quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Morreu o Mestre Nadir Afonso.

Nadir Afonso fica connosco.Dez.2013

O arquitecto e pintor Nadir Afonso morreu esta quarta-feira aos 93 anos. 

Modernista e mestre do abstracionismo geométrico, natural de Chaves (também a minha terra) onde tive por duas vezes a oportunidade de falar com ele.

Infelizmente não assistiu à inauguração da obra do Siza Vieira, em Chaves, a Fundação Nadir Afonso; esteve prevista para este ano (Julho), mas foi adiada (será em Julho de 2014) porque o governo de Passos Coelho retirou ao projecto o estatuto de utilidade pública.

Em Chaves foi decretado dois dias de luto.

Mestre Nadir Afonso fica connosco através da sua obra. Está há uns anos por cima do meu posto de trabalho (imagem em cima).

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As palavras de Lagarde são para levar a sério.

Palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. Dez.2013

Perguntam os patrões (às voltas com a troika) se as palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. São. Quando diz que o FMI errou e Portugal deveria ter tido mais tempo para cumprir programa de ajustamento, diz o que muitas pessoas acusadas das piores coisas disseram - e muitas outras pessoas não levaram a sério.

Agora; batatas!

As palavras do FMI e a prática conhecida do FMI deviam ter sido levadas a sério, antes do chumbo do PEC 4. O programa de Passos Coelho para o país, devia ter sido levado a sério, antes de o elegerem. As palavras de aviso sobre o euro sobrevalorizado e a economia portuguesa não o suportar, deviam ter sido levadas a sério, antes da adesão à Euro Zona. 

 Agora; batatas? Talvez não…do efeito FMI/troika já não nos livramos, mas de Passos Coelho podemos livrar-nos, assim como da Euro Zona.

Os partidos parlamentares portugueses não estão pelos ajustes, precisamos de um programa de ajustamento da partidocracia actual, da direita e da esquerda, que nos livre dos Passos Coelhos, este e os vindouros; nos livre deste Euro como moeda nacional. 

Livra!

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Movimento da Forquilha. A revolta social em Itália.

Movimento da Forquilha - Camionistas bloqueiam estradas de Itália. Dez. 2013
  Quando rebelar-se é um dever.
 
E quando a extrema – direita aproveita os movimentos sociais.

O dia de ontem, 9 de Dezembro, fica marcado em Itália por protestos em toda a península. Bloquearam estradas, ocuparam estações ferroviárias, degenerando em confronto violento com a polícia em Turim. Agricultores, desempregados, camionistas, trabalhadores liberais e estudantes, responderam por toda a Itália à convocatória do movimento “Forconi” (forquilha).

A forquilha já é um símbolo da revolta social em Itália. O movimento nasceu em Janeiro de 2012 quando agricultores, pescadores e transportadores, se organizaram na Sicília, na sua primeira greve por tempo indeterminado contra o governo Monti. A greve alastrou à Calábria e a Roma, bloqueando o abastecimento de combustíveis e alimentos.

O movimento vive desde o início no receio de sofrer infiltrações da máfia e de organizações extremistas, e ontem veio a confirmar-se “penetras” de grupos da extrema-direita em várias cidades, nomeadamente na Piazza Castello de Turim, onde se registaram os maiores desacatos. Segundo os jornais italianos seriam organizações de extrema-direita como o MSE, a CasaPound, a Forza Nuova, alguns identificados com as cores das claques ultras de clubes como o Torino e da Juventus em Turim ou do AC Milan e do Inter, em Milão.

Para o porta-voz da coordenadora do protesto, Andrea Zunino, a violência foi provocada por “um punhado de jovens agressivos e violentos, pouco tendo a ver com o evento, que foi totalmente pacífico”. 

Numa altura em que em Itália se assiste a uma importante recomposição das forças políticas; com a viragem à direita do Partido Democrático elegendo Renzi, com o novo líder Matteo Salvani na Liga Norte, ainda mais racista e xenófobo que Umberto Bossi e com Berlusconi preparando o regresso em força da Forza Itália, o panorama das lutas sociais e da sua incorporação partidária será problemática; para todos, e mais para a esquerda.

As condições económicas da força do trabalho italiana contrariam a política europeia e o Euro, nesse sentido a oposição da direita eurocéptica terá vantagem no ainda maior caos político que se adivinha em Itália. 

Ler ainda:

http://oclarinet.blogspot.pt/2013/12/movimento-forconi-despoleta-rebeliao-em.html

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Bacalhau sem fosfatos. Como escolher bacalhau.

