quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Marcha contra o desemprego aproxima-se de Lisboa.



  Hoje 5ª feira
Marcha nos distritos de Santarém e Setúbal.

Santarém / Tomar / Vila Franca de Xira

Aproximando-se de Lisboa, a Marcha terá uma primeira concentração junto ao Centro de Emprego de Tomar (09.30 horas), deslocando-se de seguida para a Praça da República.

Da parte da tarde, às 14.00 horas, depois de uma concentração junto da EMEF, deslocar-se-á para a Câmara Municipal do Entroncamento onde Arménio Carlos fará uma intervenção. 

Às 18.00h haverá uma concentração em Samora Correia, deslocação até ao Porto Alto, atravessando, de seguida a Ponte de Vila Franca.

Em Vila Franca de Xira, às 19.30 horas, junto ao largo da autarquia, haverá uma Tribuna Pública onde intervirá, de novo, o Secretário-geral da CGTP-IN

Setúbal

A coluna sul parte às 08.00 horas do Parque da Mitrena com deslocação para a Praça do Bocage, em Setúbal onde se realizará uma Tribuna Pública.

Da parte da tarde parte para o Pinhal Novo onde, junto à Fertagus, às 18.00 horas, haverá nova Tribuna Pública .

Informação da página CGTP - (clicar aqui) sobre horários, locais de concentração, evolução da marcha, intervenções.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Erro do FMI no impacto da austeridade. Será?

Erros do FMI.Out.2012


 O FMI entendeu ser a hora de dizer que subestimou o impacto negativo da austeridade na economia europeia. Não é nada credível que uma instituição com a experiência do FMI só agora tenha dado pelos efeitos da austeridade.  

O papel do organismo é garantir que os credores são pagos, incluindo o próprio FMI. Se agora admite falhas é porque a exposição às dívidas soberanas pela Finança é de pouco risco. O pior para a banca terá passado, as dívidas foram deslocadas.  

O perigo da austeridade no discurso do FMI não é novo. Numa volta aqui pelo Blogue; encontro um post em Abril que dizia “FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”, outro anterior, de Fevereiro em que o “troiko” Poul Thomsen dizia, “temos de abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental”, e citava o próprio numa entrevista ao Expresso de Novembro de 2011 em que Thomsen afirmava “se virmos a economia afundar-se reconsideraremos as medidas de austeridade”.  

Há um ano que o FMI faz o discurso do polícia bom e a Comissão Europeia do polícia mau, “reconsiderar as medidas de austeridade” apesar de a economia estar a afundar-se, ninguém se lembrou. Nem Passos Coelho (o polícia péssimo) deixava.  

Os Socialistas Europeus querem desculpas da Comissão Europeia em nome do “enorme sofrimento dos cidadãos”, vítimas do erro da política recessiva, mas ninguém ainda reclamou que se emende o erro com outras medidas.  

Desculpas, pede-se por içar uma bandeira ao contrário; por virar a economia de um país (e a população) de pantanas não bastam pedidos de desculpas.  
 
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

Passos Coelho estava preparado para governar. Out.2012

Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)

Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

Passos Coelho candidatou-se à liderança do PSD e depois do país, com exigências ao governo anterior e promessas próprias. Não as conseguirá cumprir como está demonstrado, isso não lhe retira legitimidade para governar?

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI. Cavaco adverte em Espanha para o efeito recessivo da austeridade e para as expectativas negativas dos empresários. 

Fala, fala, fala, e no fim lá vem o “sentido de responsabilidade do povo português”. Assistam passivamente à destruição do país, é o convite do governo e do Presidente da República.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lembrar Che Guevara.

COHIBA- Sabor de Cuba.Out.2012

Faz hoje 45 anos que Che Guevara foi capturado; seria morto no dia seguinte em La Higuera, na Bolívia.

Por coincidência, a minha filha veio hoje de Cuba com encomendas do pai; sabores, música, imagens.

