terça-feira, 18 de dezembro de 2012

De que se ri o ministro do impossível.

De que se ri ministro do impossivel.Dez.2012

Letra. Mário Benedetti - música Alberto Favero – Nacha Guevara.


En una exacta foto del diario,
señor ministro del imposible,
Vi en plena risa y en plena euforia
y en pleno gozo su rostro simple.
Seré curiosa, señor ministro,
¿De qué se ríe?
¿De qué se ríe?


De su ventana se ve la plaza
Villamiseria no está visible.
Tienen sus hijos ojos de mando
pero otros tienen mirada triste.
Aquí en la calle suceden cosas
que ni siquiera pueden decirse
Los olvidados y los obreros
ponen los puntos sobre las íes
Por eso digo, señor ministro,
¿De qué se ríe?
¿De qué se ríe?


Usted conoce mejor que nadie
la ley amarga de estos países.
Ustedes, duros con nuestra gente,
por qué con otros son tan serviles.
Cómo traicionan el patrimonio
mientras el gringo nos cobra el triple.
Cómo traicionan, usted y los otros,
los adulones y los serviles.
Por eso digo, señor ministro,
¿De qué se ríe?
¿De qué se ríe?


Aquí en la calle la gente muere
y los que mueren son gente humilde.
Y los que mueren son gente humilde
y los que quedan, llorando rabia,
seguro piensan en el desquite.
Allá en la selva sus hombres hacen
sufrir al hombre y eso no sirve.
Después de todo usted es el palo mayor
de un barco que se va a pique.
Por eso digo, señor ministo,
¿De qué se ríe?
¿De qué se ríe?


Seré curiosa, señor ministro,
¿De qué se ríe?


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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Portugal igual à Grécia. Pode acontecer, diz Passos.

Passos Coelho ao Porto Canal.Dez.2012

Passos Coelho disse em entrevista ao Porto Canal que “a ideia de que estamos num círculo vicioso que só produzirá maus resultados como na Grécia, não está a verificar-se”; mas adiantou, “não estou com isso a dizer que não possa um dia acontecer”.

Afirmar uma coisa e o seu contrário é habitual nos porta-vozes deste governo, sempre poderão dizer mais tarde, perante os desastres, que já os haviam referido no passado. Neste caso é avisado, pois são muitas as vozes de que seguimos a Grécia, tintim por tintim.

Nem ganha juizo.Dez.2012

A forma contraditória de como Passos Coelho pinta a situação do país, ora com tons brilhantes de sucesso ora com o breu da tragédia, esborrata-lhe o discurso e confunde o auditório.

Assim, no mesmo dia em que Passos Coelho dizia no Porto que estava a conduzir bem mas não sabia se a viatura tinha travões, foi a Fátima fazer o milagre de pôr a juventude social-democrata a cantar vitória por não ter futuro.

É óbvia a intenção de Passos Coelho - através do medo paralisar a contestação. A ausência do discurso de esperança não é defeito, é estratégico na comunicação do governo. Por vezes exagera.

Diz que faltam 20 a 30 anos para pagar a dívida, que aumenta apesar de os portugueses terem visto cortes de 13 mil milhões de euros e dizerem-lhes que ainda falta cortar mais 4 mil milhões.

Com esses anos ficou a Argentina depois de recusar pagar, correr com o FMI e renegociar com os credores. Não precisa de perguntar a nenhuma troika se pode aumentar o salário mínimo ou de vender as joias do Estado em saldo, e a sua economia cresce acima das economias regionais. E a Grécia vê perdoar 50% da sua dívida.

Passos Coelho promete o pior de dois mundos porque precisa da crise para as negociatas das privatizações e das mudanças ideológicas na sociedade portuguesa. A possível bancarrota de 2013 vai obrigar a uma negociação em piores condições que teve a Argentina. É a Grécia, que num dia de 2013 nos pode “acontecer”.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Passos: Tirar dinheiro das pensões é constitucional.

