segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Chávez reeleito presidente da Venezuela.

Hugo Chavez reeleito.Out 2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ganhou as eleições para um novo mandato de seis anos.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou o triunfo de Chávez com 90% dos votos escrutinadas; ganhou com 54,42% dos votos, contra 44,97% do candidato da direita, Capriles Radonski. Os outros candidatos não chegaram (entre todos) a 0,50% dos votos.

Com estes votos apurados tinham participado 80,94% dos eleitores, o que significa uma ida em massa às urnas, desde as cinco da manhã que havia eleitores esperando votar.

mais de 80 por cento de votantes. Out.2012

Com a vitória do presidente Hugo Chávez, os predadores internacionais interessados nas maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela, vão ter de aguardar por melhores dias.
 Direita venezuelana aceita derrota eleitoral.Out.2012

O nosso ministro Paulo Portas - enquanto não sai do governo - pode ir à Venezuela para continuar a negociar com Hugo Chávez (fazer de Sócrates).

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)







domingo, 7 de outubro de 2012

Redução de deputados, mais perto de eleições.

Truque eleitoral de Seguro.Out.2012

A proposta de redução do número de deputados, feita pelo PS, não é só “desviar a agenda política dos problemas do país”, como disse Louçã, mas um seguro, para António José Seguro. No final faz crescer a representatividade dos dois maiores partidos, PS e PSD.

Com o governo moribundo, sem nenhuma vontade de tomar os destinos da governação nesta altura, o PS procura tomar cautelas. Pode ainda haver uma tentativa de remodelação do governo aceite por Cavaco Silva, como pode haver outros expedientes nada democráticos que não passem por eleições.

Reduzir a representatividade parlamentar dos partidos à sua esquerda, é uma intenção antiga do PS; apresentá-la agora, quer dizer que a sua Comissão Política acredita que o governo não vai cumprir a legislatura. 

A redução do número de deputados é uma solução popular, até popularucha, que está no terreno do marketing político a fazer o seu caminho há muito. Germinou nas campanhas contra os partidos e os políticos, no populismo activista, com resultados perversos.

É notório que têm sido adversários, do domínio da política portuguesa pelo PS e pelo PSD, quem mais tem vendido a ideia.

O centrão tem (é) uma máquina poderosa. Tem posto os seus críticos a trabalhar para ele - e de borla.
 
(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)







sábado, 6 de outubro de 2012

JLS.Governo obriga empresas portuguesas a emigrar.

Sedes das empresas portuguesas voam para o estrangeiro.Out.2012

Já se percebeu que o governo quando toma medidas não calcula os efeitos colaterais que elas vão ter; nas famílias, nas empresas, na economia real.

Uma reportagem da TVI e da Lusa, junto da JLS- Transportes Internacionais, uma das maiores empresas portuguesas do sector, veio pôr a nu uma realidade; há empresas obrigadas a emigrar por lhes terem alterado substancialmente as condições em que operavam em Portugal. De tal maneira que ou deslocalizam para o estrangeiro ou fecham.

Nelson Sousa, administrador da JLS disse à imprensa; “Portugal não é um país atractivo para uma empresa como a nossa e a introdução de portagens nas antigas SCUT foi a derradeira prova de que não há o mínimo de sensibilidade para quem investe”.

Empurrada pelas portagens nas ex-SCUT.Out.2012

A JLS, com perto de 300 camiões a circular, e que tem em construção uma filial em França está de malas aviadas para fazer da filial, sede. E da sede em Viseu, filial. Os custos operacionais agravados, com as portagens e os aumentos do preço do combustível, mais a retração do mercado português, empurram a empresa para fora do país.

Filial francesa passa a sede.Out.2012

250 trabalhadores correm o risco de ir para o desemprego, as contribuições que a empresa pagava em Portugal passará a pagá-las em França.

Fala o governo em atrair investimento estrangeiro, quando nem consegue manter o investimento dos portugueses no seu país. Depois fica surpreendido com a evolução dos indicadores económicos. 

Se o governo não vai para a rua - depressa - brevemente temos o país na mais completa ruína.

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)









sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carvalho da Silva pede acto colectivo de afrontamento.

Congresso Democrtico das Alternativas.Out.2012
 
 In Público: O ex-líder da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, apelou nesta sexta-feira a “um acto colectivo de afrontamento” ao Governo, durante a intervenção final do Congresso Democrático das Alternativas, que decorreu todo o dia na Aula Magna, em Lisboa. 

Carvalho da Silva apelidou o executivo liderado por Passos Coelho e assente numa coligação PSD/CDS de governo “antipatriótico” e “o pior de sempre em democracia”, e defendeu a renegociação “séria” de um memorando “que já está denunciado”.

“Esta governação não pode continuar, nós temos um não-governo e isso é perigoso, contamina as relações das instituições e pode apodrecer algumas delas”, advertiu o ex-líder sindical.

