Há 70 anos, em 25 de Julho de 1943, Benito Mussolini cai em desgraça, é destituído e preso. Na noite anterior reuniu no palácio Veneza, em Roma, o Grande Conselho do Fascismo, órgão máximo do regime, onde é deposto.
Preso a ordens do rei Vittorio Emanuelle III, levado para as ilhas perto de Roma vai depois para a prisão de Gran Sasso. Em 12 de Setembro, uma operação de paraquedistas SS alemães liberta-o.
Mussolini ainda comanda, até 1945, a chamada República Social Italiana, fora das zonas de Itália libertadas pelos aliados. Com a derrota eminente, é capturado antes de fugir para a Suíça e executado, em 25 de Abril de 1945, pela resistência italiana.
O fim do fascismo italiano iniciou-se com a queda de Mussolini. Foi apenas há 70 anos.
No próximo dia 29, data do aniversário de Benito Mussolini, em Predappio, sua terra natal, haverá a homenagem que todos os anos os seguidores nostálgicos prestam a Mussolini. Vêm de toda a Itália celebrar IL Duce e o ideário fascista.
Afinal, foi só há 70 anos.
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O ministro Álvaro, o remodelável, finalmente saiu do governo. Não saiu agora, saiu há tanto tempo que a pergunta que deixa é se alguma vez esteve no governo, se a pasta da Economia algum dia, destes dois anos, existiu.
É patente que a “Economia” andou com secretários de Estado, e muito mal. O saldo é o volume de desemprego e de encerramento de empresas. A economia portuguesa está como nunca esteve, de rastos.
O ministro nada fez, mas também trazia pouco para fazer; tinha escrito que a competitividade se conseguia com baixos salários, os interesses instalados ficaram interessados na tese e cooptaram-no. É a única razão porque veio do Canadá.
Aterrou num super- ministério sem experiência de gerir um mini-mercado, foram-lhe tirando trabalho até ficar sem nada para fazer, deixou assim de parecer incompetente e ganhou simpatias.
As visitas de Álvaro Santos Pereira a fábricas foram descobertas, mostravam um curioso embevecido com tudo; por uma linha de enchimento, uma prensa, uma qualquer geringonça automática, como um garoto na Disneylândia; era simpático mas não era ministro.
O ministro Álvaro decretou o fim da crise para 2012 em Novembro do ano anterior, quando o PIB caía e a recessão se instalava. Perdeu quase todos os secretários de Estado, com relevo para Henrique Gomes, sem mexer uma palha, e plagiou as propostas do comissário António Tajani sobre a reindustrialização da Europa.
Álvaro Santos Pereira só deu ao país – despesa. Demonstrou que a incompetência tanto pode vir dos quadros partidários como da Universidade ou da sociedade civil; nisso foi útil, pois vivem-se tempos de populismo enganador. Pela sua inutilidade, Álvaro Santos Pereira serviu os interesses instalados.
Só se governa bem com boas políticas e executantes sábios e experientes.
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Ainda não se conhece a nova equipa do governo e já se sabe por onde vai partir. Passos Coelho a liderar e Maria Luís Albuquerque nas Finanças significa que o rumo Gaspar vai continuar.
O resto da remodelação tenderá a persuadir que o rumo é diferente do rumo Gaspar. Dessa contradição e da prática discrepante da governação ao nível dos ministérios, nascerá a incompatibilidade.
De início, e com a ajuda da “boa imprensa” que os partidos do governo capturaram, haverá uma aparência de harmonia, mas a crise financeira e económica ditará uma nova crise política.
A crise anterior teve origem no fracasso do rumo Gaspar. Se alguma coisa se alterou este mês, foram os indicadores, (principalmente a Dívida) que pioraram. Manter obstinadamente o mesmo rumo, como anunciou Passos Coelho, é manter a razão do insucesso.
No caminho para um segundo resgate ou programa cautelar, (é sempre incumprimento) e com um governo protector da indústria financeira, virão mais medidas de austeridade sobre uma sociedade já esgotada.
Vai haver resposta dos portugueses, nas ruas, nas empresas, nas redes sociais, aos maus-tratos que o PSD, o CDS, e Cavaco Silva, estão a exercer sobre a população portuguesa.
Recomeça a contagem - para o governo ir embora.
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Renúncia do PR
Com o sobe e desce das bolsas e dos juros fizeram-se umas negociatas. É a única coisa que alguém aproveitou com as manobras cavaquistas e do governo PSD/CDS - governo que é da responsabilidade do PR há muito tempo.
