quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Antigo governador do Illinois apanha 14 anos de prisão.

Rod Blagojevich. Dez 2011


Curiosidades da América; o antigo governador do Illinois, Rod Blagojevich, foi condenado a 14 anos de prisão. Estava acusado de 18 crimes de corrupção, entre os quais tentar vender o lugar de Barack Obama no Senado, vago com a eleição deste para presidente.

Num país em que os políticos são comprados às claras pelos lóbis, da indústria militar às farmacêuticas, do sector alimentar às petrolíferas, não deixa de ser curioso que de vez em quando e com estrondo, sacrifiquem um bode expiatório.

Um vigaristazinho é imolado para lavar os pecados em que assenta o sistema.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aumento do horário de trabalho? Não, Obrigado!

8 horas basta. Dez 2011
Aumento do horário de trabalho? Não, obrigado!

Se a proposta do governo de Passos Coelho, para aumentar em meia hora a jornada de trabalho, passasse no Parlamento; os trabalhadores teriam a obrigação histórica de se lhe oporem de todas as formas.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Novos preços das portagens nas ex-SCUT.

Chaves - Viseu Dez2011
(Acesso à tabela no fim da página)


Durante anos escrevi no Semanário Transmontano sobre as acessibilidades do Interior, agora que o governo de Passos Coelho concretizou a traição às perspectivas das populações e dos investidores nesse Interior, colocando a barreira das portagens nas SCUT e promovendo assim a desigualdade no país, recordo algumas linhas:

“Apesar do território continental ser pequeno, regiões inteiras mantiveram-se distanciadas do litoral desenvolvido, e inter-regiões, devido à má qualidade das acessibilidades. Os fundos europeus permitiram encetar a construção de estruturas viárias que começaram por ser atabalhoadas com os IPs do cavaquismo, mas nos governos seguintes melhoraram e fizeram-se obras que ajudaram à fixação das populações.

Durante anos a imprensa regional fez eco da exigência dos habitantes locais, para a construção de estradas capazes de contribuírem para tirar o interior do subdesenvolvimento; a guerra mais prolongada foi decerto a do Jornal do Fundão, pela construção do túnel da Gardunha, feito após dezenas de anos de espera, no tempo de Guterres”.

“Na minha região de Trás-os-Montes, pediu-se durante anos que acabassem o IP3 que começava na Figueira da Foz e nunca mais alcançava, como planeado, Chaves. Veio a ser a auto-estrada A 24 que só chega a Viseu, pois há umas inteligências estrábicas que acham que uma estrada entre Coimbra e Viseu é uma paralela à A1 que vai de Lisboa ao Porto”.
“Não me lembro de alguém pedir uma auto-estrada, algo semelhante às vias rápidas de Espanha servia, embora de Vila Real à fronteira fizesse sentido auto-estrada, por ser a principal saída do norte do país para a Europa, viajando pelo Cantábrico (Irun)”.

“As SCUT tinham critérios razoáveis para introduzir portagens: 80% do PIB nacional, índice do poder de compra concelhio superior a 90% da média nacional, tempo de percurso não superior a 130% do tempo na SCUT e obviamente, via alternativa. Aplicar portagens sem que essas condições se verifiquem é retirar competitividade a grande parte do país”.

Fazer a A 24, da fronteira de Vila Verde da Raia (Chaves) a Viseu (IP3/A 25) Custa para a Classe 1 – 14,00 euros; Classe 2 – 24,70 euros; Classe 3 – 31,80; Classe 4 – 35,25 euros.

Ida e volta da Amadora a Chaves (pelo IP3/ Viseu) custa agora em portagens 60,50 Euros. É quanto pago para ir à minha terra. Para ver em quanto ficam as suas viagens clicar na página: - portaria 303/2011 Diário da República.

E agradeçam ao governo Passos/Portas!

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Aumento das taxas moderadoras, um favor aos privados.

Paulo Macedo Dez 2011


Era tendencialmente gratuito, passou por ser tendencialmente pago, agora é efectivamente pago. As urgências hospitalares a 20 euros (4 contos) abrangem a classe média e media baixa, a mesma que paga tudo e é roubada nos vencimentos.

Em Agosto escrevia aqui sobre a suspensão do reembolso directo aos doentes, que “o Estado deixa de comparticipar as próteses dentárias, mas a “Medis” (donde veio o ministro da Saúde, e onde decerto voltará depois da comissão de serviço no governo) tem um desconto (50%?) nas mesmas próteses”.

