sábado, 23 de março de 2013

Líder da Igreja quer Chipre fora do Euro.

Chrysostom II de Chipre com Dmitry Medvedev - Out 2010. Mar.2013

Arcebispo Crysostomos recomenda saída do Euro.

O chefe da Igreja Ortodoxa do Chipre, o arcebispo Chysostomos II, declarou-se a favor da saída do seu país da zona euro.

O arcebispo, que já tinha colocado à disposição do país, todos os bens da Igreja Ortodoxa, afirmou em entrevista não ser tarefa fácil sair do euro, mas que se tinha de dedicar tanto tempo à saída quanto o dedicado para entrar para o euro.

É com a recomendação do líder da Igreja para que o Chipre saia do Euro, que continuam as negociações do resgate da troika, entre o Eurogrupo e o governo cipriota, agendadas para amanhã (18.00h). 

A seguir…

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Petição contra Manuela Ferreira Leite. Já.

Manuela Ferreira Leite também vai fazer anúncios. Mar.2013

Manuela Ferreira Leite regressa ao comentário político na TVI. Com Marques Mendes (SIC), Marcelo Rebelo de Sousa (TVI) e Santana Lopes (TVI 24/Correio da Manhã TV); são - já - quatro antigos presidentes do PSD com poiso em programas especiais nas televisões. “Ajudam” os portugueses a compreender a política, obviamente com a visão, (independente?) que o seu passado e presente na política permitem.

Neste quadro, as reacções pela futura presença de José Sócrates na RTP, são ainda mais ridículas. As justificações para contrariar o regresso de Sócrates são as mesmas da campanha contra ele, antes e depois da troika. 

Escrevi aqui sobre a culpa de Sócrates há um ano, agora o terror aumentou e com cenas de histeria sem sentido. Uma petição contra Ferreira Leite teria o mesmo nexo, nenhum.

Eu defendo a saída de Portugal do Euro, Sócrates decerto que não; mas quero ouvir o que um ex-líder do centro-esquerda tem para dizer sobre a situação do país, mais não seja, porque é de certeza mais claro que a actual liderança do PS.

Hoje, um deputado do PSD disse no Parlamento que o regresso de Sócrates é a razão da moção de censura do PS. Não sei, mas já vimos pela acção de António Costa que António José Seguro precisa de uns “encostos de bateria”.

Os meus amigos que odeiam Sócrates, e são muitos, tenham paciência; pode-se continuar a bater no ceguinho, mas não vai estar amordaçado. Uma noia diria o boneco do Marques Mendes.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Feira do Folar – Sabores em Chaves.

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A preparar a trouxa para viajar até Lisboa, deixo uma sugestão de turismo gastronómico - Chaves.

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Nos dois dias anteriores ao Domingo de Páscoa, há Sabores de Chaves/ Feira do Folar, no Largo General Silveira (antigo Jardim das Freiras). 

Umas inteligências autárquicas deram cabo do jardim para plantar lajes de pedra; pelo menos aproveite-se o espaço nu do largo, quando vestido das gentes das aldeias circunvizinhas. Nessa altura mostram os seus produtos e o saboroso folar é o centro das atenções.

Não estou cá (em Chaves) nessa data, levo já o folar e um cabritinho do Barroso para a Páscoa da minha família. Este ano perco a Feira, mas não perco a queda do governo.

Se o governo cai antes da Páscoa, o cabrito também marcha antes - certo!?

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Merkel – agiota de casino. Euro – o vício do jogo.

Eurogrupo unânime em proposta desonesta ao Chipre.Mar. 2013.
Como usurário em casa de jogo, Merkel quer à viva força emprestar dinheiro ao Chipre, quer agarrar a ilha ao seu desígnio imperial, submetendo o Chipre pela divida.

“Houve uma conversa telefónica entre Ângela Merkel e o presidente cipriota na segunda-feira à noite” disse o porta-voz da chanceler. “Nessa conversa, Merkel insistiu que as negociações devem ser feitas apenas com a troika”. (in jornal i).

Merkel “furiosa”, Merkel “exaltada”, diz a imprensa. A troika ainda nada emprestou de resgate ao Chipre, Merkel idem - e já é dona do Chipre - e dá ordens aos eleitos de um país independente!?

É mais um aviso da alhada que veio com o Euro. Como nós iremos a seguir ao primeiro país que seja obrigado a abandonar o euro (os mercados serão implacáveis) e tanto faz ser a Grécia ou o Chipre, não basta, como disse Jorge Sampaio, “uma estratégia que faça frente às medidas propostas pela troika”.