Depois da carta de Vítor Gaspar a confessar o insucesso das suas medidas, agora é o anterior líder da troika na Irlanda, Ashoka Mody, a declarar numa televisão irlandesa, que a austeridade é uma orientação política destinada ao fracasso porque não estimula o crescimento económico nem reduz os níveis de divida pública.
O governo português, (agora no 2º ciclo) fez com que a divida pública aumentasse no primeiro trimestre para 127,2% do PIB (Eurostat). Há um ano já era 112,3%.
Explica Passos Coelho que tal se deve a: 1º - não ter cumprido com a meta do défice (objectivo flexibilizado); 2º - o rácio da divida aumenta porque o PIB (a riqueza produzida) diminuiu com a recessão; 3º - por causa dos juros dos empréstimos contraídos. Diz também o primeiro-ministro que a divida aumentou não por o Estado não ter reduzido a despesa mas por a receita fiscal ter ficado aquém do previsto.
Passos Coelho não sabia, no 1º ciclo do governo, que a sua política de austeridade desalmada ia dar estes resultados? Avisado foi, por professores e gente comum.
Depois dum 1º ciclo de péssima nota e má fama, o que não se entende é como este governo está no 2º ciclo.
O professor que passou o governo para o 2º ciclo devia renunciar ao cargo.
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Cavaco Silva esteve este fim-de-semana a embalsamar o governo; morto desde a carta de demissão do anterior timoneiro, o “incompetente Gaspar”.
Ainda sobrou palha para o discurso de apresentação da obra taxidermista, perfumes não. O odor é pestilento. Após semanas de caos, "a melhor solução é a continuação do governo", como se nada justificasse a confusão, promovida pelo próprio Cavaco Silva.
O medo da democracia ditou a posição presidencial. Não pode haver eleições por causa dos resultados. A derrota nas urnas, do PSD e do CDS, seria nesta altura inevitável e monumental.
Agarram-se ao poder, pela sobrevivência política, pelas negociatas inacabadas das privatizações, para destruir o que a democracia conquistou.
Cavaco Silva sabe, como Vítor Gaspar, que este governo falhou; devia saber que o mesmo governo é incapaz de mudar as políticas e o rumo de desastre do país. Não é só cumplicidade de Cavaco, é compromisso com a destruição nacional.
Não vai haver estabilidade política, tudo vai piorar, para todos.
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Portugal a Grécia fazem caminhos semelhantes. Como dizia a semana passada, umas vezes vamos à frente outras atrás. No que toca à recepção popular de ministros, a Grécia deu um passo marcante; marcou o ministro da Saúde, Adonis Georgiadis, a murro.
O caso deu-se há dois dias, aquando da visita do governante ao Hospital Attiko de Atenas. Os funcionários do hospital tinham emitido um comunicado declarando o ministro “persona non grata”, mas ele fez a visita.
Foi recebido, segundo a imprensa grega, com apupos de dezenas de manifestantes e gritos de “fascista”. Mais uns empurrões e entraram em vias de facto, tendo sido golpeado a soco no pescoço e no rosto, dizem as crónicas.
Os protestos eram contra os cortes na Saúde, o encontro com os manifestantes foi causado pela recusa do ministro em sair pelas traseiras, como aconselhava a polícia.
Georgiadis chamou “bando de fascistas” aos agressores, que identificou como militantes de uma coligação radical de esquerda (ANTARSYA), enquanto os manifestantes chamaram fascista ao ministro, por ele vir da organização ultra-nacionalista LAOS, onde foi seu porta-voz. (ver aqui partidos gregos).
Como curiosidade diga-se que o LAOS foi fundado, em 2.000, por militantes extremistas expulsos da Nova Democracia, e que o deputado Adonis Georgiadis, foi expulso do LAOS o ano passado, por apoiar as medidas do governo. Agora faz parte do executivo da Nova Democracia.
Nota sobre a imagem acima: Em abril de 2012 o mesmo Adonis foi a uma pastelaria dos arredores de Atenas, supõe-se que para comer um bolo e sofreu um ataque dos clientes que o reconheceram. Levou com bolos, iogurtes, mostarda e outras iguarias à mão, até fugir do estabelecimento.
Por cá temos ficado pelos apupos, a única ocasião de “acção directa” (simbólica) foi aquela do “homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas” (ver AQUI).
