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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carlos Costa idêntico a Vítor Constâncio.

Carlos Costa enganado. Jul.2014
 
O pedacinho que hoje vi, da audição parlamentar ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, dá para dizer: Volta Constâncio, estás perdoado.

Perante as perguntas de deputados da oposição, sobre a reacção atrasada do Banco de Portugal às manigâncias no grupo BES, ouviu-se o mesmo troco do tempo da supervisão Constâncio; “ninguém está a coberto de uma fraude”, as respostas da supervisão dependem “da qualidade da informação fornecida”, informou Carlos Costa.

Até se acredita nas dificuldades dos reguladores (da supervisão) em descobrirem contas marteladas, fraudes são trapaças que só o são quando descobertas. O que é difícil de engolir é a campanha de elogios a Carlos Costa que a “máquina da propaganda” tem difundido.

Como se fosse mais fácil no tempo de Constâncio fisgar o esquema ardiloso do BPN mais o banco Insular e noventa e tal offshores, que agora chegar ao tribofe, Grupo BES, BES Angola, Família Espírito Santo.

Na verdade, supervisão, só a do super-homem e quando não está perto de kriptonite.
Há criminalidade em rede no sistema financeiro; as ocultações e as conivências na pirâmide de gente-bem e insuspeita, já são demasiadas para não se duvidar de tudo e de todos.

A ética não mora onde as dependências e cumplicidades entre o poder político e o dinheiro (muito dinheiro) é Deus.

Soube agora (disse-o Carlos Costa) que mesmo os testes de stress à banca estão dependentes da tal “qualidade de informação fornecida”. Testes de esforço que foram por cá garantidos inclusivamente pela Troika.

É de ficar stressado.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

BPN.Campanha esfarrapada já nada tapa.

Cúmplices de burlões manobram caso BPN.Abr.2014

Joguinhos baixos de Durão Barroso e tentativa de aproveitamento político do PSD e do CDS, do caso BPN, estão a dar com os burros na água.

Num texto enviado ao PÚBLICO, Miguel Beleza, Teodora Cardoso, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar dizem que “a supervisão bancária não é um sistema de investigação de crimes financeiros” e que “é irrealista a imagem criada de um supervisor que pudesse acompanhar em tempo real os milhões de operações que ocorrem a cada instante no sistema financeiro”.

Já ninguém tem pachorra para o descaramento dos burlões e dos seus cúmplices. O BPN era um negócio sujo de figuras gradas do PSD, financiou gente sem escrúpulos das suas franjas ao seu topo. Os portugueses estão a pagar do seu bolso por essas vigarices. Tal escumalha se tivesse um mínimo de vergonha nas fuças, escondia-se.

Oliveira e Costa aguarda prescrição dos crimes BPN.Abr.2014

E… como diz Silva Lopes, “ninguém fala no Dr. Oliveira e Costa”. Melhor, falar até se fala… mas é para noticiar que Oliveira e Costa pede a prescrição do caso BPN…!

Tenham vergonha!

(sobre a tramóia clicar na etiqueta em baixo-BPN)

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Vendo o meu Miró.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Confesso-me sensibilizado com o paleio discurso do nosso primeiro-ministro Passos Coelho, sobre os quadros de Joan Miró, encontrados na posse da quadrilha (de políticos-ladrões-sociais-democratas) do BPN.

Disse o nosso Coelho que é preciso ser “extremamente criterioso” nas opções; “Quando temos dificuldade em ter dinheiro na área da cultura para recuperar o património que precisamos recuperar (…) e não temos dinheiro para isso”.

De certeza que o dinheiro dos Miró, seria para investir na recuperação do património cultural. Quem não acredita em Passos Coelho?

A “dação em pagamento da dívida”, do BPN à CGD, (que possui uma galeria publica de arte) como sugeriu Teixeira dos Santos, está fora de questão para Passos - passemos adiante.

Como isto da recuperação do património é muito importante, não só o da arte, mas também o outro património essencial - que são as nossas vidas, estou disposto a leiloar o meu Miró por tal causa.

Um caneco, mais valioso que as litografias da “Questions D´Art” que rondarão uns 50 dólares. Os canecos partem-se, tornam-se naturalmente raros, como é sabido…

Como um caneco não faz uma colecção do caneco, alguém tem de juntar um caneco das Caldas, para fazer uma colecção do pincel…pois, ou isso!

