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domingo, 12 de janeiro de 2014

Precisa-se acção para testar capacetes da polícia.

Polícia vai ficar ainda melhor equipada. Jan.2014

A notícia não diz qual o peso que os coletes à prova de bala e os capacetes da PSP têm na balança comercial. Diz que importamos tal equipamento e que vamos produzi-lo em Portugal, com inovação e parcerias entre a universidade e as empresas.

Substituir importações por fabrico nacional dizem que é bom, e, já que não se aplica à produção de kiwis e outros alimentos importados desnecessariamente, que se aplique aos plásticos - até à comida de plástico.

Para além de investigação na área, temos habilidade em design nacional capaz de criar fatiotas para polícia de choque, masculino e feminino, a preceito das várias culturas e modas.

Trajes para os trópicos, para as zonas temperadas e as outras; estampados para África, cores cruas para a Indochina, de riscas finas verticais para a europa e largas horizontais para a Tunísia, burcas cintadas ou acentuadas conforme o desejo dos príncipes. Temos negócio.

O único senão, que o cluster português do equipamento de dar porrada, sem sofrer amolgadelas nem desengomar, é o ensaio do produto.

A PSP ofereceu-se para fazer uma calendarização da experimentação, mas suponho que estão a ser voluntariosos. A PSP sabe lá se daqui a dois anos e meio (é o prazo) tem manifestações onde possa arrear, esvoaçando invulneráveis com a leveza das novas vestes de super-heróis?

O mercado da violência de rua anda deficitário.

Brutalidade continuará a ser os pivôs e comentadores das televisões, mas não se vê que vantagem tem um ensaio de uma marrada, melhor… que um polícia invista (para usar uma linguagem empreendedora) contra um LCD ou um plasma.

A não ser que usem uma estratégia que já deu frutos (infelizmente esses frutos não dão para exportar pois o mundo está cheio deles) que é… infiltrar umas manifestações pacíficas com agentes provocadores que iniciem as hostilidades.

Se alguém der por isso, pergunte aos paisanos se é para o teste. Se for, desculpem-nos. É para bem do equilíbrio da balança comercial, é para substituir importações, é para aumentar as exportações e pagar a dívida com o excedente.

É só mais um esforço, se já demos a bolsa e o emprego, não vamos ser queixinhas por levar um enxerto.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

BCE. Revisões em baixa da actividade económica.

Previsões em baixa na Zona Euro. Ago.2013

É pró menino e prá menina. Para quem gosta de especular com zeros vírgula qualquer coisa, e mudar de crença de mês a mês, temos hoje no Público que a “OCDE antecipa recuperação da actividade económica em Portugal” a título, e mais abaixo; “O mesmo movimento antecipa para a Zona Euro”.

Temos também (aqui) que o BCE divulgou um estudo que piora as previsões sobre o desemprego (e da actividade económica) para a Zona Euro. É portanto, só escolher o que dá mais jeito, para melhor dormir. 

Sobre o BCE, que ainda não chegou cá: economistas especializados em previsão económica, consultados pelo BCE reduzem as previsões da actividade económica da zona euro deste ano, de 2014, e de 2015. Esperam uma contração de 0,6 em 2013, quando era “previsível” 0,4 - há três meses.

Os analistas culpam a debilidade da procura interna (mais fraca que o esperado no primeiro trimestre) bem como “os dados decepcionantes procedentes dos países emergentes, nomeadamente a China e o Brasil”.

Acrescente-se que o dito estudo justifica com a menor pujança da procura interna a revisão em baixa para 2014 e 2015, prevendo ainda um ligeiro aumento do desemprego na zona euro para 2014 “apesar de agora ter caído um pouco”.

Se, com o caso de ontem, dos dados do INE sobre o emprego e o desemprego, se pôde fazer notícias contraditórias, com dois estudos simultâneos é só escolher o que agrada mais.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

PPP e SWAPS. Negócios milionários para os bancos.


A grande PPP de Cavaco Silva e Eduardo Catroga.Jun.2013

Negócios milionários para os bancos e ruinosos para o país.

 


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sábado, 25 de maio de 2013

Milhares em Belém pela demissão do governo.

Foto manifestação Belém 25 Maio. Mai.2013

Cavaco Silva e o governo foram apupados por milhares de manifestantes, que convergiram para o largo frente aos Jerónimos e jardim da Praça do Império.

Foto Manif.25 Maio. Milhares a caminho dos Jerónimos. Mai.2013

A manifestação, organizada pela CGTP-Intersindical, partiu de concentrações por sectores profissionais e regiões do país.

