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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Álvaro e os interesses instalados.

A laranjada independente. Jul.2013

O ministro Álvaro, o remodelável, finalmente saiu do governo. Não saiu agora, saiu há tanto tempo que a pergunta que deixa é se alguma vez esteve no governo, se a pasta da Economia algum dia, destes dois anos, existiu.

É patente que a “Economia” andou com secretários de Estado, e muito mal. O saldo é o volume de desemprego e de encerramento de empresas. A economia portuguesa está como nunca esteve, de rastos. 

O ministro nada fez, mas também trazia pouco para fazer; tinha escrito que a competitividade se conseguia com baixos salários, os interesses instalados ficaram interessados na tese e cooptaram-no. É a única razão porque veio do Canadá.

Aterrou num super- ministério sem experiência de gerir um mini-mercado, foram-lhe tirando trabalho até ficar sem nada para fazer, deixou assim de parecer incompetente e ganhou simpatias.

As visitas de Álvaro Santos Pereira a fábricas foram descobertas, mostravam um curioso embevecido com tudo; por uma linha de enchimento, uma prensa, uma qualquer geringonça automática, como um garoto na Disneylândia; era simpático mas não era ministro.

O ministro Álvaro decretou o fim da crise para 2012 em Novembro do ano anterior, quando o PIB caía e a recessão se instalava. Perdeu quase todos os secretários de Estado, com relevo para Henrique Gomes, sem mexer uma palha, e plagiou as propostas do comissário António Tajani sobre a reindustrialização da Europa.

Álvaro Santos Pereira só deu ao país – despesa. Demonstrou que a incompetência tanto pode vir dos quadros partidários como da Universidade ou da sociedade civil; nisso foi útil, pois vivem-se tempos de populismo enganador. Pela sua inutilidade, Álvaro Santos Pereira serviu os interesses instalados.

Só se governa bem com boas políticas e executantes sábios e experientes.

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terça-feira, 2 de abril de 2013

Álvaro , Relvas e tagarela, resolvem desemprego jovem.

Desemprego e precaridade no trabalho marca do governo Passos Coelho.Abr.2013

Perante o valor de 17,5% no desemprego, dados do Eurostat para fevereiro deste ano, que significam na comparação com o mesmo período do ano passado, um aumento de 14,8% para 17,5%, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira disse hoje: “O mais importante é que tudo faremos para não só estabilizar, mas também reduzirmos a taxa de desemprego”.

Que o governo tudo fará e tudo está a fazer para combater o desemprego, já tínhamos ouvido antes; os resultados conhecem-se. Também hoje, foi apresentado pelo governo (pelo ministro Miguel Relvas) o “padrinho” do programa “Impulso Jovem”, um “rapaz simples” que “acredita em sonhos e super-heróis” como cita o jornal Público de palavras de Relvas.

O “rapaz” vai trabalhar a “custo zero” (!) e o que disse na apresentação está no texto do jornal (AQUI), (a ler com cuidado por pessoas sensíveis). Não é fácil comentar com urbanidade os valores e o discurso do “padrinho” do Impulso Jovem, só digo que é de ficar siderado.

Ouve-se dizer que estamos sem governo (e sem presidente), que o governo está bloqueado, ou desnorteado, ou sem soluções, etc., e quem aparece para dar a cara são logo estes dois ministros, Relvas e Álvaro, e a nova cara de uns programas de estágio, o “rapaz, padrinho, sem remuneração” que não terá toda a culpa pela figura que faz.

Não tenho ideia de ver um governo a acabar neste estado, sem qualquer noção do ridículo. Será penoso para eles mas é ainda mais para quem assiste.

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Directivas para sardinha assada e atraso de pagamentos.

União Europeia é firme em directivas da sardinha assada.Mar.2013

Desde que estamos na União Europeia habituaram-nos à obrigatoriedade de seguirmos as directivas emanadas de Bruxelas. Das colheres de pau à tripa de plástico dos enchidos, ou aos fumos da sardinha assada. Isto para falar só de cozinha e cozinhados; aliás, opíparos manjares para a larica da ASAE. 

Quando servem para sacar umas coimas, as directivas europeias são mais que adoptadas, são tratadas como filhos legítimos do governo português.

A Comissão Europeia lançou em 2.000 uma directiva para que os Estados passassem a pagar atempadamente aos seus fornecedores, se bem me lembro a 30 dias da data das facturas, mas, passados estes anos, conclui-se que os Estados fizeram-se esquecidos.