O antigo líder da CGTP apelou ainda à juventude para “que não se vergue, que não aceite isto de que o futuro tem de ser pior do que foi a vida dos seus pais”. “Os jovens têm de se rebelar contra esta situação”.

Continuar a ler no jornal Público.

(Para ver últimos posts clicar em - página inicial)




Marcha contra o desemprego a caminho de Lisboa.

Contra o Desemprego.Out.2012

A Marcha Contra O Desemprego já está na estrada. Saiu hoje a Coluna Norte da cidade de Braga para Guimarães, donde seguirá amanhã em direcção ao Porto, e a Coluna Sul de Vila Real de S. António e de Lagos, entre outras concentrações, para se encontrarem em Faro, de onde partem amanhã em direcção a Beja.

São nove dias de marcha em direcção à capital, onde chegarão no dia treze, (Sábado). Convocada pela CGTP-Intersindical e pelo Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), a marcha reivindica, nomeadamente, medidas concretas para combater o desemprego e a garantia de apoio social a todos os desempregados.

PARTICIPA! Clicar AQUI para ver os percursos da Coluna Norte e da Coluna Sul, locais de concentração, datas e horas.

Coluna Norte e Coluna Sul.Out.2012

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)




5 de Outubro. Incidentes nas comemorações.

oclarinet.Bandeira portuguesa as avessas.Out.2012
Bandeira içada ao contrário na Praça do Município

 
As comemorações do 5 de Outubro deste ano ficam marcadas por vários incidentes; Cavaco Silva e António Costa içaram a Bandeira Nacional atabalhoadamente, e… ao contrário – (assim permaneceu).

Manifestantes conseguiram furar a segurança e intervir nas comemorações, ainda no discurso do presidente da República; uma jovem fê-lo cantando e uma senhora contando a situação de dificuldade por que passa. 

 Manifestante gritante metida na rua.Manifestante cantante.


                                                                    Cavaco não disse nada e António Costa fez um discurso que chateou os apoiantes do governo. 

Realce para a confirmação, pelo presidente da Câmara de Lisboa de que continuará a haver cerimónia oficial (tal como do 1º de Dezembro) no dia das comemorações do 5 de Outubro, na capital, apesar do fim do feriado decretado pelo governo.

Espera-se que as próximas comemorações não obedeçam, como estas, à indecente rejeição do Presidente da República em ir para o local próprio e histórico, seja por razões de segurança ou outras. 

Meterem-se num pátio, escondidos, com medo de vaias, é ridículo e não funciona como método de esquiva. O melhor era o Sr. Presidente pensar porque é que o povo o persegue com apupos.

 (Para ver últimos posts clicar em – página inicial)







quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Moções de censura. Porque insistem.

Seguro suporta governo insuportavel. Out.2012

 As moções de censura dos grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda foram úteis. Os deputados da oposição expressaram as críticas ao governo e às suas políticas, desmontaram os fantasiosos cenários do ministro Gaspar e clarificaram as posições de cada partido.

Também permitiu apreciar as limitações do Parlamento, da oposição no Parlamento.

A figura central nos rodriguinhos parlamentares, quer se olhe pela esquerda ou pela direita, continua a ser António José Seguro. Entalado pela direita, entalado pela esquerda, estendendo as pernas em espargata vacilante entre uns e outros, fala à esquerda e age à direita.

Apontou os erros da execução orçamental, apontou os erros da política já traçada, e perguntou com propriedade; “Porque insiste, Sr. Primeiro-ministro, na mesma receita? Porque insiste Sr. Primeiro-ministro?”

 Sugere outra pergunta…

Porque insiste, Sr. António José Seguro, no mesmo remédio? Porque insiste Sr. António José Seguro, em ser o suporte político deste governo?


(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)







quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gaspar. Aumento de impostos, escalões e sobretaxa IRS.

Agravamento do IRS superior a 30%.Out. 2012

Vítor Gaspar anunciou um brutal aumento de impostos. A taxa média do IRS vai aumentar de 9,8 para 13.2%, um agravamento médio acima de 30% que se irá refletir mensalmente no bolso dos portugueses atingidos.

Como o imposto é progressivo serão mais sobrecarregados uns que outros, mas vai haver menos dinheiro nos salários e nas pensões dos contribuintes acima do primeiro escalão de IRS.

O aumento consegue-se através da redução dos escalões do IRS, que eram oito e passam para cinco, (o que só por si é um aumento de impostos) mais a introdução de uma sobretaxa de 4%, retida na fonte mensalmente.

Reduzir escaloes IRS = aumentar impostos.Out 2012

Enquanto os impostos sobre os rendimentos do trabalho já têm os principais números definidos; os anunciados agravamentos, na tributação dos rendimentos de capital, o imposto sobre transações financeiras, de património e outros, são matéria não revelada - como vem sendo hábito.

