quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cristina Kirchner no intervenga...

Kristina Kirchner tenemos a messi.Abr. 2012 Humor no (Twitter es # vengarselosargentinos)

A sério, no ClariNet de 17 de Abril: Argentina. Estado recupera YPF à Repsol.

Campanhas, ameaças e amedrontamentos, são as reacções sisudas nas páginas dos jornais e nas televisões sobre a atitude patriótica argentina. Valha-nos as redes sociais armadas de humor para serenar frustrações.

São mudanças; eu (como muitos outros) queixo-me aqui, em Portugal, de a reviravolta ser de sinal contrário. Mas atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir!

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Indemnizações por despedimento. Vão acabar de vez.

Muito desenvolvido. Abr.2012 

É intenção do governo acabar de vez com as indemnizações por despedimento, segundo o DN/economia (D.V.) que teve acesso ao estudo referido hoje no Parlamento pelo ministro Álvaro Santos Pereira, o governo “considera que há ainda margem para limitar as indemnizações por despedimento em Portugal”

“O governo conclui que os regimes de indemnização obrigatória, como existe em Portugal, é coisa de país pouco desenvolvido”, (sublinhado meu).

A ideia, segundo o DN seria migrar para um regime “parcialmente obrigatório” saindo o direito do Código de Trabalho. Nem 20 dias, nem entre 7 e 13, obrigatório – zero!

“Parcialmente obrigatório” seria quando “a lei não determine a sua obrigatoriedade, podendo estar esta obrigatoriedade parcialmente estabelecida em convenções colectivas”. E decerto, acrescento eu, em acordos estabelecidos com altos cargos e administrações das empresas.

Aliás, e para vermos como no articulado das leis alguns se safam, apesar de desde 2005 (Sócrates) ter terminado com os subsídios e subvenções vitalícias para os cargos públicos, no fim de 2011, 24 deputados tiveram direito a subsídios de reintegração e 11 a subvenções vitalícias. (TSF)

A certa altura da crónica de hoje, no DN, diz Baptista Bastos. “O governo de Passos Coelho, em dez meses, criou a desmesura obscena de uma desigualdade a qual não passa de derivação perversa de outra, das muitas expressões do fascismo. Não tenhamos medo das palavras”.

…é coisa de país pouco desenvolvido!

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Passos Financial Times, Álvaro Cimpor, Cristas galinhas.

Álvaro acompanha, mas não intervém. Abr.2012

O trabalho semanal do governo português começa à segunda-feira, por isso estamos dois dias descansados – estão a planear a “comunicação”.

Habitualmente, a meio da semana começam as polémicas; não há controvérsia com o artigo que Passos Coelho escreve hoje no Financial Times. Fora o título enganador “Portugal vai mostrar que os cépticos estão enganados” o miolo do texto é em tudo igual à entrevista que deu ao Die Welt – admite que não sabe se Portugal volta aos mercados em 2013, o resto é palha.

Dizer que o artigo de opinião de Passos Coelho é dedicado aos mercados, como vem na nossa imprensa, já é um favor dispensável. Só se for a mercados “tipo” Bulhão, onde as vendedeiras achavam pitoresco a visita dos políticos e enchiam-nos a todos, por igual, de beijinhos.

Para os mercados que compram “obrigações” o que lhes interessa são as notações de rating e a essas os indicadores económicos nacionais mais as circunstâncias da política económica na zona euro, paleio de político não é parcela na análise da conjuntura, de Passos Coelho ainda menos, pois consegue dizer (e escrever) uma coisa e o seu contrário, para o mesmo artigo.

A dificuldade na “comunicação” do governo está em não se entenderem argumentários que afirmam, em situações delicadas, como única “função do governo”, “acompanhar a situação”.

Hoje o ministro Álvaro S.P. disse sobre a oferta de aquisição da Cimpor e do dossier Brisa “o governo acompanha, mas não intervém”. O que faz quando acompanha e como acompanha? Acompanha atrás, segue de perto, vê ao longe ou vai de braço dado e com quem? Confesso que não percebo esta função limitada da governação e penso ser caso único no mundo.

