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sexta-feira, 22 de março de 2013

Petição contra Manuela Ferreira Leite. Já.

Manuela Ferreira Leite também vai fazer anúncios. Mar.2013

Manuela Ferreira Leite regressa ao comentário político na TVI. Com Marques Mendes (SIC), Marcelo Rebelo de Sousa (TVI) e Santana Lopes (TVI 24/Correio da Manhã TV); são - já - quatro antigos presidentes do PSD com poiso em programas especiais nas televisões. “Ajudam” os portugueses a compreender a política, obviamente com a visão, (independente?) que o seu passado e presente na política permitem.

Neste quadro, as reacções pela futura presença de José Sócrates na RTP, são ainda mais ridículas. As justificações para contrariar o regresso de Sócrates são as mesmas da campanha contra ele, antes e depois da troika. 

Escrevi aqui sobre a culpa de Sócrates há um ano, agora o terror aumentou e com cenas de histeria sem sentido. Uma petição contra Ferreira Leite teria o mesmo nexo, nenhum.

Eu defendo a saída de Portugal do Euro, Sócrates decerto que não; mas quero ouvir o que um ex-líder do centro-esquerda tem para dizer sobre a situação do país, mais não seja, porque é de certeza mais claro que a actual liderança do PS.

Hoje, um deputado do PSD disse no Parlamento que o regresso de Sócrates é a razão da moção de censura do PS. Não sei, mas já vimos pela acção de António Costa que António José Seguro precisa de uns “encostos de bateria”.

Os meus amigos que odeiam Sócrates, e são muitos, tenham paciência; pode-se continuar a bater no ceguinho, mas não vai estar amordaçado. Uma noia diria o boneco do Marques Mendes.

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domingo, 3 de março de 2013

Manif. 2 de Março. A contramanifestação dos números.

Foto manifestação 2 de Março. Mar.2013

O jornal Público engendrou um novo tipo de repórter, na linha muito publicitada do “ganhe dinheiro trabalhando em casa”. 

João Pedro Pereira, o repórter sentado, especialista em escrever sobre coisas que lê na Internet, abalançou-se a fazer uma contra-manifestação ao protesto popular de ontem.

Para tal, contou (de casa) clareiras no Terreiro do Paço e muitas aldrabices no texto. Estive na manifestação de Lisboa, não sei ao certo quantos manifestantes lá estiveram, mas sei que o repórter (!?) do Público ainda o sabe menos. O método dele é uma intrujice, seja voluntária ou fruto da ignorância.

Os metros quadrados do Terreiro do Paço são estáticos, as pessoas não. Os manifestantes do 2 de Março não preencheram a praça, agrupando e ajeitando-se no espaço, esperando uns pelos outros, não arredando pé até fazer uma massa de gente. Isso faz a batida Intersindical, o que levou outro “repórter sentado”, (o Ricardo Costa da SIC/Expresso) a dizer que esteve mais gente na Manif. (da Greve Geral) da CGTP que agora. É falso, afirmo eu que estive nas duas.

Entrei na manifestação na Avenida da Liberdade, perto dos Restauradores, a seguir ao primeiro sector (o silencioso). Quase toda a manifestação estava a montante. Foi enchendo à frente com populares que foram entrando daí para baixo e passado pouco tempo da nossa chegada ao Terreiro do Paço cantou-se a “Grândola”.

É visível nas televisões a saída de gente ainda antes do hino, e muitos mais saíram daí em diante. Foi uma caminhada com passagem pela Praça e não uma concentração, como facilmente qualquer jornalista que fez reportagem (no local, que é onde se fazem) notou. Foram horas a entrar e sair gente. Saí já noite, pelas 19 horas porque não aguentava, nem quem foi comigo, as já 4 horas em pé e ao frio – estava ainda a chegar a “maré da saúde”.

