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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passos Coelho ouve “insultos” em Castelo Branco.

Passos Coelho mal recebido em Castelo Branco. Fev.2014

É notícia (lusa) que Passos Coelho foi hoje “insultado” por manifestantes em Castelo Branco.

Como não li na notícia, nem até agora ouvi ou vi nas televisões quais foram os insultos, supõe-se que ultrapassam os apupos habituais que brindam os passeios domingueiros dos nossos governantes.

O que será para o relatador - insulto? Que pena não sabermos, quando afinal sabemos tudo o que se passa nas manifestações de fascistas, da América Latina à Ucrânia.

Será que as expressões, ditas em muitas das manifestações (e por todo o lado) contra este governo e o primeiro-ministro, vão passar a ser qualificadas pelos mensageiros das notícias, como se lhes encomendassem pareceres jurídicos.

Se calhar não são insultos.

Cá em casa, já tenho ouvido a uma professora reformada, aliás, de esmerada educação, alguns comentários (como quando lê os gamanços da sua pensão) impróprios para menores. Será isso insulto?

Ou é a expressão (vernácula) de quem está a ser insultado?


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domingo, 8 de dezembro de 2013

Cavacolândia. Cavaco Silva vaiado em Viseu.

Cavaco vaiado em Viseu. Dez.2013

Cavaco Silva tem arrostado nos últimos dias com o seu passado anti-ANC, a morte de Mandela veio lembrar a votação na ONU ao lado de Ronald Reagan e de Thatcher. É a vida, o passado não sai com tira-nódoas.

A única curiosidade é a enorme quantidade de portugueses que criticando Cavaco, estão do lado da luta armada, do direito dos povos em responder à violência com a violência. Uma surpresa.

No entanto, há um passado de Cavaco que em vez de o perseguir quer sacudi-lo. Viseu era conhecida como a “cavacolândia”, tantos os apoios que o ainda presidente da República aí tinha.


Cavaco ouve Apupos em Viseu. Dez.2013 
Agora foi vaiado. Os membros do governo Passos/Portas/Cavaco não podem viajar pelo território nacional sem dar de caras com protestos. 

Ainda não são violentos, apesar da violência do Poder sobre a população portuguesa. Até quando?

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sábado, 20 de julho de 2013

Ministro da Saúde grego recebido a soco em hospital.

Os ataques a Adonis Georgiadis sobem de tom, de pastéis a socos. Jul.2013

Portugal a Grécia fazem caminhos semelhantes. Como dizia a semana passada, umas vezes vamos à frente outras atrás. No que toca à recepção popular de ministros, a Grécia deu um passo marcante; marcou o ministro da Saúde, Adonis Georgiadis, a murro.

O caso deu-se há dois dias, aquando da visita do governante ao Hospital Attiko de Atenas. Os funcionários do hospital tinham emitido um comunicado declarando o ministro “persona non grata”, mas ele fez a visita. 

Foi recebido, segundo a imprensa grega, com apupos de dezenas de manifestantes e gritos de “fascista”. Mais uns empurrões e entraram em vias de facto, tendo sido golpeado a soco no pescoço e no rosto, dizem as crónicas.

Os protestos eram contra os cortes na Saúde, o encontro com os manifestantes foi causado pela recusa do ministro em sair pelas traseiras, como aconselhava a polícia. 

Georgiadis chamou “bando de fascistas” aos agressores, que identificou como militantes de uma coligação radical de esquerda (ANTARSYA), enquanto os manifestantes chamaram fascista ao ministro, por ele vir da organização ultra-nacionalista LAOS, onde foi seu porta-voz. (ver aqui partidos gregos).

Como curiosidade diga-se que o LAOS foi fundado, em 2.000, por militantes extremistas expulsos da Nova Democracia, e que o deputado Adonis Georgiadis, foi expulso do LAOS o ano passado, por apoiar as medidas do governo. Agora faz parte do executivo da Nova Democracia.

Nota sobre a imagem acima: Em abril de 2012 o mesmo Adonis foi a uma pastelaria dos arredores de Atenas, supõe-se que para comer um bolo e sofreu um ataque dos clientes que o reconheceram. Levou com bolos, iogurtes, mostarda e outras iguarias à mão, até fugir do estabelecimento.

Por cá temos ficado pelos apupos, a única ocasião de “acção directa” (simbólica) foi aquela do “homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas” (ver AQUI).