Já a ministra Conceição Cristas acompanhava a seca, como agora acompanha a crise dos ovos por via do bem-estar das galinhas poedeiras, na seca via-se a ministra, soluções nada, com as galinhas ainda se perde no meio das cristas.

Os governos deviam todos servir para governar, alguns só servem para trocadilhos.

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Chineses recebem 144 milhões de euros. Gran Casino.

Chineses recebem por lucros da EDP de 2011. Abr.2012
  1- Razão tinha o Senhor Cao, da estatal chinesa “China Three Gorges”, quando veio assinar o contrato de promessa para os chineses ficarem com a EDP, podem “envolver dinheiro chinês”, para já, embolsam dinheiro português.

A EDP teve 1.125 milhões de euros de lucros, em 2011, o melhor exercício de sempre da eléctrica que já foi portuguesa, e os chineses recebem dividendos antes de pagarem o valor da compra.

Bastou a promessa de meter moedas na slot machine para sair um jackpot de 144 milhões de euros. Irão pagar a aquisição das acções da EDP como é evidente, mas receber lucros como se fossem accionistas em 2011 é um negócio que já não se faz nem na China.

Pode assim o Senhor Cao levar o “cacau” – para os bancos chineses. Portugal é um Gran Casino.


2- O Google veio evocar Antero de Quental no seu 170º aniversário, é louvável. Aproveito para lembrar o seu discurso intemporal em 27 de Maio de 1871 no Casino Lisbonense, anda por aí em livrinhos como este:
Conferências do Casino 1871. ABR.2012
Hoje, as “Conferência do Casino” podiam acontecer em qualquer lugar do país.

Portugal é, todo ele, um Gran Casino.

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Gás natural aumenta 6,9%.Três aumentos mais IVA.

Aumento do preço do gás. Abr.2012


O preço do gás aumentou para os consumidores, em média, 3,2% em 2010 mais 3,9 em 2011, e agora mais 6,9%; a que acresce o aumento do IVA de 6 para 23%. São aumentos incomportáveis para muitas famílias e para a indústria.

O Ministério da Economia anunciou hoje que “no quadro da criação do Mercado Ibérico de Gás Natural (MIBGAS), está a trabalhar na criação de condições que promovam o aumento da concorrência no sector, com o objectivo de reduzir o preço a que disponibiliza o gás natural”. É do ministério de Álvaro S. Pereira, vale o que vale.

Mas, mais uma vez, lá vem a história da liberalização como panaceia para reduzir preços. Temos visto!

Neste caso trata-se de liberalização ma non troppo, uma vez que segundo a opinião de muitos dos envolvidos nas questões energéticas, Portugal está a comprar gás natural a preço três vezes mais caro que se fizesse uso do verdadeiro mercado livre, onde o preço não é indexado ao valor do petróleo.
(O melhor é lerem o artigo do Dinheiro Vivo de Outubro de 2011 que está AQUI)

Se leram ficam decerto com interrogações várias; eu fiquei a pensar se as prioridades de investimento em infra-estruturas, que são nenhumas, não têm a ver com as próximas privatizações e os lucros garantidos à GALP e EDP, mais os rendimentos das administrações das onze empresas distribuidoras.

Nós sabemos que é o consumidor que paga tudo, mas parece que era fácil pagar menos.

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Argentina. Estado recupera YPF à Repsol. Reacções.

 

O Estado argentino vai passar a controlar 51% da petrolífera YPF e 49% ficarão na OFEPHI (Organização Federal dos Estados Produtores de Hidrocarbonetos), das províncias argentinas.

O governo de Cristina Kirchner tem como “objectivo prioritário conseguir o auto abastecimento de hidrocarbonetos. Justifica a expropriação com o facto de “pela primeira vez em 17 anos a Argentina ter tido de importar gás e petróleo” quando os possuem no seu território, sendo mesmo o “terceiro país do mundo em reservas de gás, a seguir à China e EUA”. A Argentina registou em 2011 um défice de 10.397 milhões de dólares na balança comercial de combustíveis.