Reformados tramados. Dez 2012
 
Passos Coelho defendeu hoje que pensionistas não descontaram para terem pensões tão elevadas. “Descontaram para ter reformas, mas não para terem aquelas reformas”, disse.

“Por isso lhes estamos a pedir um contributo especial, não é para ofender a constituição”.

Pedir um contributo será o mesmo que ir tirá-lo sem consentimento e ofender decerto não ofende, pois Miguel Relvas já disse que nada no Orçamento de Estado para 2013 é contra a Constituição. 

Mandaram o Relvas estudar e deu isto; foi estudar a Constituição. Uma das equivalências da sua lista dará para constitucionalista. Adiante.

Passos Coelho descobriu agora que “há pessoas que estão reformadas e que têm reformas que são pagas por aqueles que estão hoje a trabalhar”. Depois fez-se adivinho para afirmar que os trabalhadores de agora “nunca terão reformas desse nível”. 

Uma geração de desempregados e trabalhadores precários não tem ordenados capazes; teriam sempre reformas de miséria. Nem pagam para a geração anterior nem geram uma carreira contributiva que os sustente mais tarde. Passos descobriu a pólvora.

Mas o futuro não lhe pertence. Hoje, o governo alemão, segundo o Der Spiegel, revela descontentamento da Alemanha face à evolução registada em Portugal. Refere nomeadamente que os custos salariais só estão a baixar à custa do desemprego. Mais uns, surpreendidos com os efeitos das políticas laborais que estão a impor, juntamente com a austeridade recessiva. Será que ninguém prevê as consequências das políticas?

Não é segredo (os nórdicos praticam) que só perto do pleno emprego e com políticas de crescimento se podem pagar as reformas actuais e vindouras. 

Como antes das eleições na Alemanha não há mudança de políticas, nem com estes governantes em Portugal, vão voar boa parte das pensões - se os portugueses e a Constituição não se opuserem.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Manif.15 Dez. Milhares pedem veto do Orçamento 2013.

foto manif.15 Dez.Milhares pedem que presidente cumpra a Constituio.Dez 2012

Perante dezenas de milhar de manifestantes concentrados frente ao Palácio de Belém, Arménio Carlos, da CGTP, pediu ao presidente da República para ouvir o povo.

“Ouça o povo e exerça os poderes que a Constituição da República Portuguesa lhe concede.

Ouça o povo e não cometa o erro de promulgar o Orçamento de Estado para depois solicitar a fiscalização sucessiva.

Ouça o povo e envie de imediato o Orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional, para que este faça a respectiva fiscalização preventiva.

Ouça o povo, mas ouça bem - e não promulgue este Orçamento de Estado”.

Foi isso que dezenas de milhar de manifestantes exigiram hoje a Cavaco Silva.

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A Belém - 15 de Dezembro - 15 horas.

MSE - CARTAZ - 15DEZ.Dez.2012

                                                    (Foto da manif. AQUI)

O MSE apela à participação de todos os trabalhadores, precários, subempregados e desempregados, na manifestação organizada pela CGTP-IN para este sábado, dia 15 de dezembro.

A concentração está marcada para as 15 horas, no Largo de Alcântara, e seguirá em desfile até Belém. As palavras de ordem são “Não ao OE 2013” e “Não à exploração”.

O MSE, como movimento de trabalhadores, não podia deixar de apoiar as lutas dos trabalhadores da CGTP-IN contra as políticas deste governo do desemprego e vai estar presente na manifestação.



 Sobre as Empresas de Trabalho Temporário

Comunicado do Movimento Sem Emprego 

O recrutamento de trabalhadores com recurso a agências de trabalho temporário tem vindo a subir nos últimos anos de tal forma que a facturação anual destas agências chega já aos 600 milhões de euros. 

O MSE denúncia estas empresas que não são mais do que instrumentos de promoção e perpetuação do trabalho precário, sem direitos, mal pago. São intermediárias entre o trabalhador e o patrão que vivem de lucros conseguidos através da usurpação de parte do salário dos trabalhadores e que legitimam a desresponsabilização das empresas perante estes. 

