O Estado perdeu 4,5 milhões de euros por mês, entre janeiro e agosto deste ano, na receita do imposto sobre o tabaco. Não deixei de fumar, mas sou daqueles que deixou de encher o papo a gulosos - já lá vamos.
As receitas dos impostos mais significativos, IVA, veículos, combustíveis e tabaco, baixaram em relação às do ano passado. O governo enganou-se; a CIP, que dizia que um agravamento dos preços do tabaco renderia 500 milhões de euros, também se enganou, perderam-se até agosto 36 milhões.
Uma análise superficial imputará por inteiro a queda do consumo ao aumento dos preços, mas há outros factores. O jornal Correio da Manhã diz que a Judiciária capturou 18 milhões de cigarros contrabandeados a que corresponderá 3 milhões de euros de impostos, muito mais contrabando não foi apanhado.
Desde que a Tabaqueira é subsidiária da Philip Morris, a habituação dos consumidores pelas marcas americanas cresceu, são elas as mais falsificadas e contrabandeadas.
O aumento do preço do tabaco levou muitos a deixar de fumar, o que é bom, levou outros a não se iniciarem no vício, o que ainda é melhor.
Para os fumadores que não vêem razões para deixar o tabaco (e não são ricos), conseguir fumar a preços aceitáveis é um problema. Para fumar com menos impostos voltei a fumar cachimbo.
Em dinheiro, gasto menos de um sexto do que gastava, fumo menos e de forma menos prejudicial para a saúde. O tabaco é comprado fora do país, cá é um abuso de preço. As misturas que preparo desligaram o “vício pela marca de cigarros”, portanto, se um dia quiser deixar de fumar será mais fácil.
O Estado deixou de receber impostos meus sobre o tabaco, não é um caso de retração do consumo nem de fuga aos impostos…será uma fuga aos gulosos.
Post Scriptum: Paz na Síria e normalidade em Chipre, também ajudavam a produção do meu Latakia, um nico em cada cachimbo.
Post Scriptum:
Principal imposto ambiental pago pelas famílias portuguesas é o do tabaco.
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