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Laranja podre. Só com mola no nariz.

oclarinet.blogspot.com - Laranjas Podres. Jan.2014
Seguir esta família só com mola no nariz. Mais um negócio obscuro.

Empresa então gerida pelo actual conselheiro de Estado (Marques Mendes) vendeu por 51 mil euros títulos que o Fisco avaliou em mais de três milhões.

Vender acções abaixo do preço de custo é chão que dá laranjas, pelo menos desde que se soube há três anos (três!), que Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Marques Mendes e o seu sócio (na direcção do PSD e na empresa Isohidra) Joaquim Coimbra (pois, o da SLN/BPN) venderam acções que “valiam 60 vezes mais” e segundo o Fisco, lesaram o Estado em 773 mil euros.

Os prejuízos do Estado com o negócio laranja da Isohidra são para juntar aos prejuízos do Estado com outras empresas da mesma família, do BPN a ramificações várias. O Público informa que, “para além da Isohidra, 51%, a Enersistems é detida em 30% pela Fomentinvest, gestora de participações em várias empresas da área do ambiente e energia com vários contratos com o Estado, e onde Pedro Passos Coelho trabalhou.

Isto anda tudo ligado. Se ainda fosse uma “Isohidra” isolada, mas é uma Hidra de muitas cabeças.

Na Itália da Mafia, a acção da Justiça, obrigou os partidos com dirigentes envolvidos em negócios escuros (e com vergonha na cara) a mudarem de nome, cá nada muda, nem o nome. Tem de haver muitas cumplicidades.

Fazem o que querem com o dinheiro público, parte dele roubado aos salários e pensões. 

Até quando?

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cavaco Silva foi só depositante do BPN?

Cavaco Silva um depositante especial do BPN.Out.2013

Em resposta a Mário Soares, que tinha perguntado “por que é que o presidente não é julgado (no caso BPN)?”; O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou nesta quinta-feira que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário.

Para além de outras situações nada claras entretanto vindas a lume, como o “caso da Aldeia da Coelha”, e das relações pessoais e políticas com os principais envolvidos no caso em justiça do BPN, o que sempre se duvidou foi precisamente da qualidade de depositante do cidadão Cavaco Silva.

Cavaco Silva foi “depositante para aplicação de poupanças” mas não foi um depositante normal, segundo as notícias.

  Escrevia eu aqui em Abril de 2011: 

Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.  

Segundo noticia a TSF, para além de Cavaco Silva foi abrangida pelo Maná a sua filha Patrícia Montez. A revelação foi feita pelo inspector tributário Paulo Jorge Silva no tribunal que julga o caso BPN; segundo o inspector que participou na investigação, as acções adquiridas na offshore Merfield por Oliveira e Costa eram parte (250 mil) de um lote de 1.750.000 acções compradas por Oliveira e Costa.  

Com o “negócio”, o banqueiro que vendeu 100.360 acções a Cavaco e 149.640 à filha do presidente, perdeu 275.000 Euros, vendeu o resto do lote com lucro.  

Acrescento eu pois já deve andar esquecido, que Cavaco Silva e Filha ganharam depois na venda destas acções 140% (147,5 mil euros para ele + 209,4 mil euros para a filha).  

Desta data (13/04/2011) para cá, o caso BPN continuar a marcar passo na Justiça. Os arguidos fazem uma vida normal, pouco ou nada se sabe dos desenvolvimentos da investigação e das iniciativas da acusação. 

Sabemos que estamos a pagar os roubos que uma quadrilha bem organizada fez a partir do BPN - mais nada. 

Os portugueses já suspeitavam que há no caso BPN quem esteja acima da Justiça, Mário Soares voltou a pôr Cavaco Silva na panela, este deita água na fervura. 

Já passa, a malta paga.

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domingo, 6 de outubro de 2013

Machete, Cavaco, BPN e Ministério Público.

A esperada reacção de Cavaco Silva.Out.2013
O título podia ser mais extenso; Cavaco, BPN, Machete, BPN, Ministério Público, BPN, PSD, BPN, Angola BPN/BIC, PSD, Angola, Passos Coelho, BIC, BPN etc.

“Isto anda tudo ligado”!