 Foto manif.25 de Maio concentração CGTP. Mai.2013

Para além das palavras de ordem, exigindo que Cavaco cumpra a função de presidente e demita o governo, alguns manifestantes equiparam-se com dísticos que apelidavam Cavaco Silva de “Palhaço”; narizes e outras representações de palhaço, cartazes com palhaços, e, chamaram-lhe palhaço. É uma nomeada já popularizada, efeito da queixa à Procuradoria.

Palhaços às costas! Tinha de ser...Mai.2013

A CGTP marcou nova jornada de luta para 30 de Maio, e Junho vai ser um mês de greves, (Função Pública) podendo haver Greve Geral com convergência das duas centrais sindicais, UGT e CGTP.

Arménio Carlos disse: “Maio vai acabar com uma elevada temperatura no que respeita à conflitualidade social, mas em Junho essa temperatura vai aumentar”.

 Vamos lá!

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Teste. O que diz Wolfgang Schauble a Vítor Gaspar?

  Dit dit dah dah dit dit (?) …será Morse? Ou será Código Fónix;… blá blá BLÁ BLÁ blá blá?

Gaspar entende Schauble na perfeição, daí o movimento sincopado da cabeça – tal e qual o dos peluches de tola articulada que viajam nos automóveis (atrás - que à frente vai a Senhora de Fátima dependurada no espelho rectrovisor).

Soube hoje pela TV que Gaspar se sente em casa na Alemanha. Está em Frankfurt, está bem. Mas vai voltar ao lugar onde é infeliz, e faz mal (mesmo que não seja por muito tempo).

Vítor Gaspar escreve para o site do Ministério das Finanças alemão; o ministro alemão das Finanças escreve sobre o “amigo e colega” Gaspar, para a revista do Expresso. Ambos são muito “clarividentes, determinados e corajosos” e acham “Portugal firmemente no caminho da recuperação”.

Como a divida pública ultrapassou neste primeiro trimestre 127% do PIB, qualquer coisa como mais 3.800 milhões de euros, o elogiado ajustamento acomoda-se mal.

Mas a realidade não entorpece a desfaçatez. Portugal vai no bom caminho, dizem eles. Um bajula o mestre, o outro enaltece o súbdito cumpridor.

Cavaco Silva assiste; o que são desemprego, falências, miséria, comparados com a visão da carreta do bom gosto, santa à frente e boneco articulado atrás.

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Alemanha dá emprego e tira vantagens do desemprego.

Alemanha escolhe mão-de-obra no desemprego que criou na Europa. Mai. 2013
Os enceradores de soalhos – guache de Malevitch

Espanha vai colocar 5000 jovens por ano no mercado de trabalho alemão.

A solução encontrada pelo governo de Mariano Rajoy para o desemprego jovem, que se cifra em 56% da população activa espanhola com menos de 25 anos, é emigrar. Também!

O movimento migratório de quadros desempregados europeus, para a Alemanha, obedece à estratégia de Ângela Merkel, de assim suprir as necessidades da sua economia. Há um ano (aqui) definiu esse plano e explanou-o numa reunião de líderes europeus em Bruxelas.

Dois meses antes (aqui) a preocupação do governo Merkel era de readmitir trabalhadores alemães já reformados, e seduzir os que estavam a atingir a idade da reforma a ficarem nas empresas, (com alguma flexibilidade laboral).

O desemprego na Europa, que a política de austeridade imposta pela Alemanha aumentou sobremaneira, serve os interesses alemães e só alemães. A circulação de jovens pelo mercado europeu de trabalho seria até vantajoso para os países de origem, se não fosse em massa, se feito na perspectiva de regresso, e numa realidade de economias mais equilibradas.

Mas o panorama das economias do sul não caminha para a estabilidade. A pós-troika independente e viável não existe - continuando na Zona Euro; com mais divida, juros mais altos, e menos economia, não vamos lá.

Quem sair da sua terra, não volta tão cedo e muitos jamais voltarão. Como dizia aqui há dois meses, a mobilidade faz-se num só sentido, desnatando de quadros os países do sul, quadros esses que custaram uma boa parte da divida desses países a formar. 

À Alemanha, fica-lhe bastante mais barato utilizar os quadros formados no estrangeiro, com o dinheiro dos contribuintes e dos pais dos jovens, das economias agora em dificuldades.

O Estado germânico está a ganhar com o afundamento de outras economias europeias. Sou dos convictos, de que Portugal não inverte a sua situação enquanto não sair do euro (AQUI).

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Grécia estaria fora de perigo se tivesse falido.

