quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio - Lisboa.

Fotos 1º de Maio - oclarinet.blogspot.com - Mai 2013


Das autarquias.Mai.2013
Das autarquias

Da Produção.Mai.2013
Da produção

Dos mais velhos.Mai.2013
Dos mais velhos

Dos mais jovens.Mai.2013
Dos mais jovens

Governo - Rua.Mai.2013

O sentimento do 1º de Maio foi… Governo – Rua!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial

terça-feira, 30 de abril de 2013

História do 1º de Maio.

História do 1º de Maio. oclarinet 2013.

As origens do 1º de Maio – Dia do Trabalhador.


(Relembrar a história em breves notas - reedição de oclarinet.blogspot.com) 

 As comemorações do 1º de Maio relembram os episódios violentos de 1886 em Chicago, numa manifestação pela jornada de trabalho de oito horas. O marco histórico que reivindicava 8 horas de trabalho, 8 para dormir e 8 para lazer. O movimento operário organizado surge da revolução industrial, antes os protestos nos campos e nas cidades eram fugazes e desorganizados. 

São as condições criadas pela revolução industrial, a desumanização do trabalho e a chegada das primeiras máquinas que fazem aparecer as organizações operárias. 

No início os trabalhadores das indústrias atacaram as máquinas que culpavam pelo desemprego, num movimento conhecido como ludismo. Nos anos 30 do século XIX já havia no Reino Unido sindicatos (trade unions) e as reivindicações para além da luta operária nas fábricas, chegavam ao Parlamento através de cartas, petições, abaixo assinados, num movimento chamado Cartista. A oposição do Parlamento britânico (composto de aristocratas e burgueses) a tais exigências, deu força às organizações dos trabalhadores.

O movimento mutualista impulsionado pelos socialistas utópicos já falava numa sociedade que exigia a colectivização dos meios de produção. Com o Manifesto Comunista de Marx e Engels publicado em 1848 é reforçado o conteúdo ideológico da luta contra a exploração capitalista.

No entanto o movimento operário dividiu-se entre os que defendiam a luta revolucionária para derrubar o capitalismo, os que proponham uma transição pacífica para a sociedade colectivista e os reformistas que esperavam obter conquistas sociais em colaboração com os poderes instituídos. 

As duas tendências mais importantes representando as teorias de Marx e Bakunine (anarquista), criaram a AIT (Associação Internacional de Trabalho) conhecida por Primeira Internacional, para promover a organização proletária; nela participaram sindicatos na maioria Ingleses e franceses. A AIT depois de criar secções em vários países veio a findar em 1876 por causa da repressão aos seus dirigentes e divergências entre Marx e Bakunine. 

Em 1889 fundou-se a Segunda Internacional e é essa organização que no seu segundo congresso em 1891, em Bruxelas, declara o dia 1º de Maio como o dia dos trabalhadores.

 No entanto o objectivo das 8 horas de trabalho é deliberado pela Primeira Internacional em 1866, em Genebra, e adoptado pela Federação dos Sindicatos Organizados dos Estados Unidos e Canadá, anterior à Federação Americana do Trabalho – AFL, que marcou o dia 1º de Maio de 1886 como data em que as 8 horas se passariam a cumprir pelos trabalhadores. 

Nesse dia e com o objectivo principal da redução do horário de trabalho que chegava a ser de 12 horas e mais, iniciou-se um surto grevista em Chicago e noutras cidades americanas com manifestações de dezenas de milhares de trabalhadores. As greves continuaram e no dia 3, em Chicago, quando uns fura-greves abandonavam uma fábrica junto a um comício sindical, houve confrontos com a intervenção policial a provocar 6 mortos dezenas de feridos e muitos presos.

Na concentração do dia seguinte na Praça Haymarket que decorria sem incidentes, já na desmobilização da manifestação, chegaram 180 polícias e começaram a dispersar os trabalhadores, é nessa altura que rebenta uma bomba entre os polícias matando 7 e ferindo outros. A polícia abriu fogo indiscriminadamente matando segundo alguns relatos cerca de 100 manifestantes e ferindo muitos mais. 

Seguiu-se a perseguição aos sindicatos, aos anarquistas e aos líderes operários. 

Oito activistas foram acusados, três deles nem tinham estado presentes aquando da explosão da bomba; sete foram condenados à morte e um a 15 anos de prisão, 4 foram executados um suicidou-se e os restantes que tiveram as penas comutadas para prisão perpétua vieram a ser libertados em 1893, reconhecida a sua inocência, a manipulação do júri e a falta de provas no julgamento.

Da luta e dos acontecimentos trágicos de Chicago resultou a conquista da jornada de oito horas, desde logo para algumas dezenas de milhares de trabalhadores e no decurso de outras lutas que seguiram o seu exemplo para a maior parte dos trabalhadores de todo o mundo.

Em Portugal, só em 1919, e apenas para os trabalhadores do comércio e da indústria, as 8 horas de trabalho diário e o descanso ao domingo foram convertidas em lei. 

