser modelo para o futuro. Para Schauble, ministro das Finanças da Alemanha, a solução encontrada para o Chipre deve ser norma no resgate dos bancos.

Wolfgang Schauble, em entrevista ao semanário económico Wirtschaftswoche, defende o mesmo modelo que o Eurogrupo preconizou para resgatar o Chipre; a contribuição dos depositantes dos bancos (de depósitos não garantidos) para financiar o resgate de bancos em situação difícil.

Recorde-se que o ministro holandês Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, fez declarações semelhantes e todo o mundo lhe caiu em cima, classificando a simples abordagem da ideia, como a coisa mais estúpida decidida pelo conjunto dos ministros das Finanças da União Europeia.

Na altura, (há um mês) Schauble distanciou-se da polémica, afirmando que a decisão de confiscar poupanças dos cipriotas era da responsabilidade do governo de Chipre.

A nuance dos pequenos depositantes e das contas protegidas pelo seguro de depósitos (até 100.000 €) de nada serviu. Schauble exigia no Eurogrupo uma taxa de 40% sobre os depósitos maiores e a desconfiança sobre a segurança dos depósitos bancários ficou adquirida. 

Escrevi aqui em Março, na capitulação de Chipre e antes da abertura dos seus bancos: “A quebra na confiança bancária é irreversível, não provoca para já uma corrida aos bancos, mas implica a fuga massiva de capitais numa altura em que era mais necessário atrair investimento estrangeiro”.

O destino dos capitais em fuga dos países do “sul” da Europa é em grande parte para a Alemanha, onde (por agora) estão seguros. 

A Alemanha perdeu a vergonha, Schauble conhece as implicações das suas afirmações públicas, sabe que está a desnatar países em dificuldades de meios financeiros, só pensa nos germânicos.

  PS. No mesmo semanário, Schauble pediu para o BCE reduzir o excesso de liquidez na Zona Euro. Na Zona Euro? Em que zona da Zona Euro? …Pois!

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alemanha. Schauble e as insolvências na Zona Euro.

Segundo Wolfgang Schauble - Alemanha é quem mais aproveitou o Euro. Abr. 2013

Deputados alemães aprovam resgate financeiro a Chipre. Schauble ameaça com contágio da insolvência de Chipre a outros países e crise no euro.

Hoje, enquanto almoçava e assistia à votação para eleger o presidente italiano, (uma vez que cá pouco se passou, excepto uma conferência bizantina do governo a convidar a oposição a suicidar-se) li em rodapé na Rai News, uma citação de hoje, de Schauble: - “uma insolvência de Chipre poria em risco Espanha e Itália”. 

O jornal alemão Die Welt refere o mesmo discurso de Schauble, como ele tendo ameaçado; “se não se ajudar Chipre é inevitável a sua falência”, acrescentando que os países mais vulneráveis, Grécia, Irlanda e Portugal, seriam contaminados.

Independentemente da precisão das citações sobre os países (ANSA/DW/LUSA) há uma alteração do discurso alemão em relação a Chipre, e em comparação com o verificado na crise grega. Já não se ameaça os países em dificuldades, de expulsão, ameaça-se os deputados alemães de criarem uma crise no euro, nefasta também para a Alemanha.

O Die Welt traz hoje para título - precisamente - “Para Schauble a Alemanha é quem mais tem aproveitado o euro”. É o que por cá se diz há muito tempo e por todo o lado, excepto nos meios afectos à subserviência do nosso país e da União Europeia ao domínio germânico. 

E agora? Depois do discurso do dono da política germânica, dona da política do Conselho Europeu, do Eurogrupo e em grande parte do BCE, ainda há medo em negociar com a troika? Os portugueses, se baterem o pé, perdem mais que os alemães, ou têm sequer muito para perder? Há a certeza de estamos em má situação negocial depois dos receios confessados pela Alemanha?

A certeza que há, é de que as cedências aos desejos integrais da troika são apenas fruto de esses desejos serem coincidentes com o programa político do governo, e só do governo. (Sobre isso há consenso nacional – é, aliás, o único consenso visível e previsível neste país). 

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vítor Gaspar quis banir TVI das reuniões europeias.