Deve a Alemanha sair do euro ou os países em crise.Mai. 2013

"Se a Grécia tivesse ido à falência na primavera de 2010, estaria hoje livre de perigo” (DW). Quem o afirma é o professor universitário Hans-Werner Sinn, presidente do Instituto IFO de Munique.

O presidente do instituto de pesquisa alemão sustenta que os países em crise deviam ter a oportunidade de abandonar a zona Euro, temporariamente, a fim de desvalorizar os seus preços e dividas. 

A discussão sobre a saída de Estados, da Zona Euro, tabu em Portugal até há umas semanas, faz-se na Alemanha com duas linhas críticas do modelo actual de solução da crise do euro. 

Por um lado, os que querem a saída da Alemanha, constituídos em partido (AFD – Alternative Fur Deutschland) para ir às próximas eleições gerais, e aqueles que querendo a continuação do euro e da Alemanha no euro, vêm como solução para a crise a saída de alguns países (Portugal incluído) da moeda única.

O Jornal de Negócios (JNeg) publica hoje uma resposta de Hans-Werner Sinn ao investidor George Soros, cuja posição alinha em parte com o AFD. No artigo, titulado “Deve a Alemanha sair do euro?”, o investigador admite que “se a Alemanha deixasse a moeda única, o regresso à competitividade seria mais fácil para os países do sul, já que o euro que restava iria sentir uma desvalorização”. Diz no entanto que os países em crise continuariam com o problema de se manterem numa zona com nações mais competitivas.

No último sábado, em entrevista ao El País, Hans-Werner Sinn, colocava três alternativas: 1 - A desvalorização interna no sul; 2 – desvalorização interna do sul através de uma expansão do norte, 3 – saída do euro de alguns países. 

Adiantava que “o mais provável é uma combinação dessas três” e que Espanha, Portugal e Grécia necessitam de uma desvalorização interna de 30%; França, de 20%; Itália um corte de preços de 10%, enquanto a Alemanha deve encarecer 20%.

No artigo citado do J Neg, Hans-Werner diz que “os países em crise não seriam poupados a uma dolorosa contenção sempre que permanecessem numa união monetária que inclui nações competitivas. A única forma de evitá-las seria que elas próprias saíssem do euro e desvalorizassem as suas moedas. Mas, até agora, não parecem dispostas a seguir tal caminho”.

Por cá, já há mais gente disposta a seguir tal caminho.

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domingo, 31 de março de 2013

Oferta de emprego da Alemanha desnata países do sul.

oclarinet - Os alemães incham isto está mau MALEVITCH. Mar 2013

“Alemanha quer contratar médicos e engenheiros do Sul da Europa” diz o jornal Público. A notícia não é nova, já em Maio de 2012 Ângela Merkel falava, em Bruxelas, no “relançamento da economia” (…) “através do reforço da mobilidade dos trabalhadores no interior do mercado interno”.

Merkel referia-se, como se pode hoje confirmar, ao reforço da economia alemã, e uns poucos mais. As medidas impostas aos países do sul destroem emprego de todo o tipo incluindo o mais qualificado criando disponíveis para emigrar, mas nos países do sul não se geram lugares para estrangeiros. 

A mobilidade faz-se num só sentido, desnatando de quadros os países do sul, quadros esses que custaram uma boa parte da divida desses países a formar.

Há um ano dizia aqui: «Não estando em causa a mobilidade dos trabalhadores, a verdade é que a Alemanha já tem de recorrer a trabalhadores aposentados para preencher os postos de trabalho que a sua economia gera, e, fica-lhe bastante mais barato utilizar os quadros formados no estrangeiro, com dinheiro dos contribuintes e dos pais dos jovens qualificados desses países».

Agora teremos de juntar à atractividade (rapina) alemã de trabalhadores qualificados, o aliciamento de capitais depositados nos bancos do sul, para a sua banca, a única segura na Europa para depositantes com contas acima de 100 mil euros. Jogadas de mestre.