Como vem no Público, a “Comissão Europeia apela a que países adoptem a directiva sobre os atrasos de pagamentos”. Não sei se está bem traduzido, mas as directivas não nos têm chegado em forma de apelo. É para cumprir – e mais nada! O Estado, quando é para receber…é para receber – e mais nada!

O paleio do governo sobre o problema do desemprego não leva em conta o encerramento de empresas provocado pelo próprio Estado, pelo Estado caloteiro. 

Qualquer aselha em contas, mas que conheça a realidade do tecido empresarial português, já viu há muito que o Estado pagar o que deve é a mais importante injecção de dinheiro para impedir maior desemprego. Os doutos economistas que governam isto, ainda não notaram.

Andam com mesinhas, velhos “impulsos jovem” e ocupações da treta, enquanto fecham empresas viáveis, só porque estas trabalham para o Estado, ou trabalham com clientes que têm o Estado como cliente.

Sei o que é isso, escrevi AQUI o ano passado sobre o assunto, dizia ao ministro Álvaro: “Em vez de ir para a televisão palestrar sobre o paradigma financeiro do tecido empresarial português e a necessidade de irem para a bolsa, deixe de nos ir ao bolso e paguem o que devem às empresas”.

O “APELO” da Comissão Europeia vale mais que um desabafo num blogue?

Vamos ver!

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Ministro Álvaro com bilhete só de ida para o Canadá.

Ministro Álvaro pode partir hoje para Toronto. Mar.2013

Inserida na semana de luta dos trabalhadores dos transportes, que se inicia hoje, os trabalhadores da TAP manifestam-se no Largo de Camões, em Lisboa, e entregam no Ministério da Economia um bilhete “só de ida”, para Toronto, ao ministro Álvaro Santos Pereira.

A TAP (SA) fechou o ano de 2012 com lucro de 16 milhões de euros. Os oito sindicatos que representam os trabalhadores da TAP entregaram hoje um pré-aviso de greve, para os dias 21,22, e 23 de Março.

Os trabalhadores protestam contra os cortes salariais e a política do governo, que está a provocar uma razia de quadros qualificados da TAP, cuja opção vem sendo a emigração.

É contra o “desfalque de quadros técnicos da manutenção e voo da TAP” que os trabalhadores fazem o gesto simbólico de entregar um bilhete de regresso (a Toronto) ao ministro da pasta dos transportes. 

O ministro Álvaro tem vários voos para Toronto. Podia aproveitar a borla.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TGV. Sócrates telefonou a Vítor Gaspar.

TGV arranca governo contradiz-se. Fev. 2013

Governo português obteve a garantia em Bruxelas de financiamento comunitário que permitirá voltar a pôr nos carris o projecto de alta velocidade.

Em 2 de agosto de 2011, o ainda ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, gozava com os defensores do TGV qualificando o dito de “comboio modernaço”; em 22 de Março de 2012, o ainda primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerava a recusa da alta velocidade um assunto arrumado.

Que se passou entretanto? O ClariNet sabe, por uma daquelas fontes habitualmente citadas pelos jornais, (deve ser a mesma do Correio da Manhã) que tal contorcionismo se deve a um telefonema de Sócrates, para (convencer) o ministro das Finanças. 

Este, como outros casos anteriores, assinalam como determinante para a instabilidade política nos partidos do arco governativo e para o perigoso investimento público, o saldo do telemóvel de José Sócrates.

Quem diria?

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Álvaro o mentor? A reindustrialização da Europa.

Antonio Tajani - Comissario Industria. Dez 2012

Em nenhum país europeu ligaram patavina à carta de cinco ministros da economia (incluindo o nosso) sobre a agenda para o crescimento baseada na reindustrialização da Europa. Ninguém teve a lata de dizer que havia um mentor de tal coisa (excepto aqui); e logo o ministro Álvaro.

O protagonismo dado ao ministro Álvaro justifica-se (!?) pelo provincianismo publicado e a manifesta preguiça jornalística.

Com base nas conclusões do Conselho Europeu de Junho e a política industrial adoptada pela Comissão Europeia em 10 de Outubro, realizou-se - em Lisboa (!) – a 26/10, a Conferência “Reindustrialização para o Crescimento e a Competitividade na Europa”. António Tajani, comissário responsável pela Indústria e o Empreendedorismo e vice-presidente da Comissão Europeia defendeu a reindustrialização como a 3ª Revolução Industrial.