Foi essa conquista que o governo de Vítor Gaspar, Passos Coelho e Paulo Portas quiseram alterar o ano passado, acrescentando meia hora à jornada diária; sem sucesso!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






















domingo, 28 de abril de 2013

Itália. Atentados. Matrimónio à italiana.

Atentado - durante o juramento do governo italiano - à porta do palácio Chigi.Abr.2013

Enquanto decorria o juramento dos membros do novo governo italiano, dois carabineiros eram atingidos num tiroteio à porta do palácio Chigi. A primeira informação é de que o atentado foi executado por um “desequilibrado”.

Dentro do palácio do Quirinale nascia um governo de equilíbrios duvidosos. Da Liga Norte ao SEL, do mais à direita ao mais à esquerda, a quase totalidade das forças políticas de Itália queriam um governo político, contrário ao “governo técnico” (“governo dos bancos”, como lá se diz). Não é isso que representa a actual composição governamental.

Os “gaspares” e os conluios com a Finança estão no governo italiano, assim como a oposição à política de austeridade europeia. Apesar de ser multicolor, o governo italiano é um atentado ao resultado eleitoral, regressa em força a democracia cristã (presente em várias formações) e são afastados os históricos de esquerda.

Ontem dizia no post (AQUI), sobre a carta aberta de militantes socialistas ao congresso do PS, que “os socialistas italianos tiveram bons resultados com as directas abertas”. Sendo verdade, o caso italiano veio demonstrar que a democracia mais alargada também pode ser subvertida, e de forma absoluta.

Matteo Renzi perdeu nas directas do Partido Democrático (PD), (maioritário nas eleições) para Luigi Bersani, mas o poder de Renzi no aparelho do PD arruinou as tentativas de Bersani contar com o seu próprio partido para formar governo. Isso, e o Grillismo, concebido a pescar votos nas redes sociais e a manipulá-los em proveito próprio. 

Dois meses de crise pós eleições gerais, deram na reeleição do presidente e num governo técnico/político contraditório.

Um "matrimónio à italiana", com muitos filhos e pais desconhecidos.

(corrigido: Palácio Chigi que fica na praça Colonna - obrigado pelo reparo do leitor).

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







sábado, 27 de abril de 2013

Congresso do PS. A carta que passa–primárias abertas.

João Tiago Silveira Congresso PS. Abr.2013

Duas cartas andam pelo Congresso Socialista deste fim-de-semana, uma de um ministro-adjunto do governo, outra de um movimento interno de destacados militantes. A primeira terá uma resposta de alguém do Largo do Rato “equiparado ao remetente” (o porteiro?), a segunda passa mas não passa pelo Congresso.

O principal ponto (dos seis), da carta dos militantes socialistas é de que a escolha do secretário-geral do PS seja feita através de eleições primárias, abertas a simpatizantes do partido. Para ser útil no imediato, a carta vem atrasada.

Os subscritores iniciais (45) do documento “Mais participação melhor PS”, lançaram ideias, mas sabem que a ocasião interna do PS não é propícia para alterações de fundo nos estatutos. A hora é de unidade em torno do líder; sem um terramoto político, António José Seguro está livre da prova eleitoral alargada para ser candidato a primeiro-ministro.

No entanto, o “acentuar do divórcio entre os partidos, os políticos, a sociedade e os cidadãos”, o limite da participação cidadã na política e o facto dos candidatos a primeiros-ministros serem escolhidos pela vitória de uma fracção partidária e depois apresentados aos eleitores do país, vai manter o assunto em aberto.

A experiência dos socialistas franceses e italianos são exemplos com bons resultados. Em Espanha, o PSOE acaba de propor não só as primárias, (abertas para designar o candidato a governar o país), mas uma reforma da lei dos partidos que obrigue todos a fazê-las. Para o partido de Alfredo Pérez Rubalcaba, será o maior “abanão na política espanhola”.

Por cá, a actual direcção do Partido Socialista não teve a coragem de ir pelo caminho das primárias abertas e percebe-se, mas é o que vai vingar no futuro se quiserem recuperar alguma confiança nos partidos.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






sexta-feira, 26 de abril de 2013

Adiado documento de estratégia orçamental. Nolente DEO.

Os velhos cortes do governo. Abr.2013

Os anúncios do governo nunca condizem com a data do lançamento dos produtos. Reuniões extraordinárias são já ordinárias, pelo que não surpreende que o governo tenha hoje anunciado novo conselho de ministros para a próxima terça-feira, a fim de discutir e aprovar o Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

O “DEO” (valha-nos Deus) incorpora as medidas que vão substituir os milhões de euros que não passaram no Tribunal Constitucional - por serem normas fora-da-lei.

Obviamente que o Congresso do Partido Socialista deste fim-de-semana obriga o governo a estar pianinho; para saco de pancada ofereceu-se Cavaco Silva.

O porta-voz Marques Guedes adiantou que o “DEO” atende “ao compromisso de cumprimento do défice” mas “não se trata de novos cortes”.

É isso que preocupa, não são novos cortes, são os já conhecidos velhos cortes.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial





quinta-feira, 25 de abril de 2013

Discurso do 25 de Abril. Obrigado Cavaco Silva.

oclarinet. Encanando a pata ao boi sempre se come o Ossobuco.Abr.2013

Cavaco diz que se houver crispação “de nada valerá ganhar ou perder eleições”. Tomou posição pelo seu governo, é normal. Normal e pouco inteligente, o que é natural em Cavaco.