Passos segura Rui Machete titula-se. Não é Passos Coelho que mantem o desastre mental e mentiroso persistente do ministro. Eles protegem-se todos uns aos outros. Todos, nos vários poisos que conquistaram na sociedade portuguesa, todos nas várias estruturas de poder.

Quando os portugueses, genericamente, afirmam que não confiam na Justiça, estão a dizer que ela não é suficientemente independente para estender o seu braço aos poderosos.

Ouvir Cavaco Silva citar; “Um dos princípios básicos da nossa democracia é a independência dos tribunais e a autonomia do Ministério Público”, é brilhante. E toda a gente, da esquerda à direita, repete a frase decorada da separação de poderes. Como se isso fosse a coisa mais nítida e adquirida da “nossa democracia”. 

Temos uma Justiça que não consegue, ou não quer, ou está impedida, de resolver o maior caso de banditismo organizado da história de Portugal, o caso BPN. Temos a suspeita de cumplicidades ao mais alto nível para abafar o único julgamento que podia reabilitar a Justiça portuguesa. Temos a descarada chamada de envolvidos no BPN para cargos públicos e até para governo, a fim de branquear as suas ligações.

O caso Machete, vergonhoso, tão subserviente como o caso de Paulo Portas e o avião de Evo Morales, é apenas um episódio de uma gentalha que chegou ao poder por não haver em Portugal uma Justiça a quem recorrer. O alto bandidismo sabe que está impune.

Pedir a demissão de um ministro é neste caso uma insignificância, os que estão à frente da muito proclamada autónoma e independente Justiça, é que têm de apresentar resultados ou demitirem-se. 

Sem uma Justiça que se guie pelos seus princípios, corajosa e competente, os mais sórdidos dos portugueses continuarão a chegar a cargos políticos de relevo. 

O resto, são apenas...cumplicidades.


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sábado, 10 de agosto de 2013

Bezegol – Fora da Lei

Também Cavaco Silva. Ago.2013
 
Machete é manchete, o BPN é a vossa mancha; ó senhor presidente!…

 
Fora da Lei.

Andam-nos a tentar enganar,
aldrabar a roubar, eu sei.
Será que nos vamos aguentar
ou virar uns fora da lei?
É sentires que o teu tempo,
não vale o teu sustento.
É querer olhar de frente
o futuro e o presente
ó senhor presidente.


A multidão num cinema mais um imposto se aproxima
Quantos mais lá virão até eu acabar esta rima.
Comprima o orçamento que já não é nada
e mande a criança p'rá escola com um copo d'água.


Ó pai tramado o que nos está a acontecer?
Tanta glória passada e tanto lixo a aparecer.
Mas vamos explicar à próxima geração,
os espinhos que vivemos cravos da revolução.


Andam a brincar com a nossa vida à tanto tempo
agora são discursos de pesar e de lamento.
Tento, mas eu não me aguento
a ganhar quinhento com uma vida de seiscento.
Tudo tem aumento menos os salários,
são assembleias a fazer de nós otários.


Venham mais salafrários, chulos aldrabões
quando o mar bate na rocha quem se lixa é os mexilhões.


Andam-nos a tentar enganar,
aldrabar a roubar, eu sei.
Será que nos vamos aguentar
ou virar uns fora da lei?
É sentires que o teu tempo,
não vale o teu sustento.
É querer olhar de frente
o futuro e o presente
ó senhor presidente.


(Bezegol)

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conselheiro de Estado compra ATMs na China.

Importado da china porquê...Abr.2013

Vítor Bento compra na China caixas multibanco.

O único fabricante na Europa de máquinas ATM (caixas multibancos) está em Portugal, tem a fábrica em Torres Vedras e pretende encerrá-la em Junho. A Talaris Portugal (antiga Papelaco) emprega 200 trabalhadores fixos mais 40 subcontratados, dados do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).

O SIESI refere-se de forma crítica ao Conselheiro de Estado Vitor Bento, nomeado por Cavaco Silva em 2009 para o lugar deixado vago por Dias Loureiro (escândalo BPN). Vítor Bento é presidente da SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços, entidade que gere a rede nacional de Multibancos, e, segundo se pode ler na página do sindicato “tem vindo a deixar de encomendar à fábrica portuguesa e a importar os equipamentos da China”.