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E agora… cada um pedala a sua bicicleta. Na esquerda, na direita, e fundamentalmente na presidência da República.
“Nada é certo, excepto que o PS não se suicidará politicamente, aderindo às fantasias cavaquistas”. foi o que escrevemos aqui, há uma semana. Houve momentos em que pareceu tudo ser possível, mas prevaleceu o bom senso.
Depois da crise na coligação e do caos criado por Cavaco Silva, do desafio de Passos Coelho ao próprio presidente no discurso da votação da moção de censura, só resta a Cavaco convocar eleições antecipadas.
O rumo Gaspar não pode continuar!
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A quem interessa um acordo entre partidos? Um desacordo quer dizer que não há capitulação do PS.
Portugal foi para a troika/Vítor Gaspar um laboratório de experiências. Resultou mal, como reconheceu Gaspar, o FMI, e vários entusiastas do ensaio, nacionais e estrangeiros. O que Cavaco Silva fez, pelo contrário, não é novo nos objectivos e os resultados são conhecidos.
O presidente quer alargar a base de apoio de um governo que não existe, não é este nem se sabe de onde virá.
Não se conhecendo o que se negoceia em concreto, percebe-se que Passos Coelho quer comprometer Seguro com as medidas de austeridade e a continuação, afirmada por ele e pela ministra das Finanças, do rumo Gaspar.
António José Seguro estará a negociar cuidando do seu futuro governo e não deste ou da proposta de Cavaco. O que não se entende é que porção da política económica actual é reciclável, para um governo cuja prioridade seja o crescimento, a renegociação do memorando e a afirmação perante a Europa.
O PS estava eleito, sem uma saída airosa é o encurralado. Dificilmente se justifica qualquer acordo do PS com esta direita, até porque após as eleições, ou mesmo antes, o PSD terá outro líder e outra orientação.
Acordar com o PSD/CDS ou deixar-se entorpecer na oposição ao governo, é fatal para o PS. E recordemos que cisões ou afastamentos no PS houve vários, nunca resultaram em viragens à esquerda.
Cavaco adiou a resolução da crise no ócio das Selvagens, a Europa espera sem as urgências gregas ou cipriotas; têm boas razões.
Ter acordo ou não ter acordo significará para Cavaco decapitar apenas uma, ou duas, ou até três cabeças dos actuais líderes dos partidos. Quer um novo leque de governação.
A recomposição da representação política, à imagem do que se passou na Grécia com o Pasok/Dimar/Syriza, com a captura de parte do centro-esquerda pela direita, criou menos capacidade política de negociar com a troika, de se baterem na Europa, ou mesmo de decidir minimamente sobre o seu futuro.
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O mundo assinala hoje o 95º aniversário do líder histórico da África do Sul.
Será homenageado das Nações Unidas à Volta a França, em múltiplas acções em honra do antigo presidente e militante pela causa da paz. Notícias de hoje dão melhoras no seu estado de saúde.
!8 de Julho – “Mandela Day”
Parabéns a Nelson Rolihlahla Mandela, “Madiba” para os seus.
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A demonstrar a uniformidade dos planos da troika e dos governos de direita no poder, na Grécia e em Portugal, o parlamento grego aprovou esta madrugada um plano de mobilidade e despedimentos no sector público.
153 dos 293 parlamentares gregos votaram a favor de um pacote de reformas na administração pública, que incluem despedimentos e um esquema de mobilidade com oito meses de salários reduzidos, após os quais quem não tiver nova função é despedido. Inicialmente são abrangidos professores e auxiliares no ensino e polícias municipais. O plano prevê atingir, até o fim de 2014, 25 mil funcionários.
O primeiro-ministro Antonis Samaras enfrentou o primeiro teste após a saída do DIMAR (ver aqui partidos gregos) da coligação no poder (abandono devido ao desligamento da estação estatal de televisão). A diferença de apenas 13 votos é indicativa da instabilidade da coligação, atendendo a que se votou sob a ameaça do bloqueamento de um empréstimo (da troika) de 6,8 mil milhões de euros.
A Grécia é o nosso farol; umas vezes à frente outras atrás, ligados por laços troikos e governos subservientes, vamos fazendo o mesmo caminho.
Na Grécia, o desastre imposto pela maioria no Parlamento, culmina uma semana de marchas de protesto diário e uma greve geral; em Portugal, ao mesmo desastre chamam-lhe Compromisso de Salvação Nacional.
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