segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eleições na Grécia. Resultados finais. Que saída?

Resultados finais 99,92% nacional.Mai 2012

Resultados 17 de Junho clicar AQUI

Ao contrário do que afirmam análises ligeiras às eleições gregas, não se pode ver a situação como antagonismos entre partidos pró austeridade e contra a austeridade, nem tão pouco falar em vitórias da esquerda ou da direita. Quem constituir governo na Grécia ou é para levar o país para fora do Euro, ou para gerir um plano “tipo troika” com as alterações que consiga introduzir – se a tanto ajudar o engenho e arte das mudanças que a eleição de Hollande irá permitir.

A grande maioria dos gregos não quer “sair do Euro”. Votaram furiosos contra a austeridade, conscientes da instabilidade que iam provocar, duvido que alguém saiba, na Grécia e nos arredores, como voltar a conseguir equilíbrios no curto prazo.

O memorando da troika falhou e os líderes políticos gregos foram incapazes, em mais de dois anos, de elaborar medidas para lidar com os credores, ou com as fragilidades estruturais da economia e do Estado. Estrangulados pelas opções da UE/FMI/Merkel, limitaram-se a ganhar tempo, esperando por uma mudança na política da União Europeia. Se ela chega a horas de poupar a Grécia a piores momentos não se sabe.

O sistema político grego complicou-se, nem a borla de 50 lugares para o vencedor permite maioria com dois partidos. Pelo perfil dos partidos (ver aqui) o que disseram em campanha e os resultados, nem há bloco central nem governo à direita e muito menos governo de esquerda. Se conseguirem uma coligação, será estranha e instável.

Os vencedores da Nova Democracia só constituem governo com alguém que tenha dito nunca se aliar com ela. O SYRIZA (erradamente designados de extrema-esquerda) apenas faria governo entrando os socialistas do PASOK e alguém à direita.

O normal seria novas eleições, mas aqueles que lucraram com o voto de protesto nem querem ouvir falar nisso. Governos nestas condições duram meses, como anteriores coligações contraditórias na Grécia.

Entretanto os capitais vão saindo, principalmente para a Alemanha, no mês que vem aumenta a tarifa da energia eléctrica e multinacionais como a Silchester tomam posição para dominar a empresa estatal de energia. Enquanto houver bens públicos para privatizar e bancos com créditos para receber, o dinheiro vai chegando só deixando para os gregos uma pequena parte, depois, depende da conjuntura na Europa.

Das esperadas mudanças na União Europeia, que se antevêem com a eleição de François Hollande, depende o futuro dos povos e da economia da Europa, mas dependerá também a paz. Uma preocupação latente raramente expressa.




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Nova Democracia (ND) – 18,85 % -108 lugares
Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) – 16,78% – 52 lugares
Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK) – 13,18% – 41 lugares
Gregos Independentes – 10,60% – 33 lugares
Partido Comunista da Grécia (KKE) – 8,48% – 26 lugares
Alvorada Dourada (Golden Dawn) – 6,97% – 21 lugares
Esquerda Democrática (DIMAR) – 6,10% – 19 lugares.

domingo, 6 de maio de 2012

François Hollande presidente.

Le Monde. François Hollande presidente.

Desde o ano passado que o ClariNet acompanha as eleições em França. A mudança de poder neste país terá forçosamente grandes reflexos na política europeia. A análise das eleições de hoje, principalmente na França, Grécia e Alemanha fica para próximo post; dos vários artigos feitos sobre as eleições francesas ficam aqui estes exemplos.

Alternativas na Europa.François Hollande pode derrotar Sarkosy. (AQUI)

França. Perda de Triple A com reflexos nas presidenciais. (AQUI)

Hollande à frente de Sarkosy; uma boa notícia. (AQUI)

François Bayrou apoia Hollande, o pior para Sarkosy. (AQUI)

Martin Schulz presidente do Parlamento Europeu.Mai.2012

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Eleições na Grécia - pré resultados. SYRIZA surpreende.