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Relvas. Grândola é o 25 de Abril – Estúpido!…

Grândola é o 25 de Abril - Estúpido!... oclarinet.blogspot.com Fev.2013

Às vaias e aos cânticos da Grândola (como estou certo que o Zeca aprovaria este uso do hino…) os governantes têm posto o seu melhor sorriso…amarelo.

Relvas ainda tentou cantar a canção… mas não tem jeito nem teve ensaios, não cursou nem tem equivalência - para o canto. 

Resulta ridículo, mais ridículo ainda - que a fala deste símbolo do governo que todos desligam. Porque será que Relvas não alcança que não gostam dele? Porque será que não tem um amigo que o informe? É penoso!

Aos manifestantes, organizados ou desorganizados, que não tenham canseira nas cordas - não se calem!

Eles, os governantes, são os únicos a não entender que a Grândola - é o 25 de Abril!

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Estudantes da Nova pedem demissão de Passos Coelho.

Antonio Borges desequilibrado.Dez.2012

Vem uma pessoa de trabalhar - almoçar fora de horas - liga a televisão para saber de notícias e pimba. António Borges. (sem comentários, a legenda da TV diz tudo).

Felizmente; para facilitar a digestão, uma notícia equilibrada. Estudantes da Universidade Nova desfraldaram uma faixa no auditório da reitoria, onde discursava Passos Coelho. “Demite-te”.
 Passos Coelho recebido na Universidade Nova.Dez.2012

Mais palavras para quê!?

Passos Coelho foi apupado à entrada e à saída das instalações, por estudantes que contestam os cortes na Educação. Ouviu-se em uníssono “Gatuno”, outra palavra simples.

Há uns dias relatei aqui manifestações em Itália, país onde os estudantes lideram as grandes manifestações com a combatividade e a criatividade da “malta jovem”. Em Portugal, houve tempos de grande desconforto nacional, em que os estudantes estiveram na primeira linha da denúncia e da luta contra as injustiças do poder.

“Demite-te” e “Gatuno” são palavras de ordem lúcidas e bastantes. Mas só serão suficientes com coeficientes e expoentes. Multipliquem, multipliquem.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas.

Melhor barrete era o capacete.Set.2012

Estava a ministra do MAMAOT a fazer relações públicas numa cerimónia, entrou de rompante um homem na sala, que, sem cerimónias, lhe atirou primeiro com um… “aldrabões”! Tendo acertado em cheio. E depois com um ovo, que terá falhado o alvo.

A ministra disse mais tarde que “nos dias que correm, temos de estar preparados para tudo”. É verdade. Disse também que a sua preocupação é mostrar “que na agricultura temos um sector vivo”. De facto, se a moda de atirar ovos a ministros pega, pelo menos na pecuária melhora o escoamento do produto. É bom para as galinhas poedeiras que andam abatidas, e para outras galinhas que precisam exercitar os reflexos.

O cavalheiro poderia, dado ser uma senhora, ter mandado um ovo perfumado com água de rosas, como nos carnavais de Veneza, mas o homem português é assim, não há nada a fazer.

Também não há nada a fazer com o governo, já não podem sair dos ministérios sem serem recebidos com vaias e assobios. Agora foram ovos, e ainda virão decerto os tomates. Sapatos é moda árabe em que o povo português não cai, mais descalços não.

Como na “lenda da pedra amarela” da Serra de Sintra, os penedos não se abatem com o arremesso de ovos, mas que desmoraliza os calhaus, desmoraliza.

Depois das vaias aos ministros do PSD e em Ponte de Lima ao ministro da caridade, agora coube a Conceição Cristas. Os apupos populares estão a ser distribuídos democraticamente, sem diferenciar os partidos do governo, ou fazer distinção de género. Isso é bonito.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Passos Coelho apupado, também em Cantanhede.

Passos Coelho recebido com apupos em Cantanhede. Jul.2012

Tal como em Gouveia, Braga e Borba, Passos Coelho foi apupado, também em Cantanhede.

Os manifestantes receberam o primeiro-ministro com um coro de assobios, bandeiras negras e faixas com palavras contra as medidas do seu governo.

Em Gouveia ainda tentou dialogar com os manifestantes, em Braga queixou-se de ser perseguido e em Borba passou de carro a alta velocidade.

Em Cantanhede, apesar de não ter falado sobre a recepção ou com os jornalistas, foi obrigado a presenciar os manifestantes que se encontravam atrás da fanfarra dos bombeiros.

Os bombeiros tocaram a sua orquestra de metais, os manifestantes a orquestra de apitos e assobios. Desafinado - só a música do governo.

Não matam mas moem…e vai haver mais.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Passos Coelho vaiado em Borba.