No texto, o sindicato afirma: “A Talaris, adquirida em Julho de 2012 pela multinacional japonesa Glory, regista, anualmente, lucros superiores a 1 milhão de euros. É o único fabricante europeu de máquinas multibanco e de outros equipamentos de gestão de numerário que destina ao mercado nacional e à exportação. As exportações da Talaris para o mercado europeu atingem, anualmente, os 8 milhões de euros.

O plano da administração da Talaris, com o encerramento da fábrica, que é lucrativa, passa por importar da China equipamentos que agora exporta. Paralelamente, tem vindo a substituir progressivamente os trabalhadores que asseguram a manutenção dos equipamentos junto dos bancos, por outros, subcontratados e em condições de trabalho precárias.” (Texto integral aqui).

O economista e conselheiro Vitor Bento, comentador encartado e teórico neo-liberal, já muito antes do “aguenta, aguenta” do banqueiro Ulrich, dizia (em 2011) que “enquanto sociedade não há limites para o sacrifício” para contradizer Cavaco Silva que tinha acabado de dizer precisamente que “há limites para o sacrifício”. 

De 2011 para cá, Cavaco tem demonstrado ter apreendido a lição do conselheiro Bento, desde o governo Passos Coelho que não tem preocupação com “limites para o (nosso) sacrifício”.

O conselheiro Bento também já disse coisas acertadas, uma é que em Portugal o sector não transacionável foi artificialmente rentabilizado; “excessivamente atractivo em desfavor da indústria” (Público 2010). 

Palavras, conversa…quando toca a comprar nacional ou estrangeiro, a opção é pela caixa multibanco fabricada na China. 

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sábado, 9 de março de 2013

Cavaco Silva, o garante do pior governo de sempre.

Cavaco Silva garante da austeridade. Mar. 2013

Cavaco confessa o seu apoio – efectivo - ao governo de Passos Coelho, no prefácio ao “VII volume dos Roteiros”.

Diz Cavaco (do Público) que “em conjunturas de crise, como a que vivemos, seria fácil tirar partido de uma magistratura” (a sua) …”para, através de declarações inflamadas na praça pública, satisfazer os instintos de certa comunicação social, de alguns analistas políticos e de muitos daqueles que pretendem contestar as instituições. Seria fácil, por exemplo, alimentar sentimentos adversos à classe política ou até à acção do governo”.

“Ou até à acção do governo” diz Cavaco - e eu repito - para que todos os que andam com “instintos” de “contestação das instituições” (o governo? O presidente?), fiquem cientes que não é da toca de Belém que sai quem dê caça ao Coelho. Cavaco Silva não consegue perceber a voz do povo, chama-lhe ofensivamente “instintos”.

Cavaco Silva é o PSD, como Passos Coelho é o PSD, como o BPN é o PSD.

Cavaco, eleito como se sabe não representa todos os portugueses; jurou defender a Constituição e o normal funcionamento das instituições democráticas, foi eleito directamente para ouvir e dar voz aos portugueses e não cumpre convenientemente nenhuma das funções.

Cavaco é apenas o garante de que o governo não cai através de Belém, independentemente da governação ruinosa que se continue a fazer, e apesar de todo o paleio crítico e inconsequente do próprio presidente.

Cavaco é o garante da subida dos impostos e da redução dos salários, Cavaco é o garante do roubo das pensões e reformas, Cavaco é o garante da espiral recessiva, do aumento do desemprego, da emigração involuntária dos portugueses, da sabotagem da economia portuguesa, etc., etc., etc.; o garante da sobrevivência do pior governo de sempre que Portugal teve. 

Cavaco Silva não é o homem indicado para ocupar o cargo que ocupa nesta conjuntura. 

Resigne!

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Manifestação 2 de Março vai por marés.

Barroso primeiro-ministro aumentou a dívida, escolhas económicas europeias também - Eu Não. Mar.2013
.
Há quem vá à manifestação de amanhã organizado em marés. A minha é a maré de azar. Somos muitos.

Azar, pelo presidente da Comissão Europeia que temos, Durão Barroso; depois de fugir do país foge às suas responsabilidades, (enquanto primeiro-ministro e como líder europeu) nas “escolhas das políticas” para Portugal.

Azar, por terem elegido o PSD Cavaco Silva, azar por terem elegido o PSD Passos Coelho, juntando uma maioria de direita no Parlamento a um presidente da mesma maioria. O azar é maior porque ambos foram eleitos por quem não votou contra eles abstendo-se ou votando em seco.