Eleições Grécia pré Resultados1.Mai2012


Resultados de 17 de Junho clicar AQUI


A Coligação da Esquerda Radical, SYRIZA, sobe em relação às sondagens que ontem aqui referi na caracterização dos partidos gregos. Os neo-fascistas da Alvorada Dourada entrarão no Parlamento grego, o que é histórico.

O Partido Comunista (KKE) e a Esquerda Democrática (DIMAR) ficam aquém do previsto. A Nova Democracia ganha com pouco menos do que lhe dava a sondagem e os socialistas do PASOK têm a previsão de subir.
Eleições Grécia pré resultados2.Mai.2012
A Grécia foi a eleições com a certeza de votar na instabilidade. Só uma coligação, de dois ou três partidos fará maioria, num sistema político sem hábitos de compromissos inter-partidários.

O Partido Comunista, sendo o único claramente contra a participação da Grécia na Zona Euro e na União Europeia, pode ver através da ingovernabilidade os seus desejos cumpridos. Governo fraco, como queriam, é o mais certo.

Resultados finais AQUI

(actualizações)
Actualização 6 Maio 23.30h (hora da Grécia)


Última actualização 7 Maio 12.08h (hora da Grécia) 99,64% nacional

Nova Democracia (ND) – 18,86 % -108 lugares
Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) – 16,77% – 52 lugares
Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK) – 13,18% – 41 lugares
Gregos Independentes – 10,60% – 33 lugares
Partido Comunista da Grécia (KKE) – 8,48% – 26 lugares
Alvorada Dourada (Golden Dawn) – 6,97% – 21 lugares
Esquerda Democrática (DIMAR) – 6,10% – 19 lugares.

(Análise das eleições de hoje na França, Grécia e Alemanha em próximo post)

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sábado, 5 de maio de 2012

Eleições na Grécia. Quem são os partidos?

Eleições na Grécia. Sondagens.Mai.2012
Há sobretudo incerteza sobre o futuro da Grécia e do governo grego. As últimas sondagens davam a vitória à Nova Democracia, da direita conservadora, e uma maioria de esquerda impossível de se coligar para exercer o poder – a crer no que cada um tem dito na campanha eleitoral. Espera-se que as legislativas sejam as mais disputadas das últimas décadas.Quem são os principais partidos?
Nova Democracia-Antonis Samaras.Mai2012
Nova Democracia (ND) – Partido conservador do centro-direita, um dos dois grandes partidos; fundado após o fim do regime dos coronéis (1967/1974), por Konstantínos Karamanlís. Depois de quatro meses de governo “provisório” com partidos pró ditadura e membros da oposição, constituiu o primeiro governo da Terceira República Helénica.

A ND governou até Outubro de 1981, sendo primeiro-ministro Karamanlís e nos últimos cinco meses Geórgios Rállis. Voltou em 1989 numa coligação com a esquerda radical (Synaspismós) que durou cerca de três meses. De Abril de 1990 a Outubro de 1993 foi governo com Konstantínos Mitsotákis, só voltando em 2004 com outro Karamanlís (Kosta), sobrinho do fundador, que governou até Outubro de 2009, tendo sofrido uma derrota esmagadora e deixando um défice e dívida pública que são responsáveis pela situação actual da Grécia.

Apesar disso, sondagens de Abril davam à Nova Democracia 21,5%, a votação mais alta entre os partidos que vão a eleições no domingo.
PASOK-Evangelos Venizelos.Mai2012
Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK) – Partido Socialista, filiado na Internacional Socialista, fundado em 1974, após a ditadura, por Andréas Papandreou. Teve a primeira vitória eleitoral em 1981, com maioria parlamentar e o primeiro-ministro foi Andréas Papandreou, governou também na legislatura seguinte até 1989. Foi um período desenvolvimentista mas também marcado por escândalos económicos, a “cura” de oposição durou até 1993, tendo Andréas Papandreou renunciado ao cargo de primeiro-ministro, por doença, passados três meses. Konstantínos Simítis, eleito pela bancada parlamentar socialista sucedeu a Andréas, governou até 2004.