Comentário do meu amigo Carlos Loures no post de Maio de 2012:
A Blitzkrieg foi um conceito militar criado pelo general Von Manstein e aperfeiçoado pelo general Hainz Guderian. Blitzkrieg significa “guerra relâmpago” - a um ataque brutal da aviação, deixando o inimigo a contas com numerosas baixas, cidades destruídas, mortos civis aos milhares, sucedia-se a intervenção de infantaria por blindados e artilharia e sempre com apoio aéreo. A infantaria vinha eliminar os derradeiros focos de resistência - tudo muito rápido e bem articulado. Quando o inimigo (que nem sabia que era inimigo) acordava do pesadelo, estava em território alemão. A Segunda Guerra foi um fértil campo de experiência para este tipo de operações. A senhora Merkel está a adaptar a blitzkrieg aos tempos actuais – sem o mau aspecto dos bombardeamentos e dos sinistros panzer, está a conseguir resultados muito animadores (para ela). O que deu cabo da estratégia alemã foi a resistência, sabotagem, snipers, comboios de munições a irem pró catano… Seremos nós, portugueses, gregos e tutti quanti, capazes de estragar a festa à senhora dona Angela?

Não estragamos a festa do Reich no terreno escolhido por Merkel para a lide, no Euro estamos tolhidos para a peleja, as armas têm valores muito desiguais e somos derrotados; perdemos a guerra (porque estamos numa guerra), perdemos entre outros os nossos médicos engenheiros e enfermeiros, perdemos a economia e mais da independência nacional. Portugal precisa de futuro e precisa discutir se esse futuro existirá dentro ou fora do euro. 

Entendo ser hora de sair do euro, é urgente acabar com o tabu do Euro na discussão da nossa crise social, económica e financeira. Aproveite-se a crise política para mudar de rumo, um rumo que permita aos nossos trabalhadores laborarem na sua economia, no seu país.

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terça-feira, 12 de março de 2013

Habemus Papam (não tarda)…e papa?

Qual a pegada ecologica das reportagens do Vaticano. Mar.2013

Porque é dia de mudança de lamparina no Vaticano, espera-se que  o próximo iluminado seja de mais baixo consumo.

Os custos dos programas especiais e reportagens, no chamado mundo católico, só podem ser medidos em percentagem do PIB. A Igreja nem renova na encenação.

A propósito uma canção datada (ma non tropo) de Gaber:


Diz a canção. (…)“Embora os negócios obscuros da Santa Sé / sejam parte integrante dos mistérios da fé”(…)

(?)

Actual (!)

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sábado, 9 de março de 2013

Cavaco Silva, o garante do pior governo de sempre.

Cavaco Silva garante da austeridade. Mar. 2013

Cavaco confessa o seu apoio – efectivo - ao governo de Passos Coelho, no prefácio ao “VII volume dos Roteiros”.

Diz Cavaco (do Público) que “em conjunturas de crise, como a que vivemos, seria fácil tirar partido de uma magistratura” (a sua) …”para, através de declarações inflamadas na praça pública, satisfazer os instintos de certa comunicação social, de alguns analistas políticos e de muitos daqueles que pretendem contestar as instituições. Seria fácil, por exemplo, alimentar sentimentos adversos à classe política ou até à acção do governo”.

“Ou até à acção do governo” diz Cavaco - e eu repito - para que todos os que andam com “instintos” de “contestação das instituições” (o governo? O presidente?), fiquem cientes que não é da toca de Belém que sai quem dê caça ao Coelho. Cavaco Silva não consegue perceber a voz do povo, chama-lhe ofensivamente “instintos”.

Cavaco Silva é o PSD, como Passos Coelho é o PSD, como o BPN é o PSD.

Cavaco, eleito como se sabe não representa todos os portugueses; jurou defender a Constituição e o normal funcionamento das instituições democráticas, foi eleito directamente para ouvir e dar voz aos portugueses e não cumpre convenientemente nenhuma das funções.

Cavaco é apenas o garante de que o governo não cai através de Belém, independentemente da governação ruinosa que se continue a fazer, e apesar de todo o paleio crítico e inconsequente do próprio presidente.

Cavaco é o garante da subida dos impostos e da redução dos salários, Cavaco é o garante do roubo das pensões e reformas, Cavaco é o garante da espiral recessiva, do aumento do desemprego, da emigração involuntária dos portugueses, da sabotagem da economia portuguesa, etc., etc., etc.; o garante da sobrevivência do pior governo de sempre que Portugal teve. 

Cavaco Silva não é o homem indicado para ocupar o cargo que ocupa nesta conjuntura. 

Resigne!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

António Borges. Aula na universidade de Verão PSD.

O barro precisa ser preparado antes de o mandar a parede.Ago2012
 
O oficialmente consultor do governo, António Borges, foi dizer no encontro formativo dos jovens PSD que está tudo bem; o ajustamento financeiro “está a correr melhor do que se pensava”, o relançamento económico, embora “não garantido” tem “boas probabilidades” de começar em 2013, que “Portugal conseguiu diminuir o consumo público e o privado” o que está a ser bom, que “o investimento também baixou, e bem”, “tudo bem feito e mais depressa do que o esperado”.