Bacalhau português sem polifosfatos. Dez.2013

O governo português emendou a mão e assinou hoje com o principal fornecedor de bacalhau - a Noruega, “um acordo sem prazo para garantir que o bacalhau destinado a Portugal mantém a cura tradicional e estará isento de fosfatos”.

Portugal votou a favor (em 1 de Julho) no Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e de Saúde Animal da União Europeia, da introdução de polifosfatos na cura do bacalhau; apenas se opuseram a França e a Croácia. 

A adição de químicos, para além de ter custos adicionais, altera a textura, a cor e o sabor do bacalhau. Seria o fim do bacalhau tradicional português, e por isso, quer consumidores quer industriais do sector reprovaram o aval dado pelo governo de Passos Coelho na União Europeia. 

Agora, o bacalhau destinado à cura tradicional portuguesa, proveniente da Noruega, está livre de fosfatos, como seria de defender, sem cedências, em Julho. Ainda falta ver nos mercados a rotulagem correspondente.

A propósito do nosso bacalhau, um post que publicámos aqui faz amanhã dois anos, continua a ser dos mais procurados do “O ClariNet” através da Internet.

Clicar em; Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Cavacolândia. Cavaco Silva vaiado em Viseu.

Cavaco vaiado em Viseu. Dez.2013

Cavaco Silva tem arrostado nos últimos dias com o seu passado anti-ANC, a morte de Mandela veio lembrar a votação na ONU ao lado de Ronald Reagan e de Thatcher. É a vida, o passado não sai com tira-nódoas.

A única curiosidade é a enorme quantidade de portugueses que criticando Cavaco, estão do lado da luta armada, do direito dos povos em responder à violência com a violência. Uma surpresa.

No entanto, há um passado de Cavaco que em vez de o perseguir quer sacudi-lo. Viseu era conhecida como a “cavacolândia”, tantos os apoios que o ainda presidente da República aí tinha.


Cavaco ouve Apupos em Viseu. Dez.2013 
Agora foi vaiado. Os membros do governo Passos/Portas/Cavaco não podem viajar pelo território nacional sem dar de caras com protestos. 

Ainda não são violentos, apesar da violência do Poder sobre a população portuguesa. Até quando?

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Todos Somos Mandela.

MORREU MADIBA
oclarinet.blogspot.com - Delegação portuguesa com Nelson Mandela 2010.Dez.2013
 Carlos Godinho, Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz
com Mandela
 
Visita da Selecção Portuguesa de Futebol a Nelson Mandela em 2010
(foto.Pierre Van Der Hoven)
 
Tirado do blogue Todos Somos Portugal do Carlos Godinho
 

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A mãe de Sócrates. Os professores.

Ministério quer dividir docentes. Dez.2013

Sócrates, nascido no demo de Alopécia, estaria hoje careca de saber que cada vez que se fala nos tabloides da sua mãe, ou dos seus familiares, é para desviar as atenções.

Aproveitar a mãe de Sócrates para fazer política é feio…e daí talvez não!

A mãe de Sócrates chamava-se Feneretes, diz-se que fazia de parteira. 

Feneretes são uma família portuguesa de sindicalistas de direita, uma porção do PS e outros lotes do PSD e do CDS, que dá pelo apelido ou nomeada FNE. 

Os Feneretes da FNE também fazem partos.

Nuno Crato, o grávido, tem contado para a sua prenhe ininterrupta e os seus desmanchos, com os cuidados obstétricos dos Feneretes.

O último desenlace abortivo está a ser a “prova de avaliação de conhecimentos,” um dos estados interessantes de Nuno Crato. Os Feneretes cortaram o cordão umbilical para agradar e a pedido do parturiente, com a paridela mal consumada.

Como resultado, temos uma reacção para debelar a infecção geral, provocada por um parto que não devia ser feito. O Crato não sabe parir e os Feneretes não sabem assistir.

 
Amanhã, quinta-feira, toda a família do corpo docente/doente e maltratado vai-se manifestar frente a São Bento – e lá dentro.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Passos recebe polícias…mas não se volta a repetir.

Polícias tomam escadarias de São Bento Nov. - Dez.2013

Polícias exigem reunião com Passos ou protestos voltam à rua com mais agentes.

A comissão coordenadora, dos sindicatos e associações profissionais das polícias e guardas, quer encontrar-se com Passos Coelho. Dizem que “será um erro se o primeiro-ministro recusar o convite” e não se espera que Passos Coelho cometa tal “erro”.