Foi patente que os manifestantes, todos ao mesmo tempo no Terreiro do Paço, não caberiam; as contas do “repórter sentado” do Público não servem de nada aos leitores. Servem para a organização “que se lixe a troika” corrigir procedimentos; tempo de saída, itinerários, distâncias e estrangulamentos, cabeça de manifestação, etc, ou mesmo o modelo, aprendendo com a experiência e com quem faz bem. 

O que é mais importante é a grande manifestação nacional contra este governo.
Pois é.
Mas não podemos esquecer como este governo foi lá parar e com quem conta para lá se manter.

Post Scriptum:
O Público volta hoje (2ªF) à carga com a ocupação por metro quadrado, quando se sabe que a manifestação de 2 de Março obedeceu a uma dinâmica de passagem pelo Terreiro do Paço e não a uma concentração “tipo Fátima”. É o argumentário para as discussões das segundas-feiras, a razão por que se vendem os jornais ditos desportivos. Haja paciência…



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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Manifestação 2 de Março. Próxima meta.

Boaventura Sousa Santos na SIC. Fev.2013
Clicar na foto - SIC

Para Boaventura Sousa Santos a actual contestação “é um sinal do crescente isolamento do governo em relação aos portugueses” (SIC).É visível. Por mais que todos os Mass Media Mafiosi ponham os seus “jornalistas” e comentadores (ou os políticos do regime) contra quem se manifesta, é patente o desagrado geral em Portugal. Com ou sem manifestações o governo perdeu a grande maioria dos portugueses, como é notório por todo o lado.

Boaventura observa que os movimentos sociais em Portugal “nunca foram muito fortes” e que tanto eles como as forças partidárias não estão a responder aos anseios dos mais jovens. Sendo verdade, esses desejos não se saciam no acto da contestação.

As organizações informais de manifestantes funcionam como expressão momentânea do descontentamento, divulgam os sentimentos populares, agregam e ajudam a mobilizar para demonstrações de massa, mas se não têm continuidade  e trazem organização, podem servir substancialmente de escape da tensão social.

Vejo por aí a meta de 2 de Março como se não houvesse 3 de Março; o crescendo de agitação até 2 de Março justifica-se, mas também se justifica que fique algo após essa meta. Ou em 2 de Março há a “explosão social” que leve à demissão do governo, do Cavaco, ou de outro objectivo similar, ou é preciso continuar na rua e continuar a “Cantar as Fevereiras” aos governantes, ao CDS, ao Presidente da República, e talvez ao António José Seguro.

Mas as movimentações produzem efeitos; como diz Boaventura, podem levar até a que haja partidos “que se mobilizem um pouco mais”, por exemplo, “a que o próprio PS, se dê conta que este movimento está a passar à margem do maior partido da oposição” e o leve a “fazer parte da solução e não do problema”.

Temos de estar preparados para um 2 de Março meta final ou meta volante, para a resposta do poder e dos enormes meios à sua disposição, desde logo a totalidade dos Mass Media Mafiosi que controla. Eles vão medir, comparar e relevar dados das manifestações, vão tentar minimizar e controlar danos.

A contrapartida só pode ser mais mobilização e mais organização, mais firmeza na resposta. 

Não se podem dar tréguas – forte contestação até o governo ir embora!

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fraude do BPN na SIC. Promete mas…

BPN na SIC promete mas...Fev.2013

A SIC diz que tem um programa sobre a fraude do BPN, vamos ver se não é outro engano.

Em 12 de Maio de 2012 escrevi aqui o seguinte:

«Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.
 
Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.
 
O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados».

(A SIC vai dar a notícia?)

Post Scriptum: Visto o 1º capítulo mais parece um press release da Galilei.

Só neste blogue escrevi uma dúzia e meia de posts sobre o BPN. Alguns dos títulos:

Abril 2011- Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Agosto 2011 - Governo vende BPN ao BIC. Porquê?

Novembro 2011 - A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a justiça?

Janeiro 2012 – BPN. Supremo condena todos nós a pagar a padres burlados.

Fevereiro de 2012 – Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

Abril de 2012 – BPN no Diário de Notícias, promete mas…

Agosto 2012 – Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

(Clicar nos títulos a cor)

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