Extraordinário. É um sucesso geral. Há o problema da falta de crédito mas o Governo está a resolvê-lo “bem”, disse ele.

Bem! Se António Borges fosse uma sonda enviada a Marte nunca saberíamos nada do planeta vermelho, está cá como se estivesse no lado escuro da Lua.

Os alunos aprenderam “a dizer dos outros o que os outros pensam de nós”, argumentar com “interesses instalados” que afinal são o objectivo do curso (como ir ao pote); e a “denunciar” a “promiscuidade entre poder político e económico” que é o ADN do PSD - e não só.

António Borges usou a sua passagem pelo FMI, de onde foi corrido por incompetência (ver aqui), para procurar ter alguma credibilidade, mas é difícil.

Depois de ter elogiado o “Sub-prime” como “uma das melhores inovações dos últimos tempos”, de ter dito que baixar salários é uma emergência quando ele ganhou 225 mil euros sem impostos, já nem serve para mandar barro à parede, como se está a ver no caso RTP.

Devia recomeçar como aprendiz de olaria, amassar barro - amassar o barro e deixar de nos maçar.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A canção deste verão? Por Diego Escusol.


Tema do cantautor natural de Zaragoza, Diego Escusol, colocada no Youtube antes de ontem, tinha registado 27.000 visitas em menos de um dia.

Para quem não acompanha a vida política no Estado Espanhol, tem a história na página cultural do El País:

http://cultura.elpais.com/cultura/2012/07/15/actualidad/1342357008_685359.html

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Europa. Demonização e legitimidade de Merkel.

Que Construção Europeia...Jul.2012
O leitor Pedro deixou um comentário no post “ Alemanha perde com a Itália e Merkel com Monti”, cuja resposta não podem ser duas linhas na caixa de comentários. Há quem odeie Merkel e o leitor não vê porquê. Por ser alemã? Por ser mulher? Pergunta. Resposta, não! Até é ofensivo perguntar isso. Depois afirma que “quem odeia a chanceler acredita que o faz por causa das suas políticas mas essa convicção não tem fundamentos legítimos”. Tem!

Falemos então de legitimidade. Ângela Merkel foi eleita chanceler pelos alemães para governar o seu país e representar os alemães na União Europeia (UE), no organismo que reúne os líderes de todos os países da União; não foi eleita pelos povos europeus para decidir a política europeia e muito menos a política em cada país da UE.

ILEGITIMAMENTE, Merkel, com o apoio de Sarkozy e a cumplicidade de muitos outros, assumiu-se líder da Europa, subalternizando os órgãos representativos (porque eleitos) dos povos europeus. Tem decidido sozinha a política económica e monetária europeia, e até a política laboral, que tem as implicações conhecidas em cada país. Era o que faltava, não termos, todos os que são atingidos pelas decisões políticas da senhora Merkel, legitimidade para a criticar.

Sobre as políticas de Merkel, que ao Pedro não pesam, há mais do que “convicção” de que são erradas, falharam na Grécia, estão a falhar aqui e a estender-se por países como a Espanha, onde acaba o falhanço para dar lugar ao fim do euro e do projecto europeu. 

Ao contrário de que diz não há uma “Europa falida”, há países que por estarem no Euro não têm mecanismos próprios para enfrentar a crise. Crise que é bom lembrar começou com a falência do Lehmam Brothes nos EUA, e não foi resolvida de forma mais barata e rápida na Grécia pela teimosia ignorante de Merkel.

É por estarmos no euro que não resolvemos os nossos problemas da mesma forma que os resolvemos antes. Teríamos inflação (uma forma mais equilibrada de dividir os sacrifícios) mas não sofreríamos o número de falências de empresas e famílias que temos agora. E teríamos, o que é mais importante, uma perspectiva de saída da crise e de futuro.

Merkel já cedeu na capitalização bancária não veiculada à dívida soberana, o que parece ter chateado o Pedro, e cederá nas eurobonds (numa das suas várias formas) se o euro ainda existir após as eleições alemãs, onde é previsível perder a maioria e vir a ter o SPD como companhia na governação. 

O que se exige de Merkel não é que “seja solidária com os pobrezinhos” que é a tara caritativa da direita política, mas que não crie mais pobreza. 

Os alemães não têm de “abrir a bolsa para os países à beira do precipício” como diz o Pedro, mas abri-la para investir no euro e na União Europeia, se quiserem continuar a ser a potência económica que são hoje e deixarão de ser com o fim do Euro.

