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sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril.

O ditador e o soldado.Abr.2014

oclarinet.blogspot.com - o ditador e o fotógrafo. Abr.2014
25 de Abril de 2014 - Rua António Maria Cardoso


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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Baldios. Mundo rural resiste.

oclarinet.blogspot.com Manif.3 Abril Agricultores. Abr2014
 

Cinco mil agricultores de todo o país manifestaram-se em Lisboa contra a proposta de revisão da lei dos baldios e as imposições fiscais do governo PSD/CDS.

Espoliar os baldios (terrenos comunitários) aos povos e compartes, seus legítimos proprietários, não é coisa nova. Salazar expulsou as populações dos baldios nos anos 30 com a “política de florestação do Estado Novo”; A Junta de Colonização Interna, criada em 1936, florestou baldios e limitou o acesso das populações a esses terrenos comuns, até aí geridos e controlados pelos utilizadores.

Após o 25 de Abril, a lei 39/76 restituiu os baldios às comunidades locais, passando a ser geridos ou em exclusividade pelos compartes, ou por delegação pelas juntas de freguesia, ou ainda em parceria com o Estado e o órgão representativo do baldio.

No entanto, vem-se verificando que as populações rurais não beneficiam da exploração da área florestal e vêm instalar-se em muitos baldios, “negócios” relacionados com os recursos ambientais, exteriores à gestão dos compartes, e sem contrapartidas para as comunidades locais.

Os bens naturais de acesso colectivo e propriedade comunitária são “naturalmente” invejados pelos privados. A política de submissão a um regime de florestação e privatização da terra, que o governo de Passos Coelho defende, é um ataque à diversidade do mundo rural e à sua tradição comunitária.

Assistimos à degradação e destruição dos bens comuns, à devastação dos reservatórios da natureza e à obstrução do acesso colectivo aos recursos naturais.

Os manifestantes do mundo rural foram dizer que o regime de propriedade e gestão comunitária - subsiste e luta - é e será um exemplo de resistência.


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domingo, 11 de agosto de 2013

Arriba estátua do Cónego Melo? Mais alto?

Arriba estátua - ainda mais alto. Ago.2013

Conseguiram erguer uma estátua à figura sinistra do Cónego Melo, em Braga.
Ainda lá está.


Não há dúvida do envolvimento do Cónego Melo com a extrema-direita e os operacionais do ELP/MDLP, responsáveis por lançar o terror, principalmente a norte, com assaltos a sedes de partidos de esquerda e o atentado bombista que vitimou o Padre Max - candidato a deputado da UDP pelo círculo de Vila Real - e a sua aluna Maria de Lurdes. 

A homenagem ao terrorista Eduardo Melo Barroso, o Cónego Melo, é motivo de discussão e faz lembrar outra querela; a da estátua de Salazar em Santa Comba Dão, inaugurada pelo corta-fitas Américo Tomás, em 1965.

  oclarinet.blogspot.com Estátua de Salazar antes do fim da discussão.Ago.2013

O Salazar em bronze esteve sentado numa cadeira rija até depois do 25 de Abril de 1974. Depois, alguém foi cortando a cabeça da estátua, em vários turnos, até à decapitação. Saudosistas quiseram voltar a pôr uma cabeça na estátua enquanto outros se insurgiam contra a reposição; ainda fizeram uma cabeça para enxertar no tronco mas enganaram-se nas medidas e aumentou a celeuma.

Até que, na madrugada do dia 12 de Fevereiro de 1978, Santa Comba acordou com um estrondo e a estátua distribui-se em pedaços pela vila. Os jornais da época escreviam, “acabou-se a discussão”. E foi.

Não se sabe como vai acabar a discussão em Braga, mas se ouvirem dizer “Arriba estátua do Cónego Melo, mais alto que a de Salazar”, o melhor é sair das redondezas.

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sábado, 27 de julho de 2013

União Nacional – o clima.

Fronteira Vila Verde da Raia - Chaves.Jul.2013

Os meus afazeres pelo norte incluem quase sempre umas visitas à Galiza, umas compras; o gasóleo está agora mais caro lá, mas o tabaco de cachimbo compensa bastante, e deito uma olhadela de viés à casa onde nasci, a poucos passos do então estrangeiro inacessível para a maioria. A fronteira existe, e outras fronteiras lá se reclamam (imagem).

Estive, portanto, fora. Regressado, pareceu-me ouvir Passos Coelho falar em união nacional. Confirmei no Público, quer “um clima de união nacional” e confirmou que “não é de unidade nacional, é de união nacional”. 

O nosso primeiro-ministro é novo, e mal informado, devia saber que há coisas ditas que são ouvidas por gerações de portugueses como provocações. União Nacional tem uma carga fascista neste país, faz lembrar a ditadura, a ANP, Salazar e Caetano.

Faz de propósito ou é ligeireza infantil?

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Coelhos e coelhinhos.

Gráfico. Mai 2013
 
Com o rigor científico possível, quando uma coelha não desova estamos com um problema aviário. Hoje, era mais um dia anunciado para o governo dar à luz as medidas concretas do Documento de Estratégia Orçamental (DEO). Abortaram (outra vez).

Os abortos nos Conselhos de Ministros já são um método anticoncepcional, ali nada nasce como previsto, só germinam novos conselhos de ministros. Silva Pereira traduziu o fenómeno com um slogan publicitário do tempo de Salazar, (adaptado): “Pare, escute e olhe, um conselho de ministros pode esconder outro”. 