A carta dos cinco ministros da economia (incluindo o nosso) não passa de generalidades sobre as prioridades definidas por Tajani.

O que o ministro Álvaro acrescentou à carta, e a Tajani, em declarações de pôr os olhos em bico à Europa do desenvolvimento social, foi a resposta obscena ao dumping ambiental dos países em desenvolvimento.

O que falta à indústria europeia para melhor competir não é poluir como outros fazem. A própria indústria dá as soluções. A indústria europeia das tecnologias ambientais e de gestão de recursos é líder mundial. A indústria europeia tem de continuar a modernizar-se com ecologia e investigação e não reduzindo o seu potencial de inovação. Desaparece se quiser copiar os padrões chineses.

O actual governo português vai no pior sentido, abandona o cluster industrial das renováveis, nada promove além da emigração de quadros e “cérebros”, desinveste na educação e na investigação científica, torna impossível o financiamento das empresas para além de as descapitalizar. 

No meio disto o ministro Álvaro quer dar sinais de vida mas não aparenta saber o mínimo sobre empresas ou indústria.

Por cá é pretensioso falar em reindustrialização; a política do governo actual leva a que quase todos os dias fechem fábricas. Conseguir suster a sangria industrial que se iniciou com Cavaco Silva já era um objectivo razoável.

Cartas, manifestos, convenções…são paleio - fúteis promoções.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Substituir os estivadores por militares. A demência.

Estivadores contra a precariedade.Nov.2012
 
Os agentes de navegação devem ter visto na carga policial de ontem uma oportunidade para subir a parada e pedir a militarização do país. A sua associação (Agepor) desafiou, segundo os jornais, o governo a substituir os estivadores em greve, por militares.

Diz a Agepor que a requisição civil não resolve o problema, o que já se sabia.

A greve na estiva (ver aqui) tem estado sujeita à mais descarada contra-informação, continuando os jornais a relatar que há impasse nas negociações entre o governo e os sindicatos, e o próprio ministro Álvaro a dizer nas televisões que continuam a negociar, quando não houve reuniões entre o governo e os grevistas, coisa que os sindicatos vêm pedindo há meses.

Não é a greve mas a causa da greve que está a prejudicar as exportações e a economia. Antes do governo querer precarizar o trabalho portuário nada de anormal se passava nas exportações e na actividade da estiva. É mais uma das asneiras deste governo com efeito lesivo na economia.

A proposta dos operadores portuários é inqualificável, substituir trabalhadores em greve parcial por militares, decerto para fazer as horas extra, pagas por não sei quem e a que preço, só lembra a um cabo feito general num golpe de Estado. 

Militarizar a função de quem tenha contratos normais de trabalho seria o cúmulo da desfaçatez fascistoide. 

Precários e militares, o sonho duma sociedade em que o chefe dá elogios muito fortes a quem tem a coragem de ir trabalhar pois está a lutar por Portugal e por vencer adversidades. (já ouvi isto em qualquer lado)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A vaga de lay-offs e o ministro Álvaro.

Ouve-se cada coisa...Ago 2012

Quem tem dificuldade em varrer o no sense da memória não deve ouvir o ministro Álvaro. Ouve-se cada coisa, cada disparate, que perdura dias a resso(n)ar na cabeça, ora vai ora remanesce como chato resistente ao quitoso.

Era para ter referido a Concertação Social, desisti, como já deviam tê-lo feito os sindicatos; aquilo não é uma mesa de negociações é um auditório onde o governo informa dos factos consumados. Serve para o presidente Cavaco dizer lá fora que há consenso na sociedade portuguesa e a imprensa internacional nos chamar mansos, coisa que dantes até ofendia.

Foi na saída da chamada reunião da concertação social que ouvi mais uma barbaridade do ministro Álvaro.

A empresa de construção e obras públicas, Tecnovia, vai pôr em regime de lay-off 340 trabalhadores, o governo parou-lhe as obras, não suporta pagar os salários aos trabalhadores parados.

O presidente do sindicato do sector, Albano Ribeiro, informou haver “100 a 200 empresas em vias de entrar em lay-off, envolvendo 5.000 trabalhadores” e disse na televisão que no caso da Tecnovia a “situação é dramática” pois poderá descer “de uma facturação mensal de oito milhões de euros para um milhão, tendo encargos fixos de dois milhões de euros”.

O ministro Álvaro interrogado sobre a situação da Tecnovia disse tratar-se “de um problema de financiamento” (é a frase que ainda não me saiu da cabeça).