O que está em causa, não é se “Merkel é o bode expiatório de uma Europa falida” como pensa o Pedro, ou uma cabra que vai levar a Europa à falência, como pensam outros; o problema é se este euro faz sentido como moeda de todos estes países, e se esta União Europeia (com Merkel) continua a ser uma solução de paz para a Europa e de prosperidade para os seus povos, ou ao invés, uma semente de perigosos conflitos e a causa do empobrecimento de muitos de nós. 

Pedro, obrigado pelo comentário.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Moody´s corta rating de bancos alemães.

Moody´s baixa nota de bancos alemães e austríacos. Jun 2012

A crise da dívida na Zona Euro atinge a Alemanha. A agência de notação “Moody´s cortou nesta quarta – feira a nota de sete grupos bancários alemães e dos três maiores bancos da Áustria.

A Moody´s realça os riscos da qualidade dos activos da banca alemã e austríaca, pela limitada capacidade de absorverem prejuízos causados por mais choques, resultantes da crise da divida da Zona Euro.

A exposição directa da banca alemã e do Unicredit italiano, proprietário de bancos na Alemanha e na Áustria, à dívida soberana e à crise financeira “a leste”, pode levar a um colapso do sistema financeiro pelos reflexos que teria nos Estados Unidos da América.

Como dizia um ministro francês respondendo às pressões de Obama na cimeira da Nato, “que saibamos a crise não começou na Europa, o Lehman Brothers não era um banco francês ou italiano”, se chegar lá a carambola da crise não é nada que não tenha sido previsto, para não dizer merecido.

Que apareceria à porta dos bancos alemães era mais que certo; ainda tem pouco significado e no fundo têm sido as instituições de crédito alemãs as mais favorecidas pela crise. Quem não merece pagar a crise é quem não contribuiu para ela e têm sido sobretudo esses que estão a pagá-la.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

António Borges diz ser urgente diminuir salários.

António Borges e os salários dos outros.Jun.2012

Marc Roche, correspondente do “Le Monde” e autor do livro “O Banco – Como a Goldman Sachs Dirige o Mundo”, prémio de melhor livro de economia de 2010, da Associação de Jornalistas Económicos e Financeiros de França, afirmou à Rádio Renascença que, “o FMI disse-me que se livrou de António Borges porque não estava à altura do trabalho”. Desmente o que correu aquando da sua demissão, dizia-se que teria sido por razões de saúde, aliás, António Borges teve condições de saúde para de imediato se encarregar das privatizações em Portugal.

O mesmo Roche, em entrevista à Visão de 24 de Maio, sobre se António Borges não teria sido uma oportunidade para a Goldman Sachs (GS) na sua relação com Portugal, responde, “ o que ele fez no FMI, como economista-chefe – e não foi muito bom no desempenho dessa função, a avaliar pelo que foi dito pelo fundo para justificar o seu afastamento –, não teria dado muito a ganhar ao Goldman”. Aqui, a incompetência de Borges terá provavelmente salvo Portugal de se ter envolvido de forma semelhante à Grécia, com o Goldman.

A jornalista Mafalda de Avelar do Diário Económico (DE) transcreve hoje parte da entrevista ao canal ETV, de Marc Roche, que será transmitida terça-feira: «Ainda sobre o português (António Borges) diz o autor (Marc Roche) que descobriu, agora, que “Borges é cabeça das privatizações em Portugal”. “Será que ele vem limpo do seu passado na GS?”, “O que é que Borges fazia na GS?” são questões que os portugueses devem colocar ao economista, segundo este jornalista de investigação financeira, que defende que Borges “não deveria estar em posição de escolher os bancos na privatização porque sempre existe – algures – um Alumni* da GS”.»

António Borges foi apresentado como candidato a líder do PSD, antes das eleições internas ganhas por Passos Coelho, voltou-se a falar dele quando foi corrido do FMI como reserva para o mesmo cargo e tem as relações conhecidas com os interesses financeiros internacionais. Não se sabe o que o futuro lhe reserva (e por consequência, a nós) mas Marc Roche tem razão, o perfil de António Borges não aconselha a função que tem nas privatizações (se devia haver ou não estas privatizações é outro assunto).

Sobre a diminuição dos salários dos portugueses, que o DE chama para a primeira página de hoje, o melhor é não ligar – se ainda fosse a diminuição do salário dele…

(* Alumni, do latim, aluno – no contexto - da “escola” Goldman Sachs)

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domingo, 27 de maio de 2012

Emprego na Alemanha.

