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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
A mãe de Sócrates. Os professores.
Sócrates, nascido no demo de Alopécia, estaria hoje careca de saber que cada vez que se fala nos tabloides da sua mãe, ou dos seus familiares, é para desviar as atenções.
Aproveitar a mãe de Sócrates para fazer política é feio…e daí talvez não!
A mãe de Sócrates chamava-se Feneretes, diz-se que fazia de parteira.
Feneretes são uma família portuguesa de sindicalistas de direita, uma porção do PS e outros lotes do PSD e do CDS, que dá pelo apelido ou nomeada FNE.
Os Feneretes da FNE também fazem partos.
Nuno Crato, o grávido, tem contado para a sua prenhe ininterrupta e os seus desmanchos, com os cuidados obstétricos dos Feneretes.
O último desenlace abortivo está a ser a “prova de avaliação de conhecimentos,” um dos estados interessantes de Nuno Crato. Os Feneretes cortaram o cordão umbilical para agradar e a pedido do parturiente, com a paridela mal consumada.
Como resultado, temos uma reacção para debelar a infecção geral, provocada por um parto que não devia ser feito. O Crato não sabe parir e os Feneretes não sabem assistir.
Amanhã, quinta-feira, toda a família do corpo docente/doente e maltratado vai-se manifestar frente a São Bento – e lá dentro.
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Há dinheiro público para o Negócio dos Colégios.
Livre escolha dos colégios em selecionar os alunos pagos pelo Orçamento de Estado, continua com o cheque ensino. Essa é a verdadeira livre escolha, mascarada com a “livre escolha das famílias” em matricularem os seus filhos no privado. Se em escolas com contrato de associação a triagem dos alunos já acontece, com os colégios é a norma.
Ministério dá 19,4 milhões a famílias que querem filhos no privado segundo o documento disponível no site da Assembleia da República.
Cortes no ensino público inclusivo e transferências para o ensino privado elitista é a política deste ministério de Nuno Crato (de Passos Coelho e de Paulo Portas). Nem vale a pena discutir o tema, isto dura enquanto durar este governo.
Mas não deixa de ser insólito. Quando há dinheiro público para o negócio dos colégios privados, é notícia que há serviços públicos com dificuldades em pagar salários e subsídios, e, até se sugere não pagar a fornecedores do Estado, para pagar esses vencimentos.
Há assim umas empresas fornecedoras do Estado que ficam em espera, enquanto os patrões dos colégios já têm um bolo de 19,4 milhões aprovisionados para o seu negócio.
Quando a Educação não era encarada como mercadoria este tráfico não acontecia; o dos educandos e o das empresas que servem a ideologia do governo.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Empresários da educação equiparados a banqueiros.
A mercantilização da Educação leva novo impulso com as medidas anunciadas ontem por Nuno Crato. Como diz a Federação Nacional de Professores (Fenprof); “Trata-se de uma mudança radical do papel do Estado (…) e do lugar que, pela Constituição da República, está atribuído ao ensino particular e cooperativo”.
Também a CNIPE, confederação dos encarregados de educação, acusa o governo de “proteger as escolas privadas, que não têm alunos, pois as famílias não têm dinheiro”.
É o busílis do problema; a ideologia da direita mais retrógrada, bem representada pelo ex-maoísta Nuno Crato, quer reduzir o Estado ao mínimo e promover o sector privado. Acontece que, não há riqueza na população para pagar a “Educação privada”, (como também não há para pagar a “Saúde privada”).
Em Julho do ano passado (clicar aqui) o tema era o aumento do abandono escolar por razões económicas; a taxa de abandono dos estudos por motivos financeiros era de 22% em 2010/2011, a nível nacional, tendo subido exponencialmente em 2012. No ensino profissional as desistências chegavam, em Julho de 2012, a um terço dos alunos.