Ou é com o Euro ou sem o Euro, não há medidas que permitam que a economia portuguesa cresça dentro desta moeda única, com estes líderes europeus. O desemprego não desce sem algum tempo de crescimento, e não há crescimento sem desvalorização cambial, logo, outra moeda.

Toda a gente já sabe, à exaustão, que a desvalorização de uma moeda (própria) impulsiona as exportações por melhores condições de concorrência com o exterior. Ao mesmo tempo torna as importações mais caras permitindo criar produção nacional em competição com os bens importados, substituindo assim boa parte das importações. A economia portuguesa teria crescimento. 

 A alternativa ao bê-á-bá é o quê? Este Euro? Estes custos?

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terça-feira, 19 de março de 2013

Eurogrupo no Chipre – Desconfiança no Euro.

Chipre manifesta-se contra a Europa.Mar.2013

Os ministros das Finanças da União Europeia podem ser maníacos, mas são uma trupe fértil e divertida. Encontram sem dúvida soluções criativas - Chipre foi só mais uma. Que não avaliem as consequências das suas decisões é apenas um pormenor. (Parece coisa do governo português).

O resgate cipriota, que em valor se aproxima dos juros de Portugal à troika em um ano, é um confisco como é próprio dos resgates troikanos. Cá, o confisco está a ser bem superior e a Europa ouve menos alarido.

O desassossego vem mais da planta de estufa do sistema financeiro, que dos desgraçados dos cipriotas; eles vão pagar de outra forma (igual a nós) o mesmíssimo valor que o Eurogrupo quis confiscar atabalhoadamente. 

Isto, se o Chipre quiser continuar com o presente envenenado do Euro, pois tem na Rússia uma solução acessível para os seus infortúnios. As suas grandes reservas de gás natural vão acabar exploradas por estrangeiros e amigos estrangeiros como os da Europa trazem desgraça certa. Geoestratégia não é o forte dos contabilistas do Eurogrupo.

Estas controvérsias permitem ver as voltas que o mundo dá. Não há por cá comentário sem apontar o receio da corrida aos bancos, do famigerado contágio, que fez polémica infindável por causa do BPN (no fundo para desculpabilizar a mafia montada por gente do PSD que ficou com o dinheiro).

O “método” português de salvação da banca é agora dado como exemplar e Teixeira dos Santos, que em 2011 já estava a passar de besta a bestial, (AQUI) tem a sua intervenção no sistema bancário sancionada por muitos dos seus críticos, vê-se reabilitado. 

O que vai ser difícil de reabilitar depois deste episódio eurocipriota é a confiança no Euro. Quem manda na moeda única é um único país, a Alemanha, e os líderes alemães de agora, não batem certo de juízo.

O Euro chega às eleições gerais alemãs? E Portugal? Afunda-se com o Euro, afunda-se por causa do Euro, ou inicia a saída do Euro?

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Directivas para sardinha assada e atraso de pagamentos.

União Europeia é firme em directivas da sardinha assada.Mar.2013

Desde que estamos na União Europeia habituaram-nos à obrigatoriedade de seguirmos as directivas emanadas de Bruxelas. Das colheres de pau à tripa de plástico dos enchidos, ou aos fumos da sardinha assada. Isto para falar só de cozinha e cozinhados; aliás, opíparos manjares para a larica da ASAE. 

Quando servem para sacar umas coimas, as directivas europeias são mais que adoptadas, são tratadas como filhos legítimos do governo português.

A Comissão Europeia lançou em 2.000 uma directiva para que os Estados passassem a pagar atempadamente aos seus fornecedores, se bem me lembro a 30 dias da data das facturas, mas, passados estes anos, conclui-se que os Estados fizeram-se esquecidos.

Como vem no Público, a “Comissão Europeia apela a que países adoptem a directiva sobre os atrasos de pagamentos”. Não sei se está bem traduzido, mas as directivas não nos têm chegado em forma de apelo. É para cumprir – e mais nada! O Estado, quando é para receber…é para receber – e mais nada!

O paleio do governo sobre o problema do desemprego não leva em conta o encerramento de empresas provocado pelo próprio Estado, pelo Estado caloteiro. 

Qualquer aselha em contas, mas que conheça a realidade do tecido empresarial português, já viu há muito que o Estado pagar o que deve é a mais importante injecção de dinheiro para impedir maior desemprego. Os doutos economistas que governam isto, ainda não notaram.

