quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

A promessa. Outra UGT com o novo líder Carlos Silva.

Uma nova UGT. Abr.2013
O post (aqui) de há precisamente um ano.

Prometia muito e afinal…! Pode vir a ser o epílogo da história da mudança de secretário-geral da UGT. Quero crer que com Carlos Silva, a submissão da UGT às conveniências da troika contra os interesses de quem trabalha, não continue.

Carlos Silva já assumiu querer outra atitude; perante os “acordos na concertação”, o governo e os credores. Também indiciou maior abertura à colaboração com outros sindicatos e a CGTP. 

No entanto, o que revelará uma viragem fundamental, será não permitir o uso da sua assinatura para dar no exterior a ideia de haver acordo social em Portugal, quando é generalizada a oposição à política do governo e da troika.

João Proença fica historicamente ligado ao pior período da UGT, de colaboracionismo com interesses anti-patrióticos, mais graves que a infidelidade aos anseios dos trabalhadores que representa. 

Proença ameaçava muito, mas demonstrou ser um “encolhido”; Carlos Silva promete, espera-se que não seja uma decepção. Os mais sectários, dentro e fora do movimento sindical, nada esperam da UGT, eu confio na neutralização do papel negativo que a central sindical tem tido. 

A UGT, se não for a bandeira virtual (mas usada), da chamada paz social, já é um pau. Um pau a bater para o lado certo.

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domingo, 21 de abril de 2013

Alemanha apoia confisco de depósitos bancários.

oclarinet. Wolfgang Schauble. Abr.2013

(Excesso de liquidez na Zona Euro. Em que zona da Zona Euro?)

Resgate ao Chipre deve ser modelo para o futuro. Para Schauble, ministro das Finanças da Alemanha, a solução encontrada para o Chipre deve ser norma no resgate dos bancos.

Wolfgang Schauble, em entrevista ao semanário económico Wirtschaftswoche, defende o mesmo modelo que o Eurogrupo preconizou para resgatar o Chipre; a contribuição dos depositantes dos bancos (de depósitos não garantidos) para financiar o resgate de bancos em situação difícil.

Recorde-se que o ministro holandês Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, fez declarações semelhantes e todo o mundo lhe caiu em cima, classificando a simples abordagem da ideia, como a coisa mais estúpida decidida pelo conjunto dos ministros das Finanças da União Europeia.

Na altura, (há um mês) Schauble distanciou-se da polémica, afirmando que a decisão de confiscar poupanças dos cipriotas era da responsabilidade do governo de Chipre.

A nuance dos pequenos depositantes e das contas protegidas pelo seguro de depósitos (até 100.000 €) de nada serviu. Schauble exigia no Eurogrupo uma taxa de 40% sobre os depósitos maiores e a desconfiança sobre a segurança dos depósitos bancários ficou adquirida. 

Escrevi aqui em Março, na capitulação de Chipre e antes da abertura dos seus bancos: “A quebra na confiança bancária é irreversível, não provoca para já uma corrida aos bancos, mas implica a fuga massiva de capitais numa altura em que era mais necessário atrair investimento estrangeiro”.

O destino dos capitais em fuga dos países do “sul” da Europa é em grande parte para a Alemanha, onde (por agora) estão seguros. 

A Alemanha perdeu a vergonha, Schauble conhece as implicações das suas afirmações públicas, sabe que está a desnatar países em dificuldades de meios financeiros, só pensa nos germânicos.

  PS. No mesmo semanário, Schauble pediu para o BCE reduzir o excesso de liquidez na Zona Euro. Na Zona Euro? Em que zona da Zona Euro? …Pois!

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sábado, 20 de abril de 2013

Itália. Giorgio Napolitano reeleito na 6ª votação.

Giorgio Napolitano reeleito presidente de Itália.Abr.2013

O Presidente da Itália, Giorgio Napolitano, acaba de ser reeleito pelo parlamento para um segundo mandato.