Para o ministro da economia e professor de economia, as empresas com falta de trabalho têm problemas de financiamento. Financiar para quê? Para pagar salários? Além de não ter nexo quem financia um sector que o governo quer (e está a conseguir) sufocar?

É o que dá ir buscar uma figura que não faz a mínima ideia do que é uma empresa, para ministro da economia.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mineiros de Neves–Corvo em greve ao trabalho extra.

oclarinet - lvaro equipado para trabalhar no buraco

Os trabalhadores da mina de Neves Corvo, em Castro Verde, iniciam hoje uma greve ao trabalho extraordinário, em protesto pela intenção da administração em aplicar o novo Código de Trabalho.

As minas de Neves – Corvo são das principais do mundo na extração de cobre e zinco, possuindo o mais produtivo jazigo de cobre da Europa; propriedade da Somincor (Grupo Lundin) responsável pela exportação de 92% do minério português.

A empresa pretende reduzir a remuneração de todo o trabalho suplementar para 50%, quando ele era pago até aqui a 300% nos feriados especiais e a 125% nos outros feriados.

Os mineiros querem a “manutenção do descanso compensatório” que o novo Código do Trabalho elimina e a continuação das “percentagens actuais de acréscimo no trabalho suplementar”.

Tal como na luta dos mineiros da Panasqueira, em Castro Verde a greve vai manter-se por tempo indeterminado.

Nas minas, as coisas não estão fáceis para o ministro Álvaro, o governo, e o patronato que oportunisticamente quer aproveitar o novo Código do Trabalho.

Em outras empresas e sectores os trabalhadores têm marcadas respostas similares.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Falta de respeito pelos mais velhos.

Idosos sem dinheiro para o passe social. Ago.2012

 O respeitinho é muito bonito, ouvimos dos mais velhos desde a mais tenra idade. Fazia parte da educação, pensava-se que estava assumido, mas as sociedades sofrem revoluções e as revoluções são feitas pelos mais novos.

Os revolucionários portugueses que agora estão no poder, liderados pelo jovem Passos Coelho, olham para os velhos como uma despesa. Passado o tempo em que eram produtivos e criaram riqueza, agora são só custo e empecilho, na sociedade que se diz da competição.

Em Julho do ano passado, com o aumento dos transportes várias vezes superior à taxa de inflação, o governo anunciou “títulos de transporte a preços reduzidos”. Mas logo em Novembro, o governo de Passos Coelho acabou com o desconto nos transportes; para os idosos com mais de 65 anos cujo rendimento de agregado familiar é inferior ao ordenado mínimo, os reformados e os jovens até aos 23 anos (ler AQUI).

Os resultados dos aumentos dos tarifários e o corte nos descontos dos passes estão à vista; no primeiro semestre deste ano, o passe Navegante Urbano 3ª idade tem menos 17% de utentes, o que representa 41.841 idosos que perderam mobilidade.

Os idosos são uma parte das perdas das empresas de transportes, muitos mais deixaram de usar os transportes públicos. Neste período (6 meses) a Carris perdeu 25 milhões de passageiros, o Metro 11,5 milhões e a Transtejo 1,5 milhões, o que diz muito sobre o desemprego crescente e a política de aumento do preço dos transportes.

O ano passado dizia aqui que os nossos velhos iam ficar mais isolados - 41.841 já não viajam nos transportes públicos por falta de dinheiro para o passe.

 O governo de Passos Coelho, o seu ministro Álvaro e o seu secretário Sérgio Ribeiro fizeram uma revolução, não uma revolução nos transportes mas uma revolução na sociedade portuguesa. Está a ser feita sem grande oposição.

 Os portugueses deixaram de respeitar os seus velhos?

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Passos Coelho vaiado em Borba.

Passos Coelho vaiado no Alentejo.Jul.2012
O recinto do “Global Stone Congress 2012”, que se realiza na cidade alentejana de Borba, não tem saída pelas traseiras.

Passos Coelho teve por isso de passar por “largas dezenas de manifestantes” que o apuparam. Gente do ensino, da saúde, da administração pública e populares, aguardaram a saída dos ministros para protestar contra as medidas do governo.
- Para ver vídeo clicar AQUI.

O Global Stone Congress é um evento internacional, que se realiza há 6 anos, juntando empresas do Sector da Pedra Natural. O Cluster da Pedra afirmado durante o anterior governo, constitui um importante valor para Portugal dado o potencial que este recurso natural tem, de norte a sul do país, dos mármores graníticos aos calcários.