Com outro presidente já não havia este governo, mas o outro candidato era um “chucha” e a maré era contra os “chuchas” (os portugueses foram na onda).

A manifestação irá do protesto - ao ódio pelo governo. Uns ainda acreditam que
com Passos Coelho pode mudar a política, outros farão o que aconselhou o merceeiro do Pingo – Doce, apresentarão uma proposta, a única em minha opinião que pode mudar as coisas; demitam-se, demitam-nos, rua.

Como se faz? A solução vem nas marés, é preciso juntar muitas águas, engolir alguns pirolitos e sapos à mistura. É a nossa praia.

VAMOS LÁ!


Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no ClariNet no mês anterior:

14/02 – Eleições em Itália. Bersani ou Berlusconi-Monti.

07/02 – Manifestação 16 de Fevereiro. Isto está mesmo mal.

21/02 – Manifestação 2 de Março. Próxima meta.

10/02 – Aos cortes chamam-lhe poupança.

06/02 – TGV. Sócrates telefonou a Vítor Gaspar.

28/03 (2011) - Vagas em lares, um negócio lucrativo.

15/02 – Francisco José Viegas plagiou Beppe Grillo.

05/02 – Fraude do BPN na SIC. Promete mas...

19/02 – Relvas. Grândola é o 25 de Abril – Estúpido!...

26/02 – Um Grillo em Itália. Redes sociais ou televendas. 

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fraude do BPN na SIC. Promete mas…

BPN na SIC promete mas...Fev.2013

A SIC diz que tem um programa sobre a fraude do BPN, vamos ver se não é outro engano.

Em 12 de Maio de 2012 escrevi aqui o seguinte:

«Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.
 
Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.
 
O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados».

(A SIC vai dar a notícia?)

Post Scriptum: Visto o 1º capítulo mais parece um press release da Galilei.

Só neste blogue escrevi uma dúzia e meia de posts sobre o BPN. Alguns dos títulos:

Abril 2011- Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Agosto 2011 - Governo vende BPN ao BIC. Porquê?

Novembro 2011 - A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a justiça?

Janeiro 2012 – BPN. Supremo condena todos nós a pagar a padres burlados.

Fevereiro de 2012 – Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

Abril de 2012 – BPN no Diário de Notícias, promete mas…

Agosto 2012 – Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

(Clicar nos títulos a cor)

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Medina Carreira ou o branqueamento do Monte Branco.

Monte Branco a ponta do iceberg.Dez.2012


É sabido que Medina Carreira tem um clube de fãs que vai desde gente muito à esquerda a gente muito à direita, consoante o assunto da sua truculência telegénica dê jeito a uns ou a outros. 

Nunca acusou ninguém nominalmente apesar de passar por denunciante de várias áreas de criminosos. No fundo não tem inimigos, ao contrário da tese de perseguição política agora inventada.

Ser suspeito de envolvimento no caso Monte Branco trama-lhe o ofício e desvaloriza um activo da TVI; percebe-se que abram os noticiários desse canal e lhe façam especiais para ele se dizer inocente. Seria uma solução para os avultados custos da investigação e da Justiça, substituir o tempo morto das televendas noturnas, pela audiência de suspeitos nas televisões, o povão apreciava, tele-votava, e os processos seguiam ou eram arquivados.

As coisas não são assim, mesmo quando o Ministério Público veio dizer que nada havia contra figuras públicas suspeitas, as suspeições continuaram, é o sistema. Começou com a investigação a castigar dessa forma delinquentes contra quem não conseguia juntar provas de acusação, continuou para aniquilar adversários políticos e ganhar eleições, não vai parar. 

O desenvolvimento deste caso leva a outras suspeitas. O Expresso diz hoje que uma fonte do processo refere que o nome do fiscalista poderá ter sido “usado como código” por Canas, e na realidade “pertencer a outra pessoa, considerada próxima de Medina Carreira”. Próxima é o quê? Um cliente? O DN não refere a proximidade, só o código.

Estaremos perante o branqueamento do Monte Branco? Desde que se sabe que os escritórios de advogados são alvo fáceis de buscas, (apesar dos protestos da Ordem) é óbvio que os possíveis documentos comprometedores estarão a recato, fora de casa ou dos escritórios. 