Impasse italiano resolvido em parte, após cenas rocambolescas que puseram a nu a crise política em que a Itália caiu, com os resultados das eleições para o Senado e para o Parlamento.

Só na sexta votação e com uma solução de recurso, a Itália conseguiu eleger um presidente da República. 

Eleito pelos senadores, deputados e delegados das regiões, num total de 1007 votantes, precisava nas três primeiras votações de atingir uma maioria de dois terços (672 votos) nas seguintes maioria simples (504 votos).

Franco Marini, 80 anos, proposto pelo seu Partido Democrático (PD) maioritário, teve na primeira votação 521 votos. A candidatura resultava do acordo entre o PD, de Luigi Bersani e o Partido da Liberdade (PDL) de Berlusconi. 

Eleitores da coligação de esquerda votaram contra Marini, não foi eleito. O impasse manteve-se com abstenções na 2ª e 3ª votação – nesta, Stefano Rodotà, apoiado por Beppe Grillo obteve 250 votos, longe dos 672 necessários.

Para a 4ª ronda, Bersani apresentou Romano Prodi, ex-primeiro-ministro e antigo presidente da União Europeia; teve 395 votos dos 504 necessários e Stefano Rodotà 213. Nesta ronda só votaram 732 dos 1.007 eleitores.

Hoje, na votação da manhã (a 5ª) Rodotà conseguiu 210 votos. A maioria optou pelo voto em branco (445) enquanto se aguardava por uma saída para a crise; concretizada na confirmação pelo PD de que tinha sido feito um pedido a Giorgio Napolitano para se recandidatar.

Giorgio Napolitano eleito presidente de Itália. Abr. 2013 

A resposta positiva de Napolitano chegou cerca das 14.30 h locais. Estava eleito às 18.15 horas, vindo a obter 738 votos, contra 217 de Stefano Rodotà.

Com o presidente eleito, sobra uma crise nos partidos, particularmente no PD, com Luigi Bersani demissionário e a minoria interna a afirmar-se possivelmente como a nova classe dirigente, mas, de certeza, sem o PD para dirigir. Mas sobre isso e o embaraço governamental que não está resolvido em Itália se falará quando a poeira de hoje assentar um pouco. 

Para já, vencedor de todas as tácticas imaturas e suicidárias da esquerda, é Berlusconi.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Inactivos. Portugal tem o maior aumento da Europa.

oclarinet.blogspot.com - Desemprego record em Portugal.Abr.2013

Ouvi a notícia no rádio do carro (enquanto procurava trabalho). São 261.000, os portugueses que não trabalham nem estão inscritos no desemprego, segundo o Eurostat - gabinete oficial de estatística da União Europeia.

“Destes, quase todos, 231 mil, estão disponíveis para o mercado, mas pura e simplesmente já não fazem nada há semanas para procurar emprego. Mais 35 por cento em apenas um ano”. Informa a rádio TSF, salientando ainda o subemprego em “part-time” - “que cresceu 16 por cento em Portugal no último ano”.

São números a somar aos 17,6% de desemprego (Eurostat) que representa um crescimento superior à média da EU; sendo que, do desemprego total, a taxa de jovens com menos de 25 anos é já de 38,6%. 

Se contarmos com a emigração e as consequências das novas medidas recessivas que estão na forja, estaremos a viver tempos de destruição de emprego em Portugal como não há memória.

O governo do PSD e do CDS diz que o “Emprego” é a sua prioridade.

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alemanha. Schauble e as insolvências na Zona Euro.

Segundo Wolfgang Schauble - Alemanha é quem mais aproveitou o Euro. Abr. 2013

Deputados alemães aprovam resgate financeiro a Chipre. Schauble ameaça com contágio da insolvência de Chipre a outros países e crise no euro.