O aumento das taxas moderadoras, para o dobro, é para além de mais um imposto sobre os portugueses (a somar a todos os aumentos dos bens essenciais), um grande favor aos privados da saúde, seguros e hospitais.

O governo esperou três meses pela melhor altura para divulgar o valor das taxas moderadoras, fê-lo num programa de televisão preparado ao milímetro e com o empurrão do ex-ministro Correia de Campos. A política de privatização da Saúde é um processo; teve início, decorre, e terá um fim. O fim do Serviço Nacional de Saúde.

Como consequência imediata acontecerá o que disse em Setembro e repito: “o aumento das taxas moderadoras vai afastar cidadãos do acesso aos cuidados de saúde, vai obrigar os doentes a decidirem sobre sintomas que não sabem interpretar, a fazerem eles próprios a triagem em vez de serem os profissionais de saúde”.

Os excelentes indicadores de saúde conseguidos pelo Serviço Nacional de Saúde nas últimas décadas são um orgulho nacional. Isso vai mudar.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Reunião Merkel Sarkozy não salva o euro nem os próprios.

Reunião Nº x Dez2011


Quem tinha perspectivas altas tem que apanhá-las no chão, para salvar o euro (agora) o dueto da corda propõe medidas para Março.

Merkel e Sarkozy disseram que chegaram a acordo sobre as medidas de combate à crise da dívida. Independentemente do conteúdo combinado para um “Novo Tratado da União Europeia”, têm o objectivo de que esteja negociado com os 17 (a 27 já desistiram) em Março de 2012, como a ratificação pela França será depois das eleições presidenciais e legislativas francesas, o mais certo é Sarkozy já não estar no Eliseu.

O distanciamento do candidato presidencial francês François Hollande perante Merkel acentua-se, a campanha eleitoral adivinha-se ainda mais difícil para Sarkozy com a cedência da soberania francesa. Sarkozy não salva o euro nem a si próprio, não é crível que os franceses abdiquem de soberania, mesmo com ataques dos mercados ao seu triple “A”.

Das propostas que levarão ao Conselho Europeu (8 e 9 Dez) salientaram as “sanções automáticas” (perda do direito de voto e fundos de coesão) a aplicar aos incumpridores do equilíbrio orçamental (défice zero).

Para tal querem que os países membros inscrevam nas suas Constituições o défice fiscal zero; depois, que o Tribunal de Justiça da EU se transforme num Super (e supra) Tribunal Constitucional; e com a missão de aplicar as sanções.

A proposta do dueto, de sanções aos países em dificuldades (para aprenderem) incluiria a já anunciada censura prévia aos Orçamentos de Estado, com acompanhamento e supervisão europeia da execução orçamental – uma espécie de troika permanente a tiracolo dos ministérios das Finanças.

Como nenhuma destas medidas funciona para os mercados, não são acalmáveis com cenas de sevícias dos países ricos sobre os outros, a próxima cimeira europeia é bem possível que fracasse como as anteriores de 21 de Julho ou de 23 e 26 de Outubro, também elas de emergência e últimas oportunidades para o euro.

Medidas a curto prazo, influentes nos meios financeiros, não saem deste dueto. Também não se vê as Instituições europeias com iniciativa, nem os países em dificuldades a agir em conjunto, nem tão pouco o governo português a explicar o que vai defender em Bruxelas.

Na Europa, parece que estamos todos – nas calmas – a assistir à morte de bezerra.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - América sem os Estados Unidos e Canadá.

Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribe Dez 2011


Terminou ontem a cimeira constitutiva da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC); 33 países reuniram-se ao mais alto nível em Caracas na Sexta e Sábado (dias 2 e 3 Dez.), para fundarem o bloco de integração latino-americano e caribenho. Um acontecimento de importância histórica não só ao nível da região mas também de enorme relevância nas relações internacionais.

Nenhum órgão de informação português deu relevo ao evento, (a maioria nem noticia deu), é a “informação” a que temos direito num mundo em que os interesses das grandes potências ditam as agendas da comunicação social.

A singularidade da CELAC reside no facto de juntar os países americanos deixando de fora a potência dominante regional e mundial, os Estados Unidos da América. É antes de mais a rejeição da Organização dos Estados Americanos (OEA) como fórum representativo da América Latina e Caribe.