Qual a intenção da fuga para o semanário Sol de uma busca a uma figura mediática. Dizer à opinião pública que a investigação deste caso é feita com “tiros no escuro”, comprometendo com os métodos os resultados.

Há uma ligação estreita entre as fraudes e branqueamento de capitais do Monte Branco e o BPN, são investigados muitos empresários, banqueiros e homens da política. Até Passos Coelho acabou por ver uma escuta validada neste processo, pelo presidente do Supremo, de uma conversa com um banqueiro sobre privatizações.

Será mais um caso da Justiça que vai dar em nada? Há crimes, suspeitos e arguidos, haverá condenações?

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

Dias Loureiro o senhor conselheiro.
 
Os bens penhorados pelo BPN a Abdul Rahman El-Assir, um cidadão espanhol de origem libanesa, que tinham sido dados como garantia de empréstimos contraídos junto do banco português, no valor de 50 milhões de euros, foram a leilão.

Segundo o jornal Público, “o leilão realizado em Madrid para vender propriedades que são activos tóxicos detidos pela Parvalorem ficou deserto”.

Abdul El-Assir era o sócio maioritário das empresas tecnológicas de Porto Rico em parceria com a SLN (grupo BPN) que deram fiasco, e em cujo negócio, ruinoso para o BPN, interveio Dias Loureiro, que era director executivo da SLN.

O ex-ministro da Administração Interna de Cavaco e conselheiro de Estado, escondeu a operação das autoridades de supervisão e das contas do grupo e El-Assir terá embolsado 56 milhões de euros.

El-Assir trazido pela mão de Dias Loureiro aos negócios do BPN, já era bem conhecido internacionalmente como traficante de armas para países africanos e suspeito de armar associados da Al-Qaeda, era também intermediário no negócio de armas entre Estados, cujas luvas terão financiado campanhas eleitorais.

El-Assir apareceu ligado a Cruz Conde e ao escândalo de lavagem de dinheiro de Marbelha, como aparece ligado ao círculo da corte espanhola, ao rei Juan Carlos, com quem caçava, a José Maria Aznar, a Felipe Gonzalez e outros líderes políticos de França, Espanha e Marrocos (os mais visíveis).

El-Assir é um mafioso de elite tal como Dias Loureiro, mas enquanto o libanês tem mandatos de captura internacionais de França e de Espanha e é detido pelos suíços, Dias Loureiro é conselheiro de Passos Coelho.

 Uma coisa fez-se bem em Portugal; chamar Parvalorem à sociedade estatal que ficou com os activos tóxicos e imparidades do BPN. Que parvo que é o Estado Português…

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sábado, 19 de maio de 2012

Duarte Lima entrega polvo político.Quem são?

Duarte Lima entrega políticos...desconhecidos.Mai 2012

Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.

Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.

O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Abril 2012. Sondagem ClariNet.

Obrigado pelo serviço. Abr.2012

Marcelo Rebelo de Sousa dizia ontem que o Abril dos militares perdeu, não só o Abril do PREC, da Revolução, mas o Abril de Vasco Lourenço, do “grupo dos nove”, no fundo o 25 de Novembro. Obrigado militares pelo 25 de Abril, obrigado pelo 25 de Novembro, muito obrigado que agora é tempo dos herdeiros da Acção Nacional Popular retomarem as rédeas da nação.

Para vermos como aqui chegámos precisamos pôr os olhos no Chile, como os herdeiros de Pinochet retomaram o poder; a mesma táctica, o mesmo período e calculismo, os mesmos resultados. Terão apoio popular ou é só propaganda?

A maioria dos portugueses que sem dúvida perdem com as políticas actuais, terão noção que há alternativas? Para a resposta vai ajudar o tsunami que se prevê na União Europeia com as eleições na Grécia, França e Holanda, as crises espanhola e italiana. Cá, estamos na fase das preocupações, há procura de explicações sobre o que se passa, e os blogues são alternativa à imprensa controlada.

Pelos textos mais lidos num blogue podemos fazer uma sondagem das preocupações dos leitores? Sim, se soubermos ler as razões da pesquisa, não é menos “científico” que as consultas feitas aos proprietários de telefone fixo.