Hoje, enquanto almoçava e assistia à votação para eleger o presidente italiano, (uma vez que cá pouco se passou, excepto uma conferência bizantina do governo a convidar a oposição a suicidar-se) li em rodapé na Rai News, uma citação de hoje, de Schauble: - “uma insolvência de Chipre poria em risco Espanha e Itália”. 

O jornal alemão Die Welt refere o mesmo discurso de Schauble, como ele tendo ameaçado; “se não se ajudar Chipre é inevitável a sua falência”, acrescentando que os países mais vulneráveis, Grécia, Irlanda e Portugal, seriam contaminados.

Independentemente da precisão das citações sobre os países (ANSA/DW/LUSA) há uma alteração do discurso alemão em relação a Chipre, e em comparação com o verificado na crise grega. Já não se ameaça os países em dificuldades, de expulsão, ameaça-se os deputados alemães de criarem uma crise no euro, nefasta também para a Alemanha.

O Die Welt traz hoje para título - precisamente - “Para Schauble a Alemanha é quem mais tem aproveitado o euro”. É o que por cá se diz há muito tempo e por todo o lado, excepto nos meios afectos à subserviência do nosso país e da União Europeia ao domínio germânico. 

E agora? Depois do discurso do dono da política germânica, dona da política do Conselho Europeu, do Eurogrupo e em grande parte do BCE, ainda há medo em negociar com a troika? Os portugueses, se baterem o pé, perdem mais que os alemães, ou têm sequer muito para perder? Há a certeza de estamos em má situação negocial depois dos receios confessados pela Alemanha?

A certeza que há, é de que as cedências aos desejos integrais da troika são apenas fruto de esses desejos serem coincidentes com o programa político do governo, e só do governo. (Sobre isso há consenso nacional – é, aliás, o único consenso visível e previsível neste país). 

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Guardar o dinheiro no carro em vez de no colchão.

oclarinet.blogspot.com Abr.2013

Seguro vai escrever a Portas? Louçã vai escrever a Seguro?

Portugal entre os únicos quatro países da EU onde a venda de carros aumentou.

Embora pareça um contra-senso num país a viver em austeridade rigorosa, o investimento em carro novo compreende-se; por duas razões.

Primeiro, os bancos deixaram de ser seguros após a inteligência do Eurogrupo ter ido aos depósitos dos cipriotas; podem afirmar mil vezes que não é para replicar noutros Estados, que a desconfiança de quem tem dinheiro está instalada. 

Segundo, já haverá quem tenha assumido que Portugal deixará a Zona Euro, brevemente, em princípio empurrado pelas circunstâncias. Nessa situação os bens importados sofrerão um aumento imediato de preço. A maioria dos portugueses não tem agora euros para mudar de carro usado para outro carro usado, mas muitos há que podem comprar carro novo para usar por muito tempo.

O endividamento do país vai continuar a aumentar, como o falhanço troiko do controle do défice; o Estado vai ter receitas inferiores as despesas e a agravar-se, com a destruição da economia e respectivo aumento do desemprego; com os juros a pesar sobremaneira no aumento da dívida e sem perspectiva de crescimento estamos sem saída. Sem saída que não seja sair do euro.

Há no entanto quem acredite, de Francisco Louçã a João Salgueiro, na capacidade dos países do sul da Europa, em inverterem a política da União Europeia. Acreditam que vai ser possível rasgar o Tratado de Lisboa, que o Conselho Europeu não seja só a Alemanha e que voltará um dia a Coesão Económica e Social. Quem acredite nisso, faz asneira em investir em bens duradouros o dinheiro que precisa para outras coisas, incluindo para aforrar. 

As encenações não alteram a realidade, nem o governo nem o PSD têm solução para Portugal ou que influencie positivamente a Europa, Seguro devia reunir com Portas para fazer algo útil de imediato, Louçã devia escrever a Seguro pela mesma razão. 

Querem continuar no Euro mas não estão a fazer por isso, falta encenação. 