Assim, o MSE questiona: afinal qual o papel do Centro de Emprego? Gerir subsídios de desemprego? Controlar os trabalhadores desempregados para, à primeira oportunidade, lhes retirar o subsídio? Manipular os números de desemprego? Porque não é o estado, através do Centro de Emprego, a cumprir esta tarefa? Porque é que estas empresas têm uma facturação de milhões de Euros e os Centros de Emprego não cumprem o seu papel?

Exigimos o fim das empresas de trabalho temporário e que o Centro de Emprego assuma a função para o qual foi criado: promover o emprego com direitos.

MSE 11/12/12

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

CDS sem voz no governo, diz Portas –malandrice (!).

mais um perdoai-me de Portas.Dez.2012

Portas diz que voz do CDS “não foi ouvida” no OE, o Raul Solnado diria – malandrice.

Que um governante faça o contrário do que prometeu antes de eleito é uma patifaria. Que um partido que governa em coligação aprove medidas com as quais não concorda em pleno, num processo de negociação e contrapartidas, é a vida. 

Mas um partido, como o CDS/PP de Portas, que viabiliza tudo aquilo que diz discordar e depois vem publicamente queixar-se, é da mais profunda miséria política. Cínico e sem vergonha.

Não há “pé dentro e pé fora” do governo, isso é engenho fantasista do marketing político. O governo Vítor Gaspar/Passos/Portas é coeso até prova em contrário. 

A prova em contrário seria o fim do compromisso que originou a coligação, esse compromisso, como se percebe, é o apoio parlamentar do CDS, em troca de lugares no aparelho do Estado e tachos circunvizinhos bem remunerados.

Portas olha para o seu futuro, uma provável carreira “lá fora”. Não se importa, como Passos Coelho, de prejudicar os seus autarcas de imediato e o destino do partido.

Vamos assistir a mais deste fingimento, da direcção do CDS e do seu grupo parlamentar, até porque o CDS não tem massa crítica interna que o impeça voltar a ser um “partido do táxi”, ou da lambreta.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Alcântara–Belém. Sábado dia 15 de Dezembro.


A Belem - sabado 15 de dezembro.Dez.2012


                                                                     ( Foto da manif. AQUI)

clicar CGTP
Convocatoria CGTP.Dez.2012
 Vamos lá!

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Álvaro o mentor? A reindustrialização da Europa.

Antonio Tajani - Comissario Industria. Dez 2012

Em nenhum país europeu ligaram patavina à carta de cinco ministros da economia (incluindo o nosso) sobre a agenda para o crescimento baseada na reindustrialização da Europa. Ninguém teve a lata de dizer que havia um mentor de tal coisa (excepto aqui); e logo o ministro Álvaro.

O protagonismo dado ao ministro Álvaro justifica-se (!?) pelo provincianismo publicado e a manifesta preguiça jornalística.

Com base nas conclusões do Conselho Europeu de Junho e a política industrial adoptada pela Comissão Europeia em 10 de Outubro, realizou-se - em Lisboa (!) – a 26/10, a Conferência “Reindustrialização para o Crescimento e a Competitividade na Europa”. António Tajani, comissário responsável pela Indústria e o Empreendedorismo e vice-presidente da Comissão Europeia defendeu a reindustrialização como a 3ª Revolução Industrial.

A carta dos cinco ministros da economia (incluindo o nosso) não passa de generalidades sobre as prioridades definidas por Tajani.

O que o ministro Álvaro acrescentou à carta, e a Tajani, em declarações de pôr os olhos em bico à Europa do desenvolvimento social, foi a resposta obscena ao dumping ambiental dos países em desenvolvimento.