O que está por detrás das palavras de Merkel. Mai2012



Atente-se neste período do jornal Público, parte do relato da reunião informal dos líderes europeus em Bruxelas:

«Merkel defende, em contrapartida, o relançamento da economia através de reformas estruturais incluindo um reforço da mobilidade dos trabalhadores no interior do mercado interno “porque alguns países procuram trabalhadores qualificados enquanto noutros há um desemprego elevado”.» Sublinhado meu.

O que está por detrás das palavras de Angela Merkel? Não pode ser mais claro; depois de ter usado os parceiros europeus para vender os excedentes da produção industrial alemã, de lucrar milhões com a crise da dívida soberana, só lhe falta aproveitar o desemprego criado pela política de austeridade, para suprir as necessidades de mão de obra qualificada da Alemanha.

Não estando em causa a mobilidade dos trabalhadores, a verdade é que a Alemanha já tem de recorrer a trabalhadores aposentados para preencher os postos de trabalho que a sua economia gera, mas fica-lhe bastante mais barato utilizar os quadros formados no estrangeiro, com dinheiro dos contribuintes e dos pais dos jovens qualificados desses países.
Merkel mandem os trabalhadores mais qualificados para cá. Mandem os desempregados qualificados para cá.

O desemprego que a política de Merkel e de quem a apoia cria, é afinal um bom negócio – para a Alemanha e seus pares.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cavaco Silva. Crise acaba no próximo mês.

Cavaco Silva em 27 de Abril de 2012. Mai2012

De Cavaco Silva vem uma carta, de Jacarta “Portugal vai vencer a crise mais rápido do que previsto”.

Mais rápido que o previsto por quem? Por Vítor Gaspar que já disse que Portugal ia ao mercado em 2013, ou pelas próprias previsões do nosso presidente que “raramente tem dúvidas e nunca se engana”.

Terão uma vaga ideia de ter ouvido o presidente dizer que no segundo semestre de 2012 estava esperançado que Portugal começava a crescer, foi em Vagos, em 27 de Abril último, e fez títulos por todo o lado, como todas as declarações de Cavaco fazem (decerto para facilitar a pesquisa).

Cavaco Silva diz agora que vai ser mais rápido que as previsões; antes do segundo semestre deste ano – é para o mês que vem!

Anda o Seguro a tentar pôr uma palavra; abracadabra ou crescimento ou lá o que é, num texto do governo, para resolver a crise, e afinal o nosso presidente já sabia que nada disso é preciso.

É bom ter um presidente assim, que emende as previsões da OCDE no próprio dia, com coragem e douto saber, e que não se fique pelas previsões nacionais a que poucos ligam. Quem diz, como Cavaco Silva, que “existe a convicção de que a economia europeia está a entrar na trajectória de recuperação”, quando a OCDE cortou a previsão de crescimento para uma contracção na Zona Euro, merece parangonas internacionais.

A não ser, a não ser que Cavaco, quer seja em Vagos quer seja em Jacarta, esteja sempre a leste da realidade. É tempo de organizar uma viagem à comitiva presidencial para um local do Universo com outra visibilidade.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Portugal não é a Grécia, mas é o quê?

OCDE Actividade económica a cair em Portugal. Fev.2012 

O gráfico acima, da OCDE, publicado ontem no Expresso online, indica a evolução da actividade económica de Portugal (vermelho) comparando com a da Grécia (azul) e da Irlanda (verde) de Fevereiro 2010 a Dezembro de 2011. Enquanto no princípio do último trimestre de 2011 há um ponto de retoma na Grécia e Irlanda, Portugal não pára de descer.

Dados de agora, do INE, dizem que a recessão em Portugal no total do ano de 2011 foi de 1,5% do PIB. De imediato ouviram-se vozes a minimizar a situação pois havia previsões piores, como estratagema é o que é, mas não esconde a realidade; estamos em recessão há quatro trimestres, os seguintes também serão de recessão, vivemos a crise económica mais longa pelo menos da minha existência.

Um factor a ter em conta é a distribuição pelos trimestres de 2011 da queda do PIB, respectivamente; 0,6% – 0,2% – 0,6% – 1,35%, sendo que o quarto trimestre comparativamente ao mesmo de 2010 caiu 2,7%. Há uma evidente mão das medidas de austeridade do governo, no aprofundamento da recessão.

Na Irlanda o problema é mais no sector financeiro e na Grécia ao nível do Estado, como se sabe, mas em Portugal são os particulares e as empresas que não recuperam, os “ajustamentos” empobrecendo as pessoas e asfixiando por falta de crédito as empresas, não são reformas estruturais.