A CELAC é uma realidade no momento em que a crise global do capitalismo ameaça ter efeitos em todas as regiões, mas tem o epicentro nos EUA e na Europa. É uma missão da CELAC criar condições de cooperação regional e instrumentos financeiros comuns para atenuar um possível impacto negativo nas suas economias.

Ao nível político, uma organização onde se encontram todos os diferentes governos, com interesses próprios mas também interesses comuns, será mais capaz de ultrapassar divergências e resolver litígios sem a presença dos EUA que sob a sua tutela. O papel de Washington na América Latina tem sido de potência imperialista, intervencionista, dominadora e divisionista.

Com o objectivo da integração regional, da unidade política, económica e social, a CELAC vai desenvolver planos de cooperação e desenvolvimento, iniciativas políticas conjuntas, acções de solidariedade e relações privilegiadas no comércio, industria e infra-estruturas.

Como dizia na Cimeira a presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, “olhando para a União Europeia” pois ela “é um bom espelho para ver o que se deve fazer e o que não se deve fazer”.

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Helmut Schmidt contra hegemonia alemã na Europa.

Helmut Schmidt Dez 2011



O ex-chanceler alemão avisa o governo do seu país de que “é fundamental para os interesses estratégicos que a Alemanha não fique isolada de novo”.

Numa altura em que alguns políticos europeus, como o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikosvski, que veio defender mais liderança alemã, (ou o nosso primeiro-ministro cujas ideias coincidem com a vontade de Angela Merkel), Helmut Schmidt diz que se a Alemanha “cair na tentação de assumir um papel de liderança na Europa, os vizinhos vão defender-se cada vez mais”.

O movimento de resistência e critica ao domínio alemão ultrapassa as opiniões públicas dos países europeus sob resgate, o Reino Unido não está pelos ajustes em aceitar a revisão dos Tratados para impor a supremacia alemã, a Comissão Europeia agora debilitada, terá mais apoio conforme os países e os povos europeus forem ficando cientes da estratégia de Ângela Merkel.

Helmut Schmidt é mais uma voz dentro da Alemanha contra a política europeia de Merkel. As reacções anti-germânicas que atravessam a Europa têm uma base histórica muito forte. É da memória recente o que sucede a cada vez que a Alemanha exerce posições de força.

Se houvesse tempo para o euro e a União Europeia esperarem pelas eleições legislativas alemãs de 2013, o povo alemão daria a resposta à política de Angela Merkel, vão nesse sentido as consultas aos alemães. Como o mais certo é não haver tempo, a oposição tem de se fazer na União Europeia e em cada país; não aceitar as imposições do governo alemão ou do Novo Eixo, defender a democracia e a paz na Europa.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pescadores salvos. Falta de segurança no mar continua.

Agitar a falta de segurança no mar. Nov 2011

Pescadores das Caxinas foram resgatados. Satisfação nacional que não esconde a falta de segurança no mar.

Passos Coelho diz que “foi com profunda satisfação” que tomou conhecimento do resgate. Toda a população tem iguais sentimentos, é um dia feliz para os homens do mar e suas famílias. Mas o nosso primeiro-ministro tem de, perante as razões que impediram o contacto com os náufragos, tomar decisões.

Não é admissível a não obrigatoriedade de aparelhos GPS nas embarcações que labutam no mar, é criminoso que a Direcção-Geral das Pescas tenha cortado o apoio a muitos dos barcos de pesca. Agora não custou vidas, mas os cortes na comparticipação de meios de localização, irão pôr em risco outros pescadores.

Hoje já não se perde um cachorro com dono em terra, a austeridade não pode descuidar a vida de quem trabalha em condições de alto risco, como são os pescadores. Esperam-se por isso medidas urgentes do ministério de Assunção Cristas, e o acordo das Finanças, para dar os meios de segurança a quem trabalha.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os povos estão atados. LLuís LLach - La Estaca




Atados ou atadinhos? O 1º de Dezembro (dia da Restauração da Independência em Portugal) esperam-no todos aqueles que vivem sobre dominação, a data precisa ser lembrada todos os dias, nestes tempos de capitulação das democracias e perda de soberania. Os povos estão atados, os dirigentes dos Estados deram os cabos, fizeram os nós, estão a dar cabo de nós!

Não vês a estaca em que todos estamos atados?
Se não nos desatarmos não poderemos caminhar.


Se todos puxarmos ela cairá, não pode demorar muito tempo.


Se eu puxar com força por aqui – e tu puxares com força por aí...
é seguro que ela tombará! Tomba, tomba!

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