O PASOK só voltou ao poder em 2009, em plena crise, sucedendo à Nova Democracia. O líder do governo foi o Geórgios Papandreou filho de Andréas, entretanto eleito presidente do partido. Foi obrigado a negociar com a Troika e veio a renunciar ao cargo perante a ameaça de golpe militar e após ter sugerido um referendo para auscultar os gregos sobre a aceitação das medidas de austeridade.

Sucedeu-lhe Evangelos Venizelos que tinha derrotado nas eleições internas em 2007, o ex-ministro das finanças diz que vai pedir a ampliação do período de ajuste fiscal e apresenta um “plano de regeneração nacional” aos eleitores.

O PASOK vai “pagar as favas” da situação grega, pois ficará, segundo as sondagens de Abril com apenas 14%. Outras dão-no em linha com o KKE e o SYRIZA.
Esquerda Democrática- Fotis Kouvelis.Mai2012
Esquerda Democrática (DIM.AR.) – Partido da área socialista, fundado em Junho de 2010 por dissidentes do Synaspismos (a principal força da coligação radical SYRIZA) a que se juntaram discordantes do PASOk, entre eles alguns deputados socialistas, expulsos por não terem respeitado a disciplina de voto na aceitação do memorando da “troika”. Há cerca de um ano elegeram Fotis Kouvelis para líder.

O DIMAR não aceita participar numa coligação da Nova Democracia com o PASOK (a situação desejável pela política dominante na U.E.) e dá como condições para trabalhar com partidos pós eleições, que aceitem a Grécia na Zona Euro e que aprovem o desligamento gradual do acordo de empréstimo da EU/FMI. Não se vê a participar nem numa coligação à esquerda que podia vir a dar maioria, nem no arco governativo que aceita as imposições da “troika”. O futuro da Grécia depois de domingo, passará pela coerência e capacidade política de Kouvelis, com algumas sondagens a darem-lhe a segunda posição tinha em Abril 9,5%.
Partido Comunista Grego-KKE-Aleka Papariga
Partido Comunista da Grécia (KKE) – Partido Marxista – Leninista “ortodoxo”, fundado em Novembro de 1918 (ML em 1924) sob a influência da Revolução Bolchevique. Passou a maior parte da sua história na clandestinidade, ilegalizado pelo ditador Ioannis Metaxas em 1936, organizou a resistência às ditaduras, ao ataque de Mussolini, à ocupação nazi; sofreu grande repressão, a prisão e os campos de concentração, a execução e o assassinato, após a Segunda Guerra e como resultado da guerra civil (1946-1949) viu milhares dos seus militantes e simpatizantes novamente exilados, o que deu origem a dois partidos, o interno e o exterior com base em Moscovo.

Só após 1974 teve condições para a luta política legal. Partido anti-sistema está contra os tratados da União Europeia as bases militares estrangeiras e a NATO. Em 1989 a parte “interna” esteve na criação da coligação da esquerda Synaspismos de que resultou uma crise de identidade, parte afastou-se da aliança em 1991.

Actualmente rejeita participar em qualquer governo mesmo constituído por partidos de esquerda, acusa a esquerda radical de criar ilusões. Como considera não haver soluções no interesse do povo, em sistema capitalista, não entra no jogo burguês de gerir o sistema. Defende a saída da Zona Euro e da União e o não pagamento da divida. Nas eleições, o principal objectivo do KKE é que resulte um governo fraco. Nas sondagens 11%.
Coligação da Esquerda Radical-SYRIZA-Alexis Tsipras.Mai2012
Coligação da Esquerda Radical (SYRIZA) – Esquerda, congrega diversas organizações da esquerda grega, com diferentes origens ideológicas que vão dos comunistas (trotskistas e maoistas e dissidentes do KKE) ao eco-socialismo, verdes, socialismo democrático, esquerda ecológica e outros activismos. A coligação tem quatro vezes mais organizações e sensibilidades que o Bloco de Esquerda português. Como é “normal” em partidos criados pela colaboração de grupos de esquerda, a atractividade e crescimento é proporcional às saídas para formar novos movimentos e isso tem-se passado.