Sem dinheiro nas famílias - sem clientes - a sorte das empresas privadas de educação teria o mesmo desfecho que os outros sectores privados da economia em crise - “ajustavam”! Mas como são um sector ideológico, tal como o sector financeiro, não podem fechar. Empresário da Educação ou da Saúde é equiparado a banqueiro.
Os contribuintes são assim chamados a viabilizar empresas privadas desnecessárias, porque o lóbi da “Educação privada” tem muita força nos partidos do governo (e não só) e é essencial para o programa da Igreja.
A Fenprof pede aos grupos parlamentares, para que o diploma de Crato seja discutido no Parlamento e que requeiram a sua inconstitucionalidade.
Certo é que não volta a primazia pela Escola Pública enquanto durar este governo.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
A reacção é rápida. Cavaco e Crato estão ligeiros.
Funcionários públicos e pensionistas não vão receber este mês, Cavaco bate recorde da reacção, ao promulgar em 24 horas o diploma que faz o Estado caloteiro.
Foi preciso vir a troika para haver “salários em atraso” no Estado; e, calcule-se, diziam os troikos que ela veio - porque havia o risco de não haver dinheiro para pagar aos funcionários públicos.
Nuno Crato “protege os alunos” antecipando os exames de matemática, perante a Greve Geral de dia 27. Falta explicar porque criou a injustiça insanável de falta de equidade, não “protegendo os alunos” no dia 17 - adiando as provas de Português para dia 20 - como alvitrou a Comissão Arbitral.
Quer Nuno Crato, ex-pop (da educação para o povo) quer Cavaco Silva ex-defensor da Constituição e dos acórdãos do Tribunal Constitucional, não passam de camaleões. (Para usar a classificação do Le Monde a Barroso).
Já agora, um aviso à navegação: Acrescente-se ao termo palhaço, o de idiota, como palavras de uso delicado. Um tribunal de Évora condenou um jornalista por chamar idiota a um ex-governante.
Não faz muito mal, em minha opinião, idiotas e palhaços é coisa difícil de encontrar entre as figuras públicas da política nacional. Entre!
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Exames cariC(R)ATOs. Anas fazem – Marias não.
Uns alunos fizeram exame, outros não. Não houve Exames Nacionais em condições de igualdade. Não farão todos, o mesmo teste, no mesmo dia, à mesma hora. Já se sabia que tal ia acontecer, mesmo com menor adesão à greve. Porque teimou o governo?
Nuno Crato diz que 70% dos alunos fizeram exame, um sorteio onde contou a existência de “vigilantes” e a ordem alfabética do nome dos alunos. Os exames para os outros, (pelo menos 20.000), são a 2 de Julho. Podiam ser dia 20 (próxima quinta-feira) com o incómodo de ser 3 dias depois, sem nenhum dos problemas criados pelo governo.
Segundo os sindicatos a adesão à greve dos professores rondará os 90% (FNE diz acima de 80% Fenprof à volta de 90%).
O ex-professor de matemática Nuno Crato enganou-se noutras contas. Contava ver a opinião pública contra a classe dos professores e os seus sindicatos e o que se vê é incompreensão generalizada pela arrogância e teimosia do governo.
Alunos a fazer exames em refeitórios, alunos a invadir salas de exame, alunos revoltados por não haver igualdade na prestação de provas. E pais a ameaçar recorrer aos tribunais. A confusão está lançada nas escolas.
Para os exames de 2 de Julho, o ministro promete o “mesmo grau de dificuldade”, mas se as provas serão mais fáceis ou mais difíceis, caberá aos alunos dizer. A trapalhada no ensino pode piorar no próximo mês.
Hoje, a campanha contra a Escola Pública sofreu um revés. Os portugueses querem o serviço público de ensino, inclusivo e sem redução da qualidade, estão solidários com quem está ameaçado pelo desemprego, e percebe as intenções do pior governo da democracia.
O ministro da Educação e o governo - estão esgotados. Nota zero.
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sábado, 15 de junho de 2013
Grande Manifestação de Professores. 25 de Junho.