Andam com mesinhas, velhos “impulsos jovem” e ocupações da treta, enquanto fecham empresas viáveis, só porque estas trabalham para o Estado, ou trabalham com clientes que têm o Estado como cliente.

Sei o que é isso, escrevi AQUI o ano passado sobre o assunto, dizia ao ministro Álvaro: “Em vez de ir para a televisão palestrar sobre o paradigma financeiro do tecido empresarial português e a necessidade de irem para a bolsa, deixe de nos ir ao bolso e paguem o que devem às empresas”.

O “APELO” da Comissão Europeia vale mais que um desabafo num blogue?

Vamos ver!

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domingo, 17 de março de 2013

Está perto o anúncio da bancarrota. E sair do Euro?

Daniel Beça avisa da bancarrota. Mar 2013


O ex-ministro da economia Daniel Bessa voltou ao discurso do perigo da bancarrota, diz ele:

“Estamos todos no país a tentar evitar o momento final do anúncio da bancarrota e do incumprimento. Não estou a dizer que estamos em cima desse momento, mas, infelizmente, estamos hoje mais perto do que estávamos há dois meses, estamos mais perto do que estávamos há dois anos. E, portanto, é isso que estamos a tentar evitar”. (Transcrito do Público).

Que este seria o governo da bancarrota, até eu o disse por aqui, ainda antes de se saber que a divida galgaria aos valores de hoje. Incumprimento nos moldes actuais de pagamentos é mais que certo, o que não significa no nosso caso falta de credibilidade do país. Se há reputação abalada é da troika, do PSD, do CDS, e de Cavaco Silva, que deixa Portugal capitular neste desgoverno.

O incumprimento já se assume para além de teórico, também em hostes apoiantes do governo; a governação tem retirado aos portugueses os meios para cumprir quaisquer obrigações.

No Euro, com a dimensão dos juros e sem um plano de pagamentos suportável; com o investimento e o consumo ao nível de um país falido não vamos lá. 

Mas os países não acabam por incumprimento, sofrem mais ou menos o que estamos a sofrer, para recuperar os tempos saudáveis. O esforço que fazemos é inglório, com a austeridade que já se suportou e moeda própria, estávamos no caminho de saída da crise e não a enterrarmo-nos mais. 

A saída de Portugal do Euro, harmonizada com os parceiros europeus e negociada com os credores, é uma solução cujo debate tem de deixar de ser tabu, devia ser já a tarefa das forças políticas nacionais.

No caminho que estamos, a austeridade não nos serve, só nos destrói.

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sábado, 16 de março de 2013

Para memória futura. Estão a amarrotar um país.

V SM. Há economistas e economistas. Mar.2013

O professor Viriato Soromenho-Marques (V SM) escreve uma coluna de opinião no DN, onde salienta que Vítor Gaspar falando como ministro e não como professor “monetarista”, “devia ter pedido desculpa aos portugueses pela falta de rigor e ausência de credibilidade dos seus cálculos”.

Como a comunicação feita agora pelo ministro das Finanças deverá pecar pela mesma imprecisão, é natural que o desastre anunciado por Gaspar venha a ser ainda mais catastrófico. 

A história, por V SM:

“Em outubro, a previsão para a queda do PIB, contida no OE 2013, era de -1%. No início de março, no Parlamento, Gaspar esclareceu que se tinha enganado. Afinal a queda será de -2%. Um académico honesto teria dito que o seu engano era de 100% (a previsão passava de -1% para o dobro, -2%), mas Gaspar resolveu fazer-se de ingénuo, dizendo que o engano era de 1%. Afinal a recessão vai ser de -2,3%, se ficar por aqui…Gaspar está bem acompanhado, na incompetência, pelos técnicos da troika. Em Agosto de 2011, a troika efectuou uma série de previsões para 2013 que se mostraram totalmente erradas: um crescimento de 1,2% (!); a taxa de desemprego abaixo de 14% (agora a previsão é de quase 19%); a dívida pública perto dos 114% (na verdade, em final de 2012 já estava em 122,5%).
Os políticos são punidos pelas eleições e pela história (o nome do primeiro-ministro ficará na sinistra galeria dos anti-heróis da História de Portugal). Os académicos, quando erram, perdem reputação e emprego. Gaspar e os seus colegas da troika pertencem a uma casta híbrida de inimputáveis. Quando lhes são pedidas responsabilidades políticas, dizem: “somos apenas técnicos”. Quando lhes são apontados os erros científicos, respondem: “O nosso trabalho está condicionado pela política”. Até quando poderá uma democracia suportar ser aterrorizada por incompetentes e irresponsáveis”.

