terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A bandeira da Palestina foi hasteada na ONU (UNESCO).

Bandeira da Palestina içada na UNESCO. Dez 2011


O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, assistiu hoje ao hastear da bandeira da Palestina na sede da UNESCO, em Paris.

Na cerimónia solene, onde estiveram 50 convidados, a bandeira foi içada ao som do hino palestiniano. O presidente Abbas manifestou-se comovido por ver a bandeira ser hasteada em Paris, “é um bom augúrio para que a Palestina venha a tornar-se membro de outras instituições internacionais”, disse. “Esperamos vir a ter um Estado independente no futuro, a viver lado a lado com Israel” foi o desejo em nome do povo palestino deixado por Mahmoud Abbas.

Recorde-se que a Palestina se tornou o 195º membro da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 31 de Outubro passado, após uma votação na Assembleia-geral, precedida de ameaças da parte de Israel e do seu aliado Estados Unidos (ver aqui como votaram os países).

O êxito diplomático, que representa para a Palestina estar representada num organismo da Organização das Nações Unidas, não pode ser ofuscado pela vingança de Washington em suspender o seu financiamento ao organismo, ou a retaliação de Israel em apressar a construção de colonatos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

Barack Obama está do lado errado da história continuando a mesma política externa promovida pelos Republicanos americanos. A Palestina será reconhecida como membro de pleno direito da ONU. Nessa altura a História julgará.

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Canadá abandona Quioto - Durban fracassou.

China Dez 2011


O que se passou em Durban, na conferência sobre alterações climáticas é semelhante às decisões da Cimeira Europeia do último fim-de-semana. Fiascos mascarados com resoluções que nada resolvem. De Durban saiu como gemido ingénuo a promessa de que “para o ano continuamos a conversar”.

Os insucessos têm reflexos, por muitos apaixonados que surjam a dourar a pílula. As agências de rating vieram desacreditar as deliberações europeias e o malogro do “reforço das medidas de protecção do clima” em Durban, acaba com Quioto.

O Canadá abandona o Protocolo de Quioto por “efeito de estafa”. Cansou-se de pagar as obrigações do Protocolo, enquanto o vizinho do lado, que com a China são os maiores emissores de gases com efeito de estufa, nada pagam.

Portugal, que negociou o Protocolo tão bem que ficou com menos direitos que a Grécia, também deve repensar o seu papel. Que sentido faz um país em crise aguda, do clube “Top 10” da bancarrota, pagar emissões, quando contribui, comparativamente, com quase nada para a poluição do planeta.

Ainda por cima observamos a China, um potentado económico e financeiro graças ao dumping ambiental, a concorrer à EDP, e a outras “jóias nacionais” que nos obrigam a privatizar.

Para cúmulo da hipocrisia e da desfaçatez, a China, que não subscreveu o Protocolo de Quioto, considera lamentável a saída do Canadá. Percebe-se, é menos um país a pôr-se a jeito, para se deixar pilhar por aqueles que não assinaram Quioto.

Com os EUA, China, Japão, Rússia e Canadá de fora dos países que aceitam metas nas reduções de emissões, o que é o Protocolo de Quioto? Em que planeta vivemos? E o que faz Portugal no embrulho dos pagantes?

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Abriu a caça ao pórtico.

Pórtico adulto Dez 2011


Abriu a temporada da caça ao pórtico. O pórtico é um bicho só muito recentemente sedentário em Portugal. De cor prateada e asas frondosas nidifica e alimenta-se nas auto-estradas. Tem a particularidade de comer pelos olhos e pôr ovos por via electrónica.

O pórtico, de tamanho considerável, como diria Monsieur Hulot; maior que o chapéu do meu tio mas mais pequeno que uma torre da REN (antes de privatizada), suporta bem as variações de temperatura e tem um voo leve e silencioso. Encontra-se de norte a sul do país, por vezes aos pares mas não acasalam. A reprodução faz-se em cativeiro com a ajuda de técnicos de várias especialidades.

Apesar de não acasalarem têm sexo, como tem sido observado por muitos automobilistas, esses sim vítimas de assédio à distância, e de violação quando se põem debaixo do pórtico. É precisamente por via disso que é caçado uma vez que não serve para comer.

Como ainda agora começou esta prática venatória, não se sabe ao certo qual a carga e chumbo indicados para neutralizar o animal, uns dizem que cartuchos para coelho com espalhador funciona, outros que é necessária caçadeira de bom choque e chumbo tipo 3 ou 4 que se usa na caça ao pombo.

Como a caça é ilegal, espera-se que este know how apareça na televisão, uma vez que ela até ensina a rebentar com caixas Multibanco.