A manifestação de professores de hoje, em Lisboa, encheu simultaneamente a Avenida da Liberdade e os Restauradores. Uma das maiores de sempre, em dia que poderia ser de praia mas foi de luta.
Se o governo queria um braço de ferro com os trabalhadores e os sindicatos, os professores demonstraram a sua força e união. Ultrapassaram em muito o número habitual de manifestantes enquadrados pelos sindicatos, o que foi patente na forma menos geométrica e organizada do desfile.
O governo e o ministro Nuno Crato ficam a saber, que neste conflito de poder, a resistência dos trabalhadores é real, unida, e vai continuar.
As manobras do governo para isolar os sindicatos falharam. Serão mais, a partir de agora, os trabalhadores do ensino dispostos a resistir; viram a força da multidão que se manifestou, sabem que não estão isolados nas suas escolas.
O governo não tem força contra todos os profissionais de uma classe, só lhe resta ceder. Os professores demonstraram determinação e também coragem a enfrentar as campanhas intimidatórias contra os seus direitos, que são os direitos da sociedade democrática.
Uma palavra de ordem da manifestação sobre a greve de segunda-feira, 27:
A convocatória é geral – A Greve É Total.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Nem serviços mínimos quanto mais requisição civil.
Greve dos professores
Decisão do Colégio Arbitral
“ (…) não afecta de modo grave e irremediável o direito ao ensino na sua vertente de realização dos exames finais nacionais, não se estando por isso perante a violação de uma necessidade social impreterível.”
Após a decisão do colégio Arbitral, está mais difícil para o governo virar a opinião pública contra os professores.
Nuno Crato recusa adiar os exames de dia 17, contra a sugestão do Colégio Arbitral, que alvitrou o dia 20 como data alternativa.
O ministro da Educação prefere o confronto emproado com os sindicatos que adiar por três dias os exames. “Prejudicar os alunos”, é hoje apenas uma frase para uso demagógico.
O acórdão do Colégio Arbitral, diz que “a instabilidade nos alunos já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Seria para a resolução desse conflito, ou para acalmar as partes em litígio, que a existência do presidente da República poderia ser útil, mas Cavaco Silva, que raramente intervém em causas laborais, resolveu ser parte do problema colocando-se ao lado do (seu) governo, contra o bom senso. Vai continuar.
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sábado, 8 de junho de 2013
A greve dos professores causa impactos sérios.
Nuno Crato está a passar pelo que Manuela Ferreira Leite ou Maria de Lourdes Rodrigues já passaram e a reagir com o mesmo desnorte. Passos Coelho ainda pior (patético).
A greve às avaliações está a ter consequências, como terá a greve marcada para o início dos exames, para mais podendo estender-se por mais 4 dias. Mas se as greves não têm consequências servem de pouco, é algo que a opinião pública entende.
Cada greve em Portugal (e não só por cá) é acompanhada por uma campanha governamental, nos media, sobre os seus efeitos nocivos. São os utentes dos serviços afectados, é a economia nacional ou as exportações, e agora os alunos.
Alunos e pais estão a ser usados pelo governo para chantagear os professores, não vai funcionar. Os professores fizeram manifestações, fizeram luto, não os ouviram; foi o governo que nada negociou quem criou as condições para a situação extrema da greve.
A intransigência do governo e do ministro é responsável pelos impactos negativos no ano escolar, pelo possível caos. O resto é campanha política de um governo e de um presidente, cada vez menos capazes e mais isolados.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Professores. Semana de luto e luta pela profissão.
De hoje até sexta-feira decorre a semana de luto dos professores - em luta pela defesa da profissão de professor e da Escola Pública.
As professoras cá de casa não exercem a profissão. A mais velha, pensionista, anda a ser roubada na mensalidade e nos subsídios de férias e de natal, depois de descontar uma vida. A mais nova trabalha para uma empresa de trabalho temporário, fazendo serviço permanente para uma empresa de telecomunicações do PSI 20.