O que é facto; é o governo e o presidente da República andarem por aí no dia seguinte… como no dia anterior. Depois do anúncio do desastre, os aselhas dos condutores que só causam sinistros mantêm-se ao volante do país.

A troika, o governo de Passos Coelho / Paulo Portas, e Cavaco Silva, mais que a dar pancada – estão a amarrotar um país. Um país com gente dentro.

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Governo anuncia desastre. PIB cai 2,3%. Mais desemprego.

Aumento do desemprego sem fim. Mar.2013 

Governo agrava as perspectivas inscritas no Orçamento de Estado (OE) para a economia portuguesa.

O governo espera que a taxa de desemprego cresça dos 15,7% em 2012 para 18,2% em 2013, chegando perto dos 19% nos últimos meses do ano; (16,4% no OE, 16,9% no 1º trimestre).

O PIB cairá 2,3% contra os 1% inscritos no Orçamento de Estado e a divida pública chegará a 123,7% em 2014.

A troika tem receio de perder as eleições em Portugal, o défice derrapou em 2012 mas é alargada a meta para 2013 e 2014. Atingir a meta dos 3% é para depois da troika e evidentemente para muito depois deste governo.

Mais tempo e mais dinheiro é a marca do novo ajustamento, sofrimento inglório dos portugueses é a realidade da governação TROIKA / PSD-CDS.

Mais austeridade por mais tempo é o custo que os portugueses pagarão se este governo não cair. Mais fome é a enorme responsabilidade que a oposição terá se não encontrar caminhos para se apresentar como alternativa credível.

Alternativa que passa pela nossa relação com a União Europeia, pelo vínculo a uma moeda que destruiu a economia do nosso país. A partir dos dados do governo e das suas intenções, urge discutir opções nacionais que vão além dos partidos e governos. 

O debate nacional, perante a letargia dos políticos europeus, tem de ser sobre a continuação de Portugal no Euro.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

A Mão de Deus e os argentinos. Maradona e Bergoglio.

Os Papas movimentam muita gente. Mar.2013

D. José Policarpo disse ter havido “Mão de Deus” na designação do Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio na Argentina. Ouvi na TSF.

Não parece mão de Deus.

Andei em viagem, não me juntei por isso à denúncia do passado de Bergoglio. A polémica ressuscitou como Bergoglio temia, caso fosse eleito Papa. Pode-se especular que seria a sua boa relação com a ditadura argentina, a razão que o levou a pedir para não ser nomeado, no Conclave que designou Ratzinger.

Como já está mais divulgado, o agora Papa foi denunciado em 2005 pela Justiça do seu país, por envolvimento no sequestro, pelos militares da ditadura, de dois religiosos jesuítas (Francisco Jalics e Orlando Yorio) que estavam sobre as suas ordens e protecção. Segundo a acusação, fê-lo por eles se negarem a deixar de visitar as favelas.

Em 2011, o Ministério Público e a associação Avós da Praça de Maio, pedem a convocação de Bergoglio para depor sobre o “roubo de bebés”, dado haver provas documentais de que ele soube dos casos, quando se sequestravam bebés nascidos nas prisões da ditadura, e negou-o mais tarde.

O cardeal Jorge Bergoglio foi um opositor particularmente activo aos governos progressistas de Néstor e de Cristina Kirchner, chegando a participar numa manifestação de rua.

Depois da publicação de vários depoimentos, em 2010 e 2011, que o indicam como colaborador da ditadura, não seria recomendado para Papa.

O que se alterou? As nomeações papais têm sido tão direcionadas politicamente como os prémios Nobel da Paz. Não é coincidência os Papas estarem no âmago de alterações fundamentais do poder politico nos últimos tempos. A seguir ao polaco e ao alemão, com os resultados visíveis, nomear um da zona do mundo onde se faz tudo por escapar às centrais mundiais de dominação é um sinal.

Não é um sinal de Deus. Bobby Robson, depois do jogo do mundial do México, entre a Inglaterra e a Argentina dizia sobre o golo de Maradona; “não foi mão de Deus, Deus nada tem a ver com aquilo, foi a mão de um malandro”.

Gosto de Maradona mas foi malandrice. Será o Vaticano capaz de malandrices?

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