A “Culpa de Sócrates”, que liderou as visitas ao ClariNet este mês, dever-se-á à composição do título, a “culpa” judaico-cristã e o nome Sócrates (que vende mais que o Pai Natal) ajudaram, o argumentário de suporte do governo fez o resto, tal como Rajoy, para agarrar o seu eleitorado diz que vai fazer o contrário do que defende o PSOE, aqui, na falta de um PS na oposição, o governo identifica o antagonista no governo anterior. Tem funcionado neste país pouco politizado.

Mas logo a seguir vêm publicações sobre os problemas concretos, os “Cortes de Subsídios”, a “Suspensão das Reformas”, a “Taxa Alimentar”, o “Aumento dos Combustíveis”; pelo meio meteu-se “D. Juan Carlos na caça”, entre o sério e o fait diver com público determinado. O discurso de “Cavaco” no 25 de Abril depois, enquanto a “Regra de Ouro (que) não é consensual nem na Alemanha” indica que os temas de conjuntura político-económicos têm fregueses. As diatribes da ministra “Cristas e do M.A.M.A” e o “BPN” de ontem acabam os dez posts mais lidos.

Os portugueses estão preocupados com as medidas que os afectam directamente, serão inquietações individuais, mas que atingem a maioria da sociedade; transformar o descontentamento particular em força colectiva é o desafio.

Amanhã é 1º de Maio, de luta por tradição; neste período de todas as ofensas aos trabalhadores, será uma jornada de protesto contra as políticas do governo e da União Europeia. A Europa vai sair à rua. Os trabalhadores portugueses têm de fazer a sua parte – o tempo é de mudança.

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domingo, 29 de abril de 2012

BPN no Diário de Notícias, promete mas...

BPN Diário de Notícias.Abr.2012
O caso BPN está finalmente nos jornais, num trabalho do DN que promete, mas que dá mostras das muitas dificuldades em seguir a maior burla havida em Portugal.
Ramificações do Banco Laranja.Abr.2012
A promiscuidade de políticos do partido que está hoje no poder, com o escândalo, fecha as portas à informação. A Justiça, neste caso, e ao contrário de outros, não colabora com a comunicação social, é parte do manto de silêncio.

Como escreve a jornalista Sílvia Freches, fizeram o trabalho jornalístico como …”um jogo de paciência, tais os muros de silêncio que eram erguidos”. “Em alguns tribunais tudo serviu de argumento para impedir a consulta dos processos. Ainda hoje esperamos vários despachos do juiz a pedidos feitos já lá vão quase dois meses”. Presidente da República, ex-governantes, ex-governador do BP, Oliveira e Costa ou o Ministério das Finanças que “gere o buraco”, todos recusaram “prestar declarações”.
Amigos da Coelha.Abr.2012
Dos julgamentos sabe-se pouco “356 acções em tribunais de todo o país”. Temos os julgamentos dos arguidos que os portugueses têm o direito de acompanhar e temos os julgamentos em que o BPN é réu; nestes o Estado assumiu pagar pelo BPN se houver condenação; dos já sentenciados o banco perdeu e os contribuintes pagaram, 22 milhões a um empresário de Braga, 100 mil euros a uma cliente e mais 3,5 milhões ao Instituto Missionário da Consolata (este caso mereceu-me um post que está AQUI).

Estes sentiram-se enganados, processaram o banco, receberam, todos os outros portugueses estão a ser roubados esperando justiça. Mais que opiniões sobre os erros políticos o que os portugueses querem saber é onde pára o dinheiro.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

FMI avisa sobre perigos da austeridade.

Até o FMI...Abr 2012


“FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”.


Implodir (verbo do ing. Implode, formado de explodir). Demolir ou ser demolido por explosões desencadeadas de modo a fazer ruir os detritos sobre um ponto central; (dicionário da língua portuguesa contemporânea ACL).

Se a austeridade levasse à implosão do governo era menos difícil de suportar, mas Cavaco e as suas ligações com quem ficou com o fruto da roubalheira do BPN, que também tolhem os agentes da Justiça, complica a demolição.

No caso de implosão do governo, é essencial que o “ponto central”, onde desabem os cacos, seja um bueiro ligado a uma incineradora de lixeira – que tenha chaminé com filtros adequados para impedir a difusão das toxinas.

Fonte Intercapital in Wall Street Journal. 11 Abril 2012 Juros da divida soberana (WSJ) actualização

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

BPN-BIC alaranjado. Fev.2012
Mira Amaral não faz declarações.