O que falta à indústria europeia para melhor competir não é poluir como outros fazem. A própria indústria dá as soluções. A indústria europeia das tecnologias ambientais e de gestão de recursos é líder mundial. A indústria europeia tem de continuar a modernizar-se com ecologia e investigação e não reduzindo o seu potencial de inovação. Desaparece se quiser copiar os padrões chineses.

O actual governo português vai no pior sentido, abandona o cluster industrial das renováveis, nada promove além da emigração de quadros e “cérebros”, desinveste na educação e na investigação científica, torna impossível o financiamento das empresas para além de as descapitalizar. 

No meio disto o ministro Álvaro quer dar sinais de vida mas não aparenta saber o mínimo sobre empresas ou indústria.

Por cá é pretensioso falar em reindustrialização; a política do governo actual leva a que quase todos os dias fechem fábricas. Conseguir suster a sangria industrial que se iniciou com Cavaco Silva já era um objectivo razoável.

Cartas, manifestos, convenções…são paleio - fúteis promoções.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais cortes em 2013. É certa a derrapagem orçamental.

Governo acredita na derrapagem oramental.Dez.2012

Baixar o défice pelo lado da receita pode colocar em causa as próprias metas orçamentais, avisa a Comissão Europeia, que defende as “medidas de contingência” prometidas pelo governo para cortar na despesa pública.

Ninguém acreditava nas previsões do governo, agora parece que o próprio governo também não acredita. Não são medidas de contingência, são medidas costumeiras perante as derrapagens orçamentais.

A receita vai necessariamente baixar mais que o previsto, com mais recessão. O que precisamos saber é o âmbito das medidas de contingência. Só pode ser mais do mesmo – cortes. Tirar mais dinheiro das famílias e da economia, escavar na espiral recessiva.

Até quando?

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Coligação vai treinar rebeldes sírios.

Siria atacada. Dez.2012

No dia seguinte à “Europa” ter recebido o prémio Nobel da paz, entrega onde pontificou o “pacifista das Lajes” Durão Barroso, sabe-se que países europeus planeiam envolver-se directamente na Guerra Síria.

Segundo o site do jornal britânico The Independent, uma “coligação internacional planeia dar apoio aéreo e marítimo, assim como treino militar aos rebeldes sírios que lutam contra o regime de Assad”. 

Diz o The Independent; “o comandante das forças armadas britânicas, general David Richards, organizou um encontro confidencial em Londres, há algumas semanas, onde estiveram presentes chefes militares da França, Turquia, Jordânia, Qatar, e Emiratos Árabes Unidos, mais um general de três estrelas americano”. Diz ainda, que “outros departamentos governamentais do Reino Unido e os seus homólogos dos Estados aliados têm feito reuniões acerca da missão”.

Os chamados “aliados ocidentais” afirmam-se preocupados com “os grupos jihadistas rebeldes, alguns ligados à Al-Qaeda, que têm conquistado poder e influência por causa do seu acesso a armas e dinheiro proveniente dos países do Golfo”. 

Como em todos os lugares da região onde os “aliados ocidentais” mudaram os regimes pela força, quem combate quer ficar com boa parte. Reconhecer politicamente uma oposição moderada não garante um poder democrático após a queda dos regimes. Médio Oriente e Norte de África são disso prova recente.

A aventura dos “aliados ocidentais” na Síria segue um plano com semelhanças aos anteriores e alguns acrescentos. Dele fazem parte os mísseis Patriot na Turquia, junto à fronteira com a Síria, e que, como se vê, não são uma medida defensiva para o Estado turco, mas para proteger os campos de treino dos rebeldes, que seriam nesse território.

As armas químicas que há na Síria têm um papel semelhante das “armas de destruição maciça” que não havia no Iraque; podem “justificar” uma intervenção militar externa, sejam usadas pelo governo, sejam usadas pelos rebeldes. É um “incêndio do Reichstag” de que muitos estão à espera.

E a Europa nisto!...Já houve outros prémios “Nobel da Paz” que se vieram a verificar terem sido muito mal entregues - logo no dia seguinte, julgo ser o primeiro.

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