A “recuperação da soberania sobre os hidrocarbonetos” segue-se à perda pela YPF/Repsol de 16 concessões em várias províncias, por não cumprir com os investimentos contratualizados. O governo que vinha pedindo às petrolíferas para aumentarem a produção, acusa a YPF/Repsol de “apesar de ter reduzido a produção ter duplicado os lucros”.

“A YPF Investiu 8.813 milhões de dólares entre 1999 e 2011 e obteve lucros de 16.450 milhões de dólares, dos quais repartiu 13.246 milhões pelos seus accionistas”, afirmou Cristina.

A Repsol tomou a YPF em 1999, com o corrupto Carlos Menem na presidência, por 15.169 milhões de dólares, (eram os tempos das privatizações e 20% de desemprego). A Repsol desenvolveu na Argentina uma estratégia extractiva sem repor investimentos, desviando os fundos para o seu crescimento global, o que lhe permitiu expandir-se para o Alaska, Brasil, golfo do México, Argélia ou Líbia. A YPF representa 50% da produção da Repsol e 40% das suas reservas.

No fundo, a Repsol não investiu no desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos na Argentina, limitando-se a extrair os recursos existentes descobertos antes da privatização, constituindo reservas de alta rentabilidade nestes tempos especulativos e enviando os lucros para a sede espanhola.

É contra a depredação dos seus recursos naturais que agora a Argentina retoma o controlo da descapitalizada YPF.

Exemplar a actuação patriótica do governo argentino, que nos alerta para a reversibilidade das privatizações, (que aqui tenho chamado à atenção) e de que a América Latina é lição. O modelo neo-liberal não é o fim da história.

PS. – Rajoy foi para o México em busca de apoio para responder à Argentina; é algo de muito cínico se recordarmos que foi o governo espanhol que impediu a mexicana Pemex de tomar o controlo da maioria accionista da Repsol no Outono de 2011.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Espanha. D.Juan Carlos abdica? Cenas de caça.

D.Juan caçado a matar elefante.Abr.2012 

O símbolo da unidade do reino de Espanha está a desunir os espanhóis, muitos pedem que abdique do trono e poucos dão “largas vivas ao rei”. O episódio da ida à caça ao Botsuana onde partiu um osso (dele) e fez partir uns elefantes do reino dos vivos, está a pôr em causa o seu reinado.

Como sintetizou um jornalista espanhol, o que o rei fez não é adequado “nem como exemplo, nem como ética, nem como estética”. A caça grossa, de animais que nos dizem estar em extinção, não se ajusta à estética do século XXI; serem caçados por reis, é censurável por descerem ao nível dos criminosos caçadores furtivos e patentear pouco apoio entre espécies cujo número é diminuto, reis e elefantes.

O custo das brincadeiras de mau gosto do rei de Espanha tem um valor em euros que os espanhóis acham intolerável, particularmente quando os juros das obrigações subiram agora além dos 6%, têm a ameaça do “resgate” no horizonte e a austeridade em todo o país – menos na Casa Real.

A imagem da monarquia está a deteriorar-se em Espanha, a abdicação do trono por parte do actual rei é mais que hipótese. D.Juan Carlos tem ido “à faca” mais vezes que à caça e pelo menos desde há cinco anos que a passagem do trono para o príncipe Filipe se coloca.

Filipe VI entra dentro de momentos. Os custos da Casa Real pagos com dinheiro público continuarão a reinar.

PS – Os dotes de caçador de D.Juan ultrapassam os do nosso ex-presidente Américo Tomaz, que caçava coelhos sentado enquanto os criados os punham a jeito na sua frente. Do rei, o mais conhecido é do urso bêbado domesticado que caçou na Rússia, pelo que, se apanhou algum elefante no Botsuana estava de certeza anestesiado, (o elefante… ou ambos).

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domingo, 15 de abril de 2012

Partido Nazi registou lóbi no Congresso dos EUA.