Segundo o jornal Público “o acordo entre o governo e o BIC Portugal, com vista à venda do BPN, prevê uma almofada de liquidez de 300 milhões de euros concedidos pela CGD à taxa Euribor”.

“A tranche de 300 milhões destina-se a ser utilizada caso a carteira de depósitos que vai ficar no BPN/BIC se reduza” diz o jornal. Os contribuintes portugueses vão assim assegurar o rácio do banco. É mais uma peça no folhetim BPN, cujo custo final para o Estado será difícil de calcular dado o “segredo de Estado” que envolve o contrato com o BIC.

A Comissão de Acompanhamento das Privatizações não foi ouvida; a maioria do PSD/CDS impediu na Assembleia da Republica, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, proposta pelo BE (há dois dias), pelo que só sabemos alguma coisa a conta-gotas, e sem explicações.

O governo de Passos Coelho e Paulo Portas, através do banco público, vai emprestar dinheiro ao BPN/BIC, logo 300 milhões de euros e sem qualquer valor de spread (margem zero para a CGD).

Isto sucede em profunda recessão, com as empresas portuguesas sedentas de financiamento bancário. Não há dinheiro do Estado para a economia. Não há ajudas para a seca – o que se vai reflectir na balança externa, no aumento dos produtos da terra e na taxa de inflação.

Todas as torneiras estão fechadas excepto para a banca. Grandes negócios se fazem em momentos de crise económica. E… nós a arder!

(Artigos “BPN” no blogue – clicar BPN coluna à direita)
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

BPN. Supremo condena todos nós a pagar a padres burlados.

oclarinet.blogspot.com Jan 2012

Ele há coisas do Diabo, ou como dizia uma senhora muito educada da minha família “COISAS DO CARVALHO”! Um burlão de nome Manuel Gordo, que chegou por vias imagináveis a gestor do BPN, recebeu entre 2004 e 2005, em cheques e dinheiro vivo, das mãos de um, decerto inocente padre “missionário da Consolata”, avultadas verbas para aplicações de alta rentabilidade, como lhe prometeu o bancário.

O padre, anjinho como os anjinhos do BPP, não achou estranho os juros elevados, e andou todo o tempo agradado por nem precisar de se deslocar ao banco, pois o gestor, o Gordo, ia-lhe a casa buscar as notas, as moedas e os cheques, para investir em seu nome. No BPN, como se sabe, este serviço porta a porta era apanágio da instituição.

Das mãos do padre com gula, para as do guloso do Manuel Gordo, passaram 3,584 milhões de euros (não vale a pena interrogarmo-nos donde veio tanto dinheiro) só que, e aí começam os nossos problemas, o gestor do BPN, como outros gestores do BPN, geria outras coisas para além do banco. Jogou o dinheiro do padre, que era do Instituto Missionário, em aplicações na bolsa, e perdeu. Diz ele, e convenceu os tribunais disso.

Quando o Instituto Missionário da Consolata quis saber em quanto se tinham multiplicado os depósitos, (tivemos dois bancos que faziam com notas o que dizem que Jesus fez com pães) descobriu-se a trapaça, e “Ai meu Deus”, o Manuel Gordo sujeitou-se à Justiça. Foi condenado em 2008 por burla e falsificação de documentos a quatro anos e meio de cadeia com pena suspensa.

Como os padres não viram maquia nenhuma, “Ai meu Deus”, apelaram ao Supremo, não ao Supremo a Quem se apela com rezas, mas ao Supremo da Justiça dos Homens, porque, “Ai meu Deus”, quando toca a dinheirinho os milagres só se fazem na Terra.

Vai daí, a Justiça suprema nacional, decidiu que éramos todos nós, portugueses, que tínhamos de ressarcir os anjinhos dos padres burlados. Portanto, meus caros; juntem mais 3,584 milhões de euros ao prejuízo do BPN, e nem se interroguem porque não sabem nada de nada do julgamento do caso BPN, é mais um milagre inexplicável.

Isto não fica por aqui, com base na jurisprudência deste caso, ainda vamos ver filas de padres a exigir a devolução do dinheiro das cautelas brancas da lotaria, digo eu que não percebo nada da Justiça. Mas alguém percebe? “Ai meu Deus”, e nós a arder…

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