Do tempo de Salazar, são também decalcadas as medidas pseudo-salvadoras das finanças e o coerente empobrecimento dos portugueses. Em democracia (mesmo de baixa intensidade) como existe hoje, a coragem dos salazarentos é curta; precisam por isso de lançar na opinião pública ensaios de medidas.

As fugas orientadas de possíveis medidas do governo andam por aí, amontoadas pela ninhada de serviço. Idade da reforma, aumento do horário de trabalho, etc e tal. São preparação psicológica e avaliação de reacções. As medidas, segundo o jornal Público serão anunciadas na sexta -feira, antes, o ministro da presidência tinha dito ser "esta semana".

No entanto, todas as sugeridas provocam mais desemprego jovem, o que é incrível nos tempos (europeus) de hoje. De figuras decorativas como Herman Van Rompuy e Durão Barroso, até políticos no activo, como Hollande ou Enrico Letta, ou até o Papa; todos andam preocupados com o desemprego jovem na Europa. Diz-se que é o objetivo do Conselho Europeu de Junho.

Portugal não segue a inquietação, tem o governo e o presidente mais retrógrados da nossa democracia, somos humilhantemente representados.

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Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no mês anterior.

Para além dos artigos lidos no blogue, 3 vídeos (koclarinet) editados no Youtube tiveram em Abril, 6.000 minutos de visualização: “Vítor Gaspar ministro da das finanças da troika” 715 visitas; “João Ferreira do Amaral – sair do euro” 582 visitas e “Adeus Gaspar. Em dez minutos” 83 visitas, (fora do blogue).

Aqui, por ordem:

10/04 – João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.

02/04 – Álvaro, Relvas e tagarela, resolvem desemprego jovem. 

15/04 – Vítor Gaspar ministro das Finanças da Troika.

09/04 – Gaspar manda o Estado gastar mais.

12/04 – Ir aos mercados? Portugal desenganado pela troika.

05/04 – Tribunal Constitucional empurra governo para a rua.

06/04 – Adeus Gaspar. Em Dez Segundos.

25/04 – Discurso do 25 de abril. Obrigado Cavaco Silva. 

21/04 – Alemanha apoia confisco de depósitos bancários.

15/04 – A Europa impede o sucesso de Portugal.

 (clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Álvaro sai, QREN para Gaspar usar nas metas orçamentais.

oclarinet.blogspot.com Març.2012 
O QREN é para Vítor Gaspar gerir e usar nas metas orçamentais.

Álvaro Santos Pereira de saída do governo, dizia eu ontem. Fonte próxima do ainda ministro, citada pelo jornal i confirma que ameaçou demitir-se, no último Conselho de Ministros.

Declarações posteriores de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou de comentadores influentes como Marcelo Rebelo de Sousa, indicam que fez mal em não se demitir na 5ª feira. Cada dia que passa irá ser mais empurrado para fora do governo, perdeu a confiança dos líderes do PSD e do CDS, não tem condições para enfrentar a oposição ou exercer o cargo.

Também há pouco para exercer no actual Ministério da Economia, a prioridade da política orçamental deste governo, deixa o país sem ministérios. O único pensamento é arranjar verbas, seja com maroscas no IRS, exploração de coimas e multas pelo fisco ou deixando de pagar a fornecedores. Depois do caso dos laboratórios Roche, os hospitais já pedem emprestado material de consumo diário, como as compressas que o Amadora/Sintra cedeu ao Garcia da Horta – que mais ministros venham a querer bater com a porta não será surpresa.

O governo está em desnorte, mas há um facto a reter, cresce o poder de Vítor Gaspar. Não se deu atenção às suas palavras em Manteigas, (deveria talvez falar ainda mais devagar) mas quando Gaspar diz que não há “clivagens no governo” tem razão. O governo é Gaspar, “ele manda”, como disse Marcelo Rebelo de Sousa acerca desta “pequena polémica” das verbas do QREN.

Vítor Gaspar tem total apoio de Passos Coelho e Paulo Portas e tem uma “legião” de defensores a equipará-lo na “missão histórica” a Oliveira Salazar.

A comparação já é feita às claras; no canal TV da Ongoing ouve-se, entre outros a Manuel Monteiro, que daria um bom primeiro-ministro à imagem de outros das finanças, Salazar e Cavaco. O estilo de controlar todos os cheques do Estado, foi mais feitio de Salazar. Sabe-se o que custou em décadas de miséria para os portugueses o controle salazarista das finanças.

Nesta situação, a saída do ministro Álvaro do governo pouco significa, se regressar ao Canadá nesta primavera, apanha a época do regresso dos mosquitos.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As críticas a José Afonso.


Chamaram-me a atenção para uma discussão que anda por aí por causa de um post de Eurico de Barros no blogue “Forte Apache”.

Escreveu Eurico de Barros:
“José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, “atirar aos fascistas de rajada”. Empenhou-se no PREC ao ponto de se afastar da vida musical e andou envolvido nas demenciais campanhas de “dinamização cultural” do MFA. Cantou no RALIS na noite do 11 de Março, defendeu as arbitrariedades e ilegalidades da Reforma Agrária, esteve com os pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro, apoiou Otelo Saraiva de Carvalho e os presos terroristas do PRP. Só para recordar, agora que se assinalam os 25 da sua morte e muita gente vai associar a palavra “liberdade” ao nome de José Afonso.”

Quando visitei o “Forte Apache” para ver o artigo, o primeiro comentário que lá estava, assinado “AMD”, tinha uma quadra do Zeca e acabava com uma frase “Cada um escolhe a barricada, tu com saudades de Salazar eu de Zeca Afonso”.

Pois. Depois do que escrevi ontem (AQUI) apetece-me perguntar: Andam a discutir o quê? E com quem?

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