Por isso, umas gramas de verdadeiros charutos Cohiba, o Gramma em papel, cuja criação foi decidida há 47 anos (a 3 de Outubro) e o mais que vem lembrar a Cuba de Che e Fidel, a Revolução, o embargo, a vida difícil e o patriotismo dos cubanos, a solidariedade e o internacionalismo revolucionário de que Che é símbolo.

Hasta siempre comandante.

AQUI uma versão da canção de Carlos Puebla e a letra original.

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Chávez reeleito presidente da Venezuela.

Hugo Chavez reeleito.Out 2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ganhou as eleições para um novo mandato de seis anos.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou o triunfo de Chávez com 90% dos votos escrutinadas; ganhou com 54,42% dos votos, contra 44,97% do candidato da direita, Capriles Radonski. Os outros candidatos não chegaram (entre todos) a 0,50% dos votos.

Com estes votos apurados tinham participado 80,94% dos eleitores, o que significa uma ida em massa às urnas, desde as cinco da manhã que havia eleitores esperando votar.

mais de 80 por cento de votantes. Out.2012

Com a vitória do presidente Hugo Chávez, os predadores internacionais interessados nas maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela, vão ter de aguardar por melhores dias.
 Direita venezuelana aceita derrota eleitoral.Out.2012

O nosso ministro Paulo Portas - enquanto não sai do governo - pode ir à Venezuela para continuar a negociar com Hugo Chávez (fazer de Sócrates).

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domingo, 7 de outubro de 2012

Redução de deputados, mais perto de eleições.

Truque eleitoral de Seguro.Out.2012

A proposta de redução do número de deputados, feita pelo PS, não é só “desviar a agenda política dos problemas do país”, como disse Louçã, mas um seguro, para António José Seguro. No final faz crescer a representatividade dos dois maiores partidos, PS e PSD.

Com o governo moribundo, sem nenhuma vontade de tomar os destinos da governação nesta altura, o PS procura tomar cautelas. Pode ainda haver uma tentativa de remodelação do governo aceite por Cavaco Silva, como pode haver outros expedientes nada democráticos que não passem por eleições.

Reduzir a representatividade parlamentar dos partidos à sua esquerda, é uma intenção antiga do PS; apresentá-la agora, quer dizer que a sua Comissão Política acredita que o governo não vai cumprir a legislatura. 

A redução do número de deputados é uma solução popular, até popularucha, que está no terreno do marketing político a fazer o seu caminho há muito. Germinou nas campanhas contra os partidos e os políticos, no populismo activista, com resultados perversos.

É notório que têm sido adversários, do domínio da política portuguesa pelo PS e pelo PSD, quem mais tem vendido a ideia.

O centrão tem (é) uma máquina poderosa. Tem posto os seus críticos a trabalhar para ele - e de borla.
 
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sábado, 6 de outubro de 2012

JLS.Governo obriga empresas portuguesas a emigrar.

Sedes das empresas portuguesas voam para o estrangeiro.Out.2012

Já se percebeu que o governo quando toma medidas não calcula os efeitos colaterais que elas vão ter; nas famílias, nas empresas, na economia real.

Uma reportagem da TVI e da Lusa, junto da JLS- Transportes Internacionais, uma das maiores empresas portuguesas do sector, veio pôr a nu uma realidade; há empresas obrigadas a emigrar por lhes terem alterado substancialmente as condições em que operavam em Portugal. De tal maneira que ou deslocalizam para o estrangeiro ou fecham.

Nelson Sousa, administrador da JLS disse à imprensa; “Portugal não é um país atractivo para uma empresa como a nossa e a introdução de portagens nas antigas SCUT foi a derradeira prova de que não há o mínimo de sensibilidade para quem investe”.

Empurrada pelas portagens nas ex-SCUT.Out.2012

A JLS, com perto de 300 camiões a circular, e que tem em construção uma filial em França está de malas aviadas para fazer da filial, sede. E da sede em Viseu, filial. Os custos operacionais agravados, com as portagens e os aumentos do preço do combustível, mais a retração do mercado português, empurram a empresa para fora do país.