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Moody´s desacredita Cimeira Europeia.

Moody´s Cimeira Europeia


As bolsas caiem e os juros da divida soberana de Portugal, Espanha, Itália e Grécia sobem em todos os prazos. São as notícias, após o comunicado de hoje da Moody´s.

A nota da agência Moody´s parte da análise da Cimeira Europeia de há três dias atrás, considerando que a situação na Zona Euro não se alterou. “As medidas anunciadas não mudam a análise anterior (de Novembro) de que a crise está num estádio critico e volátil, com os mercados da divida soberana e da divida dos bancos predispostos para uma desarticulação aguda que os decisores políticos verificarão cada vez mais difícil de conter”.

Diz ainda que “as medidas anunciadas reflectem uma tensão contínua entre o reconhecimento por parte dos líderes das necessidades de mais apoio para os países fracos em termos orçamentais e uma posição significativa dentro dos países mais fortes para dar esse passo”.

“A ausência de medidas para estabilizar os mercados a curto prazo significa que a zona euro, a União Europeia de forma geral, continuam sujeitas a novos choques e a coesão de Zona Euro permanece sob ameaça persistente”.

Sendo assim, por causa da “ausência continuada de medidas de política decisivas” a Moody´s vai rever o rating dos países da Zona Euro e da União Europeia, no primeiro trimestre de 2012.

Pronto! A “Cimeira Para Convencer Os Mercados” foi um flop! A Moody´s desacredita a Cimeira Europeia e os comentadores que embandeiraram em arco nas televisões e nos jornais, após a pífia reunião, estão em parte incerta. Nem o agente José Gomes Ferreira aparece para minimizar o frangalho.

Como por aqui nunca houve esperanças nesta Cimeira e o problema é de política asinina, resta-me fazer um apelo à Moody´s:
- Ó Moody´s, aguenta aí os cavalos mais um bocadinho, enquanto se mudam as Mulas, lá para o primeiro trimestre vai-se um da parelha e a outra fica à nora.

(Os burros que têm seguido a carroça é que não conseguimos ver-nos livres deles, quem os pariu ainda não deixa).

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França. Villepin anuncia candidatura ao Eliseu.

Dominique Villepin Dez 2011


Dominique de Villepin é candidato às eleições presidenciais francesas dividindo assim o eleitorado conservador. Villepin, membro do partido de Sarkozy, anunciou a candidatura ao Eliseu, favorecendo desde já François Hollande, o candidato melhor colocado para derrotar Nicolas Sarkozy.

A surpreendente candidatura de Villepin, que afirmou na apresentação estar inquieto por ver “a França ser humilhada pela lei dos mercados, que impõem mais e mais austeridade”, tem na soberania a causa que o levou entrar na corrida presidencial. Villepin afirmou; “hoje a soberania escapa-nos das mãos em grande parte. Alinhamos com interesses que não são os da França. Penso que é necessário mais coragem”.

Uma sondagem deste fim-de-semana dava Francois Hollande (socialista) à frente nas intenções de voto com 31,5%, seguido de Sarkozy com 26%. A seguir, Marine Le Pen (Frente Nacional) 13,5 e o centrista Francois Bayrou com 13%. Depois vêm Jean Luc Milenchou (Frente de Esquerda) com 6,5% e Eva Joly dos Verdes com 4,5%. Para a segunda volta Francois Hollande venceria Nicolas Sarcozy por 57% contra 43%.

Não se sabe se a candidatura de Dominique de Villepin alterará muito os números, (não era antes do anuncio um nome desejado pelo UMF) mas tem o seu próprio eleitorado. É para já mais um indicador que vão haver alterações na política francesa e por arrasto na política da União Europeia. A seguir.

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Sócrates e a insanidade. As dividas são para gerir?

As dividas gerem-se. Dez 2011


Ontem não falei sobre a Cimeira Europeia por ser um não acontecimento, achei mais útil abordar o bacalhau, sempre é matéria da defesa do consumidor. Nada de importante para resolver o problema europeu estava em cima da mesa, nem o crescimento nem a alteração da função do BCE, portanto, a parvoíce do limite do défice na Constituição ou em lei especial, nem merece comentário, é um absurdo sem futuro. É para rever quando houver um pedaço de juízo, penso que antes do fim de 2012.

Estranha-se a forma como foi recebida num país que continua no top 10 do clube da bancarrota, com o risco de default da dívida acima dos 60%. Isso não mudou, isso é que era importante mudar. Gostar de um limite do défice de 0,5% ou então sanções é gostar de levar pancada, é obvio que não se consegue cumprir.