A única razão para demonstrar contrariedade com o discurso de Cavaco Silva, nas comemorações do 25 de Abril, só pode ser para dar enfase ao facto de ser um discurso de facção. 

Cavaco divide, sempre dividiu. Pedir, como também a Comissão Europeia pediu, um “forte consenso político” nacional; é impossível com Cavaco Silva assumindo o apoio total ao governo. Um presidente da República equilibrado, capaz de influenciar o leque partidário e arbitrar os normais conflitos políticos, não existe em Portugal. 

Cavaco só descobriu um motivo de crítica ao governo, falhar nas previsões, coisa em que é especialista; dizia Cavaco há um ano (Maio) que a economia começava a crescer no segundo semestre de 2012.

O que muitos dizem há muito, ser o pensamento do presidente da República (até tenho na lateral do blogue uma imagem do Laranjal – governo de iniciativa presidencial) veio agora Cavaco Silva confirmar pela própria voz. 

Ficamos agradecidos pelo esclarecimento, todos sabem agora que instrumentos da democracia básica, como o uso da ferramenta eleitoral, não moram na presidência da República, enquanto o ocupante for Cavaco Silva.

Hoje relembrámos os desígnios da Revolução de Abril, são contraditórios com os insultos de Cavaco Silva. Elegeram-no…!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

A promessa. Outra UGT com o novo líder Carlos Silva.

Uma nova UGT. Abr.2013
O post (aqui) de há precisamente um ano.

Prometia muito e afinal…! Pode vir a ser o epílogo da história da mudança de secretário-geral da UGT. Quero crer que com Carlos Silva, a submissão da UGT às conveniências da troika contra os interesses de quem trabalha, não continue.

Carlos Silva já assumiu querer outra atitude; perante os “acordos na concertação”, o governo e os credores. Também indiciou maior abertura à colaboração com outros sindicatos e a CGTP. 

No entanto, o que revelará uma viragem fundamental, será não permitir o uso da sua assinatura para dar no exterior a ideia de haver acordo social em Portugal, quando é generalizada a oposição à política do governo e da troika.

João Proença fica historicamente ligado ao pior período da UGT, de colaboracionismo com interesses anti-patrióticos, mais graves que a infidelidade aos anseios dos trabalhadores que representa. 

Proença ameaçava muito, mas demonstrou ser um “encolhido”; Carlos Silva promete, espera-se que não seja uma decepção. Os mais sectários, dentro e fora do movimento sindical, nada esperam da UGT, eu confio na neutralização do papel negativo que a central sindical tem tido. 

A UGT, se não for a bandeira virtual (mas usada), da chamada paz social, já é um pau. Um pau a bater para o lado certo.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







domingo, 21 de abril de 2013

Alemanha apoia confisco de depósitos bancários.

oclarinet. Wolfgang Schauble. Abr.2013

(Excesso de liquidez na Zona Euro. Em que zona da Zona Euro?)

Resgate ao Chipre deve ser modelo para o futuro. Para Schauble, ministro das Finanças da Alemanha, a solução encontrada para o Chipre deve ser norma no resgate dos bancos.

Wolfgang Schauble, em entrevista ao semanário económico Wirtschaftswoche, defende o mesmo modelo que o Eurogrupo preconizou para resgatar o Chipre; a contribuição dos depositantes dos bancos (de depósitos não garantidos) para financiar o resgate de bancos em situação difícil.

Recorde-se que o ministro holandês Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, fez declarações semelhantes e todo o mundo lhe caiu em cima, classificando a simples abordagem da ideia, como a coisa mais estúpida decidida pelo conjunto dos ministros das Finanças da União Europeia.

Na altura, (há um mês) Schauble distanciou-se da polémica, afirmando que a decisão de confiscar poupanças dos cipriotas era da responsabilidade do governo de Chipre.

A nuance dos pequenos depositantes e das contas protegidas pelo seguro de depósitos (até 100.000 €) de nada serviu. Schauble exigia no Eurogrupo uma taxa de 40% sobre os depósitos maiores e a desconfiança sobre a segurança dos depósitos bancários ficou adquirida. 

Escrevi aqui em Março, na capitulação de Chipre e antes da abertura dos seus bancos: “A quebra na confiança bancária é irreversível, não provoca para já uma corrida aos bancos, mas implica a fuga massiva de capitais numa altura em que era mais necessário atrair investimento estrangeiro”.

O destino dos capitais em fuga dos países do “sul” da Europa é em grande parte para a Alemanha, onde (por agora) estão seguros. 

A Alemanha perdeu a vergonha, Schauble conhece as implicações das suas afirmações públicas, sabe que está a desnatar países em dificuldades de meios financeiros, só pensa nos germânicos.

  PS. No mesmo semanário, Schauble pediu para o BCE reduzir o excesso de liquidez na Zona Euro. Na Zona Euro? Em que zona da Zona Euro? …Pois!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial