Os tubérculos que tinha mostrado em post anterior (AQUI) chamam-se em Trás-os-Montes, Rabas.
Por falar em Rabas, hoje que é o dia em que os ex-gestores da Ferrostaal foram condenados a penas de prisão por corromperem funcionários públicos de Portugal e da Grécia para vender submarinos alemães; alemães esses que castigam os portugueses e os gregos por comprarem coisas sem terem dinheiro para as comprar; é pois tempo de apresentar as Rabas.
Apresento as Rabas, porque é impossível apresentar os funcionários públicos portugueses corrompidos pelos alemães. Nem as novíssimas equipas mistas contra o crime, compostas pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Púbica e Polícia Judiciária sob o sublime patrocínio do Procurador-geral da República mais sua excelsa ministra da Justiça, sabem deles.
Apresento as Rabas também porque vivo o conflito de descobrir quem é o grande burro, se o comissário europeu dos Assuntos Sociais Lazlo Andor, se o nosso primeiro-ministro Passos Coelho. Na Comissão Europeia, Lazlo disse: “Alguns jovens já estão a deixar a Europa para encontrar trabalho em países como os Estados Unidos e o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique, dependendo da sua língua. E esta tendência não pode continuar. Não apenas arriscamos perder uma geração como também o custo financeiro” (da sua formação). Passos Coelho pratica o inverso, um deles é muito burro.
As Rabas, como estava a dizer antes do apetite divagar, são tubérculos usados na culinária de Trás-os-Montes. Nos cozidos à portuguesa da região, em “guisotes”, em purés com a batata, nos bolinhos de bacalhau etc. têm um paladar adocicado levemente ao sabor do nabo e textura da batata. Coze ao mesmo tempo das batatas se for cortado em rodelas de mais ou menos um centímetro.
As Rabas são ricas em vitamina C e em fibras, é alimento dos animais e dos humanos como são as batatas, as castanhas, abóboras, milho e outras riquezas da terra.
Há um prato típico em Bragança, de Rabas guisadas com coelho, mas se falo em Coelho, volto a divagar e queima-se o estrugido.
Boas festas
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