Criado formalmente antes das eleições de 2004 tem no partido Synaspismos o principal impulsionador. Dobrou os deputados em 2007, desceu em 2009 e nos últimos meses tem subido novamente nas sondagens. Com o objectivo de chegar ao terceiro lugar nestas eleições, pretende a constituição de um governo de esquerda. Acreditam para isso ser possível demover o KKE e a Esquerda Democrática das suas convicções. O SYRIZA apoia a continuação da Grécia na União Europeia mas opõe-se aos termos do resgate da “troika”. Nas sondagens de Abril 13%
LAOS - Giorgios Karatzaferis.Mai2012
Concentração Popular Ortodoxa (LAOS) – Partido ultra-nacionalista de direita, fundado em 2000 por Giorgios Karatzaferis, expulso da Nova Democracia. Fez parte da coligação de apoio ao governo de Lucas Papademos, saiu em Fevereiro para não aprovar as medidas de austeridade. Composto de militantes conhecidos pelo seu extremismo, moderou tacticamente a sua linguagem com excepção da causa contra a emigração.

Defensor da repatriação em massa dos emigrantes, tem usado temas como ao desemprego e o crime, as reparações de guerra pela Alemanha e o não pagamento da divida grega. Está disponível para coligações pós eleitorais com qualquer partido, com excepção da Nova Democracia e o PASOK. As sondagens aproximam-no da entrada do parlamento, onde é necessário o mínimo de 3%, que tinha em Abril. Teve nas últimas eleições 5,2%.
Gregos Independentes. Panos Kammenos.Mai2012
Gregos Independentes – Partido de direita nacionalista, anti-austeridade, criado recentemente por Panos Kammenos, ex-membro da Nova Democracia expulso do grupo parlamentar. Rejeitam o acordo com a “troika” e dizem que a Grécia foi vitima duma conspiração internacional. Nos Gregos Independentes estão dez dos deputados expulsos pela ND. Querem o FMI fora da Grécia e a criação de um banco de investimento. É uma organização criada em função das alterações havidas na Nova Democracia pois consideram errada a viabilização com o PASOK do governo. São a continuação da capitalização do descontentamento popular que a ND deixou de poder ter. Tinham em Abril 11% das intenções de voto.

(sondagem citada - 20 Abril - Ekathimerini)

Para além destas organizações políticas, outras formações dos 32 partidos concorrentes podem vir a obter os 3% necessários, estão entre elas, os Ecologistas Verdes, ou a Alvorada Dourada uma organização neo-nazi. Também a Aliança Democrática do ex-ministro dos estrangeiros Dora Bakoyannis e a Drasi liberal, do ex-ministro da economia Stefanos Manos se aproximam. Certa é a dispersão de votos. Deixemos para amanhã a análise dos resultados e da situação política que resultará na Grécia e seus reflexos na Europa.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

François Bayrou apoia Hollande, o pior para Sarkozy.

Bayrou no Le Monde.Mai2012

François Bayrou, ex-candidato às eleições presidenciais francesas e líder da organização centrista Movimento Democrático (MoDem), votará em François Hollande no próximo domingo, contra Sarkozy.

Numa curta declaração à imprensa que tinha anunciado para depois do debate televisivo de quarta-feira entre os candidatos, Bayrou justificou a sua escolha pela “violência” da campanha de Sarkozy na “corrida” ao voto da extrema-direita com posições anti-emigração que constituem uma “contradição dos valores” dos centristas e “uma negação do projecto europeu”.