Imagens TVI usadas por outros jornalistas. Fev 2012
Se a Dona Merkel é a dona, Wolfgang Schauble é o dono, quando se tem uma obediência canina pelos donos, resulta na enormidade de vermos responsáveis políticos portugueses a defender que jornalistas do seu país sejam banidos de locais onde eles – entre outros – exercem a sua profissão.

Maria Rui Fonseca, porta – voz da Representação Permanente de Portugal na União Europeia, diz que a decisão de suspender os jornalistas da TVI foi tomada “em articulação e segundo instruções do ministério das Finanças”. Temos outro ministro das Finanças que lida mal com a Liberdade de Imprensa, vamos ver se não chega a “Presidente do Concelho de Ministros”, como o outro.

Conheço o Código Deontológico dos Jornalistas e como o director de informação José Alberto Carvalho, poria o trabalho recolhido pelos repórteres no ar. O interesse público da notícia sobrepõe-se a qualquer acordo conversado em Bruxelas. A prova que teve relevância é que o vídeo foi usado por outros órgãos de informação para “fazer jornalismo” e até fez baixar as taxas de juro dos empréstimos a Portugal.

Não sei o que é pior, se a censura se a autocensura, andam ambas por aí de mãos dadas com o péssimo jornalismo de frete, que já é o mais preponderante dos meios de comunicação portugueses. Maria Rui Fonseca e Vítor Gaspar envergonham a democracia portuguesa quando defendem que a TVI “devia ser banida para sempre” de Bruxelas.

Como deu nota José Alberto Carvalho não se entende porque é que as televisões da Suíça e de Espanha que fizeram o mesmo que a TVI não tenham sofrido sanções; a única diferença é não terem aborrecido os alemães, os que se julgam donos porque têm submissos que lhes prestam vassalagem.

Os repórteres da TVI Pedro Moreira (jornalista) e António Galvão (imagem) fizeram uma declaração curiosa: “Esperamos que o facto da câmara da TVI não estar na sala ajude o Conselho Europeu a combater a recessão económica e o desemprego de 24 milhões de pessoas”. Meus caros, nem o microfone direccional mais potente seria capaz de captar tal coisa.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

À conversa com. Vítor Gaspar e Wolfgang Schauble.

Flexibilização - muito obrigado. Fev 2012
Após a conversa entre Vítor Gaspar e o seu homólogo alemão, cujo vídeo todos os portugueses viram, o ministro das finanças de Passos Coelho diz que “”um eventual reajustamento do programa de ajuda externa a Portugal não está neste momento a ser considerado”. Considero uma falta de consideração Vítor Gaspar achar que os portugueses são estúpidos. Depois de todos os cortes feitos só faltava cortar o oxigénio ao cérebro de todos nós.

Portugal negoceia a “ajuda externa”com a “troika”, que é composta por representantes da Comissão Europeia, do FMI e do BCE. Wolfgang Schauble, ministro das finanças de Angela Merkel, não faz parte da troika. O governo português, subvertendo a orgânica do funcionamento da União Europeia, trata dos assuntos portugueses na Europa com o governo alemão, Passos com Merkel, Gaspar com Schauble. Para que União está a trabalhar o governo Passos/Portas.

Depois do desassossego de ontem com as declarações de Martim Schulz, que chegou ao ridículo de um comunicado oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a imprensa e comentadores de hoje, trazem Wolfgang Schauble, o falcão responsável da intransigência alemã para com os países endividados, nas palminhas.

Schulz é o alemão mau, Schauble o alemão bom; e para tal bastou o carrasco dizer que talvez vá aliviar o torniquete do garrote. Para entender o motivo da reacção da nossa comunicação social, ontem e hoje, aconselho a ver o programa de televisão (que a minha cadela mais aprecia) “o treinador de cães”.

Entretanto (entre mentiras, sexo canino e vídeo), há gestores públicos que vão ficar em tempo de austeridade sem limite nas remunerações. Mas não se sabe se é verdade, pode ser que Vítor Gaspar veja esclarecer o assunto dizendo que “não se trata de uma hipótese concreta, específica que esteja a ser considerada neste momento do tempo, mas sim um mecanismo de seguro para desenvolvimentos hoje imprevistos”. Nunca se sabe…


Amanhã Sábado 15h MANIFESTAÇÃO NACIONAL
 Cais do Sodré – Martim Moniz – Restauradores – Stª Apolónia
Para Terreiro do Paço

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