Mesmo as contas externas que contaram com a queda de importações e o bom comportamento das exportações, vão sofrer alterações este ano; as medidas de austeridade em Espanha (o principal parceiro) vão reflectir-se nas nossas vendas ao exterior, e no nível da nossa recessão.

O governo de Passos Coelho entende que com propaganda convence todos, interna e externamente, que vamos no bom caminho, depois aparecem os indicadores económicos e vai tudo por água abaixo. A Moody´s baixou mais o "nível de lixo" apesar da conversa fiada, e o que eu vejo que ando na produção, é que não há trabalho. A economia está paralisada em muitos sectores, a situação ainda vai piorar para a maioria das famílias portuguesas.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Afinal vai haver mais austeridade ou não? Défice há.

Buracos.Jan 2012


O governo fez publicar ontem no DN, que não consegue para 2012 o défice acordado com a troika, será de 5,4 e não 4,5% do PIB. Ontem o governo estava “a trabalhar num cenário de medidas adicionais para este ano”, (DN), hoje “uma fonte oficial do executivo garante que o desvio não será tapado com mais austeridade” (jornal i). ontem tinha “um problema de comunicação”, hoje teria o problema de comunicação resolvido.

Percebe-se o que o governo pretendia e foi ensaiado, pelo silêncio, em vários órgãos; secundarizar as dificuldades da execução orçamental. Lá mais para a frente quando surgisse a necessidade de mais medidas de austeridade, a “legião jornaleira” lembraria que já em Janeiro o governo tinha “comunicado” aos portugueses que “a execução orçamental se tinha tornado ligeiramente mais difícil”. Só há um problema, é dia de debate na Assembleia da República, não há como esconder a coisa. Por isso, a RTP veio falar (agora) em possível austeridade. Em que ficamos?

Para já a ordem é baralhar. A política de “comunicação” do governo nem é sofisticada, apenas controla os órgãos de comunicação social; foi esta a forma como os partidários de Pinochet voltaram ao poder no Chile poucos anos volvidos sobre a restauração da democracia.

Não é fácil combater a intoxicação mediática, a manipulação de notícias e a contra-informação policial, num país em que a oposição não possui qualquer meio informativo de grande difusão. Só resta a luta de quem sofre as consequências das políticas do governo, e a denúncia das maneiras como os portugueses estão a ser burlados.

A “nota interna” que o governo ontem divulgou tem várias semanas, esperou por montar várias manobras de diversão para a difundir. A clássica é fazer burburinho à volta do nome de Sócrates – já se sabe que se Sócrates aparece a despropósito há bernarda a anunciar pelo governo; é lamentável o número de pessoas informadas, que por não gostarem do anterior governo se deixam ludibriar por este. Mas é o que temos – vistas embaciadas.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fitch baixa Portugal a "lixo" por falta de crescimento.

Carvalho da Silva (Greve Geral) Nov.2011
No dia em que se realizou em Portugal a maior Greve Geral de sempre nos sectores público e privado, outra das grandes agências de rating – depois da Moody´s a 5 de Julho – dá nota “junk bond” (lixo) a Portugal. A Fitch Ratings considera o “cenário macroeconómico negativo” para além do desequilíbrio orçamental e o elevado endividamento conhecido.

Também a agência chinesa Dagong baixou o rating de Portugal para a mesma condição. O nível “lixo” significa que é desaconselhável o investimento em divida portuguesa.

Não vai haver crescimento devido à austeridade imposta pela troika e às medidas do governo de Passos Coelho que vão no sentido de aumentar ainda mais a recessão. Sem criação de riqueza é impossível pagar os empréstimos contraídos, é a perspectiva das agências. Após a classificação da Fitch subiram naturalmente os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas.

A Fitch, que tinha ameaçado com o corte agora feito, acrescenta que Portugal continua sobre observação e que a tendência negativa pode levar a novos cortes no rating.

A agência de rating “percebeu” que o objectivo de baixar o défice em 2011 só fui possível com os fundos de pensões da banca, e entende que “para 2012 o risco de derrapagem é grande”.

A política de empobrecimento dos consumidores internos e de asfixia das empresas com a falta de crédito bancário, está a deixar a economia sem meios de funcionar. O que espera os portugueses são mais medidas de consolidação para 2012, ou seja mais cortes nos rendimentos, mais impostos e menos serviços públicos essenciais. Foi contra isso a Greve Geral de hoje.

O governo vai teimar na ofensiva contra a população, os trabalhadores, os pensionistas e os jovens vão ter de endurecer a luta contra a agressividade do governo.

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