Filial francesa passa a sede.Out.2012

250 trabalhadores correm o risco de ir para o desemprego, as contribuições que a empresa pagava em Portugal passará a pagá-las em França.

Fala o governo em atrair investimento estrangeiro, quando nem consegue manter o investimento dos portugueses no seu país. Depois fica surpreendido com a evolução dos indicadores económicos. 

Se o governo não vai para a rua - depressa - brevemente temos o país na mais completa ruína.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carvalho da Silva pede acto colectivo de afrontamento.

Congresso Democrtico das Alternativas.Out.2012
 
 In Público: O ex-líder da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, apelou nesta sexta-feira a “um acto colectivo de afrontamento” ao Governo, durante a intervenção final do Congresso Democrático das Alternativas, que decorreu todo o dia na Aula Magna, em Lisboa. 

Carvalho da Silva apelidou o executivo liderado por Passos Coelho e assente numa coligação PSD/CDS de governo “antipatriótico” e “o pior de sempre em democracia”, e defendeu a renegociação “séria” de um memorando “que já está denunciado”.

“Esta governação não pode continuar, nós temos um não-governo e isso é perigoso, contamina as relações das instituições e pode apodrecer algumas delas”, advertiu o ex-líder sindical.

O antigo líder da CGTP apelou ainda à juventude para “que não se vergue, que não aceite isto de que o futuro tem de ser pior do que foi a vida dos seus pais”. “Os jovens têm de se rebelar contra esta situação”.

Continuar a ler no jornal Público.

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Marcha contra o desemprego a caminho de Lisboa.

Contra o Desemprego.Out.2012

A Marcha Contra O Desemprego já está na estrada. Saiu hoje a Coluna Norte da cidade de Braga para Guimarães, donde seguirá amanhã em direcção ao Porto, e a Coluna Sul de Vila Real de S. António e de Lagos, entre outras concentrações, para se encontrarem em Faro, de onde partem amanhã em direcção a Beja.

São nove dias de marcha em direcção à capital, onde chegarão no dia treze, (Sábado). Convocada pela CGTP-Intersindical e pelo Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), a marcha reivindica, nomeadamente, medidas concretas para combater o desemprego e a garantia de apoio social a todos os desempregados.

PARTICIPA! Clicar AQUI para ver os percursos da Coluna Norte e da Coluna Sul, locais de concentração, datas e horas.

Coluna Norte e Coluna Sul.Out.2012

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5 de Outubro. Incidentes nas comemorações.

oclarinet.Bandeira portuguesa as avessas.Out.2012
Bandeira içada ao contrário na Praça do Município

 
As comemorações do 5 de Outubro deste ano ficam marcadas por vários incidentes; Cavaco Silva e António Costa içaram a Bandeira Nacional atabalhoadamente, e… ao contrário – (assim permaneceu).

Manifestantes conseguiram furar a segurança e intervir nas comemorações, ainda no discurso do presidente da República; uma jovem fê-lo cantando e uma senhora contando a situação de dificuldade por que passa. 

 Manifestante gritante metida na rua.Manifestante cantante.


                                                                    Cavaco não disse nada e António Costa fez um discurso que chateou os apoiantes do governo. 

Realce para a confirmação, pelo presidente da Câmara de Lisboa de que continuará a haver cerimónia oficial (tal como do 1º de Dezembro) no dia das comemorações do 5 de Outubro, na capital, apesar do fim do feriado decretado pelo governo.

Espera-se que as próximas comemorações não obedeçam, como estas, à indecente rejeição do Presidente da República em ir para o local próprio e histórico, seja por razões de segurança ou outras. 

Meterem-se num pátio, escondidos, com medo de vaias, é ridículo e não funciona como método de esquiva. O melhor era o Sr. Presidente pensar porque é que o povo o persegue com apupos.

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