Pois - nós sabemos - a encenação não altera a realidade.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vítor Gaspar ministro das Finanças da Troika.

Gaspar ministro da troika

Há quem diga que a imagem de Vítor Gaspar é muito importante no estrangeiro.

Apenas envergonha Portugal e os portugueses:
-  O Vídeo (a iniciativa de Sócrates).



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sábado, 13 de abril de 2013

A Europa impede o sucesso de Portugal.

A Zona Euro que vá à fava. Abr.2013

“Não podemos ter sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu”, disse Maria João Rodrigues, acrescentando que a crise está actualmente a gerar níveis de divergência inaceitáveis entre os países da zona euro.

Para a conselheira do presidente da Comissão Europeia, Maria João Rodrigues; “Já não é um problema de crise financeira é um problema de crise de integração europeia”, disse na conferência “Portugal na Balança da Europa e do Mundo”.

Maria João Rodrigues (MJR) faz parte daqueles economistas que ainda se podem ouvir, mas quando afirma que “há ajustamentos a fazer mas não podemos pôr em causa funções sociais do Estado”; conhecendo as exigências da Comissão Europeia (de que faz parte) está a dizer o quê?

Não são as imposições da troika que impedem uma política inversa à praticada pelo governo português?

Todos sabemos que mesmo sem troika, a política do governo de Passos Coelho seria esta; mas é a troika, e particularmente na troika a Comissão Europeia, quem incentiva e dá cobertura, à política de violenta austeridade que “põe em causa as funções sociais do Estado” e destrói a economia portuguesa.

“Portugal não pode ter êxito sem mudança no enquadramento europeu” como disse MJR. Ora essa mudança não se vai fazer - numa Zona Euro que já não existe como tal. 

A Zona Euro serve para submeter os países de economias débeis aos países adaptados ao Euro, é esse o “enquadramento europeu” que não vai mudar.

É a Europa e a moeda única europeia que impede o sucesso de Portugal - já esteve mais arredada da opinião pública essa compreensão.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ir aos mercados? Portugal desenganado pela troika.

oclarinet.blogspot.com Sair do Euro.Abr 2013

O acesso de Portugal aos mercados tem uma avaliação pessimista da troika.

O jornal Público cita um relatório obtido pelo Financial Times, onde a troika e o FEEF dizem, “nesta fase, o acesso de Portugal aos mercados apenas pode ser considerado como limitado e oportunístico”. Portugal só tem atraído investidores especulativos.

Continuo a citar: “Esta avaliação pessimista deve-se essencialmente a três fragilidades nacionais: os elevados montantes de divida que Portugal terá de emitir nos próximos anos, o rating (a classificação do risco da divida pública) abaixo do nível de investimento e as características dos investidores que estão neste momento a mostrar interesse em Portugal”. 

Uma vez que a troika afirma que fazer as emissões de divida, “pode ser demasiado exigente sem uma melhoria dos ratings de Portugal e a criação de uma base estável de investidores”, sabemos de antemão que qualquer decisão do Eurogrupo sobre Portugal é para consumo interno e guia de risco dos especuladores. Mentiram-nos acerca dos mercados.

Investidores sérios não metem dinheiro em países cuja economia está a ser destruída e o reembolso poderá ser de alto risco. Quem não cria riqueza dificilmente paga dividas.

Os esforços feitos até aqui, pelos portugueses, serviram apenas para resolver os problemas da banca nacional, mais a europeia, detentoras de divida portuguesa, e, encher os bolsos dos especuladores internacionais. 

A divida aumenta e “prospera” a destruição da nossa economia, tornando a divida impagável. O processo de pedir para pagar empréstimos enquanto a divida aumenta é suicidário e não terá fim aceitável para Portugal.

Quando se der atenção às vozes alternativas, será tarde. A sociedade portuguesa (e não só os políticos) espera milagres insistindo no trilho do desastre. 

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