Ministro pouco à-vontade no congresso dos calhaus.Jul.2012
O Global Stone Congress é sobre a pedra, mas participam sempre alguns calhaus.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nova linha de crédito às empresas. Capitais próprios.

Tirem-no deste filme. Jul.2012
O ministro da Economia anunciou hoje que vai haver um reforço da linha de crédito “PME Crescimento” lançada em Janeiro, não anunciou o valor mas as condições devem ser semelhantes. A execução da anterior vai em 85%, meio ano após ter sido lançada.

Para algumas empresas será o negócio possível, para outras, um péssimo negócio. Se for como a anterior, com “spreads” superiores a 5% sobre a taxa Euribor a três meses, para a maioria das pequenas empresas não será forma de resolver os problemas de caixa. Depende do que causa os problemas.

Depois, os critérios são seleccionados pela banca, que avalia o risco da operação e decide se empresta ou não, como em qualquer outro empréstimo bancário. Aquilo a que o Ministério chama “avaliação de risco e viabilidade económica das empresas” resulta de factores que se têm deteriorado, na maioria delas, devido à política de austeridade e não da actividade empresarial. 

O governo espera receber a regularização de dívidas ao Fisco e à Segurança Social, condição necessária para aceder ao crédito, que conta com outra linha de crédito bancário paralela, destinada exclusivamente a essas dívidas.

Feitas as contas o melhor é as empresas analisarem o que as levou a terem problemas de tesouraria. Pelo que vejo na minha actividade, o facto de “ninguém pagar a ninguém” é uma causa. Falo das empresas habituadas a viver com capitais próprios, e não das que têm necessidade de recurso a créditos para o seu trabalho normal.

A minha empresa (unipessoal) tinha no banco no fim do mês passado menos de 100 euros, antes de ter reforçado a conta com um pé-de-meia que me deixou descalço. Por receber, havia em facturas vencidas (ainda há) cerca de 13.000 euros (datadas desde Novembro do ano passado) de um cliente que fornece o Estado e me diz que não recebe, o que acredito. O IVA dessas facturas já o Estado recebeu e o meu cliente descontou enquanto eu ainda não vi um Euro.

Fraude fiscal é o Estado cobrar o IVA antes de recebido, e as coimas e penhoras provocadas pelo incumprimento contractual do Estado com as empresas que o fornecem. Para viverem com capitais próprios as empresas precisam que o Estado deixe de as descapitalizar.

Portanto Sr. Ministro Álvaro, em vez de ir para a televisão palestrar sobre o “paradigma financeiro do tecido empresarial português” e a necessidade de irem para a bolsa, deixe de nos ir ao bolso e paguem o que devem às empresas. 

Passe bem Sr. Ministro – longe, de preferência.

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sábado, 30 de junho de 2012

Apupos – o roteiro dos governantes.

Ministro Álvaro apupado na Covilhã (img.RTP).Jun2012
Sua excelsa insignificância, o ministro Álvaro, o etecetera mais fútil e incompetente da governação, foi apupado na Covilhã e não percebeu nada do que lhe aconteceu. A demonstrá-lo está a tentativa de desvalorizar a contestação, disse a banal criatura que “em todas as grandes mudanças, há vozes descontentes”.

Vejamos um quadro da mudança:quadro da mudança. A redução das receitas fiscais e o aumento das prestações sociais, previstos como resultado das medidas recessivas, por toda a gente excepto pelo governo, aumentou o défice para 7,9% do PIB, acima do registado no mesmo período de 2011. Com a meta anual de 4,5% de défice, como principal objectivo da governação austeriotónica, vêm aí mais pedidos de ajuda, mais endividamento e mais medidas de austeridade. Esta é a mudança em curso.

À insuficiência do ministro nem lhe ocorreu que estava num distrito em que foram despedidos 700 trabalhadores nos últimos dois dias, que a converseta do “diálogo social” é uma estupidez perante o facto de cada dia mais famílias estarem sem ganha-pão.

O ministro Álvaro Santos Pereira é apenas uma caricatura do governo, um boneco sem jeito nem presença, a imagem crua da inépcia política. Os outros responsáveis, como Victor Gaspar, resguardam-se do contacto com o povo e andam com segurança pessoal reforçada, são sinais do apoio popular que têm.
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Passos Coelho, Cavaco (principalmente depois de deixar passar a lei laboral) e a própria ministra da Justiça já provaram os apupos populares. Os apupos aos governantes vieram para ficar, são manifestações de desagrado que têm expressão mediática, pelo menos até os jornais e as televisões receberem ordem de as censurarem. O nosso “jornalismo” é muito obediente.

Manifestações sem promoção nos meios de comunicação são as dos desempregados, que hoje vão para a rua em várias cidades. O ClariNet vai estar na de Lisboa, às 15.00 horas, do Largo de Camões a S. Bento.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

A RTP não dá só bola. Força Portugal!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Apanhei a RTP a dar uma notícia - está no endereço - clicar RTP


Sindicato da Construção pede demissão
 do ministro da Economia

A notícia por: Sandra Henriques 27 Jun, 2012 

O presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, pede a demissão de Álvaro Santos Pereira do cargo de ministro de Economia por causa das obras no túnel do Marão.

O Túnel do Marão, inserido na autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real, viu as suas obras pararem a 27 de junho de 2011. Um ano depois, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal quer que Álvaro Santos Pereira seja responsabilizado pela sua falta de diálogo.

Albano Ribeiro garante que, das mais de 100 empresas que trabalhavam nos túneis, 40 já foram à falência no último ano. O sindicato considera que não faz sentido ter mais de 300 milhões de euros ao abandono e pede o recomeço das obras. Por isso, já pediu uma reunião com caráter de urgência ao governo.

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O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Portugal está disposto a custear a deslocação do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ao Porto, para reunir com as partes envolvidas na questão do Túnel do Marão.

É mais fácil Portugal ganhar à Espanha nas “meias-finais” que descalçar a bota que o governo criou com a paragem das obras do Túnel do Marão. 

Força Portugal!

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cerejas para adoçar o paladar.

Cerejas - mutações ou imitações. Mai 2012

O ClariNet foi para a lavoura. Apanhar cerejas, enxofrar as videiras, tratar das fruteiras, ajeitar os solos e hoje pelo cedo deixou o velhote a plantar tomateiros e pimenteiros.

Desde sexta-feira, sem jornais, rádio ou televisão, numas merecidas férias de quatro dias das notícias amargas; estamos fora dos acontecimentos mas parece que não se passou nada.

Ainda está o mesmo governo, o Relvas continua “semi-morto” (o estado político-clínico do Álvaro dos pasteis) e o mês está a acabar – com o IRC para pagar.

Tratar as terras que nos deixaram, conservar as árvores que plantámos e olhar com respeito para a agricultura de sobrevivência é uma maneira de nos prepararmos para o “Peuro”.

Passar à geração seguinte o que os velhos sabiam e o que mais aprendemos não é perda de tempo. Não se sabe o dia de amanhã.
Sem notícias amargas cerejas para adoçar o paladar.
E depois, as cerejas estão a um preço a que só chegam algumas bolsas. Agora apanharam-se algumas, para o mês que vem há mais, de outras espécies ainda a amadurecer. Bom, mas isto é conversa para quem gosta de cerejas, coisa rara.

Amanhã volta a lavra normal do ClariNet.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Passos Financial Times, Álvaro Cimpor, Cristas galinhas.

Álvaro acompanha, mas não intervém. Abr.2012

O trabalho semanal do governo português começa à segunda-feira, por isso estamos dois dias descansados – estão a planear a “comunicação”.

Habitualmente, a meio da semana começam as polémicas; não há controvérsia com o artigo que Passos Coelho escreve hoje no Financial Times. Fora o título enganador “Portugal vai mostrar que os cépticos estão enganados” o miolo do texto é em tudo igual à entrevista que deu ao Die Welt – admite que não sabe se Portugal volta aos mercados em 2013, o resto é palha.

Dizer que o artigo de opinião de Passos Coelho é dedicado aos mercados, como vem na nossa imprensa, já é um favor dispensável. Só se for a mercados “tipo” Bulhão, onde as vendedeiras achavam pitoresco a visita dos políticos e enchiam-nos a todos, por igual, de beijinhos.

Para os mercados que compram “obrigações” o que lhes interessa são as notações de rating e a essas os indicadores económicos nacionais mais as circunstâncias da política económica na zona euro, paleio de político não é parcela na análise da conjuntura, de Passos Coelho ainda menos, pois consegue dizer (e escrever) uma coisa e o seu contrário, para o mesmo artigo.

A dificuldade na “comunicação” do governo está em não se entenderem argumentários que afirmam, em situações delicadas, como única “função do governo”, “acompanhar a situação”.

Hoje o ministro Álvaro S.P. disse sobre a oferta de aquisição da Cimpor e do dossier Brisa “o governo acompanha, mas não intervém”. O que faz quando acompanha e como acompanha? Acompanha atrás, segue de perto, vê ao longe ou vai de braço dado e com quem? Confesso que não percebo esta função limitada da governação e penso ser caso único no mundo.

Já a ministra Conceição Cristas acompanhava a seca, como agora acompanha a crise dos ovos por via do bem-estar das galinhas poedeiras, na seca via-se a ministra, soluções nada, com as galinhas ainda se perde no meio das cristas.

Os governos deviam todos servir para governar, alguns só servem para trocadilhos.

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Gás natural aumenta 6,9%.Três aumentos mais IVA.

Aumento do preço do gás. Abr.2012


O preço do gás aumentou para os consumidores, em média, 3,2% em 2010 mais 3,9 em 2011, e agora mais 6,9%; a que acresce o aumento do IVA de 6 para 23%. São aumentos incomportáveis para muitas famílias e para a indústria.

O Ministério da Economia anunciou hoje que “no quadro da criação do Mercado Ibérico de Gás Natural (MIBGAS), está a trabalhar na criação de condições que promovam o aumento da concorrência no sector, com o objectivo de reduzir o preço a que disponibiliza o gás natural”. É do ministério de Álvaro S. Pereira, vale o que vale.

Mas, mais uma vez, lá vem a história da liberalização como panaceia para reduzir preços. Temos visto!

Neste caso trata-se de liberalização ma non troppo, uma vez que segundo a opinião de muitos dos envolvidos nas questões energéticas, Portugal está a comprar gás natural a preço três vezes mais caro que se fizesse uso do verdadeiro mercado livre, onde o preço não é indexado ao valor do petróleo.
(O melhor é lerem o artigo do Dinheiro Vivo de Outubro de 2011 que está AQUI)

Se leram ficam decerto com interrogações várias; eu fiquei a pensar se as prioridades de investimento em infra-estruturas, que são nenhumas, não têm a ver com as próximas privatizações e os lucros garantidos à GALP e EDP, mais os rendimentos das administrações das onze empresas distribuidoras.

Nós sabemos que é o consumidor que paga tudo, mas parece que era fácil pagar menos.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Energia. O bom secretário de Estado e a EDP.

oclarinet.blogspot .com Març.2012


Os consumidores de energia, afinal todos nós, tinham no demissionário Henrique Gomes (o secretário de Estado bom) um aliado, diz-se. Dizem todos, da DECO aos partidos de esquerda e comentadores avulsos.

Suscita-me algumas interrogações. Sendo verdade que o ministério da Economia nunca existiu e que os secretários de Estado são ministros dos seus pelouros, alguém acredita que a política do governo é feita por esses peões?

Henrique Gomes é um amigo em que sentido, como Otelo, “na presidência – um amigo”…? Como Aristides Sousa Mendes que livrou muitos judeus da morte certa ou como Cristo que veio tirar o pecado do Homem? Ora o homem, o secretário Gomes, apenas queria aplicar o Memorando da troika, que no caso do preço da energia é favorável aos consumidores. E foi desastroso.

Se Henrique Gomes em vez de vir para os jornais armado em cavaleiro andante contra a EDP, se tivesse sentado com os produtores de energia e levado as imposições da troika, poderia começar a negociar, mas só acabaria bem se conseguisse consensos que são mais difíceis após a privatização e a entrada dos chineses na EDP. Saiu porque não tem peso político; o Álvaro não existe, e o próprio Passos Coelho vai precisar da pressão da troika junto da EDP/chineses se quiser (o que duvido) baixar as rendas das produtoras de energia.

O aproveitamento do desagrado dos consumidores não é grave; grave é levar alguém a pensar que um “amigo” dentro deste governo pode inverter as políticas.

Todos conheciam (antes de o eleger) o programa de Passos Coelho como conheciam os seus amigos, sabe-se que a economia não é prioridade do governo e que ainda não receiam o descontentamento popular, vamos portanto ver as coisas piorar até os portugueses se fartarem de “encher”.

A nossa política energética é outro problema mas já se vêem mudanças. Há quem no passado tenha sido contra a opção pelas renováveis e agora esteja a mudar de opinião. É outra discussão que se poderá fazer com a premissa dos preços futuros, o que vai subir? O preço do petróleo ou o preço da chuva e do vento?