Um outro assunto que me escusei de comentar foram as palavras de Sócrates a uns alunos sobre o pagamento da dívida. Aqui foi auto-censura o que seria censurável se o assunto merecesse comentário. Já não há pachorra para reagir às reacções que Sócrates provoca, esse contra vapor saiu do âmbito da política, é pavloviano, é irracional.

Hoje vi um bocado do programa “O Eixo do Mal” na Sic Notícias, e lá estavam o Daniel Oliveira e o Pedro Marques Lopes a tentar explicar a um eriçado Luís Pedro Nunes que o que Sócrates disse é correcto. “Os Estados não morrem, as dividas são para gerir”. O convidado Pedro Santos Guerreiro disse que Sócrates tinha razão, como aliás Passos Coelho também disse, mas não há nada a fazer. Aquilo que Pedro (ML) chamou “a fobia (contra Sócrates) de um bando de colunistas que ninguém consegue explicar” existe, tem explicação, mas é secundário.

O importante, e Daniel Oliveira disse-o, é que a acusação de que a situação em que nos encontramos é culpa de uma pessoa, “nos impede de ter alguma sanidade para discutir estes assuntos”. É verdade, mas também é verdade que para essa insanidade muito contribuíram aqueles que à esquerda do Partido Socialista fizeram uma campanha em tudo igual, e por vezes superior em truques baixos, à da direita. Uma campanha negra, ad hominem, que resultou e deu a maioria absoluta ao PSD/CDS.

Faltou perspectiva à esquerda, perceber que não há vazio em política e quem o iria preencher. Hoje o PS de António José Seguro é irrelevante e qualquer frase de Sócrates aterrorizará a direita e a direcção do seu partido. A mim que nunca fui “sócretino” (mas não alinhei com os ataques no fim do governo Sócrates por imaginar o que se seguiria), confesso que me agrada esse pavor.

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

Zarbo - parece bacalhau.


Antes de escolher o melhor bacalhau verifique se é mesmo bacalhau, entre a dúzia de famílias de mais de duzentas espécies são comercializados com o nome de bacalhau principalmente cinco peixes. Dois bacalhaus e três “tipo bacalhau” tudo vendido como bacalhau. Todos os peixes são bons mas bacalhau-bacalhau só há um, é como a diferença entre o queijo da Serra e o “tipo-Serra”.

O bacalhau português, que nós comemos como bom bacalhau (conhecido no Brasil como do Porto), é do Atlântico Norte, pescado do Canadá ao Mar da Noruega onde circula seguindo as águas frias. Denomina-se Gadus Morhua e distingue-se do Bacalhau do Pacifico (Gadus Macrocephalus) por a sua carne ficar em lascas depois de cozido. O do Pacifico, de coloração mais branca, desfia-se melhor, mas não tem o paladar nem a consistência após cozer, a que os portugueses se habituaram. O que dantes pescávamos vem agora principalmente da Noruega e da Islândia.

É fácil distinguir o bacalhau legítimo dos seus sucedâneos, o bacalhau tem a cauda com corte a direito e 3 barbatanas dorsais. Quando escalado no mar à faca, fica com 3 pontas do lado da cabeça, (melhor condição para a cura que o congelado para posterior tratamento).

Os outros peixes “ditos bacalhaus” são muito diferentes; se tiverem escamas escuras e cauda bifurcada (em V) é o Saithe (escamudo). Se forem estreitos com cauda arredondada e barbatana longitudinal é o Ling. Mais altos mas pequenos com cauda redonda ligada às barbatanas longitudinais é o Zarbo. São óptimos para vários pratos; assados, caldeiradas, bolinhos etc. mas não são bacalhau legitimo.

Como escolher depois de identificado o bicho? Primeiro, estar seco, não pode ter mais de 47% de humidade, mas sei que há grandes superfícies onde as perdas em água ultrapassam os 60% por não despacharem as vendas. Descontos de 25% e mais em promoções são mais rentáveis que deixar o bacalhau secar (literalmente) nas bancas. Apalpar o bacalhau e pegar-lhe para ver se dobra muito é aconselhado. Quanto mais seco mais barato e melhor é.

Depois deve ter o aspecto regular à superfície, uniforme na salga, sem manchas, fendas ou colorações anormais (o Morhua tem cor palha geral).

O barrete chamado “asa branca” é o mesmo bacalhau que tem o peritoneu (pele escura) que cobre a barriga do peixe, pagar mais uns euros por uma operação de segundos após a demolha, não é opção em tempos de austeridade.

