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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Borla nos transportes públicos para juízes, vergonha.

Transportes gratuitos para Magistrados.Out.2012


Juízes não pagam transportes públicos, mas não querem que se saiba.

O governo tem previsto na proposta do Orçamento de Estado para 2013, eliminar o transporte gratuito dos funcionários das transportadoras e de várias categorias de funcionários do Estado, entre eles procuradores e juízes.

O Jornal de Notícias teve acesso a um e-mail, da direcção do Sindicato dos Magistrados para os seus associados, no qual se diz haver a “garantia da senhora ministra de que tal norma será retirada”. 

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, garantiu à direcção do Sindicato dos Magistrados, uma situação de excepção para os juízes.

Depois do aumento dos transportes e passes para os utentes “normais”, do fim de descontos para jovens e idosos, que já referi (aqui – aqui – e aqui), os senhores magistrados e juízes têm um tratamento “anormal”.

Tão anormal que dificilmente se inscreve nas exigências da troika. Ou então recua-se para não chatear um sector, que, (dizem) derrubou o governo anterior, e troika-se o recuo por uma marrada noutro desgraçado sem poder algum. Porque, como diz o povo acerca dos bodes: - “cabrão que recua, forte marrada vai dar”.

Aliás, a cabeçada chocante do arranjinho nem são as borlas, são os segredos de comadres em que tudo é tratado. Diz o citado e-mail; “seria conveniente que não se discuta na comunicação social este episódio” (…) “poderia dificultar o recuo por parte do governo”.

Trata-se de vergonha, de ter vergonha. E também de falta de vergonha, de não ter vergonha.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Falta de respeito pelos mais velhos.

Idosos sem dinheiro para o passe social. Ago.2012

 O respeitinho é muito bonito, ouvimos dos mais velhos desde a mais tenra idade. Fazia parte da educação, pensava-se que estava assumido, mas as sociedades sofrem revoluções e as revoluções são feitas pelos mais novos.

Os revolucionários portugueses que agora estão no poder, liderados pelo jovem Passos Coelho, olham para os velhos como uma despesa. Passado o tempo em que eram produtivos e criaram riqueza, agora são só custo e empecilho, na sociedade que se diz da competição.

Em Julho do ano passado, com o aumento dos transportes várias vezes superior à taxa de inflação, o governo anunciou “títulos de transporte a preços reduzidos”. Mas logo em Novembro, o governo de Passos Coelho acabou com o desconto nos transportes; para os idosos com mais de 65 anos cujo rendimento de agregado familiar é inferior ao ordenado mínimo, os reformados e os jovens até aos 23 anos (ler AQUI).

Os resultados dos aumentos dos tarifários e o corte nos descontos dos passes estão à vista; no primeiro semestre deste ano, o passe Navegante Urbano 3ª idade tem menos 17% de utentes, o que representa 41.841 idosos que perderam mobilidade.

Os idosos são uma parte das perdas das empresas de transportes, muitos mais deixaram de usar os transportes públicos. Neste período (6 meses) a Carris perdeu 25 milhões de passageiros, o Metro 11,5 milhões e a Transtejo 1,5 milhões, o que diz muito sobre o desemprego crescente e a política de aumento do preço dos transportes.

O ano passado dizia aqui que os nossos velhos iam ficar mais isolados - 41.841 já não viajam nos transportes públicos por falta de dinheiro para o passe.

 O governo de Passos Coelho, o seu ministro Álvaro e o seu secretário Sérgio Ribeiro fizeram uma revolução, não uma revolução nos transportes mas uma revolução na sociedade portuguesa. Está a ser feita sem grande oposição.

 Os portugueses deixaram de respeitar os seus velhos?

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Jovens e idosos sem desconto nos transportes.

A inteligência Nov 2011


O governo vai acabar com o desconto de 50% nos transportes para jovens e idosos. O desconto existente, até agora, abrange os idosos com mais de 65 anos, cujo rendimento do agregado familiar seja inferior ao salário mínimo, os reformados e jovens até aos 23 anos.

O governo Passos/Portas espera surripiar à mobilidade dos sub-23, fundamentalmente estudantes, e aos seniores, principalmente reformados, várias dezenas de milhões de euros. Dinheiro tirado às famílias que terão de suportar mais este aumento de impostos depois do enorme aumento dos transportes públicos feito em Agosto.

Os nossos velhos vão ficar mais isolados, os nossos jovens com mais dificuldades em fazer frente aos custos para ir à escola, isto num país que diz apostar na educação e quando há estudantes a abandonar o ensino por ainda não terem recebido as bolsas de estudo.

Este corte estúpido saído das inteligências do ministro Álvaro e do seu secretário de Estado, um tal Sérgio Ribeiro, vai resolver algum problema do défice das empresas de transportes? Justifica o impacto social e económico? O que atenua (o défice) legitima a penalização das famílias mais necessitadas que são quem utiliza os transportes públicos?

O balão do descontentamento está a encher - perigosamente a encher demais!

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Passos Coelho e o aumento do preço dos transportes

Transportedeorelhas

Escandaloso é a classificação mais ouvida sobre o aumento do preço dos bilhetes e passes dos transportes públicos. O aumento é várias vezes superior à taxa de inflação, não resolve o problema dos prejuízos operacionais e vem prejudicar enormemente os utentes.

Numa altura de subida frequente e exponencial dos combustíveis, em que muitas pessoas já haviam trocado o carro pelos transportes públicos, vir subir as tarifas, é montar um cerco a quem precisa de mobilidade.

O serviço público de transportes é utilizado essencialmente por quem faz contas às despesas de deslocação ou não tem outra alternativa. Decerto voltando a fazer contas, chegarão à conclusão que fica mais barato o automóvel. Mais carros a circularem, mais poluição, maior consumo de petróleo, mais uma contribuição para o défice externo.ArcodaGovernaçãoJul2011

O mais relevante para os utentes, que não têm culpa das más gestões e das opções das políticas de mobilidade dos sucessivos governos, é o contexto de dificuldade económica em que se encontram. Aqui, e como já deu sobejas provas neste primeiro mês de governação, o governo de Passos Coelho demonstra uma enorme insensibilidade social.

Esperemos para ver quem abrange os anunciados “títulos de transporte a preços reduzidos”.
O que temos notado é que para Passos Coelho e Vítor Gaspar os rendimentos muito baixos são o limite da miséria do ordenado mínimo.

Um destes dias, vou ver trabalhadores que recebem pouco mais que o ordenado mínimo a pedir para lhes baixarem o vencimento – para serem menos penalizados; eles são a maioria, e são quem está a pagar tudo.
Quem votou nestes, votou nisto?