Bayrou foi o quarto classificado na primeira volta das presidenciais, (com 9,13% de votos) depois dos dois finalistas e de Marine Le Pen. Enquanto Marine não fez opção para a segunda volta, o político centrista decidiu-se por Hollande; os eleitorados de ambos não seguirão (todos) as opções dos candidatos derrotados, mas é significativo que Bayrou tenha dado um sinal de apoio expresso a Hollande e feito críticas políticas a Sarkozy.

Poderá inclusivamente ser um gesto com mais efeito no resultado final, que o debate entre Hollande e Sarkozy, onde o candidato da direita esteve mal e belicoso, enquanto François Hollande apareceu determinado. Se o debate foi no sentido do empate, como é opinião da maior parte dos observadores, a definição de Bayrou é um auxílio importante para Hollande subir ao Eliseu.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa nas redes sociais.

Ameaça sobre a Liberdade de Imprensa. Mai2012

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu os novos media e as redes sociais como tema de reflexão no Dia Mundial de Imprensa. Já em datas anteriores, a ONU tinha dedicado o Dia à segurança dos profissionais da comunicação social sujeitos a violência. A perseguição, agressão e prisão de jornalistas e outros profissionais dos media, e até o assassinato, constitui uma das principais ameaças à Liberdade de Expressão.

Em mensagem conjunta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon e da directora da UNESCO, Irina Bokova, considera-se a Liberdade de Expressão como um dos direitos mais preciosos. Referem o facto de, com a mudança dos meios para o suporte online, “jornalistas online, incluindo bloggers” estarem a ser “perseguidos, atacados e mortos” por causa do seu trabalho. Defendem por isso que estes “devam receber a mesma protecção que os trabalhadores dos media tradicionais”.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) reafirma em comunicado, “a importância dos serviços públicos de comunicação social – da agência de comunicação, de rádio e televisão – que o governo e a maioria parlamentar querem desmantelar, com o pretexto demagógico da crise, mas visando cumprir uma agenda neo-liberal de privatização a todo o custo”.

O SJ considera que a “informação como bem público necessita de jornalistas livres e com direitos”, alerta para “o agravamento das condições de trabalho” o “despedimento de centenas de profissionais nos últimos anos” e as “situações de precariedade, de contratados a recibos verdes ou a prazo, bastante generalizada entre os jovens jornalistas”. O SJ especifica “não é possível garantir a independência e a liberdade de informar de jornalistas que podem ser sumariamente despedidos no dia seguinte ou no mês seguinte”.

As ameaças à liberdade e ao pluralismo da imprensa está na concentração dos media, na degradação e precariedade laboral, no controlo ideológico e poder dos grupos económicos. O “primado da superficialidade” é opção política dos donos da comunicação social.

O SJ afirma que “sem informação livre, plural e de qualidade, não há verdadeira democracia”.

Volto a lembrar a forma como os amigos de Pinochet voltaram ao poder no Chile, e o papel preponderante do controlo da comunicação social nesse feito.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Desemprego 15,3% tira o sono ao governo, diz Relvas.

Podiam ir dormir - longe. Mai 2012

O Eurostat revelou os números do desemprego em Portugal, subiu mais que na média da zona euro, para 15,3%, um novo recorde nacional. Passos Coelho diz que o governo prevê novas subidas (mais recordes) pelo menos durante um ano.

Com esta equipa a comandar, estão garantidos sucessivos recordes e não só no aumento do desemprego. Como são marcas negativas o melhor é os sócios começarem a pensar na urgência duma chicotada psicológica.