Mas se a compra é importante a demolha é fundamental, bons exemplares são estragados nessa operação. Tem de ser feita no frigorifico, num recipiente apropriado, por 12, 24, 36 ou 48 horas conforme a espessura das postas, sempre com a pele virada para cima, mudando a água 2 ou 3 vezes por dia. Afina-se com a prática. Para a cozedura mergulha-se ainda na água fria e quando começa a ferver está cozido, o corte em largura das postas também se afina com a prática.

Ainda pode estragar o prato de bacalhau com um mau azeite, cá em casa vai com o da Cooperativa de Valpaços, couve portuguesa (Penca de Chaves), e batata transmontana. Boas Festas.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apoio a Jorge dos Santos/George Wright na Ler Devagar.

Lx Factory Alcântara Lisboa Dez 2011


Promovido pela Plataforma Guetto realiza-se hoje, um debate e concerto, de solidariedade com Jorge dos Santos/George Wright.

No debate participam Ana Benavente, António Pedro Dores e o Colectivo de Solidariedade Múmia Abu-Jamal.

No concerto actuam; dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTEBRADAS, CHULLAGE, SOPHIE FEAT LORENZO, DJ MASCARILHA, KROMO DI GUETTO, S FOR SEWARD, DUDU, LORD G, SOULDJAH, HUGO PINA, JACPOT, IPACO.

Haverá angariação de fundos para as despesas legais com a defesa. Após a decisão da Justiça portuguesa em não extraditar o cidadão português Jorge dos Santos, os Estados Unidos recorreram, continuando assim a ameaça de extradição e a luta jurídica para que Jorge continue em liberdade.

O evento terá lugar na Ler Devagar na Lx Factory (antiga gráfica Mirandela) em Alcântara – Lisboa. Inicio pelas 21.00 Horas
Jorge dos Santos-George WrightSobre Jorge dos Santos ler AQUI
 
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O fim da União Europeia, efemérides e coincidências.

Bandeira Europeia


Neste dia nasceram Diego de Rivera (homenageado pelo Google) e Jim Morrison. Nasceu também a Bandeira Europeia, que era em 1955 do Conselho Europeu. Foi adoptada por treze países mas tem doze estrelas por causa do azar. Depois, em 1986, quis a sorte que a Comunidade Europeia a fizesse sua.

Hoje, 56 anos depois das concêntricas estrelas terem ido brilhar no azul do planeta europeu, o céu está pouco luminoso. Diz-se até que começa hoje o rasgar definitivo da bandeira. Sarkozy é mais destrutivo e fala em explosão. Deve-se dar ouvidos a Sarkozy, ele e a amiga das diversões pirotécnicas têm sido vistos a brincar com detonadores. Logo se vê, o mais tardar amanhã.

Nisto das efemérides entendo melhor evocar a data em que se acaba em vez do nascimento. Ao princípio, como diz um amigo meu, não passamos dum tubo digestivo com uma corneta na ponta, a imagem não é de grande rigor científico mas alegra dias cinzentos como o de hoje.

De alguns desaparecidos podemos dizer que são estrelas da nossa bandeira, como John Lennon que nos deixou em 1980 ou António Carlos Jobim em 1994.

Como ainda não sabemos se por estes dias surge mais uma razão para futura efeméride, o fim da União Europeia, ouçamos WAVE de Jobim. Sobre a EU e o Euro “vou lhe contar”…


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Napolitano e Monti na ópera. Ver ou ser visto.

1ª Pag.Il Giornale 8 Dez 2011


O matutino de Milão Il Giornale (de hoje) titula em primeira página: “Sacrifícios sim, mas não para todos. A crise é vivida de smoking e jóias”. Na foto o presidente Giorgio Napolitano e o primeiro-ministro inventado (super) Mário Monti, e suas famílias.

Diz o jornal que “para Napolitano a crise é dramática, para Monti os salários do Estado estão em risco; mas como estamos em Itália, a situação, como sempre, é grave mas não séria. Os dois assistiram ao “D.Giovanni” no camarote presidencial (do Scalla). Apesar das condições impostas pela nova situação, em público passa a ostentação (…) Nem a primeira-dama renuncia à alta-costura”.

O Il Giornale devia compreender que “gente fina é outra coisa”, mas há de facto uma contradição entre a imagem passada pelas lágrimas da ministra do Trabalho Elsa Fornero, quando apresentou as penalizações das pensões, e o exibicionismo das jóias dos governantes. Dir-se-á que a critica é um exagero mas a imagem em tempos de austeridade conta bastante.

Que o diga o nosso “ministro da Caridade” que não resistiu a trocar a Vespa por um Audi de 86 mil euros. Lá, como cá, quando não se sabe andar cai-se da Lambretta. Dramma giocoso? Opera buffa? Chamem-lhe o que quiserem, já não é Intermezzi.

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