Outros e outras licenciadas em Educação passam pelo mesmo, ou ainda pior – estão sem ganha-pão de qualquer espécie. A paixão pela educação já não é moda na política, a dignidade da profissão de professor é posta em causa todos os dias.
Depois da última manifestação de 26 de Janeiro, esta semana de luta significa que os professores não se vão calar; vão exigir de Nuno Crato que se discuta a Escola; os cortes, a mobilidade especial, os mega-agrupamentos, a situação da profissão e do ensino.
A luta dos professores é de todos, dos pais, dos alunos, das gerações de crianças de todos os estratos sociais, que se querem com direito ao ensino de qualidade e à qualificação.
Que não se calem.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Professores. Manifestação contra o desemprego.
Professores manifestam-se hoje em Lisboa, (15horas – Rossio) contra a extinção de 25 mil horários.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) deu há dois dias uma conferência de imprensa, (ver AQUI) onde disse prever que “no próximo ano lectivo, fiquem sem trabalho entre 15 a 20 mil contratados e cerca de oito mil docentes dos quadros”.
Manuel Pereira, presidente da Associação dos Dirigentes Escolares, disse ao jornal Público que a situação é aflitiva; “este ano, em cada agrupamento são dezenas e dezenas de horários zero, de pessoas com muitos anos de carreira, com uma vida estável numa escola, e que de um dia para o outro se apercebem de que têm de ir a concurso por falta de componente lectiva”.
Tanto Manuel Pereira como o dirigente sindical Mário Nogueira afirmam que a situação de desânimo e medo do futuro que se vive nas escolas, não contribuem para a mobilização de protestos.
É uma situação que merece estudo, coisa que os professores estão habituados a fazer e promover. Como é que mobilizavam 100 mil contra Maria de Lourdes Rodrigues e agora têm dificuldade em juntar os professores para reclamar pelo direito ao trabalho?
O que o anterior governo fez aos professores não é um avo do que o governo de Vítor Gaspar, Passos Coelho, Paulo Portas e Nuno Crato está a fazer.
É ou não é?
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terça-feira, 27 de março de 2012
Turmas de Elite.
“As escolas vão poder criar turmas para alunos bons e fracos” diz o ministro Nuno Crato. Como dos fracos não reza a história nem há professores suficientes para acompanhar os alunos com necessidades educativas especiais, do que se trata é de criar turmas de elite.
Separar alunos que se salientem, (a que se juntarão aqueles com pedrigee que só podem acompanhar os bons) da escumalha, é uma prática já existente mas que não estava generalizada. Agora passa a ser política do ministério que se anunciou descentralizador. Não é directiva é consentimento ou aconselhamento disfarçado como convém numa mudança radical do sistema de ensino. Mais uma experiência em que há cobaias que vão fazer de ratinhos brancos e outros de gatos persas.
Dos efeitos pedagógicos outros saberão mais, mas noto que não é politica estranha a um ministro de formação maoista. Curiosamente, também no tempo da “outra senhora” se defendia que as elites são o motor da sociedade.
E por elites, um caso que passou despercebido. Houve eleições para aquele grupo singular chamado Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP). António Martins saiu, o que seria a meu ver, uma boa notícia para a imagem da Justiça, que se quer independente e despartidarizada, mas entrou um outro nome com o apoio do antecessor. A ver vamos se continua a poderosa ingerência da Justiça, por portas e travessas, na política.
Os magistrados do Ministério Público conduziram igualmente o secretário-geral a presidente do sindicato, numa sucessão na continuidade. Ambos, juízes e magistrados têm a maior responsabilidade em criar confiança no sistema de Justiça, a prática das suas associações em nada tem contribuído para que os cidadãos acreditem em tal coisa. Os julgamentos são genericamente uma lotaria e os privilégios da elite são mantidos pelo abuso de poder.
Turmas corporativas, turmas de elite, dos bancos da escola aos píncaros do poder.
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