As forças de segurança não são distintas dos outros reivindicadores por serem abrangidos por vários ministérios, mas sim por serem elementos com que o governo conta para exercer o poder.

O secretário nacional da “Coordenadora”, Paulo Rodrigues, que adverte o governo, de mais manifestações e com mais polícias, é claro:

“Há um estado de revolta e estamos numa situação limite em que as pessoas agem já como quem perdeu tudo. O governo deve ouvir os polícias para refrear os ânimos. Poderá ser muito complicado e ter consequências negativas imprevisíveis se se insistir num afastamento entre os polícias e os eleitos para governar o país”. (In Público)

O que as polícias vão dizer a Passos Coelho? Na manifestação apregoaram “Ó Passos toma atenção – os polícias têm razão! Mas também gritaram; “Está na hora, está na hora! De o governo ir embora!” 

Se Passos Coelho abrir uma excepção, ultrapassando os ministros, para receber as polícias; não deixará de tirar partido político da sua boa-vontade e de lhes dizer que a privilégio de aceitar a reunião não se volta a repetir.

De um primeiro-ministro tipo Passos Coelho, espera-se que seja, ora polícia bom ora polícia mau.

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domingo, 1 de dezembro de 2013

História. A clandestinidade das Brigadas Revolucionárias.

Outubro de 1975. Conferência de Imprensa da separação das BR do PRP. oclarinet Dez.2013

A historiadora Raquel Varela escreve no seu livro sobre a história do PCP, (de que li um fragmento na Net) o seguinte: (…) “O partido não iria apoiar uma guerra civil. Esse argumento, o de que o PCP teria evitado um “novo Chile” em Portugal, foi considerado à altura e mantido como argumento estrutural da posição do PCP a 25 de Novembro de 1975. Nesta política, da potencialidade do regresso a um regime ditatorial, o PCP era apoiado por vários sectores da extrema-esquerda – o PRP-BR, por exemplo, anuncia o regresso à clandestinidade em Novembro de 1975”.

Num outro livro, “Revolução ou Transição”, coordenado por Raquel Varela; na parte lavrada por Jorge Fontes diz-se: “Um capitão do COPCON desvia um milhar de G3 para o PRP-BR, que decide passar à ilegalidade de forma a preparar a «insurreição armada».”

Não foi assim. O PRP-BR não passou à “clandestinidade” ou à “ilegalidade” (!). Foram as Brigadas Revolucionárias. Houve uma separação das Brigadas, do PRP, em Outubro de 1975 (não em Novembro) anunciada em conferência de imprensa (foto em cima).

O desvio das G3 de Beirolas foi em Setembro (dia 10), a separação das BR estava decidida pela Comissão Central do PRP-BR desde Junho, por causa da lei do desarmamento e para “logo que houvesse necessidade disso” (Revolução Nº51, 30/10 anúncio da separação). O prazo da lei do desarmamento saiu em Outubro 75 e deu-se nessa data a separação. Só isso.

Já agora, e lembrando a onda de terrorismo impune da direita, na altura, o PRP-BR dizia em Outubro 75, ser curioso que a lei do desarmamento seja idêntica, e saia numa altura idêntica, à ocorrida no Chile dois meses antes do golpe de Setembro de 73. 

As preocupações com o caso chileno não podem ser baralhadas com qualquer apoio político do PRP-BR ao PCP, antes pelo contrário. Basta ver a quem se dirigia o discurso de Cunhal no Campo Pequeno, após o 25 de Novembro, e a prática seguinte do PCP sobre a esquerda revolucionária. Aliás, os comunicados de todas as organizações da esquerda após o 25 de Novembro são claros, os coincidentes com o PCP, (que são muitos) não são do PRP-BR.

PS. Coloco esta nota neste blogue, por estar cansado de ver na Internet alterações de factos, seja por esquecimento, desconhecimento ou outra razão; parecem menores mas contribuem pouco para a História. 

 Como habitual, no dia 1 de cada mês os 10 posts mais lidos no mês anterior:

27/11 – Alemanha baixa idade de reforma e aumenta salários.

02/11 – Carvalho da Silva. Precisam-se pessoas para a porrada.

22/11 – Cresce a resistência à violência pré-ditadura.

10/11 – Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia.

25/11 – Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

20/11 – Função pública e aposentados roubados no subsídio.

17/11 – Livre. O partido lançado por Rui Tavares.

13/11 – Durão Barroso, o servente mole da Alemanha.

01/11 – Manifestação 1 de Novembro.

07/11 – O embuste da taxa de desemprego - há menos empregados.

(para ler os artigos clicar nos textos a cor)

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