John Taylor Bowles - lóbista - Nazi. Abr. 2012

O American Nazi Party (ANP) registou-se no passado dia 11 como lóbi junto dos congressistas americanos, naquilo que os próprios designam como um passo táctico para pressionar e influenciar os representantes eleitos da Câmara de Deputados e do Senado americanos.

Defensores da supremacia branca e do direito à autodeterminação dos brancos na América, os Nazis americanos esperam influenciar as decisões dos legisladores e funcionários do Capitólio.
Propaganda Nazi autorizada nos EUA.Abr.2012
Fundado em 1960 por George Lincoln Rockwell a partir de uma União Nacional-Socialista (WUFENS) o Partido Nazi Americano tem até agora reduzida influência; um sítio na Web, um candidato nas eleições presidenciais de 2008 na Carolina do Sul – o agora lóbista John Taylor Bowles – que saiu do New Order em 2004 para o Movimento Nacional Socialista, actos de propaganda nazi e de ódio racial e nada mais. No fundo boa parte do seu ideário é defendido por alguns eleitos republicanos com menos espalhafato.

Mas é significativo que se tenham assumido como grupo de pressão sobre o Congresso americano, sabendo-se a importância dos lóbis nos Estados Unidos.

As facilidades dadas pelos EUA à propaganda nazi são incompreensíveis para nós, europeus. Vimos aqui nascer uma guerra provocada pelas ideias nazis, que fez mais de 60 milhões de mortos – dos quais cerca de 420 mil foram americanos; estão vivas gerações que viveram a Guerra, o exílio, a perda de familiares e bens – definitivamente, não se percebem os americanos.

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sábado, 14 de abril de 2012

Companheiros, do El Bandolero Stanco.


O ClariNet volta dentro de momentos. Riposato.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Oferta de emprego - do M.A.M.A.

Quem paga é o consumidor. Abr.2012
Só Cristas não percebeu - quem paga a taxa é o consumidor.
 

“Podem ganhar dinheiro e enriquecer”. Quem o diz não é um dos muitos anúncios de promessas ilusórias que abundam por aí, é a ministra Conceição Cristas.

O discurso da ministra, no encontro “Novos desafios do Sector Agro-alimentar, Uma Estratégia para o Crescimento da Economia”, está repleto de pérolas.

“Não falta emprego, falta é gente para trabalhar” afirma Cristas, para um país que vê aumentar o desemprego exponencialmente (mais 19,8% em Março comparando a Março de 2011) e que ouve do próprio governo a garantia de que o desemprego vai continuar a subir. Quer ela dizer que o desemprego é fruto do povo ser madraço, de não querer trabalhar? É patético, e ofensivo para as muitas famílias que já suportam a fome por não terem ganha-pão.

Onde oferece Conceição Cristas os empregos? Não é no Ministério da Agricultura, do Mar e Ambiente (MAMA) que lá as tetas já estão ocupadas, é na agricultura; porque há “fundos comunitários e terras para cultivar” coisas que temos há anos a par das queixas de quem trabalha a terra.

O que a ministra quer não será apenas o trabalho para gaibéus sazonais, mas convencer os portugueses a trabalhar o campo. Ora isso não se faz com promessas de enriquecimento, mudar de vida não é aceitar conversa de banha da cobra; todos vêem, ouvem e lêem, o que os agricultores dizem sobre as dificuldades da sua actividade.

Cristas repete a léria da sua reforma agrária mas o enxerto não pega, os rendimentos não viabilizam o sector, o governo nada faz para alterar as circunstâncias em que o sector primário se encontra.

Conceição Cristas não tem culpa, O Portas do Boné achou-a num debate sobre o aborto, viu-lhe lábia e fotogenia e fizeram-na ministra; só que fazer politica não é apenas relações públicas, falta-lhe substrato.

Falar hoje em “aumentar o consumo interno”, ou em agricultura biológica para quem já nem dinheiro tem para produtos de marca branca, é isso mesmo, falta de substrato.

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