R-como na Primavera de Sofia Areal (inaugurou ontem, 9 de Abril)
Galeria Neupergama Rua Miguel Bombarda 15 e 19 * 21 TORRES NOVAS
domingo, 10 de abril de 2011
Sofia Areal expõe na Galeria Neupergama
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Sofia Areal
Emiliano Zapata foi morto a 10 de Abril de 1919
Emiliano Zapata (1879-1919) foi líder da Revolução mexicana de 1910 contra a concentração fundiária e a ditadura de Porfírio Díaz, organizou índios e camponeses no sul, que ocuparam e repartiram terras entre a população necessitada. Juntou-se a Pancho Villa que liderava os camponeses do norte. As rebeliões levaram ao derrube de Díaz, substituído por Francisco Madero em 1911, que prometera a Reforma Agrária.
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sábado, 9 de abril de 2011
Senta-te.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Processar as agências de rating.
Economistas portugueses vão promover uma queixa na PGR contra as agências Moody´s, Fitch e Standard & Poor´s. Apurar a “prática de actos abusivos” e a “existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e povo português” são a razão da abertura do inquérito. A acção é por crime de manipulação do mercado.
Um grupo de advogados espanhóis também estão a processar as mesmas agências por “terem alterado o curso normal do mercado, agindo em benefício dos seus interesses e dos seus clientes”.
Nos Estados Unidos há mais processos, instaurados pelo procurador do Connecticut, e pelo Ohio, outros estados estão na fase de investigação às práticas comerciais das agências.
Processos anteriores nos USA chocaram com a alegação de as notações serem “opiniões”, portanto constitucionalmente salvaguardadas pela liberdade de expressão. O que, digamos, é extraordinário; o mundo de pantanas por causa da opinião de uns funcionários incompetentes, mas apesar disso todos muito ricos.
Paul Krugman escreveu no The New York Times. “É confortável fingir que a crise financeira foi causada por nada mais do que erros honestos. Mas não foi; foi, na maior parte, o resultado de um sistema corrupto. E as agências de classificação de risco de crédito foram uma parte importante dessa corrupção.
O economista José Reis, um dos subscritores da queixa portuguesa disse que duas das agências têm como proprietário o mesmo fundo de investimento.
Não se sabendo no que resultarão os processos instaurados, pois a Wall Street não faltam bons e caros advogados, a multiplicação de queixas nos vários países afectados, pode levar a uma nova era de regulação financeira onde as agências de rating respondam pelas suas opiniões, particularmente quando delas depende a vida de populações inteiras de vários países.
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Jean-Luc Ponty - Celtic Steps
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Espanha, próximo destino.
Como as pragas de gafanhotos, os mercados depois de arrasarem um país, dirigem-se ao próximo. Aquele que está tenrinho parece ser a Espanha, e há quem alvitre a Itália e a Bélgica a seguir. Não será assim, no quadro da União, pois os mecanismos existentes não suportam o resgate da Espanha.
No dominó das dívidas cujas peças caiem umas após outras, a Espanha está em maus lençóis. Zapatero já reconheceu que a crise portuguesa poderia condicionar a Espanha.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Recurso ao FEEF/FMI. Governo acaba de anunciar o pedido à Comissão Europeia.
Perante a ameaça do não financiamento da economia e da República, foi dirigido hoje um pedido de ajuda externa. Sócrates prometeu, como lhe competia, negociar essa intervenção de forma a ter poucos custos para os portugueses. Sabemos que dificilmente vai ser assim.
Pelo que aconteceu na Irlanda e na Grécia entre o PEC 4 e as medidas do FMI, não há comparação.
Tudo aquilo a que se queria fugir vai acabar por ser imposto, despedimentos na função pública, redução da massa salarial, que na Grécia foi 15%, congelamentos por vários anos, diminuição de isenções fiscais, taxas especiais sobre vários produtos e propriedades, aumento do IVA. Na Grécia os cortes atingiram os subsídios de férias e de Natal, na Irlanda tiraram 12% ao salário mínimo e 4% às pensões. Os gregos que se reformavam com 96% do vencimento passaram a contar apenas com 65% etc. E isto foram parte das medidas iniciais exigidas pela União europeia e o FMI para concederem ajuda financeira. Novos pacotes estão previstos e não se vislumbra nesses países confiança económica, crescimento ou diminuição do desemprego. Continuam a financiar-se a custos desmedidos. As taxas de juro na Irlanda duplicaram em menos de um ano e o desemprego ultrapassa os 13%.
Aqui fomos empurrados para esta situação, a taxa de juro que pagámos hoje a seis meses é quase o dobro do anterior leilão. O Ministério das Finanças disse que “as actuais taxas de juro permitem concluir que os danos causados pela rejeição do PEC são irreparáveis”. Que esta crise política, nesta altura, criou uma trapalhada tal, que vai levar umas semanas a perceber a sua dimensão, é verdade
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terça-feira, 5 de abril de 2011
(arquivo) Derrubar o governo para quê?
Fazer cair o governo era fácil, como se viu na discussão do “PEC” ainda o PEC era o Pagamento Especial por Conta e não o Programa de Estabilidade e Crescimento. Com governos minoritários qualquer “maioria negativa” pode deitá-los abaixo. Só não se sabia quando a esquerda parlamentar se aliaria à direita para o fazer. Havia quem acreditasse que nunca o PCP e o BE contribuiriam para colocar a direita no poder.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Os Verdes que não amadurecem.
No Porto, os gráficos chamam aos meios-tons, meias-tintas. São cores esbatidas, percentagens menores das tintas de origem. O verde é na impressão uma cor secundária (cian+ amarelo). Os Verdes quando dispostos em camada, como na fotografia e no Parlamento, parecem ao olho comum ter identidade própria, quando na verdade resultam de somatórios vários. Os Verdes portugueses são diferentes, por exemplo, dos Verdes alemães, e não é impressão.
Os Verdes alemães, SPV Die Grunen, nascidos em 1980, juntaram ecologistas e pacifistas. Criaram-se na contestação da instalação de mísseis nucleares na Alemanha, pela NATO, em 1979, que foi apoiada pelos dois grandes partidos CDU (democratas - cristãos) e SPD (sociais-democratas). Respondiam à necessidade na sociedade alemã de enquadrar politicamente sectores que vão desde a juventude radical (pós Baader-Meinhof) aos defensores da neutralidade alemã e dos princípios ecológicos.
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