Quem parece não estar pelos ajustes, em não deixar acabar a época a Passos Coelho e seus adjuntos, é o Tó Zé Seguro. Fala, fala, mas não se chega à frente, só assim se entende que barafuste por a reposição dos subsídios terem sido atirados para 2018. Se quisesse o lugar de Passos Coelho, diria simplesmente, que antes de 2018 já Passos e Vítor Gaspar estão a treinar equipas de pescadores de gambozinos. Preocupante a insegurança de Seguro.

Mais preocupante e de deixar toda a gente de boca aberta, são as declarações do secretário de Estado do Orçamento Luís Morais Sarmento, que, na linha do afirmado pelo seu chefe, Vítor Gaspar, veio comentar o aumento do desemprego, garantindo que se passa “algo inesperado no mercado de trabalho”.

Algo se passa, de certeza, de muito estranho nas faculdades de economia onde esta gente estudou e leccionou. Não há um labrego espantado com a subida do desemprego, não há ninguém que não entenda os efeitos da política deste governo no mercado de trabalho. Têm andado a dormir.

A dormir mal, diz Relvas para nos comover. Se o desemprego lhes tira o sono porque não se deitam a dormir (ainda mais)?... Mas longe.

Inesperado para quem anda a dormir. Mai2012
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1º de Maio - Lisboa - fotos.

1º de Maio - A Luta Continua.

No 1º de Maio conta-se com aqueles que pelo menos há 38 anos estão presentes, mas ainda mais com a juventude, gostei particularmente da demonstração dos Trabalhadores Precários, estão vivos – e sem medo!

No 1º de Maio relembramos (os mais velhos) o primeiro em democracia, a participação organizada de alguns e a aderência do povo, foi o princípio da era do megafone depois de anos de mutismo.


Entre a festa de 74, as divergências no PREC e o divisionismo sindical perpetrado pelos partidos políticos, a história do nosso Dia do Trabalhador teve grandiosas jornadas e dias menos participados. Este foi grande, apesar de haver uma central sindical “comprometida” com o governo.

Como dizia ontem Ignacio Toxo das Comisiones Obreras, o Movimento Sindical é a última trincheira.

O meu megafone, agora, é um ClariNet, tenho uma bateria de fotos que irei deixar na página do Facebook do blogue e em publicações sobre as lutas sectoriais do mundo do trabalho. Ficam aqui só meia dúzia para não sobrecarregar a página.

No desfile
1º Maio. A marcha da manifestação.Até à Alameda
1º Maio. Arménio Carlos - CGTP.
Houve malta nova
1º Maio. Malta nova...e menos nova
1ºMaio. Gente menos nova. 
Precários sem medo
1º Maio. Precários sem medo...mesmo sem medo
1º de Maio. Qual medo...  E a Luta Continua
1º de Maio. A luta continua! SEMPRE! SEMPRE!

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terça-feira, 1 de maio de 2012

1º de Maio nas televisões.


Enquanto a televisão espanhola dava isto:Cándido Méndez líder da UGT.Mai.2012
E isto:
Ignacio Fernández Toxo líder das CCOO 
À mesma hora, as televisões portuguesas abriram os noticiários das 13.00H com isto:
O Cliente Frequente das TVs.Mai.2012Ficámos a saber que Falcão não marcou presença no treino do At.Madrid...Bom... até já. Vou para o Martim Moniz.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

As origens do 1º de Maio - Dia do Trabalhador.

Manifestação 1º de Maio Lisboa 14.30h Martim Moniz até Alameda D.Afonso Henriques. Abr.2012 Como relembrar a história faz todo o sentido neste momento, reedito o texto que preparei para o Dia do Trabalhador (não sei de que ano) tema muito procurado por esta altura.


As comemorações do 1º de Maio relembram os episódios violentos de 1886 em Chicago, numa manifestação pela jornada de trabalho de oito horas. O marco histórico que reivindicava 8 horas de trabalho, 8 para dormir e 8 para lazer.

O movimento operário organizado surge da revolução industrial, antes os protestos nos campos e nas cidades eram fugazes e desorganizados.