Passos Coelho vaiado no Alentejo.Jul.2012
O recinto do “Global Stone Congress 2012”, que se realiza na cidade alentejana de Borba, não tem saída pelas traseiras.

Passos Coelho teve por isso de passar por “largas dezenas de manifestantes” que o apuparam. Gente do ensino, da saúde, da administração pública e populares, aguardaram a saída dos ministros para protestar contra as medidas do governo.
- Para ver vídeo clicar AQUI.

O Global Stone Congress é um evento internacional, que se realiza há 6 anos, juntando empresas do Sector da Pedra Natural. O Cluster da Pedra afirmado durante o anterior governo, constitui um importante valor para Portugal dado o potencial que este recurso natural tem, de norte a sul do país, dos mármores graníticos aos calcários.

Ministro pouco à-vontade no congresso dos calhaus.Jul.2012
O Global Stone Congress é sobre a pedra, mas participam sempre alguns calhaus.

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domingo, 8 de julho de 2012

As vaias a Relvas, em Mafra, foram de quem?

Apupos a Relvas em Mafra. Vídeo Sapo desporto no Público

As vaias a Miguel Relvas, em Mafra, perante as delegações estrangeiras da CPLP, deviam envergonhar o próprio, o primeiro-ministro que o mantém e o Presidente da República que devia velar pela higiene da vida pública. Acontece, que também Cavaco e Passos Coelho têm sido alvo de apupos, estão por isso, ao contrário da canção, abraçados à estaca a ver se ela não cai. Já se percebeu que têm de ser todos abanados.

A manifestação de Mafra é significativa, foi espontânea. Sócrates tinha habitualmente professores à espera para lhe dizerem o que não gostava de ouvir, Passos Coelho jura que é perseguido por gente que “se desloca para o apupar”, Cavaco Silva que antes só fugia de estudantes (serão da Intersindical) passou, desde que deixou passar a lei laboral, a ouvir os seniores onde quer que vá.

Com o sucedido em Mafra, os governantes deviam perceber que não são apenas os sindicalistas e as pessoas mais conscientes politicamente que já não os suportam. É o “povão” que começa a despertar e a manifestar-se duma forma que, de facto, funciona melhor que os desfiles. Dizer-lhes na cara, a cada governante, o que pensam deles, é honesto.

Miguel Relvas com todas as polémicas que criou, aos olhos da população, representa a manigância. É a gente honesta que não o quer a decidir os negócios mais importantes do país.

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sábado, 30 de junho de 2012

Apupos – o roteiro dos governantes.

Ministro Álvaro apupado na Covilhã (img.RTP).Jun2012
Sua excelsa insignificância, o ministro Álvaro, o etecetera mais fútil e incompetente da governação, foi apupado na Covilhã e não percebeu nada do que lhe aconteceu. A demonstrá-lo está a tentativa de desvalorizar a contestação, disse a banal criatura que “em todas as grandes mudanças, há vozes descontentes”.

Vejamos um quadro da mudança:quadro da mudança. A redução das receitas fiscais e o aumento das prestações sociais, previstos como resultado das medidas recessivas, por toda a gente excepto pelo governo, aumentou o défice para 7,9% do PIB, acima do registado no mesmo período de 2011. Com a meta anual de 4,5% de défice, como principal objectivo da governação austeriotónica, vêm aí mais pedidos de ajuda, mais endividamento e mais medidas de austeridade. Esta é a mudança em curso.

À insuficiência do ministro nem lhe ocorreu que estava num distrito em que foram despedidos 700 trabalhadores nos últimos dois dias, que a converseta do “diálogo social” é uma estupidez perante o facto de cada dia mais famílias estarem sem ganha-pão.

O ministro Álvaro Santos Pereira é apenas uma caricatura do governo, um boneco sem jeito nem presença, a imagem crua da inépcia política. Os outros responsáveis, como Victor Gaspar, resguardam-se do contacto com o povo e andam com segurança pessoal reforçada, são sinais do apoio popular que têm.
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Passos Coelho, Cavaco (principalmente depois de deixar passar a lei laboral) e a própria ministra da Justiça já provaram os apupos populares. Os apupos aos governantes vieram para ficar, são manifestações de desagrado que têm expressão mediática, pelo menos até os jornais e as televisões receberem ordem de as censurarem. O nosso “jornalismo” é muito obediente.

Manifestações sem promoção nos meios de comunicação são as dos desempregados, que hoje vão para a rua em várias cidades. O ClariNet vai estar na de Lisboa, às 15.00 horas, do Largo de Camões a S. Bento.

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