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Álvaro sai, QREN para Gaspar usar nas metas orçamentais.

oclarinet.blogspot.com Març.2012 
O QREN é para Vítor Gaspar gerir e usar nas metas orçamentais.

Álvaro Santos Pereira de saída do governo, dizia eu ontem. Fonte próxima do ainda ministro, citada pelo jornal i confirma que ameaçou demitir-se, no último Conselho de Ministros.

Declarações posteriores de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou de comentadores influentes como Marcelo Rebelo de Sousa, indicam que fez mal em não se demitir na 5ª feira. Cada dia que passa irá ser mais empurrado para fora do governo, perdeu a confiança dos líderes do PSD e do CDS, não tem condições para enfrentar a oposição ou exercer o cargo.

Também há pouco para exercer no actual Ministério da Economia, a prioridade da política orçamental deste governo, deixa o país sem ministérios. O único pensamento é arranjar verbas, seja com maroscas no IRS, exploração de coimas e multas pelo fisco ou deixando de pagar a fornecedores. Depois do caso dos laboratórios Roche, os hospitais já pedem emprestado material de consumo diário, como as compressas que o Amadora/Sintra cedeu ao Garcia da Horta – que mais ministros venham a querer bater com a porta não será surpresa.

O governo está em desnorte, mas há um facto a reter, cresce o poder de Vítor Gaspar. Não se deu atenção às suas palavras em Manteigas, (deveria talvez falar ainda mais devagar) mas quando Gaspar diz que não há “clivagens no governo” tem razão. O governo é Gaspar, “ele manda”, como disse Marcelo Rebelo de Sousa acerca desta “pequena polémica” das verbas do QREN.

Vítor Gaspar tem total apoio de Passos Coelho e Paulo Portas e tem uma “legião” de defensores a equipará-lo na “missão histórica” a Oliveira Salazar.

A comparação já é feita às claras; no canal TV da Ongoing ouve-se, entre outros a Manuel Monteiro, que daria um bom primeiro-ministro à imagem de outros das finanças, Salazar e Cavaco. O estilo de controlar todos os cheques do Estado, foi mais feitio de Salazar. Sabe-se o que custou em décadas de miséria para os portugueses o controle salazarista das finanças.

Nesta situação, a saída do ministro Álvaro do governo pouco significa, se regressar ao Canadá nesta primavera, apanha a época do regresso dos mosquitos.

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domingo, 4 de março de 2012

Álvaro Santos Pereira de saída do governo.

Mal-estar no ministério. Març.2012
"É enorme o mal-estar no Ministério da Economia".


O ministro Álvaro já não agrada a ninguém. A governação económica está encalacrada, o Ministério da Economia esvazia-se progressivamente; foram-lhe retiradas as privatizações, as parcerias público privadas, o sector empresarial do Estado, o emprego para os jovens, o investimento externo.

Agora perante a guerra dentro do governo, pela tutela da gestão das verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), Passos Coelho diz que Gaspar terá palavra “decisiva” nos fundos comunitários.

Seria normal, as verbas do QREN serem controladas pelo ministério da Economia. A ideia de uma comissão interministerial dirigida pelo Ministério das Finanças, levou o ministro Álvaro a afirmar que “ceder o QREN às Finanças é esvaziar o seu ministério” (DN). Esvaziar ainda mais, acrescente-se.

Não há confiança do governo no Ministério da Economia, nem do próprio PSD, que em Conselho Nacional lhe fez muitas criticas, como se tornou público. Os vários dossiers nas mãos do ministro são impasses governativos.

O que Passos Coelho agora diz não tem duas leituras: “Vítor Gaspar terá uma palavra decisiva na forma como a reprogramação estratégica dos fundos comunitários se processará”. Dito de outra forma, Álvaro pode dizer o que acha e Gaspar consente ou não.

A tutela dos Fundos é de Vítor Gaspar e não é certo o seu destino. Quando Passos Coelho fala em “estrita ligação com as opções que estão a ser tomadas do ponto de vista financeiro”, dá que pensar se o QREN vai para a economia ou para enterrar na insolúvel condição financeira e suas metas absurdas.

A Álvaro Santos Pereira resta sair de cena pelo seu pé, a curto prazo com ligeiros encontrões, ou de empurrão. O governo é o ministro Gaspar mais vários relações-públicas, Álvaro é desde sempre um erro de casting.

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