2013 É ano de recessão, com suspensão do investimento do Estado, queda do PIB e aumento do desemprego (nova previsão de Vítor Gaspar: 16,4%).

Os cenários do governo pouco importam, são para rever proximamente; o ajustamento das famílias e das empresas às políticas falhadas de austeridade terão de ter respostas nas ruas, pois o actual PS está ajustado ao governo, e não há oposição parlamentar que represente todos os portugueses de oposição.

Esta politica acaba com o fim deste governo. Out.2012

No fundo o que Vítor Gaspar fez hoje foi marcar várias manifestações, as necessárias para afirmar que não há “coesão nacional” para destruir a vida dos portugueses, e para destruir o país. Isto não é para sempre.

(Para ver últimos posts clicar em - página inicial)









terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cabeças de abóbora, com cornos.

Ora aboboras...Out.2012

Como ando pela lavoura, na apanha, e na preparação para os dias de inverno, estou pouco informado. A norte da situação, ouve-se uns zunzuns de que a Comissão Europeia deu “a aprovação a medidas alternativas (à TSU) que foram apresentadas pelo governo”. Leio no Expresso online.

Já me chegou a notícia de que ninguém em Portugal foi informado, nem a oposição, nem o Parlamento, nem os ”parceiros” da Concertação Social, e o Cavaco, se sabe, não dá cavaco. Ou seja, sabem tanto com acesso à informação, como eu com a banda larga mais estreita que possam imaginar.

surpresas surpreendentes - seguramente.Out.2012

Por essas e por outras, vou voltar à lavoura. Já apanhei as uvas, mais nozes, amêndoas e avelãs, vou ensacar cebolas de tarde e o mais que houver a fazer.

As fábulas têm fundamento; estou na da formiga e a cigarra, a aprovisionar a despensa, como Passos Coelho estará sempre como personagem da rã e o escorpião. O bicho não tem emenda, é da sua natureza. Fora de qualquer imaginação andam uns cabeças de abóbora que ainda acreditam na estabilidade com este governo e com esta troika.

Deixo aqui o primeiro comentário (no Expresso), o único que li, e assino por baixo, do leitor Alix 07:

“Enquanto este país não estiver completamente destruído e os portugueses na completa e abjecta miséria, este governo não descansará.

Os portugueses só têm mesmo uma opção se ainda acreditam em Portugal e nos portugueses, sair para a rua para defender o país já que ninguém o defende no Parlamento.

Há que ir a todas as manifestações que se puderem, sejam apartidárias ou não, porque isto já ultrapassa em muito os partidos e os sindicatos, já que é o país que está em causa, é uma questão de salvação nacional correr com este governo incompetente, negligente e traidor, o mais rápido possível, antes que este aniquile o país.”

Alix Dixit - Vera Est.

(Para ver últimos posts – clicar em página inicial)










segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mais lido. Manifestação 29 Setembro e António Borges.

Antonio Borges fala pelo governo. Out.2012
 
Em cada dia 1, os posts mais lidos no Clarinet no mês anterior. Antes, uma referência a António Borges, cujas últimas declarações não “mereceram” qualquer entrada no Clarinet. Apesar disso, o artigo “António Borges diz ser urgente diminuir salários”, de Junho, teve visitas suficientes, nos últimos dias, para entrar nos dez mais lidos de sempre. Outro muito visitado foi “António Borges ganhou 225 mil euros sem impostos”.

Não há razão para demitir António Borges por causa do que diz (pelo que faz é outra história), há liberdade de expressão, expressa bem o seu pensamento - expressando bem o pensamento do governo. Disse o mesmo que Carlos Moedas aos empresários; Moedas recebeu destes uns sorrisos condescendentes, Borges tem o condão de exasperar as pessoas. São estilos.

Ambos, com a participação importante de Relvas e de “O Álvaro”, entre outros, têm ajudado a conhecer a linha política de Passos Coelho / Vítor Gaspar, e eles próprios com os chamados “erros de comunicação” que tornam as coisas mais claras. Não há erros de comunicação, há desnorte, há incompetência e falhanço total; o governo não sabe o que fazer, não há remodelação que resolva o problema.

Os dez mais lidos em Setembro:

12/9 - Manifestação 29 de Setembro. Greve Geral CGTP e UGT?

29/9 – Manifestação 29 Setembro. Greve Geral. Governo Rua.

06/9 – Redução de escalões do IRS é aumento de impostos.

13/9 – Homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas.

22/9 – O governo não tem condições para governar.

15/9 – Centenas de milhar contra troika e o governo.

21/9 – Acordai. Vigília ao Conselho de Estado em Belém.

24/9 – Miguel Macedo. A cigarra a formiga e o disparate.

17/9 – Bruxelas e o governo querem a TSU - Nós Não!

10/9 – António Costa. Votar contra o Orçamento é inegociável.

(Clicar nos textos a cor para ler os artigos)

(Para ver últimos post clicar em – página inicial)